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As observações e os cálculos dos astrônomos ensinaram-nos muitas coisas admiráveis, mas o mais importante é, certamente, terem-nos descoberto o abismo da ignorância, que a razão humana, sem estes conhecimentos, nunca poderia imaginar tão profundo; a reflexão sobre esta ignorância deve produzir uma grande mudança na determinação das intenções finais do uso da nossa razão.
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.

No trecho acima, o filósofo Immanuel Kant reflete sobre os efeitos da moderna atividade científica na atividade filosófica. Para esse autor, a filosofia deveria ser revolucionada no sentido de
Leia o texto a seguir: “Durante o inverno de 1919-1920, essas considerações me levaram a conclusões que posso agora reformular da seguinte maneira: (1) É fácil obter confirmações ou verificações para quase toda teoria – desde que as procuremos. (2) As confirmações só devem ser consideradas se resultarem de predições arriscadas. (3) Toda teoria científica “boa” é uma proibição: ela proíbe certas coisas de acontecer. Quanto mais uma teoria proíbe, melhor ela é. (4) A teoria que não for refutada por qualquer acontecimento concebível não é científica. A irrefutabilidade não é uma virtude, como freqüentemente se pensa, mas um vício” (POPPER, Karl. Conjecturas e Refutações. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1982, p. 66. Adaptado).
No trecho acima, Popper critica o princípio de verificabilidade como critério de demarcação entre ciência e não ciência, propondo um novo princípio. Segundo ele, o critério de cientificidade de uma teoria é a refutabilidade, ou seja,
Leia o texto a seguir: “Onde está a necessidade da filosofia? Está no fato de que ela, por meio da reflexão, permite que o homem tenha mais que uma dimensão, além daquela que é dada pelo agir imediato no qual o “homem prático” se encontra mergulhado. É ela que permite o distanciamento para a avaliação dos fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam. É ela que reúne o pensamento fragmentado da ciência e o reconstrói na sua unidade. É ela que retoma a ação pulverizada no tempo e procura compreendê-la” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1986, p. 48, Adaptado).
Segundo o trecho acima, o pensamento filosófico é necessário aos seres humanos, porque desenvolve as capacidades de
Leia o texto a seguir: “A ética é a reflexão filosófica que visa fazer com que, diante da necessidade de decidir sobre como proceder em determinadas circunstâncias, a pessoa aja de modo correto; bem como servir de parâmetro para avaliar um determinado ato realizado por outro indivíduo como sendo ou não eticamente correto. Porém, a ética não pode ser vista dissociada da realidade sociocultural concreta. Os valores éticos de uma comunidade variam de acordo com o ponto de vista histórico e dependem de circunstâncias determinadas” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 9-10. Adaptado).
No texto acima, Marcondes afirma que a ética é a reflexão filosófica que avalia as regras de comportamento humano. Isto significa que o comportamento humano NÃO é determinado
No livro VI d’A República, Platão propõe uma analogia entre o Sol e o Bem. O papel desempenhado por aquele, no terreno sensível, seria o mesmo que o desempenhado por este, no inteligível.

Ainda de acordo com essa imagem, é correto afirmar que a visão é a análoga sensível
Indagamos como a alma possa sempre se encaminhar num curso equilibrado, seja propícia para si, olhe alegre para sua condição e não interrompa esse contentamento, mas permaneça num estado plácido, sem jamais exaltar-se ou deprimir-se: isso será a tranquilidade [euthymía].
Adaptado de SÊNECA. Sobre a ira. Sobre a tranquilidade da alma. São Paulo: Penguin Classics Cia. das Letras, 2014.

A preocupação exposta no trecho acima é característica da reflexão
O gênero não é um substantivo, mas tampouco é um conjunto de atributos flutuantes. O gênero é sempre um feito, ainda que não seja obra de um sujeito tido como preexistente à obra.
Adaptado de BUTLER, Judith. Problema de gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.

Segundo a filósofa, o gênero é um produto da
A filosofia hegeliana da história é a última consequência, levada à sua “mais pura expressão”, de toda a historiografia alemã que não trata de interesses reais, nem mesmo políticos, mas apenas de uma série de pensamentos puros que devoram uns aos outros. Tal concepção é verdadeiramente religiosa, pressupõe o homem religioso como o homem primitivo do qual parte toda a história e, em sua imaginação, põe a produção religiosa de fantasias no lugar da produção real dos meios de vida e da própria vida.
Adaptado de MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.

A visão marxiana entende que a história é movida pelas
Alguém quer descer o olhar sobre o segredo de como se fabricam ideais na terra? Quem tem a coragem para isso?… Muito bem! Aqui se abre a vista a essa negra oficina.
NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

Segundo o autor, os ideais da moral são
Pode-se representar facilmente uma linguagem que consiste apenas de comandos e informações durante uma batalha. – Ou uma linguagem que consiste apenas de perguntas e de uma expressão de afirmação e de negação. E muitas outras.
WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979 (Os pensadores).

Para o Wittgenstein dessa fase de sua obra, a linguagem tem como característica fundamental o fato de estar associada a alguma

Em sua imediatez, a consciência de si é mero ser-para-si. Para obter a certeza de si mesmo, é preciso a integração do conceito de reconhecimento. O outro, de modo similar, espera por nosso reconhecimento para expandir-se na consciência de si universal. Cada consciência de si busca a absolutez. Ela quer ser reconhecida enquanto valor primordial desinserido da vida, como transformação da certeza subjetiva (Gewißheit) em verdade objetiva (Wahrheit).
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020

O autor reivindica que o humano só é de fato reconhecido quando considerado a partir de
Leia o texto a seguir: “O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir diretamente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de sistemas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia III. São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado).
No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:
Leia o texto a seguir: “Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48. Adaptado).
Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia, cuja função é fazer com que as ideias
O filósofo Benedictus de Spinoza iniciou sua atividade filosófica como um seguidor do pensamento de Descartes. Na sequência, ao desenvolver a sua própria filosofia, Spinoza
É aqui então que vem dar todo o discurso sobre o tipo de delírio em que alguém, vendo a beleza por aqui e lembrando-se da verdadeira, cria asa e de novo deseja alçar voo. E porque deste delírio participa o que ama os belos, amante se chama.
Adaptado de PLATÃO. Fedro. São Paulo: Editora 34, 2016.

No trecho acima, Platão trata do amor. Segundo essa obra do filósofo, o amor é
Leia o texto a seguir: “Wittgenstein nas Investigações Filosóficas diz que a significação de uma palavra é o seu uso na linguagem” (WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 28. Adaptado). Assim, por exemplo, na frase “o Sr. Branco é branco”, a palavra “branco” tem dois significados diferentes, pois ela é usada como nome próprio no início da frase e como designação de uma cor no final da frase.
A consequência disso é que as palavras, conceitos e nomes
Leia o texto a seguir: “Um argumento é a mais básica unidade completa do raciocínio, um átomo da razão. Um argumento é uma inferência extraída de um ou de vários pontos de partida (proposições denominadas “premissas”) que conduz a um ponto final (uma proposição denominada “conclusão”)” (BAGGINI, Julian. As ferramentas dos filósofos. São Paulo: Loyola, 2012. Adaptado).
A partir do texto acima, é CORRETO afirmar que uma inferência é
A técnica não é igual à essência da técnica. Quando procuramos a essência de uma árvore, temos de nos aperceber de que aquilo que rege toda árvore, como árvore, não é, em si mesmo, uma árvore que se pudesse encontrar entre as árvores.
HEIDEGGER, Martin. “A questão da técnica”. In: Ensaios e conferências. Petrópolis: Editora Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2012.

Segundo Heidegger, a essência da técnica consiste
Leia o texto a seguir: “A dedução é uma inferência que vai dos princípios gerais para uma consequência logicamente necessária, enquanto que a indução é uma argumentação em que, a partir de dados singulares suficientemente enumerados, inferimos uma verdade universal” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1986, p. 100-102. Adaptado).
Leia os argumentos abaixo:
I. Sei que está na hora do intervalo porque tocou o sinal. II. O velho pescador disse que não vai pescar hoje porque as nuvens estão pesadas e escuras, a cor da água está embaçada e isto significa que vai chover. III. Depois de ter feito várias experiências com fígado de macaco, Claude Bernard concluiu que o fígado tem uma função glicogênica. IV. Como os testes demonstraram que foram precisos, pelo menos, 2,3 segundos para manobrar a culatra do rifle de Oswald, é óbvio que Oswald não poderia ter disparado três vezes em 5,6 segundos ou menos.
A opção que classifica corretamente os argumentos acima em dedutivos e indutivos é:
Leia o texto a seguir: “Kant recusa tanto o empirismo como o racionalismo; existem ideias puras da razão – mas meramente como princípios regulativos a serviço da experiência. Demonstrando a existência de certas condições da experiência não empíricas e, portanto, universalmente válidas. Kant mostra que a metafísica é possível, mas em contraposição ao racionalismo, somente como teoria da experiência, e não como uma ciência que transcende o âmbito da experiência; e, à diferença do empirismo, não como teoria empírica, senão como teoria transcendental da experiência” (HÖFFE, Otfried. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 39-40. Adaptado).
Otfried Höffe afirma que Kant elabora, com a sua teoria do conhecimento, uma nova metafísica fundada em uma “teoria transcendental da experiência”, capaz de superar o racionalismo e o empirismo porque mantém
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