Leia o texto a seguir.

Menor de oito anos, propriedade do funcionário público José Joaquim Moreira. O crime foi confessado pelo menor Nicolau Teixeira da Cunha, que acusou como seu parceiro o caixeiro português Antônio Pereira da Silva. Este alegou ao subdelegado que apenas tratara de lavar a menina por estar ensanguentada e chorando. Ele fora desmentido pela vítima e por um moleque da casa que levara a negrinha a pedido do caixeiro. O corpo de delito foi procedido pelos doutores Manuel Antunes de Sales (1817-1864) e pelo baiano Francisco Sabino Coelho de Sampaio. Os médicos declararam achar a menor ‘estuprada e com as partes sexuais tão dilaceradas, intumescidas e ensangüentadas que fazia consternar.

CORREIO SERGIPENSE. APUD: CARDOSO, A. Escravidão em Sergipe. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, n. 34, 2003-2005, p. 61 e 62. [Adaptado].

Casos como o apresentado suscitaram qual comportamento dos escravizados no Sergipe?
Durante o período imperial brasileiro, em 1835, ocorreu uma revolta no nordeste brasileiro. Boa parte dos envolvidos eram muçulmanos, mas muitos também eram adeptos de religiões de matriz africana. A perseguição religiosa era um dos motes da revolução, que surgiu com o ideal de libertação do povo negro e o objetivo de matar os opressores brancos e quem mais se colocasse contra, especialmente os traidores. Tal revolta ficou conhecida por