Paciente de 4 meses apresenta episódio de hematoquesia diária há 2 semanas, sem outras alterações sistêmicas. Está em aleitamento materno exclusivo. A mãe deseja suspender a amamentação e introduzir fórmula infantil, pois retornará ao trabalho. Considerando o diagnóstico de APLV, assinale a alternativa que apresenta a fórmula inicialmente indicada para o tratamento.
Um lactente com 2 meses e meio de vida, em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento, foi levado por seus pais a um serviço de emergência pediátrica com o relato de que, há aproximadamente 15 dias, a criança passou a apresentar quadro de cólicas, vômitos e irritabilidade logo após as mamadas. A mãe informou que na última semana, logo após alimentar o bebê, houve o aparecimento de hiperemia perioral, que desaparecia em alguns minutos após a lavar a boca da criança com água corrente. Há cerca de 12 horas, assim que começou a amamentar o bebê, surgiram placas avermelhadas em todo corpo da criança, com edema em ambos os olhos e nos lábios.
Os sinais vitais da criança, ao chegar à emergência, estavam normais, havendo apenas poucas placas eritematosas no corpo.
Questionada pelo médico, a mãe informou que, no momento, não estava fazendo uso de qualquer tipo de medicamento.
Com base nesse relato, a melhor hipótese diagnóstica e a conduta a ser adotada são, respectivamente:
Com base no relato acima, um exame prático que deve ser solicitado no sangue da criança a fim de comprovar a principal hipótese diagnóstica é o(a):
Em uma criança com história de imunodeficiência, foi possível observar, por meio de um estudo genético, a presença de uma mutação na molécula de CD40.
Com base neste tipo de mutação, é correto afirmar que a única classe de imunoglobulina presente no soro desse paciente será:
A imunoterapia com vacinas para aeroantígenos representa um importante avanço no tratamento das alergias respiratórias. Todavia, ao longo dos 100 anos de sua existência, uma série de mudanças na confecção ocorreram, de forma a torná-las mais adequadas para uso clínico.
Uma dessas mudanças foi a substituição das vacinas aquosas, que frequentemente causavam acidentes, por vacinas mais seguras, com antígenos adsorvidos em:
Uma paciente de 15 anos, após ser submetida a uma laparatomia exploradora para o tratamento cirúrgico de uma peritonite, provocada por uma apendicite aguda, apresentou, no pósoperatório imediato febre alta (39,5 °C), hipotensão arterial, taquicardia, dispneia, baixa saturação de O2, edema generalizado, baixa perfusão periférica, petéquias disseminadas por todo o corpo, sangramento nasal e conjuntival, infiltrados pulmonares bilaterais e aumento da área cardíaca. Após internação em UTI em estado grave, o quadro clínico da jovem foi progressivamente melhorando, após o uso de uma combinação de três antibióticos, hidratação venosa permanente, transfusões de plasma fresco, concentrados de plaquetas e sangue total e diálise peritoneal para tratar uma insuficiência renal aguda, além de fisioterapia respiratória e alimentação parenteral.
No 14º dia de internação na UTI, a paciente recebeu alta para o quarto e no 21º dia teve alta hospitalar.
O resultado da hemocultura no dia da internação foi crescimento de Pseudomonas aeruginosa.
Em relação a esse caso clínico, a citocina cujos níveis se encontram diretamente relacionados à gravidade dos efeitos cardiovasculares observados durante a sepse da paciente é:
Um menino de 14 anos, morador do Rio de Janeiro, foi levado pelos pais à consulta com oftalmologista com a queixa de coceira, ardência, lacrimejamento e vermelhidão em ambos os olhos. Na anamnese, os pais informaram que, além dos sintomas oculares, o adolescente também apresentava história de crises diárias de espirros, prurido nasal, pele seca e pruriginosa. O exame oftalmológico evidenciou, em ambos os olhos, a presença de hiperemia conjuntival, edema palpebral e secreção não purulenta.
Um exame sorológico, realizado no paciente meses antes da consulta, revelou a presença de níveis elevados de IgE total, com IgE específicas também aumentadas para antígenos de ácaros, fungos do ar e epitélio de gato.
Com relação ao caso apresentado acima, além das medidas gerais, como o controle do ambiente e compressas d’água gelada nos olhos, a melhor forma de iniciar o tratamento desse paciente é com a prescrição de:
Um adolescente de 17 anos, cujos exames são mostrados abaixo, foi levado a um serviço de alergia apresentando pele universalmente seca, liquenificada e muito escoriada, sobretudo nas pregas anticubitais, poplíteas e regiões glúteas, onde era possível observar focos de contaminação secundária. Os pais informaram que o menor já havia feito diversos tratamentos desde muito jovem, inclusive com corticosteroides tópicos e sistêmicos, anti-histamínicos e drogas imunossupressoras, como ciclosporina A, methotrexate e azatioprina, sem, contudo, obter uma melhora significativa. Perguntados, os familiares relataram que, no momento da consulta, o rapaz estava fazendo uso apenas de anti-histamínico (fexofenadina) e cremes hidratantes, visto que, dois meses antes da consulta, precisou ser internado em uma UTI para o tratamento de pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural.
Assim, diante dos exames mostrados abaixo, da gravidade do quadro dermatológico e da impossibilidade de se continuar com tratamentos baseados em medicamentos imunossupressores convencionais, a droga indicada dentre aquelas relacionadas para iniciar um novo esquema terapêutico é:
• Leucócitos: 13.000 células/mm3
• Basófilo: 0%
• Eosinófilo: 10%
• mielócitos e metamielócitos: 0%
• bastões: 4%
• neutrófilos: 50%
• linfócitos: 28%
• monócitos: 8%.
• IgE total: 1.250 KU/mL
• IgE específica para Dermatophagoides farinae e pteroníssinus:
maior que 100 KU/L (< 0.1 KU/L)
• Blomia tropicalis: 65 KU/L (< 0,1 KU/L)
• caspa de gato: 4,5 KU/L (< 0,1 KU/L)
• camarão: 8 KU/L (< 0,1 KU/L)
• clara de ovo: 13 KU/L (< 0,1 KU/L)
• gema de ovo: 6 KU/L (< 0,1 KU/L)
• caseína: 8 KU/L (< 0,1KU/L)
• alfa-lactoalbumina: 15 KU/L (< 0,1 KU/L)
• beta-lactoglobulina: 6 KU/L (< 0,1 KU/L)
Durante a resposta imune, células da imunidade inata e adaptativa cooperam intensamente no sentido de tornar uma resposta inicialmente inespecífica em uma resposta mais específica e eficaz.
Com relação a esses dois tipos de células de imunidade, é correto afirmar que:
Uma menina de 8 anos foi levada pelos pais à consulta com imunologista apresentando história de infecções sinopulmonares recorrentes, bronquite, dermatite atópica e diarreias.
Os exames solicitados indicaram tratar-se da forma mais comum de imunodeficiência primária, conhecida como: