“Kuhn sugere que a racionalidade da ciência pressupõe a
aceitação de um referencial comum. Sugere que a
racionalidade depende de algo como uma linguagem comum e
um conjunto comum de suposições. Sugere que a discussão
racional e a crítica racional só serão possíveis se estivermos de
acordo sobre questões fundamentais.”
POPPER, Karl. A Ciência Normal e seus Perigos. In: LAKATOS, Imre;
MUSGRAVE, Alan (orgs.). A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979, p. 68-69.
O trecho acima citado apresenta um comentário de Karl Popper
sobre Thomas Kuhn, que ficou mundialmente conhecido através
de sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas. A posição
de Karl Popper sobre as teses de Thomas Kuhn é a de
Jean-Paul Sartre foi um dos principais representantes da
corrente existencialista, uma das mais destacadas na
história da filosofia. Sartre desenvolveu diversas teses,
sendo que uma das mais importantes é a
“O problema epistemológico da objetividade científica coloca,
quer queira quer não, a questão da neutralidade dos cientistas
relativamente a todo e qualquer tipo de valoração e de
engajamentos pessoais.”
JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago,
1975, p. 29.
O problema da objetividade e da neutralidade é um dos mais
discutidos na epistemologia em sua história e ganha novos
contornos na contemporaneidade. As posições epistemológicas
são variadas e até antagônicas. Entre essas posições, existem
“A modernidade é um mundo completo, fechado, endógeno,
autorreferencial, autossuficiente e autossubsistente, que não
precisa de colaboração e crítica de fora para dentro, e nem abre
espaço para a participação por parte do outro da modernidade”.
DANNER, F.; DORRICO, J.; DANNER, L. F. Pensamento indígena brasileiro
como crítica da modernidade: sobre uma expressão de Ailton Krenak. Griot:
Revista de Filosofia. Amargosa – BA, v. 19, n. 3, p. 76, outubro, 2019.
O excerto acima, com base no pensamento de Ailton
Krenak, leva à afirmação de que o Ocidente é uma
Álvaro Valls, filósofo brasileiro que se dedicou a pesquisar e
a escrever sobre a Bioética, definiu alguns princípios que
norteiam a atuação de quem lida com seres humanos em
seu campo de atuação. Para ele, quem atua em profissões,
ou faz pesquisa, que envolvam seres humanos deve
Friedrich Nietzsche afirmava que o cristianismo se
fundamentava numa “moral de escravos” e atribuía a ele
uma expressão sentimental básica. Qual é o sentimento que
estava na base da moral cristã para esse filósofo?
“O sonho moderno da razão legisladora da felicidade tem
trazido frutos amargos. Os maiores crimes contra a
humanidade têm sido cometidos em nome da regrada razão, da
melhor ordem e da maior felicidade”.
ZIGMUNT, B. Ética pós-moderna. São Paulo: Editora Paulus, 2006, p. 271.
Crítico da modernidade, Zigmunt Bauman admite que uma
ética pós-moderna se vincula à admissão do outro como
Uma das fontes filosóficas da Bioética é o filósofo alemão
Hans Jonas. Para este filósofo, a ética trata do respeito à
vida não só no plano individual, mas se refere à toda espécie
humana. Para Jonas agir com ética é
É virtual toda entidade desterritorializada capaz de gerar
diversas manifestações concretas em diferentes momentos
e locais determinados, sem estar ela mesma presa em
algum lugar ou tempo em particular. A palavra “virtual”, para
Pierre Levi, pode ser entendida ao menos com três sentidos.
São eles:
Georges Canguilhem afirmou que Gaston Bachelard
“revolucionou a epistemologia contemporânea”, não
somente por ter introduzido conceitos-chave como
“vigilância”, “obstáculo”, “recorrência” e “corte”
epistemológicos, mas também por ter reconhecido que a
ciência se caracteriza por ser uma
Em 1784, ao publicar o texto “Resposta à pergunta: ‘Que é
Esclarecimento?’”, Kant procura elucidar o que é ser um
indivíduo autônomo, que age de modo racional e livre. Para
Kant, o agir ético deve visar