Um paciente de 57 anos, apresentando disfagia e desnutrição,
realizou exame contrastado que evidenciou esôfago dilatado
(5 cm) com afilamento na junção esôfago-gástrica tipo “bico de
pássaro”.
Um paciente, vítima de colisão automobilística, foi admitido na
emergência com trauma torácico fechado severo, observando-se
várias escoriações e equimose na região esternal. Encontrava-se
eupneico e hemodinamicamente estável. Foi submetido a
radiografia do tórax que evidenciou alargamento mediastinal de
cerca de 10 cm.
Esse alargamento pode sugerir:
Os tumores primários do mediastino posterior são geralmente de
origem neurogênica e estão localizados frequentemente no sulco
paravertebral.
Dentre eles, o tumor de Askin acomete crianças mais velhas ou
adolescentes e tem origem no(a):
Embora a patogênese da mediastinite fibrosante ainda não esteja
clara, uma infecção aguda pode evoluir com caseação nos
gânglios linfáticos mediastinais e hilares, progredindo para a
ruptura, espalhando material antigênico necrótico por todo o
mediastino, resultando na fibrose localizada ou difusa.
O agente etiológico mais comum da mediastinite fibrosante é o:
Um homem de 60 anos apresenta-se ao consultório com queixas
de dor abdominal epigástrica persistente há seis meses, perda de
peso não intencional de 10 kg e sensação de plenitude
pós-prandial precoce. Ele também relata episódios de náusea e
vômito, ocasionalmente com sangue. O paciente tem histórico de
tabagismo e consumo regular de álcool, além de uma dieta rica
em alimentos processados e salgados. No exame físico, nota-se
palidez e linfonodos supraclaviculares aumentados. A endoscopia
digestiva alta revela uma lesão ulcerada no antro gástrico, e a
biópsia confirma a presença de adenocarcinoma gástrico.
O fator de risco mais significativo associado ao desenvolvimento
do câncer de estômago no caso desse paciente é:
Um homem de 72 anos chega ao pronto-socorro com quadro de
dor de início súbito em membro inferior direito, associado a
parestesia, palidez e dificuldade de mobilização do membro há
cerca de 3 horas. Ao exame físico, constatam-se frequência
cardíaca de 114 bpm (pulso irregular) e frequência respiratória de
20 irpm. O exame dos membros revela membro inferior direito
sem pulso desde a região femoral e pulso normal no membro
inferior esquerdo.
Um paciente vítima de acidente automobilístico no qual sofreu
trauma fechado do tórax, apresentando múltiplas fraturas
costais, dá entrada no pronto-socorro com dificuldade
respiratória.
Dentre as alterações fisiológicas apresentadas por esse paciente
com tórax instável (flail chest), deve constar:
O sistema de estadiamento TNM para câncer de pulmão é
internacionalmente aceito e usado para caracterizar a extensão
da doença, auxiliar nas decisões de tratamento e servir como um
indicador de prognóstico, que pode ser facilmente comunicado
na comunidade científica. Nessa linguagem, são adicionados
prefixos ou sufixos aos descritores.
Sobre o tema, é correto afirmar que:
Um recém-nascido portador de malformação pulmonar é
encaminhado para avaliação cirúrgica. A mãe traz as US
morfológicas do pré-natal e a TC com contraste posterior
confirmando o diagnóstico de cimitarra.
A conduta mais adequada deve ser:
Em pacientes portadores de neoplasia pulmonar confirmada
previamente e com TC de tórax evidenciando presença de
linfonodomegalia na cadeia N2 (paratraqueal homolateral), é
necessário um exame fundamental para se avaliar o
estadiamento e o melhor tratamento.
Dentre os citados abaixo, o exame indicado para se estabelecer
esse diagnóstico e respectivo estadiamento é:
Paciente feminina de 83 anos, conduzida pelo resgate em
prancha e colar cervical ao setor de emergência do HU com relato
de queda da própria altura ocorrida há cerca de 40 minutos,
apresentava dor torácica de forte intensidade, VA pérvia e
dificuldade para falar pela dor. A ausculta, identificou MV
diminuído nas bases, sem ruídos aéreos, RCR, BNF, boa perfusão,
FC 77 bpm, respiração levemente superficial FR 25 inc/min, SPO2
94%, pulsos simétricos, PA 190 / 105 mmHg, sem lesões visíveis
na cabeça, sem déficit motor, GCS 15, (estando consciente e
orientada). HPP: HAS, DM2, DLP em uso de AAS, antihipertensivo e atorvastatina; nega alergias; prótese bilateral de
joelho e histórico de DAC com revascularização do miocárdio. A
tomografia computadorizada evidenciou fratura desalinhada de 3
arcos costais com 1 arco costal insinuando para dentro do tórax e
pequeno hemotórax esquerdo. Evoluiu com dor incontrolável
requerendo morfina constante (12 mg/24 h), sonolência, agitação
e confusão. Foi realizada a avaliação cardiológica com ECO (boa
fração de ejeção), US de carótidas (69% obstrução da carótida
direita) e cintilografia miocárdica (sem isquemia). Sua creatinina
estava em 2,75 e ureia em 106. Apresentou melhora temporária
desses parâmetros com as medidas clínicas. Na tomografia houve
piora do desalinhamento das fraturas com aumento do
hemotórax. Este foi drenado, e o dreno foi retirado, após 03 dias.
Voltou a apresentar piora respiratória com catéter contínuo de
O2 e VNI intermitente e melhora da função renal, manteve,
entretanto, quadro álgico intenso e rebaixamento do nível de
consciência, sendo submetida a IOT.
Nesse quadro evolutivo, a alternativa mais eficaz é:
Uma paciente de 25 anos, encaminhada para avaliação pela
cirurgia torácica, apresenta volumoso derrame pleural esquerdo
e alargamento do mediastino. Ao exame, há a presença de
linfonodomegalias supraclaviculares bilaterais que revelam
doença de Hodgkin. Na biópsia, a citologia do líquido pleural
coletado na toracocentese foi positiva para malignidade,
compatível com linfoma.
No contexto desse caso, é correto afirmar que:
Homem de 71 anos com enfisema pulmonar avançado, dispneico
aos mínimos esforços, FEV1 650 ml (28%), PaCO2 44 mmHg, foi
encaminhado ao serviço médico para avaliar a indicação de
cirurgia redutora do volume pulmonar.
No que se refere aos aspectos radiológicos, esse paciente poderá
ser o melhor candidato para eventual indicação desse tipo de
cirurgia se apresentar:
A imaginologia é fundamental para se estabelecer o diagnóstico
hipotético de tumores e cistos do mediastino.
Avaliando-se tomografias computadorizadas de pacientes com
essa patologia, pode-se afirmar que a localização de maior
percentagem dos tumores e cistos primários do mediastino
anterossuperior, médio e posterior está, respectivamente,
representada por:
O índice de Haller ou de pectus index foi determinado para servir
como um indicador da necessidade de tratamento cirúrgico nos
pacientes com pectus excavatum.
Um índice de Haller igual a 3 é classificado como:
Um paciente apresenta queixas de regurgitação, dor
retroesternal e emagrecimento de 5 quilos em 2 anos, tendo
imensa dificuldade em deglutir alimentos sólidos há mais de 18
meses. A endoscopia digestiva alta mostra hiperemia e dilatação
do esôfago terminal. Uma esofagografia constata dilatação do
esôfago terminal com 5 centímetros de diâmetro e,
posteriormente, uma esofagomanometria confirma o diagnóstico
de acalasia grau II.
A opção de tratamento para esse caso que deve apresentar os
melhores resultados é:
Com os avanços técnicos do transplante pulmonar, cada vez mais
aumenta a sobrevida dos pacientes submetidos a esse complexo
procedimento. Contudo, ainda existem diversas complicações
pós-operatórias associadas ao transplante, que podem ser
classificadas de acordo com sua temporalidade.
São complicações consideradas intermediárias, podendo
acontecer da primeira semana ao segundo mês pós-transplante:
Um paciente 47 anos realizou endoscopia digestiva alta, que
mostrou lesão ulcerada e antro de cerca de 2 cm, com bordos
elevados. A biópsia merradicação do H. pylori exclusiva;ostrou se tratar de um linfoma do tipo
MALT de baixo grau e presença de H. pylori. A tomografia de
abdômen não evidenciou metástases a distância nem linfonodos
acometidos.
O isolamento pulmonar moderno é obtido basicamente por duas
técnicas: os tubos de dupla luz ou os bloqueadores brônquicos.
Uma das vantagens dos bloqueadores brônquicos, quando
comparados aos tubos de dupla luz, é a seguinte:
Existem várias técnicas para se estadiar o mediastino. Dentre
elas, a linfadenectomia mediastinoscópica assistida por vídeo
(VAMLA) e a linfadenectomia mediastinal transcervical estendida
(TEMLA).
Sobre a VAMLA, é correto afirmar que, comparativamente à
TEMLA: