Uma mulher, após conviver durante 20 anos com um homem HIV positivo, e com o qual mantinha relações sexuais regulares sem o uso de preservativos, sempre se mostrou soronegativa, apesar da exposição permanente ao vírus.
Das moléculas abaixo, assinale aquela cuja mutação pode explicar a resistência da mulher à infecção pelo HIV:
Uma menina de 4 anos, branca, natural do RJ, foi levada pelos pais a um serviço de pediatria apresentando placas eritematosas, não pruriginosas, de tamanhos variados, espalhadas principalmente pelos membros inferiores. Após 24 horas, as lesões progrediram e a criança passou a apresentar febre aferida de 37,8 °C, quando então foi internada para investigação diagnóstica. Na ocasião da internação, a menor encontrava-se com estado geral regular, discretamente hipocorada (+/4), hidratada, eupneica, acianótica, anictérica, com lesões maculopapulosas eritematosas, petéquias e equimoses disseminadas pelos membros, chegando até as regiões plantares. Apresentava, também, dores, com sinais de flogose, nos punhos e tornozelos, dificultando a movimentação no leito. Os pais informaram que, cerca de dez dias antes do início dos sintomas, a menina havia apresentado um quadro de resfriado, com coriza, tosse e febre baixa, tendo melhorado espontaneamente, sem tratamento. No hospital, a criança foi medicada com analgésicos, e os exames laboratoriais revelaram leucocitose, com discreto desvio para a esquerda, aumentos da proteína C reativa e da LDH, coagulograma dentro dos limites da normalidade e EAS sem alterações. Nos três dias subsequentes à internação, a paciente piorou das dores e do quadro cutâneo, tendo sido iniciado o tratamento com corticosteroide. No sétimo dia da internação, já havia sinais nítidos da melhora clínica, com a criança voltando a deambular, ainda que com alguma dificuldade.
No décimo segundo dia, a criança recebeu alta hospitalar para acompanhamento ambulatorial. HPP: Saudável até a internação, com o calendário de vacinas em dia.
Informações adicionais:
Criança nascida de parto normal, 38 semanas, 2320 g, estatura 47 cm, PC 35 cm, Apgar 9 e 10. Desenvolvimento psicomotor normal.
HGPN: mãe G2P2A0, 6 consultas no pré-natal, nega o uso de medicamentos, fumo ou drogas ilícitas.
H. Familiar: pais não consanguíneos. Mãe com história de hipertensão arterial leve e diabetes gestacional também leve.
A melhor hipótese diagnóstica e o mecanismo fisiopatológico envolvidos no caso clínico acima são, respectivamente:
Paciente de 4 meses apresenta episódio de hematoquesia diária há 2 semanas, sem outras alterações sistêmicas. Está em aleitamento materno exclusivo. A mãe deseja suspender a amamentação e introduzir fórmula infantil, pois retornará ao trabalho. Considerando o diagnóstico de APLV, assinale a alternativa que apresenta a fórmula inicialmente indicada para o tratamento.
Um lactente com 2 meses e meio de vida, em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento, foi levado por seus pais a um serviço de emergência pediátrica com o relato de que, há aproximadamente 15 dias, a criança passou a apresentar quadro de cólicas, vômitos e irritabilidade logo após as mamadas. A mãe informou que na última semana, logo após alimentar o bebê, houve o aparecimento de hiperemia perioral, que desaparecia em alguns minutos após a lavar a boca da criança com água corrente. Há cerca de 12 horas, assim que começou a amamentar o bebê, surgiram placas avermelhadas em todo corpo da criança, com edema em ambos os olhos e nos lábios.
Os sinais vitais da criança, ao chegar à emergência, estavam normais, havendo apenas poucas placas eritematosas no corpo.
Questionada pelo médico, a mãe informou que, no momento, não estava fazendo uso de qualquer tipo de medicamento.
Com base nesse relato, a melhor hipótese diagnóstica e a conduta a ser adotada são, respectivamente:
Com base no relato acima, um exame prático que deve ser solicitado no sangue da criança a fim de comprovar a principal hipótese diagnóstica é o(a):
Em uma criança com história de imunodeficiência, foi possível observar, por meio de um estudo genético, a presença de uma mutação na molécula de CD40.
Com base neste tipo de mutação, é correto afirmar que a única classe de imunoglobulina presente no soro desse paciente será:
A imunoterapia com vacinas para aeroantígenos representa um importante avanço no tratamento das alergias respiratórias. Todavia, ao longo dos 100 anos de sua existência, uma série de mudanças na confecção ocorreram, de forma a torná-las mais adequadas para uso clínico.
Uma dessas mudanças foi a substituição das vacinas aquosas, que frequentemente causavam acidentes, por vacinas mais seguras, com antígenos adsorvidos em:
Uma paciente de 15 anos, após ser submetida a uma laparatomia exploradora para o tratamento cirúrgico de uma peritonite, provocada por uma apendicite aguda, apresentou, no pósoperatório imediato febre alta (39,5 °C), hipotensão arterial, taquicardia, dispneia, baixa saturação de O2, edema generalizado, baixa perfusão periférica, petéquias disseminadas por todo o corpo, sangramento nasal e conjuntival, infiltrados pulmonares bilaterais e aumento da área cardíaca. Após internação em UTI em estado grave, o quadro clínico da jovem foi progressivamente melhorando, após o uso de uma combinação de três antibióticos, hidratação venosa permanente, transfusões de plasma fresco, concentrados de plaquetas e sangue total e diálise peritoneal para tratar uma insuficiência renal aguda, além de fisioterapia respiratória e alimentação parenteral.
No 14º dia de internação na UTI, a paciente recebeu alta para o quarto e no 21º dia teve alta hospitalar.
O resultado da hemocultura no dia da internação foi crescimento de Pseudomonas aeruginosa.
Em relação a esse caso clínico, a citocina cujos níveis se encontram diretamente relacionados à gravidade dos efeitos cardiovasculares observados durante a sepse da paciente é: