É consenso entre os especialistas que a aventura intelectual vivida pela ciência moderna teve como seus precursores mais remotos os gregos. No período medieval mais tardio, que do ponto de vista da evolução do pensamento ocidental, viu prosperar o casamento da filosofia grega com a teologia do cristianismo, conhecido como período escolástico (início do século IX até o final do século XVI), essas amarras se tornaram ainda mais fortes. Agora, poderosas razões políticas e religiosas faziam com que fosse sumamente importante controlar conhecimento e pensamento teóricos, mantendo-os dentro do escopo do pensamento religioso. (ABRANTES, P. C, 1998.)

Esses filósofos denominados precursores acabaram merecendo a denominação conjunta de Pré-Socráticos e ficaram de certa maneira conhecidos, entre outros fatores:
Em todos eles, a noção de physis está associada a alguma coisa que é fundamental e radical (constitui a base e a raiz) e que, possuindo o atributo da permanência, subjaz ao que é mutável e transitório. Esse princípio é, portanto, constitutivo, mas é também, dentro do pensamento pré-socrático, principalmente originário e formativo (gerativo). (BURTT, E. A., 1984.)

Os pré-socráticos foram os primeiros a levarem o mundo ao conhecimento científico. Eles deram os passos iniciais para construção de um pensamento racional e, portanto, foram importantíssimos para o progresso da humanidade. Em relação aos seus representantes: