Mais da metade da população mundial usa internet
Cerca de 3,9 bilhões de pessoas usam a internet em todo o mundo atualmente, o que representa mais da metade da população mundial - informou a ONU na sexta-feira (7 de dezembro de 2018).
A agência da ONU para informação e comunicação, a UIT, indicou que, até o final de 2018, 51,2% da população mundial estará usando a internet. “Até o final de 2018, teremos ultrapassado a marca de 50% do uso da internet”, afirmou o diretor da UIT, Houlin Zhou, em um comunicado. “Esse é um passo importante para uma sociedade global da informação mais inclusiva”, disse ele.
Segundo a UIT, os países mais ricos do planeta registraram um crescimento sólido no uso da internet, que passou de 51,3% de suas populações, em 2005, para atuais 80,9%.
(Texto adaptado. Disponível em: https://exame.abril.com.br)
Considerando as regras de regência, o vocábulo sublinhado em o que representa mais da metade da população mundial (1° parágrafo) estará corretamente substituído, sem qualquer outra alteração no trecho, por
Pobre língua portuguesaJá por mais de uma vez foi lembrado, neste espaço, o ensinamento de Aires da Matta Machado Filho, o observar que “o povo é quem faz a língua”. Há um fundamento democrático na lição filosófica do mestre Aires, desde que obedecidos certos preceitos, normas e consolidação dos neologismos, e o desuso de tantas outras expressões.Dentro da tese do mestre Aires, é o imperialismo idiomático invadindo o país, de maneira agressiva e injustificável. É “breakfast” de manhã, “happy hour” à tarde e um “drive in” à noite. Atualmente antes de estudar o português, a criança já nada de braçada no inglês. Vai daí que pouco a pouco está sendo estruturada uma nova linguagem, na qual os estrangeirismos se somam aos neologismos, tudo caminhando para formação de uma nova expressão idiomática.Outro dia depois do “cooper” matinal, Belisário, de “training made in Brazil”, foi ao “shopping center”, acionou o “ticket” de entrada, e comprou um “i-point”, cujo “design” tanto o impressionou ao ver a letras garrafais “SALE”.Pelas ruas e avenidas, o “out door” atrai e ilumina, enquanto nas residências a televisão se transformou em atentado ao pudor e aumento de mediocridade.Houve uma época em que se tornaram famosas as frases de um ilustre professor mineiro e de um não menos ilustre magistrado: “Ao transpor os umbrais da minha alcova”, e por aí afora, até darmos de cara com o “pouco se me dá, que a azêmola claudique”, porque, “eu quero é acicatá-la”.Nem tanto à terra, nem tanto ao mar nos ensinamentos da língua pátria. É alarmante o que se observa agora de anglicismos agredindo “a última flor do Lácio”. Os supermercados e as imobiliárias nos transmitem a impressão de que estamos nos Estados Unidos ou na Inglaterra, tamanha a quantidade de estrangeirismos utilizados para atrair os incautos. Há muitos casos em que a palavra correlata em português é tanto ou mais expressiva do que a inglesa.Em nome do modismo, sacrifica-se a autenticidade da pobre língua portuguesa. José Bento Teixeira de Salles. Estado de Minas, 17.08.2007