A noção de "fricção interétnica", desenvolvida por Roberto
Cardoso de Oliveira, busca analisar as relações entre grupos
indígenas e a sociedade nacional brasileira. Em um dos textos
fundacionais do conceito, Estudo de áreas de fricção interétnica
do Brasil, o autor define a fricção interétnica da seguinte forma:
"Chamamos fricção interétnica o contato entre grupos tribais e
segmentos da sociedade brasileira, caracterizados por seus
aspectos competitivos e, no mais das vezes, conflituais,
assumindo esse contato muitas vezes proporções ‘totais’, i.e.,
envolvendo toda a conduta tribal e não tribal que passa a ser
moldada pela situação de fricção interétnica” (Oliveira, 1962,
p. 86). Seguindo o autor, é correto definir a “fricção interétnica” como:
Leia o trecho a seguir.
A tarefa da antropologia do mundo moderno consiste em
descrever da mesma maneira como se organizam todos os ramos
de nosso governo, aí compreendidos aqueles da natureza e das
ciências exatas, e também em explicar como e por que esses ramos
se separam, assim como os múltiplos arranjos que os reúnem. O
etnólogo de nosso mundo deve colocar-se no ponto comum onde
se dividem os papéis, as ações, as competências que irão enfim
permitir definir certa entidade como animal ou material, uma
outra como sujeito de direito, outra como sendo dotada de
consciência, ou maquinal, e outra ainda como inconsciente ou
incapaz.
LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. São
Paulo: Editora 34, 2019.
O trecho acima apresenta uma característica fundamental de
abordagem da antropologia simétrica.
Assinale a opção que indica corretamente esta característica.