Na particularidade da Questão social brasileira há que se reconhecer que abolição
da escravidão nem se quer se aproximou de uma alteração substancial nas atitudes e
representações coletivas que determinavam assimetrias entre e branco(a)s e negro(a)s na
sociedade. Além disso, a população negra não foi incorporada na economia como mão de
obra assalariada. O racismo se revela como um dos complexos sociais de desigualdades
que se assenta no sistema patriarcal-racista-capitalista brasileiro. (Cisne; Santos, 2018).
Sobre o tema marque a alternativa CORRETA:
Criados a partir da década de 1990, significam o desenho de uma nova
institucionalidade nas ações públicas, que envolvem distintos sujeitos nos âmbitos estatal
e societal, com competência de apreciar, controlar, fiscalizar e deliberar políticas públicas
setoriais ou de defesa de direitos de segmentos específicos. São canais importantes de
participação coletiva e de criação de novas relações políticas entre governos e cidadãos,
que pretendem modificar tanto o Estado quanto a sociedade em direção à construção de
esferas públicas:
A família é a instituição em que se encontram as pessoas demandantes de cuidados e,
também, os cuidadores, sejam eles remunerados ou não. A demanda de cuidados se dá em
função do momento no ciclo de vida das pessoas, das suas situações individuais, bem
como de suas condições socioeconômicas, e assim também se comporta a oferta de
cuidadores. É dentro da família o locus em que se decide quem vai trabalhar nas atividades
econômicas e quem fica para cuidar dos membros dependentes. O contrato social
tradicional e intergeracional, explícito na Constituição Federal de 1988 (CF/1988), atribui às
famílias – onde se lê mulheres – a grande responsabilidade por atividades de cuidado. O
art. 230 explicita que os pais devem cuidar dos filhos e estes dos pais na velhice.
(Camarano, 2023, p.137)
Sobre o tema Famílias e Cuidado, analise as afirmações e marque a alternativa
correspondente:
I - A diversidade das famílias brasileiras faz elas lidarem de maneiras distintas com os
efeitos das várias “crises”, que vão desde a dos jovens, do envelhecimento, da pobreza e
do déficit de cuidado até a gerada pela recente pandemia provocada pelo vírus da covid-19.
A forma de lidar com elas depende dos recursos humanos, financeiros e de tempo
disponíveis dentro de cada arranjo familiar. As mudanças nas famílias dificultam a
manutenção dos contratos familiares intergeracionais, que o Estado não pode ignorar.
II - As famílias de maior poder aquisitivo repassam para o mercado privado a função de
cuidar. Muitas vezes, delega-se a responsabilidade às empregadas domésticas, aos
cuidadores remunerados, às creches e/ou às instituições residenciais de cuidado, e, ainda
que em menor escala, ao Estado.
III - As famílias com crianças e adolescentes têm mais dificuldades no enfrentamento às
crises, em razão de terem menos indivíduos com disponibilidade para trabalhar e obter
renda. Isto se acentua nos arranjos monoparentais femininos, cujas chefes são, muitas
vezes, as únicas pessoas responsáveis tanto economicamente quanto emocionalmente
para cuidar de seus filhos. Soma-se a isso o fato de essas mulheres estarem
superrepresentadas em empregos de baixa remuneração.