O Research Domain Criteria (RDoC) é uma proposta de
classificação voltada para a pesquisa em psiquiatria, com o
objetivo de preencher a lacuna da validade neurobiológica
por meio de um forte embasamento neurocientífico.
Distancia-se do DSM e da CID no sentido de não propor
critérios clínicos para diagnósticos, mas sim, para fomentar
pesquisas em psiquiatria e psicopatologia, integrando a
neurociência como integradora desse processo. O conceito
do RDoC reúne tanto as funções psíquicas (sistemas e
valências) e as análises biológicas, como genética, circuitos
neuronais, fisiologia, comportamento, mecanismos
celulares e moleculares quanto o autorrelato do paciente. O
sistema RDoC é composto por seis domínios principais, um
dos quais o de Diversos Processos Mentais (Sistemas
Cognitivos), que é subdividido em sete subdomínios. O
subdomínio que inclui a manutenção ativa dos dados,
atualização flexível, capacidade limitada e controle de
interferência é
Baruch Espinoza (1632-1677), em sua obra Ética, escreve:
“Cada coisa esforça-se, tanto quanto está em si, por
perseverar em seu ser” (Ética III, prop. 6). Nessa
proposição, Espinoza postula que existe, em cada corpo e
mente (ser), a potência de afetar ou ser afetado pelos
fenômenos. A cada instante, portanto, as afecções
determinam essa potência; mas, a cada instante, essa
potência é a procura daquilo que é útil em função das
afecções que o determinam. É por isso que um corpo vai
sempre o mais longe que pode, tanto na paixão quanto na
ação; e aquilo que ele pode é seu (DELEUZE. Espinosa e o
Problema da Expressão, p. 177, 2017). No aspecto
psicopatológico, sabemos que as funções psíquicas são
integrativas, em seus planos, tentando manter a
homeostase psíquica do indivíduo, sobretudo nas relações
do ser com o mundo e como as coisas do mundo afetam
esse indivíduo. Nesse contexto, em um paralelo com os
conceitos de Espinoza, as funções psíquicas compatíveis
com as quais ele postula são:
Leia o caso a seguir.
G., sexo feminino, 17 anos, procurou o ambulatório de psiquiatria para consulta, trazida por familiares. Refere, que há cerca de 4 semanas, iniciou quadro de maior desânimo, sensação de desesperança, tristeza e anedonia. Apresentou aumento inexplicável do apetite, ganhando cerca de 2 kg em 4 semanas. Queixa-se de muita sonolência, inclusive durante o dia, com prejuízo de suas atividades normais. Não quer mais sair de casa. Há duas semanas, começou a se sentir ainda pior. A mãe refere que para tudo G. pede desculpas. Acha que sempre é culpada pelas coisas que faz ou deixa de fazer. Nega episódios prévios. Na família, dois tios maternos com depressão, inclusive com internação, porque pareciam estar “muito mal das ideias“ (relato da mãe)”.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Fundamentado nos dados epidemiológicos e nas características clínicas no caso em questão, o diagnóstico e os dados conceituais compatíveis são:
G., sexo feminino, 17 anos, procurou o ambulatório de psiquiatria para consulta, trazida por familiares. Refere, que há cerca de 4 semanas, iniciou quadro de maior desânimo, sensação de desesperança, tristeza e anedonia. Apresentou aumento inexplicável do apetite, ganhando cerca de 2 kg em 4 semanas. Queixa-se de muita sonolência, inclusive durante o dia, com prejuízo de suas atividades normais. Não quer mais sair de casa. Há duas semanas, começou a se sentir ainda pior. A mãe refere que para tudo G. pede desculpas. Acha que sempre é culpada pelas coisas que faz ou deixa de fazer. Nega episódios prévios. Na família, dois tios maternos com depressão, inclusive com internação, porque pareciam estar “muito mal das ideias“ (relato da mãe)”.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Fundamentado nos dados epidemiológicos e nas características clínicas no caso em questão, o diagnóstico e os dados conceituais compatíveis são:
Leia o caso a seguir.
M., 26 anos, é levada ao pronto-socorro, após tentativa de autoextermínio, cortando os pulsos. Refere que tentou pôr fim à sua vida, pois uma voz dentro de sua cabeça a mandava se matar. Refere que não aguenta mais ouvir essa voz, que aparece toda vez que se sente triste. M. descreve a voz como de uma mulher, mas não sabe identificar se é conhecida ou não. Refere que se sente muito triste nos últimos 15 dias. Os familiares relatam que ela já tentou autoextermínio em duas outras ocasiões, sendo que as outras duas foi por ingesta de medicações. Relata que tem história de crises de ansiedade, sobretudo em momentos de frustração.
Elaborado pelo(a) autor(a).
As alterações psicopatológicas compatíveis com o quadro descrito são:
M., 26 anos, é levada ao pronto-socorro, após tentativa de autoextermínio, cortando os pulsos. Refere que tentou pôr fim à sua vida, pois uma voz dentro de sua cabeça a mandava se matar. Refere que não aguenta mais ouvir essa voz, que aparece toda vez que se sente triste. M. descreve a voz como de uma mulher, mas não sabe identificar se é conhecida ou não. Refere que se sente muito triste nos últimos 15 dias. Os familiares relatam que ela já tentou autoextermínio em duas outras ocasiões, sendo que as outras duas foi por ingesta de medicações. Relata que tem história de crises de ansiedade, sobretudo em momentos de frustração.
Elaborado pelo(a) autor(a).
As alterações psicopatológicas compatíveis com o quadro descrito são:
O tratamento com antipsicóticos para tratamento dos
sintomas psicóticos é baseado nos mecanismos
neurobiológicos, sobretudo com ação das vias
dopaminérgicas em seus vários sítios, promovendo bloqueio
dos receptores pré-sinápticos. Apesar de eficientes, os
antipsicóticos podem causar efeitos adversos importantes,
que se relacionam com os bloqueios de vias
dopaminérgicas específicas. Assim, a galactorreia,
secundária pelo aumento da prolactina, é provocada pelo
bloqueio dopaminérgico central em via
A fenomenologia, corrente filosófica criada por Edmund
Husserl (1859-1938), foi a fonte da qual Karl Jasper (1883-
1969) se inspirou para criar e consolidar as bases da
psicopatologia geral como conhecemos. Para Jasper, a
psicopatologia representava uma descrição compreensiva
dos fenômenos psíquicos. A partir de 1913, ele aplicou o
método fenomenológico na investigação psiquiátrica. O
instrumento dentro do método responsável pela captação
fenomenológica e que consiste na captação empática das
vivências é a
O diagnóstico em psiquiatria é iminentemente clínico, ou
seja, baseado na observação dos fenômenos
psicopatológicos que compõem um transtorno mental.
Desse modo, a semiologia psiquiátrica é fundamentada em
sinais e sintomas psicopatológicos. Karl Birbaum (1878-
1951) escreveu que os sintomas psicopatológicos possuem
forma e conteúdo. À forma ele chamou de patogênese, que
representa o processo de como os diferentes sintomas da
psicopatologia se formam e se relacionam. A configuração
e o preenchimento dos conteúdos dos sintomas Birbaum
descreveu como:
A ansiedade é definida como uma alteração da afetividade
caraterizada como humor desconfortável, apreensão
negativa em relação ao futuro, inquietação desagradável,
com manifestações psíquicas e somáticas. O medo, por sua
vez, pode ser concebido como a materialização de um
humor ansioso frente a um objeto ou situações específicas.
As síndromes ansiosas representam os transtornos mentais
mais frequentes, com prevalência de até 30% ao redor do
mundo. Nesse contexto, os quadros fóbicos, em geral,
produzem respostas superlativas de medo e ansiedade
frente a fatores desencadeadores de estresse fóbico. Essa
combinação de medo e sintomas psicossomáticos leva a
uma grande disfunção em vários aspectos da vida. Dessa
forma, a característica primordial do paciente com
agorafobia é:
Leia o caso a seguir.
Paciente C., 14 anos, inicia tratamento em um serviço de psiquiatria, com queixas da mãe de “comportamento estranho”. A mãe relata que ele sempre teve muita dificuldade de fazer amizade na escola. É sempre muito literal nas suas colocações. Parece ser muito inocente para a idade. A mãe refere que C. demorou muito para começar a falar (dois anos de idade). Parecia sempre desligado das pessoas. Gostava sempre de coisas que ninguém gostava, como colecionar tampinhas de garrafa, ou estudar tudo sobre dinossauros. Sempre tinha dificuldade com barulhos altos, que o deixavam irritado. Só gostava de comer arroz com feijão. Mas, no geral, era um “bom menino”. Há cerca de 6 meses, C. começou a ficar muito ansioso, com preocupações excessivas sobre a segurança da família. Começou a achar que seus colegas da escola o estavam gravando e colocando seus vídeos na internet. Isso o deixou muito irritado. Não dormia à noite, começou a falar sozinho andando pela casa. Há dois meses, seu comportamento piorou, com muita agitação psicomotora, inventando frases desconexas e palavras novas que ninguém conhece. Andava muito de um lugar para outro. Sua fala tornouse cada vez mais ininteligível. Há uma semana tentou fugir de casa, exaltado, sem roupas.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A hipótese(s) diagnóstica(s) compatível com o caso descrito é:
Paciente C., 14 anos, inicia tratamento em um serviço de psiquiatria, com queixas da mãe de “comportamento estranho”. A mãe relata que ele sempre teve muita dificuldade de fazer amizade na escola. É sempre muito literal nas suas colocações. Parece ser muito inocente para a idade. A mãe refere que C. demorou muito para começar a falar (dois anos de idade). Parecia sempre desligado das pessoas. Gostava sempre de coisas que ninguém gostava, como colecionar tampinhas de garrafa, ou estudar tudo sobre dinossauros. Sempre tinha dificuldade com barulhos altos, que o deixavam irritado. Só gostava de comer arroz com feijão. Mas, no geral, era um “bom menino”. Há cerca de 6 meses, C. começou a ficar muito ansioso, com preocupações excessivas sobre a segurança da família. Começou a achar que seus colegas da escola o estavam gravando e colocando seus vídeos na internet. Isso o deixou muito irritado. Não dormia à noite, começou a falar sozinho andando pela casa. Há dois meses, seu comportamento piorou, com muita agitação psicomotora, inventando frases desconexas e palavras novas que ninguém conhece. Andava muito de um lugar para outro. Sua fala tornouse cada vez mais ininteligível. Há uma semana tentou fugir de casa, exaltado, sem roupas.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A hipótese(s) diagnóstica(s) compatível com o caso descrito é:
Leia o caso a seguir.
Um professor de Psicologia chega ao consultório médico para avalição. Conta que foi chamado para uma palestra sobre um tema que dominava. Durante a palestra, relata que começou a apresentar “sensações estranhas”. Descreve como se tudo ficasse estranho naquele momento. Percebeu como se estivesse fora de seu corpo e olhando seu corpo por cima. Não conseguia mais falar sobre o tema proposto. Olhava para as suas mãos e não as reconhecia como suas. Nega alterações prévias do humor.
Elaborado pelo(a) autor(a).
As alterações psicopatológicas compatíveis com o caso são:
Um professor de Psicologia chega ao consultório médico para avalição. Conta que foi chamado para uma palestra sobre um tema que dominava. Durante a palestra, relata que começou a apresentar “sensações estranhas”. Descreve como se tudo ficasse estranho naquele momento. Percebeu como se estivesse fora de seu corpo e olhando seu corpo por cima. Não conseguia mais falar sobre o tema proposto. Olhava para as suas mãos e não as reconhecia como suas. Nega alterações prévias do humor.
Elaborado pelo(a) autor(a).
As alterações psicopatológicas compatíveis com o caso são:
Para Jean Piaget, o indivíduo se desenvolve a partir da ação
sobre o meio em que está inserido, priorizando os fatores
biológicos, que podem influenciar seu desenvolvimento,
sobretudo o cognitivo. Para isso, a criança consegue evoluir
cognitivamente através do processo de adaptação cognitiva,
que se dá pelos mecanismos de assimilação e acomodação.
Quando a criança, ao interagir com o mundo, entende
também que é possível mover um carrinho a partir da
interação com um barbante que esteja amarrado a ele, ou
mover um objeto usando-o, nesse processo de
desenvolvimento cognitivo, ele está utilizando a
Leia os casos a seguir.
Caso 1
Paciente M.T, 35 anos, previamente hígido, estudante de Medicina, chega ao ambulatório dizendo que anda muito preocupado com a situação do Brasil, pois, quando ele fora Presidente do Brasil, há alguns anos, havia gerado muita riqueza para o Brasil. Diz que teve um mandato de dois anos, pois seu sucesso era enorme, e as pessoas, com medo de seu poder, o perseguiram e o tiraram do cargo. Hoje, as pessoas querem persegui-lo novamente, e exterminá-lo por isso. Diz que se lembra claramente de quando tomou posse como presidente, com pessoas o fotografando e depois exibindo suas fotos nas redes sociais. A família nega tais ocorridos.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Caso 2
Paciente J.M, 68 anos, policial militar aposentado há dois anos, chega trêmulo ao consultório, com dificuldade na marcha, acompanhado da família, que relata que ele há dias fica “inventado histórias mirabolantes” sobre coisas que supostamente ele teria feito no passado, mas que nunca ocorreram, dizia que fora o melhor presidente do Brasil e que se lembra com saudade dessa época. Refere que mudou o país em 4 anos e só saiu porque se cansou do trabalho. Ao ser novamente questionado, muda sua versão, referindo que fora senador, e não presidente, por 8 anos. Após ser novamente questionado, muda novamente sua versão, dizendo que fora presidente e senador. Tem história pregressa de diabete e hipertensão arterial de difícil controle. A família revela que, por vezes, se esquece dos dias da semana e dos nomes das pessoas, voltando a lembrar horas depois.
Elaborado pelo(a) autor(a)
Levando-se em consideração que ambos os pacientes apresentam prejuízos mnêmicos, as alterações de memória que cada um apresenta e suas justificativas psicopatológicas correspondentes são, respectivamente,:
Caso 1
Paciente M.T, 35 anos, previamente hígido, estudante de Medicina, chega ao ambulatório dizendo que anda muito preocupado com a situação do Brasil, pois, quando ele fora Presidente do Brasil, há alguns anos, havia gerado muita riqueza para o Brasil. Diz que teve um mandato de dois anos, pois seu sucesso era enorme, e as pessoas, com medo de seu poder, o perseguiram e o tiraram do cargo. Hoje, as pessoas querem persegui-lo novamente, e exterminá-lo por isso. Diz que se lembra claramente de quando tomou posse como presidente, com pessoas o fotografando e depois exibindo suas fotos nas redes sociais. A família nega tais ocorridos.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Caso 2
Paciente J.M, 68 anos, policial militar aposentado há dois anos, chega trêmulo ao consultório, com dificuldade na marcha, acompanhado da família, que relata que ele há dias fica “inventado histórias mirabolantes” sobre coisas que supostamente ele teria feito no passado, mas que nunca ocorreram, dizia que fora o melhor presidente do Brasil e que se lembra com saudade dessa época. Refere que mudou o país em 4 anos e só saiu porque se cansou do trabalho. Ao ser novamente questionado, muda sua versão, referindo que fora senador, e não presidente, por 8 anos. Após ser novamente questionado, muda novamente sua versão, dizendo que fora presidente e senador. Tem história pregressa de diabete e hipertensão arterial de difícil controle. A família revela que, por vezes, se esquece dos dias da semana e dos nomes das pessoas, voltando a lembrar horas depois.
Elaborado pelo(a) autor(a)
Levando-se em consideração que ambos os pacientes apresentam prejuízos mnêmicos, as alterações de memória que cada um apresenta e suas justificativas psicopatológicas correspondentes são, respectivamente,:
Leia o caso a seguir.
M., de 22 anos, chega ao consultório com relatos de alteração de comportamento há cerca de 10 dias, mais ansioso que o habitual. A família relata que M. apresenta um padrão estável e persistente da experiência interna e comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas de sua cultura, apresentando tal padrão desde a adolescência. Demonstra déficits sociais e interpessoais com grande desconforto nos relacionamentos, ideias de referência, tem fortes crenças em telepatia, desconfiança, afeto limitado, ausência de amigos, aparência excêntrica, ansiedade social excessiva. Nos últimos dias, contudo, tornou-se mais “ansioso” que o habitual, queixando-se de sensações ruins no corpo, como formigamento, aperto no peito, taquicardia, sem ligação alguma com nenhum fator estressor. Os sintomas são frequentes, diários e já duram mais de 5 dias.
Elaborado pelo(a) autor(a).
O diagnóstico compatível com o quadro descrito é:
M., de 22 anos, chega ao consultório com relatos de alteração de comportamento há cerca de 10 dias, mais ansioso que o habitual. A família relata que M. apresenta um padrão estável e persistente da experiência interna e comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas de sua cultura, apresentando tal padrão desde a adolescência. Demonstra déficits sociais e interpessoais com grande desconforto nos relacionamentos, ideias de referência, tem fortes crenças em telepatia, desconfiança, afeto limitado, ausência de amigos, aparência excêntrica, ansiedade social excessiva. Nos últimos dias, contudo, tornou-se mais “ansioso” que o habitual, queixando-se de sensações ruins no corpo, como formigamento, aperto no peito, taquicardia, sem ligação alguma com nenhum fator estressor. Os sintomas são frequentes, diários e já duram mais de 5 dias.
Elaborado pelo(a) autor(a).
O diagnóstico compatível com o quadro descrito é:
Nitidez, corporeidade, estabilidade, extrojeção e frescor
sensorial são características de
Leia o caso a seguir.
Paciente, G.M, 24 anos, sexo feminino, chega ao Pronto Socorro, acompanhada pelo esposo, que relata que nas 5 últimas semanas, a paciente vem se tornando gradativamente mais reclusa, calada, de maneira insidiosa. Na semana anterior, chorava bastante, não sabendo explicar o motivo do choro e das suas emoções. Há cerca de 15 dias, vem recusando se alimentar, de maneira ativa, com perda ponderal importante (cerca de 10 Kg nesse período). Há dois dias, tentou tirar a própria vida, com enforcamento, sendo salva pelo esposo. Durante a entrevista, apresentava fala lenta, com grande latência nas respostas. A paciente relata que não quer comer porque não sente nada. Não sente fome, nem sente dor. Refere que se sente tão vazia, que “queria sentir pelo menos tristeza”. Diz que sabe que está assim por culpa sua, pois nada mais na vida vale a pena, e embora não saiba explicar o porquê, tem certeza que sua vida é tão inútil que faz as outras pessoas sofrerem. Relata que há cerca de 15 dias, quando parou de se alimentar, começou a sentir nitidamente os seus órgãos internos ficando “ocos” por dentro. Relata que está vazia por dentro, e que por isso, vai tentar se matar novamente. A paciente foi encaminhada para interação pelo risco elevado de autoextermínio.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base no quadro apresentado, o exame psíquico correspondente aos planos afetivo, intelectivo e volitivo são, respectivamente:
Paciente, G.M, 24 anos, sexo feminino, chega ao Pronto Socorro, acompanhada pelo esposo, que relata que nas 5 últimas semanas, a paciente vem se tornando gradativamente mais reclusa, calada, de maneira insidiosa. Na semana anterior, chorava bastante, não sabendo explicar o motivo do choro e das suas emoções. Há cerca de 15 dias, vem recusando se alimentar, de maneira ativa, com perda ponderal importante (cerca de 10 Kg nesse período). Há dois dias, tentou tirar a própria vida, com enforcamento, sendo salva pelo esposo. Durante a entrevista, apresentava fala lenta, com grande latência nas respostas. A paciente relata que não quer comer porque não sente nada. Não sente fome, nem sente dor. Refere que se sente tão vazia, que “queria sentir pelo menos tristeza”. Diz que sabe que está assim por culpa sua, pois nada mais na vida vale a pena, e embora não saiba explicar o porquê, tem certeza que sua vida é tão inútil que faz as outras pessoas sofrerem. Relata que há cerca de 15 dias, quando parou de se alimentar, começou a sentir nitidamente os seus órgãos internos ficando “ocos” por dentro. Relata que está vazia por dentro, e que por isso, vai tentar se matar novamente. A paciente foi encaminhada para interação pelo risco elevado de autoextermínio.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base no quadro apresentado, o exame psíquico correspondente aos planos afetivo, intelectivo e volitivo são, respectivamente:
Klaus Konrad (1992) propõe haver um processo sequencial
no desenvolvimento do delírio, com períodos pré-delirantes,
delirantes e de reorganização da personalidade. Segundo
Konrad, o fenômeno no qual ocorre o deslocamento das
coisas em relação ao indivíduo delirante, no qual tudo se
volta para o indivíduo para significação da atividade
delirante é:
Leia o caso a seguir.
Estudante de medicina, quarto ano, homem, 29 anos, chega ao serviço de perícia da universidade, pois estava na iminência de perder o vínculo com a faculdade por inúmeras reprovações, já que estava, há mais de 10 anos, no curso. Chega ao Serviço de psiquiatria sem familiar, alegando que sempre teve depressão e que as pessoas não entendiam isso. Relata que começou a se cortar há anos, com várias tentativas de suicídio. Relata que desmaia e que tem convulsões, por isso falta muito às aulas. No exame psíquico, o estudante não apresenta alteração do humor congruente com suas queixas. As lesões que mostram são recentes e superficiais. Não há sinais de lesões antigas. Foi solicitado EEG, que se mostrou normal. Avaliação Neuropsicológica sem alterações cognitivas.
Elaborado pelo(a) autor(a).
O diagnóstico compatível com o quadro é:
Estudante de medicina, quarto ano, homem, 29 anos, chega ao serviço de perícia da universidade, pois estava na iminência de perder o vínculo com a faculdade por inúmeras reprovações, já que estava, há mais de 10 anos, no curso. Chega ao Serviço de psiquiatria sem familiar, alegando que sempre teve depressão e que as pessoas não entendiam isso. Relata que começou a se cortar há anos, com várias tentativas de suicídio. Relata que desmaia e que tem convulsões, por isso falta muito às aulas. No exame psíquico, o estudante não apresenta alteração do humor congruente com suas queixas. As lesões que mostram são recentes e superficiais. Não há sinais de lesões antigas. Foi solicitado EEG, que se mostrou normal. Avaliação Neuropsicológica sem alterações cognitivas.
Elaborado pelo(a) autor(a).
O diagnóstico compatível com o quadro é:
Leia o caso a seguir.
Paciente C., sexo masculino, 21 anos, chega ao pronto atendimento para ser avaliado. Trata-se de um estudante de medicina, que, há cerca de 5 dias, iniciou quadro de alteração do comportamento, dizendo que é dotado de poder de reconhecer a verdade por trás das escrituras bíblicas, e já sabe toda a literatura médica. Segue dizendo que tem uma missão, que se resume a salvar a todos os pecadores. Durante a avaliação, por várias vezes, C. para de falar e permanece olhando para o lado, desconfiado. Diz que recebe ordens explícitas para jejuar e salvar os outros. Às vezes, na entrevista, levanta-se da cadeira, mostrando-se como em êxtase. Ao exame, não apresenta alteração do humor, com pensamento não linear. A família esclarece que o quadro se iniciou há cerca de 10 dias, com isolamento e insônia.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A conduta terapêutica para esse caso é iniciar
Paciente C., sexo masculino, 21 anos, chega ao pronto atendimento para ser avaliado. Trata-se de um estudante de medicina, que, há cerca de 5 dias, iniciou quadro de alteração do comportamento, dizendo que é dotado de poder de reconhecer a verdade por trás das escrituras bíblicas, e já sabe toda a literatura médica. Segue dizendo que tem uma missão, que se resume a salvar a todos os pecadores. Durante a avaliação, por várias vezes, C. para de falar e permanece olhando para o lado, desconfiado. Diz que recebe ordens explícitas para jejuar e salvar os outros. Às vezes, na entrevista, levanta-se da cadeira, mostrando-se como em êxtase. Ao exame, não apresenta alteração do humor, com pensamento não linear. A família esclarece que o quadro se iniciou há cerca de 10 dias, com isolamento e insônia.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A conduta terapêutica para esse caso é iniciar
A terapia cognitiva comportamental (TCC) é uma ferramenta
clínica de inestimável auxílio no tratamento de diversas
condições em saúde mental, desde quadros fóbicos até
transtornos de personalidade. Várias técnicas, dentro da
TCC, são aplicáveis para intervenções terapêuticas, com
utilização e resultados variados, estimulando o paciente a
buscar respostas para análises de seus comportamentos
alterados. Um dos métodos utilizados pela TCC é a
utilização de perguntas ou questionamentos sequenciados
para o paciente, com a finalidade de ajudar o indivíduo na
definição de problemas e na identificação de pensamentos
e crenças. Esse método é conhecido como:
Os processos mentais dos seres humanos, dentro da
perspectiva analítica, ocorrem em níveis conscientes e
inconscientes. Isso ocorre, muito visivelmente, nas relações
interpessoais, que são nutridas de inferências afetivas que
podem estar em consonância ou dissonância com o self.
Durante a avaliação, esses processos podem ser
verificados. O processo que, na relação médico-paciente,
pode ter natureza tanto consciente quanto inconsciente é