A maioria dos países africanos tornaram-se independentes entre 1950 e 1975. Amílcar Cabral foi uma das lideranças que
formularam projetos políticos para criar unidades nacionais
no pós-independência. Ele havia nascido na Guiné-Bissau em
1924; depois de seu nascimento, sua família se mudou para
Cabo Verde. Em 1945, obteve bolsa para estudar em Portugal; na Europa, entrou, então, em contato com as teorias do
movimento da negritude, panafricanismo e marxismo. De volta
à África em 1952, ajudou a fundar o Partido Africano para a
Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC, 1953), iniciando
a luta armada contra a metrópole em 1963. Em um discurso,
Cabral afirmou: “No nosso Partido ninguém dividiu; pelo contrário, cada dia nos unimos mais. Aqui não há papel, nem fula,
nem mandinga, nem filhos de caboverdianos, nada disso.”
(Adaptado de MALACCO, F. Unidade nacional e unidade continental: uma discussão
acerca dos projetos políticos de Amílcar Cabral e Kwame Nkrumah. Revista Ars Historica,
17, p. 78-100, jul/dez 2018.)
Com base no excerto, marque a alternativa correta sobre o
ideário nacional proposto por Amílcar Cabral e pelo movimento
por ele liderado.
Há mais de 150 anos, o Canadá retirou crianças indígenas
de suas famílias e as forçou a frequentar internatos. Mais de
150.000 crianças no total, que tiveram seus cabelos cortados
e eram proibidas de falar as línguas indígenas. As famílias foram impedidas de visitá-las. A disciplina era inflexível e o abuso
era desenfreado. Em 2009, a Comissão da Verdade e Reconciliação do Canadá começou a coletar evidências sobre o que
aconteceu nesses colégios internos. Quando a comissão concluiu seu mandato em 2015, foi criado o Centro Nacional para
a Verdade e Reconciliação. Para garantir que as vozes das pessoas que passaram por internatos continuassem a ser ouvidas,
o Centro instituiu o Círculo de Sobreviventes, que se reúne
quatro vezes por ano.
(Tradução e adaptação de trecho de reportagem de Alanna Mitchell, Canadian Geographic,
número especial “Povos Indígenas do Canadá”, 08 jan. 2018)
Segundo o texto, os internatos para crianças indígenas, a partir
do século XIX, foram uma política de Estado