Questões de Concursos

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Assinale o segmento do texto retirado de O Globo, 6/02/2008, transcrito corretamente, sem erro gramatical.

Pessoas são caminhos
01  Hoje eu sei. Hoje eu entendo perfeitamente que pessoas são caminhos. Que todas nos levam
02 a algum lugar. Eu, você, o outro, cada um de nós é um caminho diferente.
03  Hoje eu sei que é muito importante saber escolher os caminhos pelos quais andamos. Que é
04 muito importante prestar atenção para onde estamos indo e ler todas as placas que avisam onde
05 cada caminho vai dar. As placas são importantes, mas quase sempre temos a estranha mania de
06 duvidar daquilo que parece óbvio.
07  Hoje eu sei, mas eu não imaginava que tem gente que é caminho que não dá em lugar algum.
08 Que tem gente que é tempo perdido. Que há quem nos faça caminhar e caminhar para nada. Daí
09 a gente tem que voltar e, de novo, escolher. Dessa vez, com sabedoria.
10  Tem caminho curto. Tem caminho que não tem fim. Tem caminho labirinto. Tem caminho que
11 é de isopor. Tipo aquele cenário que parece lindo, mas é falso e vazio.
12  Ah! Também há o contrário, felizmente. Tem gente que é jardim florido e perfumado. Tem
13 gente que é café da tarde no interior. Tem gente que é mar quentinho e sem onda. Tem gente
14 que é caminho macio e rede mansa. Tem gente que é luz e reparação. Hoje eu sei.
15  Tudo isso está lá, bem no começo. Não existe armação. Todo caminho sempre se anuncia
16 antes mesmo de começar. A gente só precisa prestar atenção e ler com cuidado. A gente só
17 precisa saber o que quer. Para quem não sabe o que quer qualquer caminho serve. Lembra?
18  Eu tenho comigo que meu próximo caminho será um repleto de pinheiros, daqueles que
19 aparecem em filmes. Que o som deles ao vento vai ser sinfonia para meus ouvidos. O meu novo
20 caminho vai ter uma floresta linda e eu vou pegar ___ pinhas do chão e fazer guirlandas de Natal
21 com elas para lembrar que sempre haverá coisas boas para celebrar.
22  Hoje eu sei o caminho que procuro. No meu caminho de pinheiros vou tirar meus calçados e
23 caminhar sentindo uma maciez delicada sob meus pés. Quero nele um chão de folhas verdes
24 farfalhando como se a vida tivesse preparado para mim um colchão amaciado de boas
25 expectativas.
26  Quero no meu próximo caminho um cheiro adossicado de livre dignidade, chuva gostosa e
27 brisa mansa que me leve até um abrigo com lareira acesa e mesa farta. Eu vou me permitir
28 então, sem culpas, o deleite de pernas esticadas e pés dentro de escalda-pés.
29  Nesse meu caminho eu serei o caminho de quem me souber amar e vou deixar que o amor
30 passeie feliz por mim. Quero que aquele que decida se enveredar por mim sinta-se seguro e feliz.
31 Que eu possa levá-lo ao encontro dos seus mais profundos anseios, ______ a gente tem que
32 saber ser caminho também.
33  Hoje eu sei, eu aprendi a ver. Eu caminhei bastante até entender. Sou grata pelo passado,
34 mas não vou negar ao meu futuro escolhas melhores e a possibilidade real de viver tudo aquilo
35 que a minha vontade alcançar. Hoje eu sei o que quero. Hoje eu venho te contar sobre os meus
36 caminhos para que você entenda que é muito importante escolher os seus com sabedoria. Que é
37 muito importante também ser um caminho bom para alguém.
(Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/pessoas-saocaminhos/. Acesso em 16 nov. 2018.) 
Por quantos períodos é composto o sexto parágrafo do texto?
Os seres humanos queimam em repouso cerca de 10 % a mais de calorias no fim da tarde do que à
noite, devido aos ritmos circadianos, que controlam o relógio interno do corpo.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
                                        
                                                Dicionário Oxford escolhe a palavra do ano de 2019

01                A seleção da palavra do ano por dicionários gringos é praticamente uma tradição de fim
02        de ano. O termo escolhido sempre procura representar o que marcou o ano como um todo — e
03        essa escolha visa provocar reflexões e discussão sobre o tema.
04        Depois de laureados polêmicos como o emoji que chora de rir em 2015 ou o termo
05        youthquake (em uma tradução livre e tosca, “juventudemoto” – isto é, “juventude” +
06        “terremoto”) em 2017, a escolha de 2019 foi certeira no tema, apesar de também ter provocado
07        uma certa estranheza: “emergência climática”.
08                Lógico, a primeira reação de todo mundo, antes mesmo de pensar na importância do
09        assunto, é afirmar que “a palavra do ano” não é uma palavra. Mas o prêmio já previa isso, e
10        deixou claro no seu anúncio:Uma palavra ou expressão que mostra através de evidências de
            uso algo que reflita os costumes, o humor ou as preocupações do ano que passa, além de ter um
            potencial duradouro como um termo de significado cultural.
                    Antes de e...plicitar o porquê da escolha de 2019, uma curiosidade: apesar de ser
            estranho, essa é a quinta vez na história da premiação inglesa que uma expressão (ou seja, mais
            de uma palavra) é escolhida como “palavra do ano”. 2007 premiou carbon footprint (pegada de
            carbono), 2008, credit crunch (expressão que significa crise/rece...ão econômica), 2010, big
            society (nome de uma ideologia política criada pelo então primeiro ministro inglês David
            Cameron), 2011, squeezed middle (uma brincadeira com classe média), e, em 2019, climate
            emergency.
20                E essa lista poderia ser ainda maior: há quem considere “pós-verdade”, a palavra de 2016,
21        como uma expressão; e, em 2018, a palavra do ano por pouco não foi “masculinidade tóxica” –
22        no último minuto, os votantes decidiram eleger apenas “tóxico” para destacar o uso mais
23        abrangente do termo.
24                 Vamos voltar ___ expressão de 2019. “Declaramos clara e inequivocamente que o planeta
25        Terra está enfrentando uma emergência climática”, afirmou uma declaração chamada
26        “Emergência Climática” feita por mais de 11 mil cientistas do mundo. Segundo eles, a população
27        mundial enfrenta “um sofrimento incalculável devido ___ crise climática”.
28                Além disso, o Secretário-Geral da ONU chamou a crise climática de “a questão definidora
29        do nosso tempo”. Para o dicionário Oxford, “emergência climática” é “uma situação em que é
30        necessária uma ação urgente para reduzir ou interromper a mudança climática e evitar danos
            ambientais potencialmente irreversíveis resultantes dela”.
                    Mas nem só de importância diplomática se faz a palavra do ano – ela também tem que
            cair na boca do povo. E acredite se quiser: um levantamento feito pelo dicionário inglês mostrou
            um aumento exponencial nas pesquisas da expressão, que saiu praticamente da obscuridade para
            se tornar um dos termos mais pesquisados de 2019.
                    Em 2019, a emergência climática superou quaisquer outros tipos de emergência, sendo
            três vezes mais pesquisada que “emergência de saúde”, a segunda colocada.
                    Vale destacar que, de acordo com a Universidade de Oxford, os candidatos ___ Palavra do
            Ano são extraídos de dados reunidos por um e...tenso programa de pesquisa de idiomas, incluindo
40       o Oxford Corpus, um conjunto de artigos extraídos de 10 mil sites, formando uma massa de texto
41       com 150 milhões de palavras. Softwares sofisticados permitem que os especialistas identifiquem
42       palavras novas e populares e examinem as mudanças na forma como palavras mais “velhas” e
43       estabelecidas estão sendo usadas. Ingrid Luisa – 22/11/2019 – Disponível: https://super.abril.com.br/ 
            - adaptação
No trecho: “Mas o prêmio já previa isso, e deixou claro no seu anúncio”, retirado do texto, quantas outras alterações deveriam ser obrigatoriamente feitas caso substituíssemos a palavra “prêmio” por sua forma plural?


Considere o seguinte trecho:


Há quem diga que um dos sonhos das mães que têm filhos homens é poder levá-los ao altar. Dona Zenaide, porém, talvez não __________. Internada na UTI do Hospital Santa Catarina com câncer no pulmão, ela __________ ausente da cerimônia em que o filho, Marcos Zimmermann, __________ a união com Jaqueline Sadzinski.

Mas Marcos não __________ admitir que no dia de seu casamento dona Zenaide não __________ ali.

E foi assim, como o apoio de médicos, enfermeiros, que ele começou a organizar uma logística para que a mãe pudesse participar do matrimônio, que ocorreu na Paróquia São Pedro Apóstolo, no Centro de Gaspar. Deu certo. Mesmo com dificuldades por conta das questões que envolvem a saúde da mulher de 59 anos, ela entrou na igreja empurrada pela filha, e ao lado do noivo, o filho.

(Disponível em: <https://www.nsctotal.com.br/noticias/com-apoio-de-medicos-mae-sai-da-uti-para-ir-ao-casamento-do-filho-em-gaspar> . Acesso em 25, mar. 2019)


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima na ordem em que aparecem no texto.

Leia o texto 1 abaixo e responda à questão.


Texto 1


Neurocientista é alvo de mansplaining citando artigo que ela mesma escreveu

Enquanto palestrava, a especialista foi interrompida porhomem que sugeriu a leitura de um estudo sobre o assunto - que ela mesma tinha escrito.

REDAÇÃO GALILEU

05 NOV2019 - 12H50 ATUALIZADO EM 05 NOV2019 - 19H20


A neurocientista Dra. Tasha Stanton contou no Twitter um episódio de machismo que sofreu durante a Conferência Australiana da Associação de Fisioterapia, que aconteceu no fim de outubro. Ela foi vítima de mansplaining com sua própria pesquisa científica.

Mansplaining é um termo em inglês usado para descrever o comportamento de alguns homens que assumem que uma mulher não conhece determinado assunto e insiste em explicá-lo, subestimando os conhecimentos da mulher.


O caso de Stanton é um exemplo de mansplaining: enquanto ela palestrava, um cientista homem a interrompeu no meio do discurso e sugeriu que ela lesse determinado artigo para "entender melhor" o assunto. O artigo que ele indicou, entretanto, tinha sido escrito pela própria palestrante.

"Espere aí por um segundo, amigo. Sou Stanton. Eu sou a autora do artigo que você acabou de mencionar", ela disse naquele momento da palestra. Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o acontecido.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

Analise o período abaixo e responda ao que se pede.

“Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o acontecido.” Trata-se de um período composto:

Assinale a alternativa que usa INADEQUADAMENTE a flexão verbal:

TEXTO

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

Uma década em guerra

Urge que potências redobrem pressão para sustar tragédia humanitária na Síria

O que a Folha pensa - 17 mar. 2021

Ao longo de dez anos, o conflito na Síria produziu uma das maiores catástrofes humanitárias já vistas desde a Segunda Guerra Mundial.

Conforme estimativas conservadoras, os combates deixaram quase 400 mil mortos, embora outras fontes apontem até 600 mil. Para além dos óbitos, cerca de 2 milhões de civis sofreram ferimentos graves ou deficiências permanentes.

O uso maciço de armas explosivas e os bombardeios em áreas urbanas reduziram algumas das principais cidades do país a pouco mais que escombros, além de destruir boa parte da infraestrutura nacional. Mais da metade dos 22 milhões que viviam na Síria antes da guerra tiveram de deixar suas casas, gerando um dos maiores êxodos populacionais da história recente.

Hoje, 6,6 milhões de refugiados sírios estão espalhados por 130 países, segundo a ONU, embora cerca de 90% deles tenham se estabelecido em condições precárias em nações vizinhas -Líbano, Jordânia e Turquia. Existem, ademais, 6,7 milhões de deslocados internos, a maioria em campos improvisados.

O que começou em 2011 como uma revolta popular contra o governo tirânico de Bashar al-Assad, surgida no contexto da Primavera Árabe, aos poucos degringolou para uma guerra ainda em curso envolvendo potências regionais e globais, uma facção terrorista e o uso de armas químicas contra civis.

Desafiando as previsões de que não resistiria por muito tempo, Assad logrou manter-se no poder e, escudado por Rússia e Irã, vem-se impondo militarmente. Sua sobrevivência, contudo, esconde o fracasso representado pela perda de mais de um terço do território e a ruína econômica. Estima-se que nada menos que 90% da população viva abaixo da linha da pobreza.

Não obstante o estado terminal em que se encontra o país, o regime sírio se recusa a aceitar a solução política oferecida pela ONU, que prevê a redação de uma nova Constituição por um comitê formado por membros do governo, da oposição e da sociedade civil, seguida de eleições livres e limpas.

Urge, portanto, que as potências mundiais se engajem no processo de paz e intensifiquem a pressão sobre Assad -só assim será possível cessar a carnificina e dar início à hercúlea tarefa de reconstrução.

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/03/uma-decada-em-guerra.shtml Acessado em 30/03/2021

No subtítulo "Urge que potências redobrem pressão para sustar tragédia humanitária na Síria ", a oração marcada em negrito é uma:
Planta Amazônica pode ajudar a criar novos neurônios
  Chamada de camapu, a planta amazônica tem o poder de produzir novos neurônios no hipocampo, sendo uma esperança para tratamento de doentes de Alzheimer.
  O caminho para um tratamento eficaz de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, pode estar bem mais perto do que você pensava. Uma substância encontrada no caule de uma planta amazônica poderá ser usada em medicamentos fitoterápicos para o combate ao Alzheimer.
  A planta chamada camapu, encontrada nas regiões do interior do Pará e na periferia de Belém, é muito conhecida por sua atividade antiprotozoária e anti-infamatória. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará descobriram que uma substância encontrada nessa planta tem o poder de estimular a produção de novos neurônios no hipocampo, região do cérebro associada à memória.
  Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja novas conexões entre as células do cérebro, revertendo a perda da memória recente, característica comum em doentes de Alzheimer.
  Os cientistas também apostam que, ao usar o medicamento à base do camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que apresentam depressão.
  “Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível a um tempo atrás”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da Universidade Federal do Pará.
  Os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório; o próximo passo será os testes clínicos e a viabilidade de produzir essa substância em larga escala. Hoje, sabe-se que uma das possibilidades de criar novos neurônios se dá por meio de exercícios para o cérebro.
Ref. http://alzheimer360.com/planta-amazonica-criar-neuronios/ (adaptado)
A partir da leitura atenta do texto anterior e da Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) As duas palavras destacadas no trecho a seguir “a planta amazônica tem o poder de produzir novos neurônios” são acentuadas graficamente porque são proparoxítonas.
( ) A oração destacada no trecho a seguir “é provável que haja novas conexões entre as células do cérebro” é classificada como Oração Subordinada Substantiva Subjetiva.
( ) A oração “Uma substância encontrada no caule de uma planta amazônica poderá ser usada em medicamentos fitoterápicos para o combate ao Alzheimer.” Está na voz passiva analítica.
( ) O termo destacado no trecho a seguir “região do cérebro associada à memória” é um adjunto adnominal.
( ) A partícula “se” destacada no trecho a seguir é classificada como índice de indeterminação do sujeito “Hoje, sabe-se que uma das possibilidades de criar novos neurônios se dá por meio de exercícios para o cérebro.”
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

[O motor da preguiça]

      Acho que a verdadeira força motriz do desenvolvimento humano, a razão da superioridade e do sucesso do Homem, foi a preguiça. A técnica é fruto da preguiça. O que são o estilingue, a flecha e a lança senão maneiras de não precisar ir lá e esgoelar a caça ou um semelhante com as mãos, arriscando-se a levar a pior e perder a viagem? O que estaria pensando o inventor da roda senão no eventual desenvolvimento da charrete, que, atrelada a um animal menos preguiçoso do que ele, o levaria a toda parte sem que ele precisasse correr ou caminhar?

    Toda a história das telecomunicações, desde os tambores tribais e seus códigos primitivos até os sinais da TV e a internet, se deve ao desejo humano de enviar a mensagem em vez de ir entregá-la pessoalmente. A fome de riqueza e poder do Homem não passa da vontade de poder mandar os outros fazerem o que ele tem preguiça de fazer, seja de trazer os seus chinelos ou construir suas pirâmides.

     A química moderna é filha da alquimia, que era a tentativa de ter o ouro sem ter que procurá-lo, ou trabalhar para merecê-lo. A física e a filosofia são produtos da contemplação, que é um subproduto da indolência e uma alternativa para a sesta, A grande arte também se deve à preguiça. Não por acaso, o que é considerada a maior realização da melhor época da arte ocidental, o teto da Capela Sistina, foi feita pelo Michelangelo deitado. Marcel Proust escreveu Em busca do tempo perdido deitado. Vá lá, recostado. As duas maiores invenções contemporâneas, depois do antibiótico e do microchip, que são a escada rolante e o manobrista, devem sua existência à preguiça. E nem vamos falar no controle remoto. 

(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 54-55) 

Leia as orações:
1) Fomos à cidade. 2) Aqui, venta bastante. 3) Roubaram minha carteira.
Os sujeitos das orações acima são, respectivamente:

O texto abaixo servirá de base para a questão.

 Óculos com luz e joia no rosto são novas armas contra reconhecimento facial

Letícia Naísa

A indústria fashion começa a oferecer produtos para quem não quer ser reconhecido por câmeras de vigilância. Podem ser óculos que emitem luz, joias que confundem o scanner facial ou máscaras que distorcem as feições. A rápida expansão da tecnologia de reconhecimento inspirou a artista polonesa Ewa Nowak a criar máscaras para driblar as autoridades. Feitas de metal, as joias prometem embaralhar os algoritmos e impedir que os rostos sejam reconhecidos por câmeras.

O projeto foi chamado de "Incognito" e consiste em um tipo de óculos que cobre parte da testa e das maçãs do rosto. "Este projeto foi precedido por um estudo de longo prazo sobre forma, tamanho e localização dos elementos da máscara para que ela realmente cumprisse sua tarefa", escreve Nowak em sua página. Segundo ela, a máscara foi testada no algoritmo DeepFace, do Facebook, e passou na prova: seu rosto não foi reconhecido.

Ainda há muito debate e muita pesquisa em torno da eficiência da tecnologia de reconhecimento facial, especialmente com os falsos positivos: a câmera diz que uma pessoa é, na verdade, outra. Especialistas apontam que ainda há muitas falhas em reconhecer rostos fora do padrão de homens brancos. "Se a gente aplica essas tecnologias de maneira errônea e ela indica que o meu rosto é de uma pessoa suspeita, a tendência é que oficiais deem crédito ao equívoco, e abre-se margem a abuso policial, porque tem indício de que você é uma pessoa suspeita e aí pode-se inverter o princípio da inocência, que é fundamental", afirma Joana Varon, diretora executiva da Coding Rights, organização de defesa dos direitos humanos na internet.

A preocupação com o reconhecimento facial tem crescido nos últimos anos, visto que a tecnologia tem sido usada para fins de segurança pública e privada e de marketing. No Brasil, a novidade já chegou. Durante o carnaval deste ano, um homem foi preso depois de ser reconhecido por uma câmera, e a ViaQuatro do metrô paulista foi impedida de usar o reconhecimento facial. O debate sobre a regulamentação da tecnologia está previsto na Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto de 2020.

Para Pollyana Ferrari, professora da PUC-SP e pesquisadora de mídias sociais, é preciso que os governos regulamentem o uso de nossas "pegadas digitais", sejam likes, compras, navegação ou biometria. "Os riscos da tecnologia são os usos não declarados; na maior pa rte das vezes, não sabemos o que será feito da nossa biometria", diz. "Cada vez a driblamos menos", afirma.

Quanto à eficiência do Incognito, as especialistas ainda são céticas, mas Varon reconhece que há uma tendência na tentativa de hackear o sistema de vigilância da tecnologia de reconhecimento facial. O próprio "Incognito" foi inspirado em um projeto japonês que criou óculos com luzes que impedem a tecnologia de reconhecer rostos. Em Hong Kong, durante a onda de protestos na China, os jovens usaram máscaras, lenços e lasers para enganar as câmeras. 

Para Varon, a via legislativa e moratórias para uso da tecnologia são vias eficientes. Nos Estados Unidos, algumas cidades já baniram o uso de reconhecimento facial na segurança e impediram empresas que desenvolvem softwares de venderem para esse fim. "O que funciona é ter uma visão crítica e ampliar o debate sobre quão nocivo pode ser o uso dessa tecnologia, seja por discriminação de pessoas, seja por coleta abusiva de expressões faciais, sentimentos, humores, visando manipular mentes, e o debate sobre o guardo e o compartilhamento desses dados, que são extremamente sensíveis", afirma. 

Para Ferrari, o projeto enquanto artístico é válido. "O papel da arte sempre foi nos tirar da zona de conforto. Então, esse movimento que se declara contra a vigilância governamental e corporativa, com joias, óculos de LED e máscaras, é bem oportuno, pois nos alerta para algo que já nos afeta diariamente", opina. 

Disponível em: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/30/artista -cria-mascara-anti-reconhecimento-facial.htm. Acesso em: 27 jan. 2020. [Adaptado]

Para responder às questão, considere o excerto transcrito abaixo.

A preocupação com o reconhecimento facial tem crescido nos últimos anos, visto que a tecnologia tem sido usada para fins de segurança pública e privada e de marketing. No Brasil, a novidade já chegou. Durante o carnaval deste ano, um homem foi preso depois de ser reconhecido por uma câmera, e a ViaQuatro do metrô paulista foi impedida de usar o reconhecimento facial. O debate sobre a regulamentação da tecnologia está previsto na Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto de 2020.

O último período do excerto é composto po

TEXTO I 


O macacão branco


    Sejamos honestas, colegas de trabalho: quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Resposta no final dessa coluna.

    Não teria adjetivos suficientes para comentar o show que Maria Rita fez no Anfiteatro Pôr do Sol, semana passada, cantando músicas da sua mãe, Elis Regina. O espetáculo foi perfeito do início ao fim, e São Pedro ainda deu uma canja, oferecendo um entardecer de cinema, com direito a uma lasca de lua, céu estrelado e brisa suave. Se Elis não fosse gaúcha, teria se naturalizado naquele instante, em algum cartório no céu.

    Mas voltemos a Maria Rita. Toda de branco, ela entrou no palco com uma túnica diáfana que ia até os pés: praticamente um anjo de bons modos. Até que, quatro ou cinco músicas depois do início do show, ela retirou a túnica e ficou só de macacão branco decotado, com as costas de fora, colado no corpo. Pensei: é peituda essa mulher.

    Peituda porque, além de peito, Maria Rita tem coxa, tem bunda, tem barriguinha, tem sustância, tem o corpo da brasileira típica, que passa longe das esquálidas das revistas, das ossudas das passarelas. A numeração de Maria Rita não é 36, mas vestiu aquele macacão branco como se fosse.

    Quaquaraquáquá, quem riu? Quaquaraquáquá, foi ela. Cantando Vou Deitar e Rolar e outros tantos hits da sua talentosa genitora, Maria Rita rebolou, sambou, jogou charme, braço pra cima, braço pro lado, ajeitadinha no cabelo, caras e bocas, dona e senhora do pedaço e com o namorado bonitão (Davi Moraes, na guitarra) ali na retaguarda, babando – se não estava, deveria. Porque Maria Rita, além de cantar divinamente, mostrava 100% seu lado fêmea, segura e incomparável. Que nem as modelos de revista? Quaquaraquaquá. Muito melhor.

    Fiquei matutando depois: como mulher se preocupa com besteira. Usa roupa preta para afinar, veste bermudas compressoras para chapar a barriga, manga comprida para esconder os braços roliços, e mais isso, e aquilo, quando o maior segredo de beleza consta do seguinte: sinta-se num palco, mesmo que nunca tenha chegado perto de um. Imagine-se com 60 mil pessoas te aplaudindo, te admirando pelo que você faz, pelo que você é, imagine-se com o público na mão, pois você é competente e tem uma elegância natural. Conscientize-se de que sua inteligência é superior às suas medidas, que ser magrinha não atrai amor instantâneo, que sua personalidade é um cartão de visitas, que a felicidade é a melhor maquiagem, que ser leve é que emagrece.

    E dá-se a mágica.

    Quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Qualquer uma de nós, ora.


MEDEIROS. Martha. A graça da coisa. 1ª ed. Porto Alegre – RS: L&PM, 2013.

Tendo em vista as regras de concordância verbal, assinale a alternativa que não segue corretamente essas regras.
Por apresentar deficiência em sua estrutura, é preciso CORRIGIR a redação da seguinte frase

1 No que diz respeito à esfera política, a
democratização se coloca em vários planos e tem como
exigência primordial o reconhecimento dos diversos sujeitos
4 e das causas que defendem. Esse reconhecimento está
diretamente ligado à ruptura com a tradição conservadora,
cuja visão política hierarquiza as formas de participação e
7 não reconhece os vários campos de conflitos e contradições
sociais presentes na sociedade.

Maria Betânia Ávila.
Democracia radical em foco.
Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Julgue os itens subseqüentes, relativos ao texto acima.

Na linha 5, justifica-se o emprego do sinal indicativo de crase em "à ruptura" porque o termo "ligado" exige ser seguido pela preposição a.

Julgue os seguintes itens, considerando a correção gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem à correspondência oficial. Solicita-se que a cópia anexa a este documento, relativa à prova documental exigida pela Comissão de Ética, seja a esta encaminhada com a máxima urgência.

... mas pouco depois ganharam o acréscimo de cafés, restaurantes, cinemas e agências bancárias ... (3o parágrafo).

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando
alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante
com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio
XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos
guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como
bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos
os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.
Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio
Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos
no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os
brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a
Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à
classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a
visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Estásendo
preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.
Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder
(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja
será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para
o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum
interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,
aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto
Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que
são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem
olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a
estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual
da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de
denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça
ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno
do ensino religioso às escolas públicas. "O súbitochamamento
do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão
quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas
e dos que têm praticado todas as formas de consciência e
crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.
Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe
Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:
"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"
(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

Analise as afirmativas a seguir:
I. Quanto à função sintática, o substantivo exerce por excelência a função de sujeito (ou seu núcleo) da oração e, no domínio da constituição do predicado, as funções de objeto direto, complemento relativo, objeto indireto, predicativo, adjunto adnominal e adjunto adverbial. II. Não se deve confundir sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o sujeito é simples quando o verbo da oração se refere a apenas um elemento, seja ele um substantivo (singular ou plural), um pronome, um numeral ou uma oração subjetiva.
Marque a alternativa CORRETA:
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