Paciente masculino de 65 anos tem diagnóstico de diabetes mellitus do tipo 2...
Responda: Paciente masculino de 65 anos tem diagnóstico de diabetes mellitus do tipo 2 há 15 anos. Há 1 ano foi necessário iniciar insulinoterapia, pois não estava sendo possível o controle glicêm...
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Por Sumaia Santana em 31/12/1969 21:00:00
A situação apresentada descreve um quadro clínico compatível com cetoacidose diabética (CAD), uma emergência metabólica caracterizada pela combinação de hiperglicemia, acidose metabólica e insuficiência de insulina. Os dados laboratoriais informados — elevação da glicemia, redução do pH sanguíneo, queda do bicarbonato e níveis baixos de potássio — correspondem aos critérios clássicos utilizados para o diagnóstico da CAD, conforme orientações da Associação Médica Brasileira e do Ministério da Saúde.
A alternativa B é o gabarito, porque de acordo com as diretrizes da AMB para o manejo das crises hiperglicêmicas agudas, o tratamento da cetoacidose diabética baseia-se em três pilares: reposição de líquidos e eletrólitos, administração de insulina e abordagem das condições desencadeantes. A intervenção inicial deve ser a hidratação intravenosa, essencial para corrigir a hipovolemia, melhorar a perfusão tecidual e potencializar a resposta à insulina.
Além disso, quando o potássio sérico encontra-se abaixo de 3,3 mEq/L, sua reposição deve anteceder o início da insulinoterapia, já que a insulina promove a migração do potássio para o meio intracelular, aumentando o risco de arritmias cardíacas potencialmente fatais.
Análise das alternativas incorretas:
A) O estado hiperosmolar hiperglicêmico não costuma cursar com acidose metabólica significativa. Apesar de o paciente ser portador de diabetes tipo 2, a presença de pH reduzido e bicarbonato baixo caracteriza cetoacidose, condição que também pode ocorrer em DM2 diante de estresse metabólico.
C) A introdução de insulina em pacientes com hipocalemia importante (<3,3 mEq/L) representa risco elevado, pois agrava a depleção de potássio plasmático, podendo desencadear arritmias graves. Nesse contexto, a hipocalemia jamais deve ser considerada leve.
D) A administração de bicarbonato é reservada para situações de acidose extrema, geralmente quando o pH é inferior a 6,9. Com pH de 7,20 e bicarbonato em torno de 12 mEq/L, essa conduta não está indicada.
E) A elevação do número de leucócitos pode ocorrer como resposta ao estresse metabólico da CAD e não indica, obrigatoriamente, a presença de infecção, sendo um achado frequente mesmo na ausência de processo infeccioso.
Referências clínicas:
As diretrizes da AMB reforçam que a correção do volume e dos distúrbios eletrolíticos, especialmente do potássio, deve preceder a insulinoterapia, a fim de minimizar complicações associadas ao tratamento da cetoacidose diabética.
A alternativa B é o gabarito, porque de acordo com as diretrizes da AMB para o manejo das crises hiperglicêmicas agudas, o tratamento da cetoacidose diabética baseia-se em três pilares: reposição de líquidos e eletrólitos, administração de insulina e abordagem das condições desencadeantes. A intervenção inicial deve ser a hidratação intravenosa, essencial para corrigir a hipovolemia, melhorar a perfusão tecidual e potencializar a resposta à insulina.
Além disso, quando o potássio sérico encontra-se abaixo de 3,3 mEq/L, sua reposição deve anteceder o início da insulinoterapia, já que a insulina promove a migração do potássio para o meio intracelular, aumentando o risco de arritmias cardíacas potencialmente fatais.
Análise das alternativas incorretas:
A) O estado hiperosmolar hiperglicêmico não costuma cursar com acidose metabólica significativa. Apesar de o paciente ser portador de diabetes tipo 2, a presença de pH reduzido e bicarbonato baixo caracteriza cetoacidose, condição que também pode ocorrer em DM2 diante de estresse metabólico.
C) A introdução de insulina em pacientes com hipocalemia importante (<3,3 mEq/L) representa risco elevado, pois agrava a depleção de potássio plasmático, podendo desencadear arritmias graves. Nesse contexto, a hipocalemia jamais deve ser considerada leve.
D) A administração de bicarbonato é reservada para situações de acidose extrema, geralmente quando o pH é inferior a 6,9. Com pH de 7,20 e bicarbonato em torno de 12 mEq/L, essa conduta não está indicada.
E) A elevação do número de leucócitos pode ocorrer como resposta ao estresse metabólico da CAD e não indica, obrigatoriamente, a presença de infecção, sendo um achado frequente mesmo na ausência de processo infeccioso.
Referências clínicas:
As diretrizes da AMB reforçam que a correção do volume e dos distúrbios eletrolíticos, especialmente do potássio, deve preceder a insulinoterapia, a fim de minimizar complicações associadas ao tratamento da cetoacidose diabética.
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