Autora de mais de cem textos teatrais, Lourdes Ramalho (1923-2019), dramaturga
nascida no Rio Grande do Norte, mas radicada na Paraíba, foi uma das principais
responsáveis por imprimir em sua escrita a ideia do Nordeste e do nordestino, porém não
mais vinculada àquela imagem estilizada e/ou estereotipada que é como essa região
costuma ser vista pelo restante do país. Em suas obras, é possível identificar traços de
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Durante as três primeiras décadas do século XX, um tipo de teatro no Brasil ganhou
destaque e notoriedade. Para além das formas importadas, estabeleceu-se, no palco, um
espaço importante de representação das ideias de constituição da pátria, contrariando a
estética realista-naturalista. Um gênero que se servia do riso, da sátira, da representação
de tipos populares, números musicais, esquetes, figurinos extravagantes e que abordava
os principais acontecimentos do ano de forma crítica e bem-humorada. Essas
características correspondem à perspectiva do
Atualmente, pode-se considerar que o termo “Teatro Negro” deve ser visto de uma forma
plural, pois a presença expressiva do negro na cena permitiu que esses (essas) artistas
assumissem um lugar de protagonismo. Sendo assim, é possível identificar
características que têm sido comuns nesse tipo de produção artística, como, por
exemplo,
No ano de 1998, à frente do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), o diretor Antunes Filho
(1929-2019) inaugurou o que ele definiu de “nova teatralidade”. Contrapondo a
interpretação estereotipada de atores e atrizes de teatro, cinema e televisão, surgia o
Prêt-à-Porter, exercícios cênicos, em que o (a) intérprete toma para si as funções de
autor (a) e diretor (a). São características do Prét-à-Porter, proposto por Antunes Filho,
Em 1946, Ariano Suassuna e Hermilo Borba Filho, inspirados pelo movimento que vinha
sendo articulado pelo Teatro do Estudante do Brasil – TEB (1938), de Paschoal Carlos
Magno, fundam o Teatro do Estudante de Pernambuco e levam apresentações teatrais
para as feiras e bairros do Recife. Nessa cidade, em 1961, sob o lema “Educar para a
Liberdade”, políticos, intelectuais e artistas iniciam um Movimento de Cultura Popular
(MCP), o que inaugura, na capital pernambucana, uma série de ações educacionais e
culturais. Todo esse movimento desencadeou uma série de manifestações artísticas,
tendo a rua como cenário principal. No mesmo ano, surgiu o Centro Popular de Cultura –
CPC, no Rio de Janeiro. Perfazem o conjunto inicial de espetáculos de rua, gerados pelo
MCP e CPC:
O musical Ópera do Malandro, de Chico Buarque e Ruy Guerra, foi escrito em 1978. A
peça, que estreou nesse mesmo ano, foi dirigida pelo irmão de José Celso, o encenador
Luiz Antonio Martinez Côrrea, e tinha no elenco os artistas Otavio Augusto, Marieta
Severo, Ary Fontoura, Elba Ramalho, entre outros. Ambientada na Lapa, famoso bairro
boêmio do Rio de Janeiro, que na década de 1940 estava em decadência, a peça dá
protagonismo a malandros, prostitutas, contrabandistas, policiais desonestos e
empresários inescrupulosos. Na perspectiva de uma teatralidade popular, direta, crítica e
divertida, os autores tiveram como base a obra teatral
Entre os anos de 1967 e 1984, o ator-encenador-pedagogo potiguar Jesiel Figueiredo
(1938-1994), junto ao grupo Artistas Unidos, desenvolve uma série de montagens
direcionadas ao público infantil. Embora Jesiel não tenha sido o precursor do Teatro
Infantil no Rio Grande do Norte, é incontestável o papel que ele ocupou na disseminação
do teatro infanto-juvenil pelo estado e, principalmente, no município de Natal. Seu
trabalho caracterizou-se por
As expressões artísticas teatrais, na Grécia Antiga, ocorreram na cidade-estado de
Atenas, no século VI a.C., durante as festas em homenagem ao deus Dioniso, divindade
do vinho, da vegetação e do crescimento, da procriação e da vida exuberante. Quando os
ritos dionisíacos evoluíram para a construção cênica de tragédia e de comédia, Dioniso
passou a ser conhecido, também, como o deus do teatro. Sendo assim, no Teatro Grego,
O teatro primitivo tem suas origens nas danças dramáticas coletivas e na necessidade
das mulheres e homens da Pré-História se comunicarem, utilizando a mímica;
posteriormente, essa forma de expressão passou a ser compreendida como arte, na
Grécia Antiga. A palavra “teatro” vem do grego “Théatron” e significa “lugar de onde se
vê”. Com o passar do tempo, o teatro passou a ser reconhecido como a arte de contar
histórias, as quais podem ser criadas e apresentadas de diversas maneiras, utilizando o
corpo inteiro, bonecos, objetos, entre outros recursos. A arte do teatro
O Teatro de Mamulengo é uma forma brasileira de teatro de bonecos, cujos
procedimentos recebidos e transmitidos vêm sendo disseminados ao longo de gerações
por meio do ensinamento entre artistas. O gênero, que surgiu no interior do Pernambuco,
em regiões economicamente mais pobres, mas, paradoxalmente, ricas em manifestações
culturais, ainda é presente em diferentes regiões do país, entre elas, no estado do Rio
Grande do Norte. Embora sua abordagem tenha pouca expressividade no currículo dos
cursos de Teatro, o Mamulengo, gênero cômico popular, compreende uma série de
procedimentos cênicos caracterizadas por
Na Grécia Antiga, apenas as pessoas do sexo masculino podiam atuar. Dessa forma, os
atores utilizavam máscaras para definir o gênero da personagem (feminino ou masculino)
e também para caracterizar se o espetáculo era uma Tragédia ou uma Comédia. O uso de
máscaras era essencial no Teatro Grego por