Leia a seguir a resposta de Debora Diniz à pergunta “O que querem as mulheres que pedem a descriminalização do aborto?”

A descriminalização é a retirada desse dispositivo, dessa coisa do código penal que diz que se uma mulher fizer aborto ela vai presa. É uma a cada 5 mulheres aos 40 anos [que aborta]! Pelo menos meio milhão de mulheres a cada ano. Uma em cada 5 mulheres com até 40 anos que você conhece, eu conheço. Essa é uma mulher comum, ela tem filhos, ela vai à igreja, vai ao templo, trabalha, ela não tem o perfil de uma “mulher fora da lei”. É uma mulher comum que se vê diante de uma necessidade de saúde, uma necessidade de vida, e ela tem que ir à clandestinidade para fazer um aborto, seja para comprar medicamentos, buscar uma clínica ou, se ela tem mais dinheiro, pegar um avião para um país onde o aborto é legalizado. Por que a descriminalização é tão importante? Quando você retira o crime de uma prática você pode falar dela abertamente. As instituições do Estado podem desenhar políticas para prevenir, para proteger e para cuidar. Como se previne o aborto? Há estudos sistemáticos que mostram que uma mulher quando faz o aborto, alguma coisa está errada em sua vida. Seja no uso dos métodos, ou ela teve efeitos colaterais ou ela não soube usar, ou porque ela é muito jovem e sofre violência sexual dentroda própria casa. Então quando o aborto é crime essa mulher entra na situação de saúde e não fala a verdade, ela tem medo de ser denunciada. A descriminalização permite inclusive diminuir a taxa de abortos, que é o que tanto querem aqueles que querem prender as mulheres.

Adaptado de: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/02/politica/1533241424_946696 .html

Com base na leitura, é correto afirmar que preocupação com a busca pelo aborto clandestino destaca, na interpretação da entrevistada,
No trecho a seguir, a autora levanta a questão da unidade e da diversidade na atividade da militância negra.

Só que nesse movimento, cuja especificidade é o significante negro, existem divergências, mais ou menos fundas, quanto ao modo de articulação dessa especificidade. Deve o negro assimilar tudo que é eurobranco? Ou só transar o que é afronegro? Ou somas os dois? (...) Os diferentes tipos de resposta a essas questões, e a muitas outras, acabam por remeter a gente a falar de movimentos negros... no Movimento Negro.

GONZÁLEZ, Lélia. Movimento ou movimentos negros? In: Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982.

Assinale a opção que descreve corretamente a posição exposta no trecho acima.
O Instituto Terroá opera como um hub de tecnologias sociais, promovendo soluções inovadoras que impulsionam o impacto social, ambiental ou econômico nos territórios e organizações em que atua.
Considerando o tempo delimitado para um estudo que tem o propósito de construir um conhecimento sobre tecnologias sociais, os pesquisadores sabem que podem levantar dados de distintas fontes, a saber: (a) relatórios e indicadores que o Instituto oferece; (b) entrevista a lideranças; (c) dados observacionais in situ; e (d) experiências dos membros-chave da comunidade. Assim, é proposto ao grupo de pesquisa um projeto com uso de métodos qualitativos que, nesse contexto, é denominado:
Entre suas metas, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10 (redução das desigualdades) prevê promover, até 2030, a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente de idade, gênero, deficiência, raça, etnia, origem nacional, condição econômica, religião ou qualquer outra característica. O conceito descrito a seguir é um dos que fundamenta essa meta.

Processo pelo qual indivíduos e grupos socialmente vulneráveis ampliam sua capacidade de agir sobre as próprias vidas e contextos. Envolve a conscientização a respeito dos próprios direitos, a superação de relações de dominação e dependência e a construção de condições para o exercício autônomo da cidadania. Está associado a um processo de redução da vulnerabilidade e de aumento das próprias capacidades dos setores pobres e marginalizados da sociedade, além de ter por objetivo promover entre eles um índice de desenvolvimento humano sustentável e a possibilidade de realização plena dos direitos individuais.

A descrição acima diz respeito ao conceito de:
Poucas obras são tão marcantes na literatura do que A Hora da Estrela (1977). Exemplo máximo de vítimas de sistemas de opressão sobrepostos (ou cruzados ou interseccionados), Macabéa, personagem principal do romance, é quase “engolida” pela cidade e pela sociedade em seu redor; simultaneamente, Clarice acusa escritor, narrador e leitor de serem partícipes, tirando proveito, inclusive, daquela opressão. Na obra percebe-se a construção do feminino em evidente desigualdade ao masculino, a partir das relações entre as personagens, bem como das relações de suas identidades, construídas a partir de regiões distintas do país.; do nordeste e do sudeste.
(extraído de Clarice Lispector, Criminóloga, escrito por Hamilton Gonçalves Ferraz, 1ª ed., São Paulo : D’Plácido, 2023, pág.46 ).


O texto aborda, ainda que de forma poética, a violência de gênero contra a mulher, que é parte integrante de nossa sociedade.

Acerca do tema, é correto afirmar que