Com relação ao parnasianismo brasileiro, avalie as afirmações abaixo.

I. É na convergência de ideais antirromânticos, como a objetividade no trato dos temas e o culto da forma, que se situa a poética do Parnasianismo.

II. A primeira corrente do Parnasianismo se amparava, sobretudo, na pesquisa lírica de intenção psicológica; procurava a beleza na expressão de estados inefáveis, por meio de tonalidades raras ou delicadas.

III. O parnasiano típico acaba por se deleitar na nomeação de alfaias, vasos e leques chineses, flautas gregas, taças de coral, ídolos de gesso em túmulos de mármore... e exaurindo-se na sensação de um detalhe ou na memória de um fragmento narrativo.

IV. Ao contrário do Naturalismo, que trouxe um vigoroso impulso de análise social, o Parnasianismo pouco trouxe de essencial sobre o tema.

Está correto sobre a poética parnasiana o que se afirma APENAS em

Segundo FIORIN, em Polifonia Textual e Discursiva (1999), ?a intertextualidade é o processo de incorporação de um texto em outro, seja para reproduzir o sentido incorporado, seja para transformá-lo. Há de haver três processos de intertextualidade: a citação, a alusão e a estilização. [...] A estilização é a reprodução dos procedimentos do ?discurso de outrem?, isto é, do estilo de outrem?, em geral, com ?função polêmica?.

Considere o contexto de produção dos enunciados a seguir para identificar aquele em que ocorre o processo de estilização.

vaBAKHTIN, em Estética da Criação Verbal, explica que: ?O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo de atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. [...] Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso?.

Depreende-se do texto que, na caracterização de um gênero discursivo, deve-se considerar, principalmente,

Considere as seguintes proposições:

I. VARGAS, em Verbo e práticas discursivas (2011) explica que um fenômeno recente no português é o uso de ?construções com o verbo ir no presente, acompanhado do verbo estar e de uma forma de gerúndio, dando origem ao que se convencionou chamar de ?gerundismo??. Para a autora ?os usos das formas verbais e suas respectivas marcas de subjetividade, de temporalidade e de aspectualidade são verdadeiras operações de produção de sentido, que envolvem sujeitos situados nas mais variadas circunstâncias de interação social?.

II. ABREU (2003) alerta que construções denominadas ?gerundismo? envolvendo futuro + gerúndio justificam-se ?apenas quando a ação do verbo apresentar aspecto durativo?.

III. FIORIN (2011) explica que ?quando uma forma linguística atende a uma necessidade de comunicação, ela se difunde. Eis o caso do gerundismo. Os operadores de telemarketing descobriram que era útil. Porque soa como uma forma polida de falar, tal como o futuro do pretérito é usado por quem quer ser gentil, e dá uma ideia de descompromisso e desobrigação: ?vou estar enviando? não é tão afirmativo quanto ?vou enviar??.

O enunciado em que o emprego das formas verbais com gerúndio está correto por ter aspecto durativo prolongado é

Segundo KOCH e TRAVAGLIA (1995), "a coerência não é apenas uma característica do texto, mas depende fundamentalmente da interação entre o texto, aquele que o produz e aquele que busca compreendê-lo". Nesse sentido, para os autores, a coerência está relacionada

GARCIA (2003) aponta que o paralelismo sintático e semântico remete à lógica da correlação e associação de ideias, por isso sua ausência pode provocar incoerência. No entanto, autores de várias épocas usaram-na com propósito estilístico.

O enunciado que corresponde a essa asserção é:

O locutor pode indicar diferentes pontos de vista em uma asserção, atribuindo sua responsabilidade a outro enunciador. Para isso, pode utilizar-se da negação, de marcadores de pressuposição, do emprego de verbos que indiquem mudança ou permanência de estado, de certos operadores argumentativos, do futuro do pretérito com valor de metáfora temporal.

Essa definição de KOCH, BENTES e CAVALCANTE (2008) corresponde ao conceito de

Na língua portuguesa, a grafia de certas palavras pode ser justificada pela sua origem. Assim, o emprego de j em palavras, tais como as destacadas em - Não gosto de jiló. / A jiboia é uma enorme cobra brasileira. /O jerico empacou no meio da estrada. - é explicado pela origem