Os estudos que tratam das diversas modalidades de educação costumam caracterizar as influências educativas como nãointencionais. A educação não-intencional refere-se às influências do contexto social e do meio ambiente sobre os indivíduos. Tal influência, também denominada de educação informal, corresponde processos de aquisição de conhecimentos que não estão ligados a uma instituição. Portanto, são experiências de educação informal as ações
O conceito de educação deve ser visto de forma ampliada, não ficando restrito aos processos ensino-aprendizagem no interior de unidades escolares formais. Atualmente, os processos de aprendizagem e as novas concepções pedagógicas emergem do cotidiano do mundo com o objetivo de resolver problemas de sobrevivência, através da educação não-formal. A articulação entre a educação formal e a educação não-formal tem criado novas instâncias de ação coletiva que, fundamentalmente são
Paulo Freire afirma que a educação ligada aos direitos humanos passa pela compreensão das classes sociais, tem a ver com educação e libertação e não com liberdade apenas. Nessa perspectiva, ela deve ser feita de forma crítica. Não se pode ingenuamente acreditar que a educação “pode tudo”, nem, muito menos, negar sua potencialidade. Portanto, para que a tarefa do educador no campo dos direitos humanos seja mais eficaz, é necessário
O multiculturalismo é uma questão complexa que precisa ser encarada pelo educador, em primeiro lugar, numa perspectiva de sua concepção e de seu significado, em segundo lugar, de suas práticas e estratégias e, em terceiro lugar, das repercussões sociais que dela advêm. A autora Vera Candau defende a perspectiva intercultural porque ela propõe
Quando Paulo Freire diz que “saber ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”, ele aponta um saber necessário à formação docente, numa perspectiva progressista. Portanto, o educador deve
O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação de ações. O planejamento, por si só, não assegura o andamento do processo educativo. É preciso que esteja continuamente ligado à prática, pois desse modo, vai acumulando e enriquecendo experiências. Assim sendo, para que o planejamento seja efetivamente instrumento para a ação, ele deve ser um guia de orientação
Abordar as diferenças não deve contribuir para isolar grupos, para criar guetos, para aumentar na sociedade a fragmentação que se pretende neutralizar. Separações não promovem igualdades. Na tentativa de articular as diferenças existentes na sociedade, um caminho mais eficaz é a promoção de
Em didática, chamamos “elaboração conjunta” à forma de interação ativa entre o educador e os educandos, visando à obtenção de novos conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções, bem como à fixação e à consolidação de conhecimento e convicções já adquiridas. O método de elaboração conjunta faz parte do conjunto de opções metodológicas das quais o educador pode servir-se. A forma mais típica do método de elaboração conjunta é a conversação didática, que podemos chamar também de prática dialogada, reconhecida como de grande valor didático, pois
“As relações entre educação e cultura(s) nos provocam a nos situar diante das questões colocadas hoje pelo multiculturalismo no âmbito planetário e de cada uma das realidades nacionais e locais em que vivemos. As configurações dessa problemática são distintas conforme o contexto em que nos situemos e suscitam muitas discussões e polêmicas no momento atual” (Vera Candau). No caso do educador brasileiro, a questão multicultural apresenta uma configuração caracterizada por continente construído
“O sucesso de um programa de desenvolvimento interpessoal não se limita ao plano técnico. A qualificação do coordenador é, sem dúvida, um fator essencial para o aproveitamento da experiência de aprendizagem do grupo. Outros componentes precisam ser considerados importantes no processo de aprendizagem do grupo como componentes culturais, de atitudes, de valores, crenças e ideologias que predispõem as pessoas a criar, analisar e avaliar possíveis linhas de ação e soluções, além do respaldo moral”. No texto acima, Fela Moscovici afirma que
A tarefa primordial de um processo reflexivo no ensino é a de proporcionar a si e a toda a educação um caminho metodológico que possibilite a formação de cidadãos autônomos. Educar para e na reflexão é a tarefa essencial do presente. Formar mentes reflexivas é lançar-se num projeto de inovação que rompa com as formas e modelos tradicionais de educação, implicando num novo horizonte de compreensão do sentido da existência humana. Portanto, podemos dizer que a educação reflexiva
O estudo e a prática das relações interpessoais buscam examinar os fatores condicionantes das relações humanas e sugerir procedimentos que amenizem a angústia da singularidade de cada um e dinamizem a solidariedade entre todos que buscam conviver em harmonia. Por esse motivo, a formação de um profissional deve abrir espaço para que se descubram os meios de transformar contatos em convívio e saibam a importância do domínio de alguns procedimentos, que podem facilitar as relações humanas. Celso Antunes entende por relações interpessoais o conjunto de procedimentos que
Segundo Pimenta (1998:59), no exercício da profissão se complementam os saberes advindos da experiência, da ciência e da formação pedagógica. Sobre o saber da experiência, a autora diz que mesmo não sendo professores (as), as pessoas tem uma experiência socialmente acumulada sobre essa profissão e seu exercício. Sobre o saber científico, a autora afirma que o conhecimento não se reduz à informação e a inteligência, mas implica também em
O educador inserido no mundo globalizado complexo e diversificado precisa tomar a diferença como constitutiva da ação educativa. Ela precisa ser identificada, revelada e valorizada. As práticas pedagógicas devem ser atravessadas por alguns elementos para que isso ocorra. Com vistas a tomar a diferença como constitutiva da ação educativa, o professor deve se reconhecer, reconhecer o outro e