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    Um homem branco, com quarenta e nove anos de idade,  tabagista, sedentário, hipertenso, portador de doença coronariana há  três anos, foi acometido de infarto agudo do...


    Um homem branco, com quarenta e nove anos de idade,  tabagista, sedentário, hipertenso, portador de doença coronariana há  três anos, foi acometido de infarto agudo do miocárdio (IAM) e  encaminhado para reavaliação da hipertensão arterial, uma vez que   começou a apresentar refratariedade às três classes distintas de anti-hipertensivos em uso regular e nas doses máximas preconizadas (atenolol, anlodipino e hidroclorotiazida). Ele tem apresentado  crises hipertensivas frequentes no último semestre. No momento, encontra-se assintomático. No exame físico, as  únicas anormalidades constatadas foram níveis elevados da pressão arterial (PA) — 180 mmHg × 120 mmHg — e retinopatia hipertensiva, com exsudato e hemorragia em fundo de olho.  Os exames complementares realizados apresentaram os  seguintes resultados: sódio = 142 mEq/L, potássio = 4,8 mEq/L,  uréia = 64 mg/dL, creatinina = 1,8 mg/dL, glicemia de  jejum = 113 mg/dL, colesterol total = 170 mg/dL,  triglicerídios = 136 mg/dL, ácido úrico = 5,8 mg/dL. O ultrassom  do abdome revelou apenas assimetria renal. A radiografia de tórax  apresentou resultado normal.

No caso clínico descrito no texto, a hipótese diagnóstica mais provável é de

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  • Camila Duarte
    Camila Duarte
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: b) hipertensão renovascular.

    O paciente apresenta hipertensão arterial grave e refratária a três classes diferentes de anti-hipertensivos em doses máximas, o que já sugere uma causa secundária da hipertensão. Além disso, há sinais de lesão em órgão-alvo, como retinopatia hipertensiva com exsudatos e hemorragias, e crises hipertensivas frequentes.

    O ultrassom abdominal revelou assimetria renal, que é um dado importante e sugestivo de hipertensão renovascular, pois a estenose de uma artéria renal pode causar redução do fluxo sanguíneo para o rim afetado, levando à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e consequente hipertensão resistente.

    Outras hipóteses, como feocromocitoma (a), coarctação da aorta (c), hiperaldosteronismo primário (d) e síndrome de Cushing (e), não apresentam todos os achados do caso. Por exemplo, o feocromocitoma geralmente cursa com sintomas paroxísticos e alterações laboratoriais específicas; a coarctação da aorta costuma ser diagnosticada em idade mais jovem e apresenta diferenças de pressão entre membros; o hiperaldosteronismo primário geralmente cursa com hipocalemia, o que não ocorre aqui; e a síndrome de Cushing apresenta sinais clínicos e laboratoriais distintos.

    Portanto, a hipertensão renovascular é a hipótese mais compatível com o quadro clínico, exames e evolução do paciente, justificando o gabarito oficial e a resposta mais marcada.
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