Jovem com 25 anos de idade, com tentativa de autoextermínio,
ingeriu moderada quantidade de um produto inseticida à base de
carbamato. Admitido na sala vermelha clínica de uma
emergência, foram observados, ao exame físico, confusão mental
e agitação psicomotora, bradicardia, estertores crepitantes,
bolhosos e difusos em ambos hemitórax, pupilas puntiformes,
sialorreia, miofasciculações, além de incontinência urinária e
fecal com diarreia e vômitos.
O antídoto de escolha é a atropina, na seguinte dose:
A cólica nefrética é causa comum de urgência médica,
principalmente no verão. É mais prevalente em homens, e
pacientes com episódios prévios têm alta chance de recorrência.
Em relação a essa condição, é correto afirmar que:
Um lactente de 9 meses, com fácies sindrômica, assintomático,
apresenta ausculta cardíaca com ritmo regular, bulhas
normofonéticas com desdobramento variável da segunda bulha,
sopro sistólico 2+/6+ mais audível em borda esternal esquerda
baixa, sem irradiação, que diminui com a posição sentada. Os
pulsos femorais são palpáveis.
Nesse caso, o médico deve:
Um eletricista, previamente hígido, com 28 anos de idade, sofreu
choque elétrico durante sua atividade laborativa dentro da
unidade hospitalar. Foi prontamente admitido no pronto-socorro
em PCR. Ao usarem o desfibrilador, foi constatado que o paciente
se encontrava em assistolia.
O tipo de corrente que causa assistolia em pacientes vítimas de
choque elétrico é:
A crise tireotóxica (ou tempestade tireotóxica) corresponde a
uma situação de exacerbação súbita das manifestações clínicas
do hipertireoidismo, com descompensação de múltiplos sistemas
e risco de morte.
Atualmente ocorre como uma complicação do hipertireoidismo
inadequadamente tratado, ou associada a algum fator
precipitante de piora, frequentemente infecções. Sua
mortalidade, entretanto, permanece elevada: estudos japoneses
exibem mortalidade > 10%, taxa que pode ultrapassar 20% a 30%
nos casos em que não há tratamento precoce.
Várias drogas são utilizadas no tratamento da crise tireotóxica;
entretanto, aquele que aumenta o clearance do hormônio
tiroidiano é o(a):
Um paciente, com 35 anos de idade, foi encontrado em via
pública apresentando alteração do estado mental (delirium
ativo), tremores e rigidez muscular em "roda dentada", sialorreia,
disartria e disfagia. Foi também observada febre de 41 °C,
taquicardia, hipertensão arterial e taquipneia (73%).
Uma opção terapêutica na emergência é:
Um homem de 45 anos dá entrada na emergência com quadro de
cefaleia intensa, fotofobia, febre baixa e náuseas. Histórico de
dois episódios de crise convulsiva no dia anterior. Os sinais e
sintomas tiveram evolução progressiva nos últimos 10 dias.
Ao exame, apresentava-se lúcido, orientado, normotenso,
levemente hipocorado, sonolento, sem rigidez de nuca e com
candidíase oral. Os exames laboratoriais de sangue básicos não
mostravam alterações, exceto linfopenia. O diagnóstico mais provável é:
Joana, mãe de 4 filhos, recebeu diagnóstico de tuberculose
pulmonar há 7 dias (BAAR positivo no escarro espontâneo), ao
sair da maternidade. Procura a unidade básica de saúde para
avaliação dos menores. Todos estão assintomáticos e têm
radiografias de tórax normais. As idades e os resultados da prova
tuberculínica (PT) estão descritos a seguir.
• Criança A: 8 dias de vida; não realizou PT; não vacinada com
BCG;
• Criança B: 1 ano; PT = 6 mm; vacinada com BCG ao nascer;
• Criança C: 3 anos; PT = 0 mm; vacinada com BCG ao nascer;
• Adolescente D: 12 anos; PT = 5 mm; vacinado com BCG ao
nascer.
A conduta correta para cada caso, nesse momento, é:
Um paciente em tratamento para leucemia foi tratado com
quimioterapia há 6 dias, evoluindo com febre de 39,5 °C,
adinamia, mal-estar e taquicardia, hipotensão e palidez cutânea.
Foi orientado pelo hematologista a comparecer com urgência a
um pronto-socorro em caso de febre. O hemograma revelou
leucopenia com contagem de segmentados = 100 células/mm3. Nessa situação, a conduta imediata é iniciar antibioticoterapia
com:
Os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento da
dissecção de aorta são: hipertensão arterial crônica; tabagismo;
trauma torácico (em especial de alta energia com desaceleração
importante); doenças aórticas (coartação de aorta, Marfan,
Ehlers-Danlos, vasculite aórtica); história familiar de doença
aórtica; aneurisma torácico conhecido; cirurgia aórtica prévia;
uso de cocaína, crack ou anfetaminas.
Trata-se de uma condição potencialmente cirúrgica; entretanto,
algumas medidas farmacológicas devem ser prontamente
instituídas.
Nesse contexto, os betabloqueadores são importantes, pois
contribuem para a redução da frequência cardíaca e da pressão
arterial, e devem ser utilizados em conjunto com outros
fármacos.
O betabloqueador de escolha é:
Uma jovem de 21 anos dá entrada na emergência com quadro de
edema labial intenso, dor abdominal moderada, lúcida, orientada
e normotensa.
Refere que já teve crises anteriores semelhantes e que o
tratamento habitual para urticária/angioedema não é efetivo, já
que é portadora de angioedema hereditário tipo 1.
Das drogas abaixo, a que deve ser utilizada no momento é:
A peritonite bacteriana espontânea é uma das complicações mais
comuns em pessoas com cirrose hepática. Em relação a essa condição patológica, é correto afirmar que:
De acordo com a classificação de risco cirúrgico da American
Society of Anesthesiology, um paciente moribundo, que
apresenta sangramento intracraniano com efeito de massa e
disfunção de múltiplos órgãos, deve ser classificado como:
Mulher de 37 anos foi encaminhada do consultório à unidade de
emergência por seu médico pessoal por apresentar dor torácica
precordial, de início há poucas horas, e palpitações. A hipótese
diagnóstica do médico assistente foi de miocardite aguda devido
ao uso de epirrubicina.
Em relação a essa condição patológica aguda, é correto afirmar
que:
Um adolescente de 17 anos, saudável e de compleição física
leptossômica, ao jogar futebol apresentou dor torácica súbita,
palpitações e dispneia moderada. Não houve trauma em tórax
durante a partida. Foi levado ao pronto-socorro, pois os sintomas
não melhoravam. O diagnóstico mais provável é:
Um homem de 60 anos com quadro de dor torácica tipo
pleurítica à direita, tosse seca, dispneia leve e taquicardia dá
entrada em serviço de emergência. Após o exame físico, ECG,
radiografia de tórax e análise laboratorial, foi feito o diagnóstico
de tromboembolismo pulmonar. A angiotomografia de tórax
mostrou uma discreta falha de enchimento de artéria pulmonar.
No escore PESI, a pontuação é menor que 65 pontos.
Entre as condutas citadas abaixo, aquela que deve ser iniciada
prontamente é:
Paciente com 52 anos de idade, sedentário, obeso, tabagista,
etilista, dislipêmico, fez uso de sildenafila e, durante o ato sexual,
apresentou dor de forte intensidade em precórdio com irradiação
para membro superior esquerdo e região mentoniana,
hipotensão, sudorese, taquicardia e palidez cutânea, saturação
de oxigênio normal, náusea e vômitos. Foi submetido ao exame
de eletrocardiograma, que detectou supradesnivelamento de
segmento ST nas derivações V1 a V6.
A melhor conduta inicial para abordagem e decisão terapêutica é:
A asma é uma doença pulmonar crônica que necessita de
controle para evitar perda progressiva da função pulmonar.
O tratamento intercrise tem como principal fármaco: