O tamanho do território, o poder econômico e o militar são fatores mais importantes para que um Estado possa agir de
maneira independente e exercer sua influência sobre os outros estados. O fato de ser o quinto maior país do mundo,
a sua extensa faixa fronteiriça e litorânea, o seu elevado número de habitantes, a predominância da língua portuguesa
e os fartos recursos hídricos e minerais são tributos que possibilitam ao Brasil uma posição de destaque na América
Latina. Outra questão importante é a Floresta Amazônica, que, além de ser a maior do mundo, é constituída por uma
rica diversidade de espécies da fauna e da flora e por uma imensa rede de recursos hídricos. Todo esse potencial
fomenta iniciativas internacionais que visam estabelecer meios indiretos de influência sobre os recursos da região.
Marque a alternativa que apresenta a afirmativa aplicável à situação a que o texto se refere.
a) Trata-se da geopolítica elaborada pela Escola Superior de Guerra (ESG), que defende um Estado forte, centralizado
e com presença marcante em todo o território, em especial na Amazônia, cuja base de soberania é o
desenvolvimento econômico.
b) Trata-se da política de expansão do Estado desenvolvimentista, fundamentada na necessidade de produzir
alimentos e itens que requerem altos investimentos em pesquisa e tecnologia, como aviões e produtos
farmacêuticos, gerando a necessidade de exploração da Amazônia.
c) Trata-se da política de desenvolvimento não uniforme do país, que está relacionada à sua grande extensão
territorial, e essa orientação determina a origem histórica da desigualdade regional que leva à integração de áreas
como a Amazônia, rica em recursos naturais.
d) Trata-se da política de desenvolvimento que almeja evitar que a Amazônia entre no chamado ponto de não retorno,
quando a floresta perde sua capacidade de se autorregenerar, em função da degradação e do aquecimento global,
tendendo, então, ao processo de desertificação.
e) Trata-se da geopolítica da Amazônia, que envolve tratados e acordos que versam sobre as mais diversas questões
relacionadas à floresta equatorial, mas que trazem em seu bojo temores relacionados à capacidade do Estado
brasileiro de gerir seu próprio território.