Magda Becker Soares, em seu texto Letramento: um tema em três gêneros, assim se expressa: “(...) o nível de letramento de grupos sociais relaciona-se fundamentalmente com as suas condições sociais, culturais e econômicas. É preciso que haja, pois, condições para o letramento.” Nessa perspectiva, a autora expõe as condições de que fala:

I - Que haja escolarização real e efetiva da população. (...) Mais pessoas sabendo ler e escrever passam a aspirar a um pouco mais do que simplesmente aprender a ler e a escrever.

II - Que haja disponibilidade de material de leitura. (...) Não há material impresso posto à disposição; não há livrarias; o preço dos livros e até dos jornais e revistas é inacessível; há um número muito pequeno de bibliotecas.

III - Ensinar a ler e a escrever é condição suficiente para que os alfabetizados fiquem imersos em um ambiente de letramento.

IV - Basta que haja boas bibliotecas, material impresso adequado para que todas as pessoas alfabetizadas busquem o letramento; não importa a que classe pertençam nem o tempo que demorem para, a partir da alfabetização, ter acesso a esses bens.

Conforme a autora, estão CORRETAS as afirmativas dos incisos

“É preciso que, desde o começo do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e reforma ao formar, e quem é formado forma-se e forma ao ser formado. É nesse sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdo, nem formar é a ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discência. As duas se explicam, e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto um do outro.”

Essa afirmação de Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia, tem a pretensão de apresentar algumas ideias do autor, entre as quais NÃO se encontra:

No documento do MEC, Saberes e Práticas de Inclusão, os autores afirmam que “Não se pode negar os condicionantes orgânicos, socioculturais e psíquicos que estão associados a vários tipos de deficiências ou a influência que esses fatores podem exercer no sucesso ou insucesso escolar do educando, mas não se pode advogar sua hegemonia como determinantes na causalidade do fracasso escolar, ou como modo de justificar uma ação escolar pouco eficaz.” (Secretaria da Educação Especial – Ministério da Educação) Nessa perspectiva, o documento acima citado apresenta algumas adequações curriculares, entre elas:

I - Priorização de áreas ou unidades de conteúdos que garantam funcionalidade e que sejam essenciais e instrumentais para as aprendizagens posteriores. Ex: habilidades de leitura e escrita, cálculos etc.

II - Priorização de objetivos que enfatizam capacidades e habilidades básicas de atenção, participação e adaptabilidade do aluno. Ex: desenvolvimento de habilidades sociais, de trabalho em equipe, de persistência na tarefa etc.

III - Sequenciação pormenorizada de conteúdos que requeiram processos gradativos de menor à maior complexidade das tarefas, atendendo à sequência de passos, à ordenação da aprendizagem etc.

IV - Eliminação de conteúdos menos relevantes, secundários, para dar enfoque mais intensivo e prolongado a conteúdos considerados básicos e essenciais no currículo.

As adequações acima elencadas são relativas

Fhilippe Perrenoud, em seu livro Avaliação. Da Excelência à Regulação das Aprendizagens. Entre Duas Lógicas, afirma que “Desde que a escola existe, pedagogos se revoltam contra as notas e querem colocar a avaliação mais a serviço do aluno que do sistema. Essas evidências são incessantemente redescobertas, e cada geração crê que ‘nada mais será como antes’, o que não impede a geração seguinte de seguir o mesmo caminho e sofrer as mesmas desilusões.”

Observada essa afirmação, é INCORRETO dizer que o autor pretende:

Analisando resultados das avaliações sistêmicas da Educação Básica no Brasil, determinada autora elabora a seguinte pergunta: “Se os diferentes estudos realizados há pouco mais de vinte anos de avaliação sistêmica da Educação Básica apontam, entre outros fatores, “boas práticas pedagógicas”, “professores comprometidos e qualificados” e “gestão democrática” como componentes fundamentais para reverter a trajetória de fracasso de nossas escolas, como tornar isso realidade pela política pública?

I - Através da manutenção e reforçamento do trabalho educacional como simples fator de produção e reprodução de conteúdos.

II - Pela retomada da construção da identidade dos profissionais da educação, como cidadãos e como educadores.

III - Pela revalorização da tradição de ensino de conteúdos curriculares básicos imprescindíveis para formação de identidades individuais e sociais seguras.

IV - Faz-se necessário que os profissionais de escolas e de Secretarias de Educação compreendam os dados e informações produzidos pelas avaliações, saibam o que significam e implementem ações para otimizar sua utilização em favor da melhoria da educação.

Para a pergunta acima citada, estão CORRETAS as afirmativas dos incisos