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Na oração, alguns termos vêm necessariamente regidos de preposição, a exemplo de adjuntos adnominal/adverbial, complemento nominal, agente da passiva e objeto indireto. Feita a leitura dos fragmentos textuais abaixo expostos, todos extraídos de uma mesma matéria - BOLSONARISTAS x LAVAJATISTAS - (Veja, 23/09/2019), analise o comportamento sintático dos constituintes em destaque, e responda ao que se pede.
I- A história começou sob o signo da parceria. Aproveitando-se dos estragos provocados pela Lava-jato nos maiores partidos políticos do país, Jair Bolsonaro empunhou a bandeira do combate à corrupção. II- Vencedor da eleição, (Jair Bolsonaro) convidou o então juiz Sérgio Moro, símbolo da operação, para comandar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Com o gesto, o presidente agradou a uma fatia importante do eleitorado e investiu pesado na popularidade. III- Nos casamentos em crise, o comportamento em público muitas vezes busca esconder os problemas sérios que ocorrem na intimidade. Na política, admitem-se também essas relações de conveniência. [...] O presidente levou o ministro para assistir a um jogo do flamengo em Brasília e ainda fez o subordinado, torcedor do Athético Paranaense, vestir uma camisa do rubronegro carioca. IV- No último dia 15, foi a vez de Moro forçar a barra ao visitar Bolsonaro no hospital em que ele se recuperava de uma cirurgia de hérnia. V- O presidente havia proibido visitas de auxiliares. Moro insistiu. Foi então que a esposa do ministro, a advogada Rosângela Moro, entrou em contato com a primeira-dama Michele Bolsonaro, que derrubou a resistência à cortesia.
Dentre as proposições acima citadas, ocorre OBJETO INDIRETO em:
Assinale a alternativa em que todas as formas verbais estão empregadas em conformidade com a norma-padrão da língua. 
TEXTO 
 
1    Ética, justiça e progresso são equânimes e escudos protetores do cidadão. A falta de ética mutila
2 o progresso, a ordem e a vida de pessoas e, às vezes, de gerações sucessivas. Mentira, incompetência,
3 inabilidade e retórica sempre enganam. Inúmeros empreendimentos frustraram, fracassaram e faliram nos
4 últimos anos em consequência de crises e espertezas de gente maldosa.
5 Engana-se quem pensa que o Brasil está ou vai mudar tão breve. Sistemas,  órgãos, partidos e
6 políticos revelam poderes, individualidade e egocentrismo. No outro lado do balcão, lideranças de
7 múltiplas esferas exibem limitações, carências, medos e dificuldades de falar a verdade e a linguagem do 
8 cidadão universal. Vivências, convivências e televivências privilegiam sobremaneira facilidades e
9 superficialidades.
10    O Brasil é o maior país do mundo de necessidades, carências e potencialidades. O velho ser 
11 humano, o estado gordo, a casa grande, a senzala, o povo teleguiado resistem e não querem renovação.
12 Quando e onde não há evolução partilhada, solidariedade, interatividade, criatividade, somatória de
13 testemunhos e bons exemplos, não há bem estar, multiplicação de oportunidades, progresso coletivo. 
14    Ética, moral, transparência, liberdade e respeito mútuo são as mais poderosas forças modernas
15 do desenvolvimento, da dignidade e da vida. Educação holística, clareza de horizontes e valores estáveis
16 são órgãos vitais para sobreviver de forma digna, pacífica e prazerosa. Em qualquer tempo e circunstância,
17 projetos, sonhos, ideais, destinos e esperanças envolvem sacrifícios, participação, trabalho, disposição, 
18 ânimo, coragem e amor.
19    Essencialmente, progresso e ética dignificam e igualam os seres humanos. Valores morais estão
20 integralmente associados ao desenvolvimento social, econômico, científico e técnico das nações 
21 modernas. Educação integral de qualidade dignifica e livra o povo da submissão, da pobreza e da
22 desesperança. Insistimos, o Brasil está fortemente cicatrizado e contaminado por células, vícios, 
23 costumes, cultura e hábitos imorais.
24    É hora que escolas, universidades, Igreja, meios de comunicação, governantes assumir a 
25 responsabilidade de instituições sábias, entes legítimos e agentes privilegiados de transformação, 
26 formação, fomentação e, até, de salvação. Eis, pois, as vias rápidas e verdes para vivenciar o céu risonho
27 na terra, a aurora dos sonhos dos brasileiros, o despertar dos incomodados e acomodados, a vitória da
28 Pátria que amamos. 28
 
Pedro Antônio Bernardi, economista, jornalista e professor.  
Fonte: https://www.diarioinduscom.com/progresso-e-etica-sao-baluartes-da-ordem-e-do-bem-estar/ 
Exerce a mesma função sintática da expressão “de pessoas” (L.2) o termo da alternativa

Os trechos abaixo compõem parte de um texto adaptado do
editorial de Valor Econômico de 3/10/2007. Julgue-os quanto a
aspectos gramaticais.

Ao longo da última década, o Brasil alcançou uma formidável conquista na direção da universalização do ensino básico, segundo os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Velocidade das imagens

Quem folheia um daqueles velhos álbuns de fotografias
logo nota que as pessoas fotografadas prepararam-se longamente
para o registro solene. As roupas são formais, os corpos
alinham-se em simetria, os rostos adotam uma expressão sisuda.
Cada foto corporifica um evento especial, grava um momento
que aspira à eternidade. Parece querer garantir a imortalidade
dos fotografados. Dificilmente alguém ri nessas fotos:
sobra gravidade, cerimônia, ou mesmo uma vaga melancolia.
Nada mais opostos a esse pretendido congelamento do
tempo do que a velocidade, o improviso e a multiplicação das
fotos de hoje, tiradas por meio de celulares. Todo mundo fotografa
tudo, vê o resultado, apaga fotos, tira outras, apaga, torna
a tirar. Intermináveis álbuns virtuais desaparecem a um toque
de dedo, e as pouquíssimas fotografias eventualmente salvas
testemunham não a severa imortalidade dos antigos, mas a
brincadeira instantânea dos modernos. As imagens nãosão feitas
para durar, mas para brilhar por segundos na minúscula tela
e desaparecer para sempre.

Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua
própria forma de interpretá-lo em imagens. É curioso como em
nossa época, caracterizada pela profusão e velocidade das
imagens, estas se apresentem num torvelinho temporal que as
trata sem qualquer respeito. É como se a facilidade contemporânea
de produção e difusão de imagens também levasse a
crer que nenhuma delas merece durar mais que uma rápida
aparição.

(Bernardo Coutinho, inédito)

O verbo entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

Assinale a alternativa em que a regência das palavras está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
1 A  voz  é  um  dos  elementos  mais  importantes  para  a  comunicação  humana,  sendo  essencial  para  a  vida  pessoal  e
profissional. No entanto, apenas 17% das pessoas costumam  realizar consultas com especialistas na área. Em  razão disso, a
Universidade  de  Fortaleza,  por  meio  do  Programa  de  Pós?Graduação  em  Saúde  Coletiva  e  do  Laboratório  de  Inovação
4 Tecnológica do Núcleo de Aplicação em Tecnologia e Informação (NATI), concebeu e desenvolveu o VoiceGuard, aplicativo que 
objetiva  promover  auxílio  nos  cuidados  diários  com  a  voz,  principalmente  para  quem  a  utiliza  como  um  dos  principais
instrumentos de trabalho. 
7 A ideia do aplicativo surgiu no trabalho da fonoaudióloga Christina Praça, professora?doutora em Saúde Coletiva, que
coordena o grupo de pesquisa “Comunicação e Inovação para a Promoção da Saúde”. A professora vislumbrou a possibilidade 
do uso de mecanismos tecnológicos e, junto com a equipe do NATI, adotou os conceitos de mHealth (mobile health, ou saúde
10 móvel) e dinamicidade para compor uma metodologia de trabalho que propicie o acompanhamento da voz, prestando serviço
à comunidade e prevenindo problemas de saúde posteriores. “As pessoas muitas vezes entendem a fonoaudiologia como uma 
área específica de  reabilitação. Nós, porém, defendemos que ela é uma área muito importante para a promoção de  saúde.
13 Temos um cenário onde os problemas vocais atingem mais de 80% dos professores brasileiros, com poucas ações de promoção 
da saúde para esse público. Não podemos deixar para tomar medidas quando as pessoas já estão doentes. Promover a saúde e
prevenir o adoecimento são sempre as melhores opções”, ressalta a professora Christina Praça. 
16 O  VoiceGuard  faz  parte  de  uma  metodologia  de  trabalho  de  fonoaudiólogos  e  outros  profissionais  da  saúde,  sendo
adotadas estratégias de jogos para motivar o uso do aplicativo, como alertas e lembretes para a ingestão de água, além de uma
ferramenta para a captação do ruído ambiental, que avisa ao usuário se aquele está em um nível aceitável ou prejudicial à voz.
19 Com dezesseis telas e várias funcionalidades, entre testes, dicas e orientações, o aplicativo ainda produz relatórios de
comparação do desempenho vocal, sendo possível enviá?los para um profissional que acompanhe o usuário e, ainda, controlar
o agendamento de exames.  
22  Essa proposta inovadora já trouxe grande reconhecimento ao VoiceGuard, que, em abril de 2016, foi o único projeto da 
área de saúde contemplado pelo Clinton Global Initiative University, encontro promovido pela Fundação Clinton para discutir
iniciativas de benefício público. Em maio do mesmo ano, o uso do aplicativo como ferramenta para alavancar as políticas públicas 
25 envolvendo o campo da saúde vocal e saúde do trabalhador foi discutido em sessão especial na 22.ª Conferência Mundial de 
Promoção da Saúde.  
O  VoiceGuard  já  está  disponível  para  os  sistemas  operacionais  iOS  e  Android,  estando  em  processo  de  divulgação e
28 validação em Portugal. Além disso, já conta com o suporte de um curso a distância denominado “Saúde Vocal em Foco”, o qual
amplia as possibilidades de formação dos profissionais em saúde vocal e oferece um módulo exclusivo em forma de tutorial para 
subsidiar a utilização do aplicativo. 
31 “Este  trabalho,  voltado  à  saúde  vocal  do  professor  e  de  outros  profissionais  da  voz,  tem  rendido  muitos  frutos  e 
reconhecimento à equipe de pesquisadores da Universidade de Fortaleza. Além disso, essa iniciativa evidencia a forte associação
entre a pesquisa e a responsabilidade social, porque acreditamos que uma não existe sem a outra. Esperamos trazer ainda mais
34 resultados nos próximos meses e anos, principalmente com a internacionalização da ferramenta”, conclui a professora Christina
Praça. 
Internet: g1.globo.com (com adaptações).
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos , julgue o próximo item
relativo .
Na linha 18, a forma verbal “avisa” está flexionada na
terceira pessoa do singular porque concorda com “ruído ambiental”, antecedente ao qual o pronome relativo
“que” se reporta.
Para responder a questão. leia o texto abaixo:
A história da pandemia ainda está sendo escrita, mas nela já estão garantidos os lugares honrosos de Sarah Gilbert, a chefe da equipe que desenvolveu a vacina de Oxford; Katalin Karikó, a cientista húngara que passou a vida pesquisando o uso terapêutico de moléculas do código genético, o método utilizado nas vacinas da Pfizer e da Moderna; e Kate Bingham, a especialista em novos remédios que coordenou a bem-sucedida campanha de vacinação no Reino Unido. Nenhuma delas, obviamente, se faz de vítima ou acha que merece mérito especial por ser mulher, embora a condição feminina tenha seu peso.
(Vilma Gryzinski. Revista Veja. “Três Mulheres”. Adaptado. 07 de abril de 2021. Edição nº 2732.) 
 

Sem alteração das relações de sentido originais, os vocábulos “mas” e “embora”, destacados no texto, poderiam ser substituídos, respectivamente, por:
Nos termos destacados nas alternativas a seguir, o único que NÃO exerce a função de sujeito é
Julgue os próximos itens, no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos períodos destacados do texto. “Apesar de essa prática ter motivações militares, guardava relação com o ideal do padrão físico vigente.” (linhas 7 e 8): Essa prática, embora motivada por razões militares, guardava relação com o ideal estético em vigor à época.

Aclamado por crítica e público, "Bom Dia, Babilônia" é um belíssimo filme sobre os bastidores do mundo do
cinema, com direção dos consagrados irmãos Taviani. Em busca de uma vida melhor, os irmãos Nicola e Andrea
imigram para os Estados Unidos e, logo após chegarem, acabam trabalhando em Hollywood na construção dos cenários
de D. W. Griffith, o genial criador da linguagem cinematográfica. Quando tudo parece correr tranquilamente, vem o início
da Primeira Guerra e, com ela, uma tragédia que marcará para sempre o destino dos irmãos, que lutam em lados
opostos. Um filme sensacional, que nos mostra até onde podemos chegar para conquistar nossos objetivos.

(Adaptado do texto de apresentação do filme Bom Dia, Babilônia constante do invólucro do DVD)

Dos verbos utilizados ao longo do texto, é correto afirmar que possuem a mesma regência:

   Na segurança pública, a sociedade resolveu despejar toda a tolerância que falta nas demais áreas. O cidadão que parte para as vias de fato por causa de uma fechada no trânsito, a cidadã que embolacha a vizinha por causa do som alto, essa gente de pavio curto aceita mansamente situações intoleráveis.

   Toleramos, por exemplo, que uma guerra urbana oculta seja travada em várias cidades do país. Bandidos armados até os dentes, policiais idem, deixam gente comum, crianças, idosos, no meio do tiroteio. Não são situações pontuais: acontece todo dia, país afora, há décadas. E tornou-se parte da paisagem, uma efeméride: futebol aos domingos, tiroteio às terças, e assim por diante. Afora uns muxoxos, não há reclamações. Ninguém faz passeata por isso. Enquanto as balas voam, crianças deitam no chão das salas de aula, motoristas botam a cara no asfalto e a vida segue.

   Toleramos também que, de dentro dos presídios, criminosos continuem mandando no crime, sem maiores dificuldades. Que haja celulares, cocaína, maconha, armas, TVs de tela plana, jogatina, bebida. A cana dura, com raras exceções, é bem mole no Brasil.

   Toleramos ainda que as penas sejam ridiculamente baixas. Homicídio simples dá de seis a 20 anos. Com sorte, em um ano, um ano e meio, está na rua. Estupro? Seis a dez anos. Espancou uma pessoa até deixá-la permanentemente deformada? Dois a oito anos de pena. Abandonou o filho recém-nascido no berço para cair na gandaia e a criança morreu de fome? Quatro a 12 anos de reclusão. Mesmo com os fatores que reduzem ou agravam a pena, parte-se de muito, muito pouco. Nos crimes sem violência, então — dano e estelionato, por exemplo — temos o mundo maravilhoso da bandidagem.

   Toleramos a leniência bovina do Estado com a sua própria incapacidade de vigiar e punir. Com a risível taxa de solução de crimes. Com a tranquilidade com que assiste crianças entrarem para o crime nas favelas. Com o silêncio pusilânime ou a tristeza afetada diante da morte de inocentes.

   Somos uma sociedade violenta e intolerante. Mas é uma agressividade dirigida contra os fracos e uma intolerância baseada em picuinhas, bate-bocas, miudezas que não alteram em nada a vida. Temos sido, até agora, incapazes de enfrentar nossos reais problemas. Não nos olhamos no espelho. O que somos, enfim, é uma sociedade covarde.

Assinale a alternativa que classifica corretamente a oração: “Que haja celulares, cocaína, maconha, armas, TVs de tela plana, jogatina, bebida.” (linhas 12-13).
Leia o texto e responda a questão que segue.

... E o mundo não se acabou
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada
[...]
Chamei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de “quinhentão”
Agora eu soube que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou...
Em: Assis Valente com Dendê. Warner Music, 1999.
“Anunciaram” se classifica como:
O século XX escolheu a democracia como forma predominante
de governo e, para legitimá-la, as eleições pelo voto
da maioria. O momento eleitoral passou a mobilizar as energias
da política e trazer ao debate as questões públicas relevantes.
No entanto, demagogias de campanha e mandatos mal cumpridos
foram aos poucos empanando a festa de cidadania do
sufrágio universal.

Pierre Rosanvallon propõe como um dos critérios para
avaliar o grau de legitimidade de uma instituição a sua capacidade
de encarnar valores e princípios que sejam percebidos
pela sociedade como tais. Assim como a confiança entre pessoas,
legitimidade é uma entidade invisível. Mas ela contribui
para a formação da própria essência da democracia, levando à
adesão dos cidadãos. Afinal, a democracia repousa sobre a
ficção de transformar a maioria em unanimidade, gerando uma
legitimidade sempre imperfeita. O consentimento de todos seria
a única garantia indiscutível do respeito a cada um.

Mas a unanimidade dos votos é irrealizável. Por isso a
regra majoritária foi introduzida como uma prática necessária.
Na democracia os conflitos são inevitáveis, porque governar é
cada vez mais administrar os desejos das várias minorias em
busca de consensos que formem maiorias sempre provisórias.
Há, assim, uma contradição inevitável entre a legitimidade dos
conflitos e a necessidade de buscar consensos. Fazer política
na democracia implica escolher um campo, tomar partido.
Quanto mais marcadas por divisões sociais e por
incertezas, mais as sociedades produzem conflitos e necessitam
de lideranças que busquem consensos. Como o papel do
Poder Executivo é agir com prontidão, não lhe é possível gerir a
democracia sem praticar arbitragens e fazer escolhas. Mas
também não há democracia sem o Poder Judiciário, encarregado
de nos lembrar e impor um sistema legal que deve expressar
o interesse geral momentâneo; igualmente ela não existe sem
as burocracias públicas encarregadas de fazer com que as
rotinas administrativas essenciais à vida em comum sejam realizadas
com certa eficiência e autonomia.

(Gilberto Dupas. O Estado de S. Paulo, A2, 17 de janeiro
de 2009, com adaptações)
... a sua capacidade de encarnar valores e princípios... (2ª parágrafo)

A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima é:
Os trechos a seguir constituem um texto adaptado do Editorial do jornal Zero Hora (RS), de 31/12/2013. Assinale o segmento transcrito de forma gramaticalmente correta.

1 Na cidade de Atenas, considerava-se cidadão
(thetes) qualquer ateniense maior de 18 anos que tivesse
prestado serviço militar e que fosse homem livre. Da reforma
4 de Clistenes em diante, os homens da cidade não usariam
mais o nome da família, mas, sim, o do demos a que
pertenciam. Manifestariam sua fidelidade não mais à família
7 (gens) em que haviam nascido, mas à comunidade (demói)
em que viviam, transferindo sua afeição de uma instância
menor para uma maior. O objetivo do sistema era a
10 participação de todos nos assuntos públicos, determinando
que a representação popular se fizesse não por eleição, mas
por sorteio.

Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.

Mantém-se o respeito às regras de regência da forma verbal
"transferindo" (l.8) e à correção gramatical do período ao se
substituir a preposição "para" (l.9) por à.

Pesquisa exclusiva mostra que brasileiros superestimam suas capacidades digitais

Os brasileiros estão otimistas com o impacto da transformação digital em suas carreiras, mas superestimam as suas capacidades digitais, que serão chave no mercado de trabalho nos próximos anos. A constatação está em pesquisa realizada por Tera, Scoop&Co e Época Negócios, apoiada por Love Mondays. O estudo mostra que mais de 80% dos brasileiros se dizem empolgados com a chegada das novas tecnologias no trabalho e 87% estão confiantes de que vão se adaptar à nova realidade.

Essa percepção positiva da maioria, contudo, não condiz com a realidade do mercado. Quando apresentados a uma lista de habilidades mais demandadas, 42% afirmaram não conhecer as 14 competências digitais desejadas por empregadores, de acordo com lista do LinkedIn para 2018. "A lista traz funções não exigidas nas empresas há cinco anos. Esse c­enário descrito pela pesquisa é um retrato de que a renovação das competências aconteceu rápido demais. As pessoas não viram isso acontecer", diz Leandro Herrera, fundador da Tera.

(Barbara Bigarelli. Época Negócios. 14.11.2018.
https://epocanegocios.globo.com. Adaptado)


O vocábulo chave, em destaque no primeiro parágrafo, tem substituto correto quanto à concordância e adequado ao significado, no contexto, em

                   Uma breve história das cadeiras para escritório


      Com a escalada da Revolução Industrial e a sociedade menos agrária, surgiu nas empresas a necessidade de ambientes de trabalho equipados com ferramentas para as novas rotinas nos escritórios. Neste cenário, era preciso acomodar em cadeiras quem trabalhava por horas sentado. Nasce uma combinação de forma e função em prol dos funcionários.

      Os historiadores afirmam que a primeira cadeira de escritório pode ser rastreada até Júlio César. O imperador romano conduziria negócios oficiais sentado em uma “cadeira Curule”. Enquanto outros líderes, magistrados e sacerdotes também usavam esta cadeira, César finalmente distinguiu sua cadeira levando-a aonde quer que fosse. Sua cadeira de “escritório” dourada o acompanhava em viagens, ao lado de sua coroa e outros objetos de valor.

      Ao longo do tempo, a cadeira de escritório passou a ter objetivos mais utilitários. No início de 1800, com as viagens de trem tornando-se cada vez mais comuns, os vagões foram equipados com as Poltronas Centripetais de Primavera, projetadas por Thomas E. Warren. Como estas viagens eram uma forma das empresas expandirem seus territórios, o uso de uma cadeira de trabalho adequada permitia que os funcionários completassem suas tarefas administrativas em trânsito. Diante da crescente importância, a cadeira Centripetal foi equipada com molas de assento para ajudar a absorver os solavancos das viagens e permitir que os negócios continuassem nos trilhos, no duplo sentido da frase.

      Nos anos que antecederam a Revolução Industrial, as cadeiras de escritório passam a ser usadas como ferramentas de produtividade. Despertou-se o uso consciente dos ambientes de escritório e a necessidade de se trabalhar por mais horas. A cadeira de escritório foi então fundamental para acomodações mais confortáveis, para que os trabalhadores experimentassem menos cansaço ao longo do dia.

      […] No entanto, na década de 20, associava-se preguiça ao ato de sentar confortavelmente e era comum ver pessoas trabalhando em fábricas usando bancos sem encosto. Reagindo às reclamações de queda de produtividade e doença, particularmente entre as mulheres que já eram uma presença crescente na força de trabalho, uma empresa chamada Tan-Sad lançou uma cadeira giratória com encosto curvo que poderia ser ajustado à estatura de cada trabalhador.

      […] Nos anos seguintes surgiram muitas outras cadeiras emblemáticas e produtos tidos como referência de design, conforto e imponência, que fazem parte da história e ainda podem ser vistos no portfólio das empresas. No entanto, é difícil definir uma maneira acordada de medir o sucesso de uma cadeira.

      Cadeiras de escritório são utilizadas para fins profissionais e as demandas das empresas devem sim ser equacionadas levando-se em conta ergonomia, durabilidade e design, mas também o peso relevante da relação custo-benefício dos produtos.

      No terceiro milênio, as cadeiras continuam a evoluir, porém com uma nova característica de serem acessíveis aos orçamentos enxutos das organizações. Hoje é possível se ter produtos ergonomicamente adequados, com conforto e design, sem necessariamente ter que fazer investimentos como já vistos no rol restrito de produtos do passado.

Adaptado de:  Acesso em: 30 out. 2019.



Considerando as regras de concordância, em: “Com a escalada da Revolução Industrial e a sociedade menos agrária, surgiu nas empresas a necessidade de ambientes de trabalho equipados com ferramentas para as novas rotinas nos escritórios.”, o verbo em destaque
Está correto o emprego dos elementos sublinhados na seguinte frase:

Texto I - itens de 1 a 20
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que seconfiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta decoleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos,de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.

Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).

A partir da análise do emprego das classes de palavras e da
sintaxe das orações e dos períodos do texto I, julgue os itens que
se seguem.

Nas linhas 3 e 4, o sujeito sintático das formas verbais
"refinam", "reajustam" e "redimensionam" é "hipóteses de
significado".

Página 79
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