Questões de Concursos

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Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

É urgente recuperar o sentido de urgência

    Estamos vivendo como se tudo fosse urgente. Urgente o suficiente para acessar alguém. E para exigir desse alguém uma resposta imediata. Como se o tempo do “outro” fosse, por direito, também o “meu” tempo. E até como se o corpo do outro fosse o meu corpo, já que posso invadi-lo, simbolicamente, a qualquer momento. Como se os limites entre os corpos tivessem ficado tão fluidos e indefinidos quanto a comunicação ampliada e potencializada pela tecnologia. Esse se apossar do tempo/corpo do outro pode ser compreendido como uma violência. Mas até certo ponto consensual, na medida em que este que é alcançado se abre/oferece para ser invadido. Torna-se, ao se colocar no modo “online”, um corpo/tempo à disposição. Mas exige o mesmo do outro – e retribui a possessão. Olho por olho, dente por dente. Tempo por tempo.
    Como muitos, tenho tentado descobrir qual é a minha medida e quais são os meus limites nessa nova configuração. Descobri logo que, para mim, o celular é insuportável. Não é possível ser alcançada por qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar. Estou lendo um livro e, de repente, o mundo me invade, em geral com irrelevâncias, quando não com telemarketing. Estou escrevendo e alguém liga para me perguntar algo que poderia ter descoberto sozinho no Google, mas achou mais fácil me ligar, já que bastava apertar uma tecla do próprio celular. Trabalhei como uma camela e, no meu momento de folga, alguém resolve me acessar para falar de trabalho, obedecendo às suas próprias necessidades, sem dar a mínima para as minhas. Não, mas não mesmo. Não há chance de eu estar acessível – e disponível – 24 horas por sete dias, semana após semana.
    Me bani do mundo dos celulares, fechei essa janela no meu corpo. Mantenho meu aparelho, mas ele fica desligado, com uma gravação de “não uso celular, por favor, mande um e-mail”. Carrego-o comigo quando saio e quase sempre que viajo. Se precisar chamar um táxi em algum momento ou tiver uma urgência real, ligo o celular e faço uma chamada. Foi o jeito que encontrei de usar a tecnologia sem ser usada por ela.
    Minha decisão não foi bem recebida pelas pessoas do mundo do trabalho, em geral, nem mesmo pela maior parte dos amigos e da família. Descobri que, ao não me colocar 24 horas disponível, as pessoas se sentiam pessoalmente rejeitadas. Mas não apenas isso: elas sentiam-se lesadas no seu suposto direito a tomar o meu tempo na hora que bem entendessem, com ou sem necessidade, como se não devesse existir nenhum limite ao seu desejo. Algumas declararam-se ofendidas. Como assim eu não posso falar com você na hora que eu quiser? Como assim o seu tempo não é um pouco meu? E se eu precisar falar com você com urgência? Se for urgência real – e quase nunca é – há outras formas de me alcançar.
    Percebi também que, em geral, as pessoas sentem não só uma obrigação de estar disponíveis, mas também um gozo. Talvez mais gozo do que obrigação. É o gozo de se considerar imprescindível. Como se o mundo e todos os outros não conseguissem viver sem sua onipresença. Se não atenderem o celular, se não forem encontradas de imediato, se não derem uma resposta imediata, catástrofes poderão acontecer.
    O celular ligado funciona como uma autoafirmação de importância. Tipo: o mundo (a empresa/a família/ o namorado/ o filho/ a esposa/ a empregada/ o patrão/os funcionários etc.) não sobrevive sem mim. A pessoa se estressa, reclama do assédio, mas não desliga o celular por nada. Desligar o celular e descobrir que o planeta continua girando pode ser um risco maior. Nesse sentido, e sem nenhuma ironia, é comovente.
    Bem, eu não sou imprescindível a todo mundo e tenho certeza de que os dias nascem e morrem sem mim. As emergências reais são poucas, ainda bem, e para estas há forma de me encontrar. Logo, posso ficar sem celular.
    A grande perda é que, ao se considerar tudo urgente, nada mais é urgente. Perde-se o sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano. E viver é, de certo modo, um constante interrogar-se sobre o que é importante para cada um. Ou, dito de outro modo, uma constante interrogação sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente mais valioso. Como disse o professor Antonio Candido, “tempo é o tecido das nossas vidas”.
    Viver no tempo do outro – de todos e de qualquer um – é uma tragédia contemporânea.

BRUM, Eliane. Disponível em:<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/eliane-brum>  Acesso em: 12 set. 2013. Adaptado.
O que seria para a autora a tragédia contemporânea?

O governo federal entregou nesta terça-feira (5) ao Congresso a Proposta de Emenda ___ Constituição (PEC) do Pacto Federativo. O projeto pretende extinguir municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior ___ 10% da receita total. A medida afetaria até 1.254 cidades brasileiras, que, segundo a iniciativa, seriam incorporadas pelo município vizinho com melhor índice de sustentabilidade financeira, ___ partir de 2025.

Dos 295 municípios catarinenses, 106 possuem menos de 5 mil habitantes. Na região do Vale do Itajaí, de acordo com estimativa deste ano do IBGE, atualmente há 11 cidades com população inferior ao limite estabelecido na PEC: Atalanta, Braço do Trombudo, Chapadão do Lageado, Dona Emma, Doutor Pedrinho, José Boiteux, Mirim Doce, Presidente Nereu, São José do Itaperiú, Vitor Meireles e Witmarsum. [...]

Disponível em: https://ocp.news/politica/onze-municipios-do-vale-do-itajai-podem-deixar-de-existir-com-proposta-do-governo-federal. Acesso em: 08 fev. 2020. [adaptado]

Analise as afirmativas:

I- A conjunção “e”, utilizada no texto, é sinônima de “como também”.

II- A expressão “de acordo com” utilizada no segundo parágrafo indica conformidade.

III- “Atualmente” é um advérbio utilizado no texto, cujo sinônimo é “provavelmente”.

É correto o que se afirma em:

A busca incansável por medidas de prevenção e controle de infecção é uma rotina nas unidades de terapia intensiva (UTI). Com relação a esse assunto, julgue os itens subsequentes.

A máscara e óculos devem ser usados como barreira de proteção, sendo mandatório o uso de aventais de tecidos ou impermeáveis, para reduzir o risco à exposição de patógenes hematogênicos.

Julgue os itens a seguir, acerca das boas práticas no processamento de produtos em centros de material e esterilização (CME).

I Para a descarga de secadoras e termodesinfetadoras e para a carga e descarga de autoclaves, é obrigatória a utilização de luvas de proteção térmica impermeáveis.
II Produtos para a saúde utilizados na assistência ventilatória e na inaloterapia devem ser submetidos à desinfeção por métodos de imersão química líquida, com a utilização de saneantes a base de aldeídos.
III No rótulo de identificação dos produtos para saúde processados, deve conter o nome do produto, o número do lote, a data da esterilização, a data limite de uso, o método de esterilização e o nome do responsável pelo preparo.
IV O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização, com liberação da carga para utilização após leitura negativa do indicador biológico.

Estão certos apenas os itens
Nove recipientes idênticos comportam um total de 28 litros de água. Para comportar 16 litros de água, será necessário, desses recipientes, o número mínimo de
Para cada agente imunizante há uma via de administração recomendada. Caso a via não seja obedecida, pode ocorrer uma menor proteção imunológica ou maior frequência de eventos adversos. Considerando o exposto, são vacinas administradas por via subcutânea (SC):
Na realização de exame pericial em adolescente, verificou-se a existência de doença sexualmente transmissível. De acordo com a Resolução COFEN 311/2007, com relação ao sigilo profissional, entre as responsabilidades e deveres da equipe de enfermagem consta:

Denomina-se nadir o período pós-quimioterapia em que o número de leucócitos é o mais baixo, o qual se verifica entre 7 e 14 dias pós-quimioterapia. Pacientes neutropênicos tendem a ter infecções mais severas e frequentes, principalmente se o nadir persistir por mais de 10 dias. Nesse período,

deve-se avaliar o paciente à procura de sinais de infecção e caso esta esteja presente, deve-se combatê-la mediante a administração de drogas por meio de cateter, sob a estrita observância da técnica asséptica pertinente.

Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

É urgente recuperar o sentido de urgência

    Estamos vivendo como se tudo fosse urgente. Urgente o suficiente para acessar alguém. E para exigir desse alguém uma resposta imediata. Como se o tempo do “outro” fosse, por direito, também o “meu” tempo. E até como se o corpo do outro fosse o meu corpo, já que posso invadi-lo, simbolicamente, a qualquer momento. Como se os limites entre os corpos tivessem ficado tão fluidos e indefinidos quanto a comunicação ampliada e potencializada pela tecnologia. Esse se apossar do tempo/corpo do outro pode ser compreendido como uma violência. Mas até certo ponto consensual, na medida em que este que é alcançado se abre/oferece para ser invadido. Torna-se, ao se colocar no modo “online”, um corpo/tempo à disposição. Mas exige o mesmo do outro – e retribui a possessão. Olho por olho, dente por dente. Tempo por tempo.
    Como muitos, tenho tentado descobrir qual é a minha medida e quais são os meus limites nessa nova configuração. Descobri logo que, para mim, o celular é insuportável. Não é possível ser alcançada por qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar. Estou lendo um livro e, de repente, o mundo me invade, em geral com irrelevâncias, quando não com telemarketing. Estou escrevendo e alguém liga para me perguntar algo que poderia ter descoberto sozinho no Google, mas achou mais fácil me ligar, já que bastava apertar uma tecla do próprio celular. Trabalhei como uma camela e, no meu momento de folga, alguém resolve me acessar para falar de trabalho, obedecendo às suas próprias necessidades, sem dar a mínima para as minhas. Não, mas não mesmo. Não há chance de eu estar acessível – e disponível – 24 horas por sete dias, semana após semana.
    Me bani do mundo dos celulares, fechei essa janela no meu corpo. Mantenho meu aparelho, mas ele fica desligado, com uma gravação de “não uso celular, por favor, mande um e-mail”. Carrego-o comigo quando saio e quase sempre que viajo. Se precisar chamar um táxi em algum momento ou tiver uma urgência real, ligo o celular e faço uma chamada. Foi o jeito que encontrei de usar a tecnologia sem ser usada por ela.
    Minha decisão não foi bem recebida pelas pessoas do mundo do trabalho, em geral, nem mesmo pela maior parte dos amigos e da família. Descobri que, ao não me colocar 24 horas disponível, as pessoas se sentiam pessoalmente rejeitadas. Mas não apenas isso: elas sentiam-se lesadas no seu suposto direito a tomar o meu tempo na hora que bem entendessem, com ou sem necessidade, como se não devesse existir nenhum limite ao seu desejo. Algumas declararam-se ofendidas. Como assim eu não posso falar com você na hora que eu quiser? Como assim o seu tempo não é um pouco meu? E se eu precisar falar com você com urgência? Se for urgência real – e quase nunca é – há outras formas de me alcançar.
    Percebi também que, em geral, as pessoas sentem não só uma obrigação de estar disponíveis, mas também um gozo. Talvez mais gozo do que obrigação. É o gozo de se considerar imprescindível. Como se o mundo e todos os outros não conseguissem viver sem sua onipresença. Se não atenderem o celular, se não forem encontradas de imediato, se não derem uma resposta imediata, catástrofes poderão acontecer.
    O celular ligado funciona como uma autoafirmação de importância. Tipo: o mundo (a empresa/a família/ o namorado/ o filho/ a esposa/ a empregada/ o patrão/os funcionários etc.) não sobrevive sem mim. A pessoa se estressa, reclama do assédio, mas não desliga o celular por nada. Desligar o celular e descobrir que o planeta continua girando pode ser um risco maior. Nesse sentido, e sem nenhuma ironia, é comovente.
    Bem, eu não sou imprescindível a todo mundo e tenho certeza de que os dias nascem e morrem sem mim. As emergências reais são poucas, ainda bem, e para estas há forma de me encontrar. Logo, posso ficar sem celular.
    A grande perda é que, ao se considerar tudo urgente, nada mais é urgente. Perde-se o sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano. E viver é, de certo modo, um constante interrogar-se sobre o que é importante para cada um. Ou, dito de outro modo, uma constante interrogação sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente mais valioso. Como disse o professor Antonio Candido, “tempo é o tecido das nossas vidas”.
    Viver no tempo do outro – de todos e de qualquer um – é uma tragédia contemporânea.

BRUM, Eliane. Disponível em:<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/eliane-brum>  Acesso em: 12 set. 2013. Adaptado.
Segundo a autora, o PRINCIPAL MOTIVO para as pessoas se manterem constantemente conectadas é
Os artigos hospitalares são classificados de acordo com o grau de risco que apresentam para causar infecções.
A esse respeito, assinale a alternativa INCORRETA.
Texto

Apesar de todos os avanços na medicina, o câncer é uma palavra que assusta qualquer paciente no momento do diagnóstico. E, embora não existam estudos científicos que comprovem, os médicos que trabalham na área garantem que a forma como a pessoa encara a doença é determinante para o sucesso do tratamento. É por isso que espaços que permitem a troca de experiências – seja em encontros presenciais, criados por associações de pacientes, por exemplo, ou na Internet – são tão importantes. Eles ajudam a entender que ninguém está sozinho nessa luta que leva tempo.

(Saúde Uol)
“a forma como a pessoa encara a doença”.

Nesse segmento do texto, o verbo “encarar” tem o sentido de

Considerando as disposições do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, julgue o item subsequente:

É prerrogativa do profissional de enfermagem recusar-se, mesmo em situação de emergência, a executar prescrição médica na qual não constem assinatura e número de registro profissional do prescritor.

Se 80 caminhões levam 2000 unidades do produto A, da cidade X para a cidade Y, a cada 6 horas, quantos caminhões são necessários para levar 500 unidades do produto A, da cidade X para a cidade Y, a cada 4 horas?

Quantas micro gotas deverão ser infundidas por minuto, para administrar 300ml de soro fisiológico à 0,9% em 4 horas?

Acerca da assistência de enfermagem nas cirurgias oncológicas e suas complicações, julgue os itens a seguir.

Os tumores malignos neurológicos são neoplasias invasivas e qualquer tentativa de removê-las causaria deficit neurológico irreversível. Os tumores do sistema nervoso central não se metastizam.

     A ansiedade não é doença. Faz parte do sistema de
defesa do ser humano e está projetada em quase todos os animais
vertebrados. O significado mais aceito hoje em dia vem do
psiquiatra australiano Aubrey Lewis, que, em 1967, caracterizoua
como “um estado emocional com a qualidade do medo,
desagradável, dirigido para o futuro, desproporcional e com
desconforto subjetivo”.
     A ansiedade não é doença. É problema de ordem do
comportamento que afeta o convívio social. A ansiedade pode se
apresentar como sintoma em muitas doenças ditas emocionais e
mentais, e interfere sobremaneira nos níveis de satisfação do
indivíduo.
     Quem não se sentiu ansioso até hoje? Com o mundo do
jeito que está, natural é se sentir ansioso; é permitido ficar
ansioso. Prejudicial é não saber lidar com a ansiedade.
A proposta é abordar meios eficazes de lidar com esse
comportamento que gera tantos distúrbios.
     Diz Patch Adams que indivíduo saudável é aquele que
tem uma vida vibrante e feliz, porque utiliza ao máximo o que
possui e só o que possui, com muito prazer. Este é o indivíduo
satisfeito que não anseia quimeras e que sabe viver alegre e feliz.

Internet: www.irc-espiritismo.org.br (com adaptações).

A partir da leitura interpretativa e da tipologia do texto acima,
julgue os itens a seguir.
A repetição da sentença “A ansiedade não é doença” no início dos dois primeiros parágrafos leva a crer que muitas pessoas encaram esse estado emocional desagradável como um mal, uma enfermidade.

A síntese cirúrgica pode ser realizada por meio de sutura manual com fios cirúrgicos e instrumentos utilizados na sutura. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem.

Entre os fios absorvíveis sintéticos inclui-se o dexon (ácido poliglicólico), usado em suturas de músculos, fáscias e tecido celular subcutâneo; a absorção desses fios por hidrólise ocorre por volta de 30 a 40 dias.

A respeito da assistência de enfermagem no controle da dor, julgue os itens subsequentes.

A dor neuropática pode ser resultante, entre outras causas, de procedimentos cirúrgicos e quimioterapia.

Acerca dos cuidados paliativos ao paciente pediátrico oncológico, julgue os itens subsequentes.

O controle da dor e dos problemas psicológicos, sociais e espirituais, visando melhorar a qualidade de vida possível para esse paciente e a sua família, é prioridade nos cuidados paliativos.

São medidas para facilitar o esvaziamento da bexiga:

I. proporcionar privacidade ao paciente.

II. abrir uma torneira próxima ao paciente de modo que ele escute o som da água escorrendo.

III. derramar água fria sobre a genitália do paciente.

IV. aplicar bolsa de gelo na região inferior do abdômen ou estimular banho frio.

Assinale a alternativa CORRETA.

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