Leia o excerto a seguir.
“Não podia se conformar com a ideia da morte do presidente, o
homem da moda, o ‘querido das moças’, o grande amigo do Ceará,
que tantos benefícios fizera a essa província, mandando construir
açudes no sertão, reconstruindo o passeio público, ativando as
obras do porto, facilitando a emigração, prodigalizando esmolas, e,
finalmente, introduzindo em Fortaleza certos costumes parisienses,
como por exemplo, o sistema de passear a cavalo a chouto, de
aparar a cauda aos animais de sela. Lembrava as qualidades do
fidalgo paulista…”
CAMINHA, Adolfo. A Normalista. Rio de Janeiro: Editora Três, 1973. p. 180-
181. (Texto adaptado ao Novo Acordo Ortográfico)
O trecho em destaque, que trata da morte do presidente da
província do Ceará, Antônio Caio Prado, se refere ao período da
história correspondente
A queda do império no Brasil não se deu apenas
por uma causa, mas por um acúmulo de fatores.
Analise os fatos apresentados a seguir e assinale o
que NÃO corresponde a uma causa para o fim da
monarquia no Brasil.
“Na Europa, o pensamento liberal, cujo lema
era ‘liberdade, igualdade e fraternidade’,
decepcionara a muitos, gerando várias correntes
socialistas que criticavam a desigualdade social. [...]
Os liberais radicais do Recife agrupavam-se no
Diário Novo para debater as novas ideias. Os líderes
do partido eram pessoas de várias tendências,
sobretudo progressistas, inconformadas com o
quadro político-social de sua província, dominado
pela oligarquia agrária.”
BARBEIRO, Heródoto et al. História: volume único para o
Ensino Médio (coleção de olho no mundo do trabalho). São
Paulo: Scipione, 2004, p. 346-7.
O Movimento revoltoso, ocorrido em Pernambuco,
em 1848, que foi influenciado por esses ideários
europeus é denominado de
Durante o segundo reinado, havia, no Brasil,
cerca de 20 mil pessoas que podiam ser eleitores e
escolher deputados e senadores (0,4% da
população), eles eram homens, católicos e com
renda anual superior a 200 mil-réis. Havia ainda no
Brasil 2,2 milhões de mulheres livres, 1,8 milhão de
homens livres pobres, algo em torno de 1,7 milhão
de escravos e escravas e outro grande número de
pessoas sem acesso ao voto (praças, estrangeiros,
religiosos em regime de clausura, mendigos e não
católicos em geral).
Fonte: Brasil 500 anos. IstoÉ, p.72. Estabilização no Império.
Considerando esse aspecto da política brasileira, durante o império, explícito nos dados citados, é correto afirmar que