Com relação à noção de estado de natureza, que é o estado em que os seres humanos se
achavam antes da formação da sociedade, podem-se identificar, na filosofia política moderna, três
tendências:
1. Os seres humanos são naturalmente egoístas e, no estado de natureza, se achavam numa
guerra de todos contra todos daí que, por medo uns dos outros, aceitam renunciar à liberdade
e constituir um Soberano, o estado, que garanta a paz.
2. Não é por medo uns dos outros, e sim para garantir o direito à propriedade e à segurança que
os seres humanos consentem em criar uma autoridade que possa tornar isso possível.
3. No estado de natureza, os seres humanos eram felizes e foi o advento da propriedade privada
e da sociedade civil que tornou alguns escravos de outros.
Podem-se atribuir essas três concepções, respectivamente, a
O período da História da Filosofia que defende que o
conhecimento, que poderemos obter das coisas, está
limitado às sensações que, delas, nossos sentidos
obtêm, ficou conhecido como:
TEXTO I
É muito importante entender que a significatividade do
mundo, constituída pelas estruturas linguístico-conceituais,
não se reduz a uma significatividade apenas cognitiva.
Proporcionar uma significação para o mundo pode também
consistir em lidar com ele no sentido do “padecer”.
CABRERA, J. Margens das filosofias da linguagem.
Brasília: UnB, 2003 (adaptado).
TEXTO II
Mundo, mundo, vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo, mundo, vasto mundo
Mais vasto é meu coração.
ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro:
Record, 1996 (fragmento).
Com base nas informações presentes no Texto I, a
consideração sobre o mundo no Texto II tem uma significação: