I. Um catalisador acelera tanto a reação direta quanto a inversa, pois diminui a energia de ativação de ambos.
II. Na reação 2 H2O2(l) → 2 H2O(l) + O2(g) ∆H0< 0, a elevação da temperatura aumenta o número de moléculas de peróxido de hidrogênio com energia suficiente para reagirem.
III. A etapa mais lenta em uma reação de várias etapas determina a velocidade total.
Está correto o que se afirma em
I. A neutralização é um procedimento relativamente simples usado para reduzir a corrosividade de um material por meio da elevação ou redução do pH, atingindo uma faixa considerada neutra, geralmente entre 6 e 9.
II. A incineração é um processo de decomposição térmica, via oxidação a altas temperaturas – geralmente maiores que 900° C – empregado para destruir a fração orgânica do material residual e diminuir o seu volume.
III. A maioria dos hidrocarbonetos é insolúvel em água e não pode ser drenada pela rede de esgotamento sanitário. A sua principal característica é a inflamabilidade, o que qualifica para disposição através da incineração, ou como combustíveis complementares em fornos de clínquer.
Está correto o que se afirma em
Sobre a Água Purificada para Injetáveis (API) utilizada na fabricação de produtos parenterais de pequeno e grande volume e da Água Ultrapurificada (AUP) para a realização de análises químicas, analise as afirmativas a seguir.
I. A API pode ser obtida pela técnica de destilação, processo capaz de remover micro-organismos, mas que não remove endotoxinas.
II. A AUP pode ser obtida por tratamento complementar da AP, como exposição à radiação UV ou eletrodeionização.
III. O limite de endotoxinas bacterianas na API é ≤ que 0,25 UE/100 mL.
IV. A contagem do número total de bactérias heterotróficas na API deve ser ≤ 102 UFC/100 mL e a API deve ser isenta de Pseudomonas sp e coliformes.
V. A condutividade máxima da AUP deve ser 0,055 µS/cm (25,0°C) e o valor de carbono orgânico total (COT) deve ser ≤ 0,050 mg/100 mL.
Está correto o que se afirma apenas em
Sobre a esterilização, analise as afirmativas a seguir.
I. Centrifugação: técnica de esterilização que se fundamenta na sedimentação dos micro-organismos pela ação da gravidade, seguida de remoção por filtração.
II. Filtração em membrana com poro≤a 0,2 mm: técnica física de esterilização para soluções e suspensões quem contêm insumos farmacêuticos termossensíveis.
III. Esterilização pelo calor úmido: promove coagulação das proteínas celulares; esterilização pelo calor seco: promove a oxidação de componentes celulares dos micro-organismos.
IV. Liofilização: técnica de esterilização empregada para obtenção de pós que contêm insumos farmacêuticos termossensíveis, uma vez que remove a água em temperaturas abaixo de –40oC.
V. Esterilização por radiação ionizante: se fundamenta na formação de espécies radicalares reativas que causam danos e morte dos micro-organismos, sendo útil para insumos farmacêuticos termossensíveis.
Está correto o que se afirma apenas em
Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina
O linguista Sírio Possenti, professor da Unicamp, reproduziu semana passada em seu Facebook a chamada de uma dessas páginas de português que pululam na internet: “16 palavras em português que todo mundo erra o plural”.
Comentário de Possenti, preciso: “Pessoas querem ensinar português ‘correto’ mas não conseguem formular o enunciado segundo as regras que defendem (ou defenderiam)”. Convém explicar.
A língua padrão que as páginas de português buscam ensinar obrigaria o redator a escrever “palavras cujo plural todo mundo erra”. Ou quem sabe, mexendo mais na frase para evitar o já raro cujo, “casos de palavras em que todo mundo erra o plural”.
A forma que usou, com o “que” introduzindo a oração subordinada, chama-se “relativa cortadora” – por cortar a preposição – e é consagrada na linguagem oral: todo mundo diz “o sabor que eu gosto”, mesmo que ao escrever use o padrão “o sabor de que eu gosto”.
O problema com o caso apontado por Possenti não é tanto a gramática, mas a desconexão de forma e conteúdo – a pretensão do instrutor de impor um código que ele próprio demonstra não dominar.
No discurso midiático sobre a língua, isso é mato. Muitas vezes o normativismo mais intransigente é apregoado por quem não consegue nem pagar a taxa de inscrição no clube. “Português é o que nossa página fala sobre!”
Mesmo assim, o episódio de agora me deixou pensativo. E se o problema do conservadorismo que não está à altura de si mesmo for além das páginas de português? Poderia ser essa uma constante cultural em nosso paisão mal letrado, descalço e fascinado por trajes a rigor? Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese. Seguem dois casos restritos, mas factuais.
Em abril de 2022, o então presidente do Superior Tribunal Militar (STM), general Luís Carlos Gomes Mattos, submeteu a gramática a sevícias severas ao protestar contra a revelação, pelo historiador Carlos Fico, de áudios em que o STM debatia casos de tortura durante a ditadura de 1964.
“Somos abissolutamente (sic) transparente (sic) nos nossos julgamento (sic)”, disse o general. “Então aquilo aí (sic), a gente já sabe os motivos do porquê (sic) que isso tem acontecendo (sic) agora, nesses últimos dias aí, seguidamente, por várias direções, querendo atingir Forças Armadas...”
Gomes Mattos enfatizou ainda a importância de cuidar “da disciplina, da hierarquia que são nossos pilares (das) nossas Forças Armadas”. Mas disciplina e hierarquia não deveriam ser princípios organizadores da linguagem também? Que conservadorismo é esse?
No início de fevereiro, o reitor da USP publicou uma nota em resposta a uma coluna em que Conrado Hübner Mendes fazia críticas ao STF. Frisando o fato evidente de que a coluna de Mendes expressava a opinião de Mendes, não da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior escreveu que “a liberdade de cátedra se trata de prerrogativa exclusiva dos docentes”.
Sim, é verdade que a expressão impessoal “tratar-se de” tem sido usada por aí com sujeito, como se fosse um “ser” de gravata-borboleta. Trata-se de mais um caso de hipercorreção, fenômeno que nasce do cruzamento da insegurança linguística com nossas velhas bacharelices.
Não é menos verdadeiro que a norma culta do português (ainda?) condena com firmeza esse uso, o que torna digna de nota sua presença num comunicado público emitido pelo mais alto escalão da universidade mais importante do país.
(RODRIGUES, SÉRGIO. Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina. Jornal Folha de S. Paulo, 2024.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: janeiro de 2025. Adaptado.)
“Missão”, “visão” e “valores” são conceitos fundamentais que definem a identidade, os objetivos e a cultura de uma organização. Tendo em vista tais atributos no contexto da Hemobrás, analise as afirmativas a seguir.
I. A empresa tem como objetivo, em nível federal, produzir medicamentos hemoderivados, exceto os biotecnológicos, cuja competência para a produção é exclusiva de empresas federais que atuam na área de vigilância sanitária.
II. Pode-se afirmar que está incluído no conceito de missão da Hemobrás o atendimento prioritário a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
III. Os valores que orientam a atuação da Hemobrás são classificados em três pilares: 1) Ética e Integridade; 2) Sustentabilidade; e 3) Foco em resultados.
Está correto o que se afirma em
Os microprocessadores e microcontroladores são amplamente utilizados em sistemas embarcados devido à sua capacidade de processar dados e interagir com periféricos. Enquanto os microprocessadores se concentram no processamento e dependem de circuitos externos para comunicação e memória, os microcontroladores integram memória, portas de E/S e recursos adicionais em um único chip. A escolha entre esses dispositivos e a forma como são programados e utilizados depende de características como conjunto de instruções, arquitetura (Harvard ou Von Neumann) e gerenciamento de periféricos. Sobre microprocessadores e microcontroladores, analise as afirmativas a seguir.
I. Em microcontroladores com arquitetura Harvard, a separação entre as memórias de programa e dados permite acessos simultâneos, aumentando a eficiência do sistema.
II. Os microprocessadores geralmente possuem uma maior quantidade de pinos de entrada/saída digitais integrados em comparação aos microcontroladores.
III. A presença de periféricos como conversores ADC e PWM é uma característica comum em microcontroladores, mas raramente encontrada em microprocessadores.
IV. O conjunto de instruções CISC (Complex Instruction Set Computer) é mais adequado para operações de baixa latência em sistemas críticos do que o conjunto RISC (Reduced Instruction Set Computer).
V. Microcontroladores geralmente consomem menos energia do que microprocessadores, sendo ideais para aplicações alimentadas por bateria.
Está correto o que se afirma apenas em
I. O calor liberado pelas pessoas.
II. Os motores elétricos dentro do recinto.
III. A energia consumida pelas lâmpadas incandescentes.
IV. As características dos materiais do piso, paredes, teto, forro falso e vidros das janelas e portas.
V. A temperatura dos espaços adjacentes, ocasionando um fluxo de calor para o espaço condicionado ou dele retirando calor.
Estão relacionadas com as cargas externas apenas as alternativas
Um microbiologista da Hemobrás está realizando o controle de qualidade microbiológico em uma amostra de solução utilizada na produção de hemoderivados. Para garantir a esterilidade do produto, foi realizada uma diluição seriada da amostra até a proporção de 1:1.000. Foram semeados 100 µL dessa diluição em uma placa de Petri com meio de cultura estéril. Após incubação a 37°C por 48 horas, foram observadas 30 Unidades Formadoras de Colônia (UFC). Considerando as boas práticas de controle microbiológico, a concentração de micro-organismos na amostra original é de
( ) Cada ciclo de vaporização/condensação que ocorre no interior de coluna de fracionamento denomina-se prato teórico. Dividindo o comprimento da coluna pelo número de pratos teóricos, tem-se a altura equivalente do prato teórico HETP. Quanto menor a HETP, mais eficiente é a coluna.
( ) Para se evitar o superaquecimento após a transferência do líquido para o balão, é necessário adicionar pedras de ebulição antes de iniciar o aquecimento. Elas contêm pequenas bolhas de ar em seu interior que vão sendo liberadas gradualmente durante o aquecimento, servindo de núcleos para a ebulição, evitando, dessa forma, o superaquecimento.
( ) A destilação simples é muito útil para separar líquidos com cerca de 100° C de diferença entre os seus pontos de ebulição, ou separar líquidos de compostos que não destilam. Líquidos cuja diferença entre seus pontos de ebulição seja inferior a este valor destilam juntos.
A sequência está correta em
Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina
O linguista Sírio Possenti, professor da Unicamp, reproduziu semana passada em seu Facebook a chamada de uma dessas páginas de português que pululam na internet: “16 palavras em português que todo mundo erra o plural”.
Comentário de Possenti, preciso: “Pessoas querem ensinar português ‘correto’ mas não conseguem formular o enunciado segundo as regras que defendem (ou defenderiam)”. Convém explicar.
A língua padrão que as páginas de português buscam ensinar obrigaria o redator a escrever “palavras cujo plural todo mundo erra”. Ou quem sabe, mexendo mais na frase para evitar o já raro cujo, “casos de palavras em que todo mundo erra o plural”.
A forma que usou, com o “que” introduzindo a oração subordinada, chama-se “relativa cortadora” – por cortar a preposição – e é consagrada na linguagem oral: todo mundo diz “o sabor que eu gosto”, mesmo que ao escrever use o padrão “o sabor de que eu gosto”.
O problema com o caso apontado por Possenti não é tanto a gramática, mas a desconexão de forma e conteúdo – a pretensão do instrutor de impor um código que ele próprio demonstra não dominar.
No discurso midiático sobre a língua, isso é mato. Muitas vezes o normativismo mais intransigente é apregoado por quem não consegue nem pagar a taxa de inscrição no clube. “Português é o que nossa página fala sobre!”
Mesmo assim, o episódio de agora me deixou pensativo. E se o problema do conservadorismo que não está à altura de si mesmo for além das páginas de português? Poderia ser essa uma constante cultural em nosso paisão mal letrado, descalço e fascinado por trajes a rigor? Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese. Seguem dois casos restritos, mas factuais.
Em abril de 2022, o então presidente do Superior Tribunal Militar (STM), general Luís Carlos Gomes Mattos, submeteu a gramática a sevícias severas ao protestar contra a revelação, pelo historiador Carlos Fico, de áudios em que o STM debatia casos de tortura durante a ditadura de 1964.
“Somos abissolutamente (sic) transparente (sic) nos nossos julgamento (sic)”, disse o general. “Então aquilo aí (sic), a gente já sabe os motivos do porquê (sic) que isso tem acontecendo (sic) agora, nesses últimos dias aí, seguidamente, por várias direções, querendo atingir Forças Armadas...”
Gomes Mattos enfatizou ainda a importância de cuidar “da disciplina, da hierarquia que são nossos pilares (das) nossas Forças Armadas”. Mas disciplina e hierarquia não deveriam ser princípios organizadores da linguagem também? Que conservadorismo é esse?
No início de fevereiro, o reitor da USP publicou uma nota em resposta a uma coluna em que Conrado Hübner Mendes fazia críticas ao STF. Frisando o fato evidente de que a coluna de Mendes expressava a opinião de Mendes, não da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior escreveu que “a liberdade de cátedra se trata de prerrogativa exclusiva dos docentes”.
Sim, é verdade que a expressão impessoal “tratar-se de” tem sido usada por aí com sujeito, como se fosse um “ser” de gravata-borboleta. Trata-se de mais um caso de hipercorreção, fenômeno que nasce do cruzamento da insegurança linguística com nossas velhas bacharelices.
Não é menos verdadeiro que a norma culta do português (ainda?) condena com firmeza esse uso, o que torna digna de nota sua presença num comunicado público emitido pelo mais alto escalão da universidade mais importante do país.
(RODRIGUES, SÉRGIO. Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina. Jornal Folha de S. Paulo, 2024.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: janeiro de 2025. Adaptado.)