O povo alimentava-se de peixe fresco, pegado
diariamente pelos múltiplos e engenhosos processos
recebidos dos indígenas, ou salgado, como o pirarucu,
a tainha e o peixe-boi; de tartaruga, mais abundante
à medida que se caminhava para o oeste, ou porque
assim estivesse distribuída originariamente, ou por se
não ter adiantado tanto por aquelas bandas a obra de
devastação.
ABREU, C. Capítulos de história colonial. Rio de Janeiro:
Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2009 (adaptado).
De acordo com o texto, durante a ocupação da Amazônia
no século XVIII, a dieta alimentar dos moradores de
povoados dependia da
A chegada dos portugueses representou para os índios uma verdadeira catástrofe. Vindos de muito longe, com enormes
embarcações, os portugueses e em especial os padres foram associados na imaginação dos tupis aos grandes xamãs, que
andavam pela terra, de aldeia em aldeia, curando, profetizando e falando de uma terra de abundância. Os brancos eram ao
mesmo tempo respeitados, temidos e odiados, como homens dotados de poderes especiais.
(Fausto, 2002, p. 16.)
A partir da decisão por parte da Metrópole Lusitana de colonizar o Brasil, a tragédia das inúmeras nações nativas existentes em
território tão vasto estava anunciada. Imbuídos da ideia mercantilista, os colonizadores europeus:
Diversas regiões do atual estado de Minas Gerais,
onde não foram encontrados metais preciosos em
quantidade significativa, acabaram sendo ocupadas de
forma mais lenta ao longo dos séculos XVIII e XIX. Esse
é o caso da Zona da Mata, que correspondia à porção
sudeste da capitania, coberta por uma densa vegetação
de Mata Atlântica então existente.
SOARES, J. M. Cartografia e ocupação do território: a Zona da Mata mineira no século
XVIII e início do século XIX. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br.
Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
O texto indica que a velocidade de ocupação do atual
estado de Minas Gerais nos séculos XVIII e XIX foi
determinada por qual aspecto natural?
O município de Marechal Thaumaturgo, no Acre, originou-se do Seringal Minas
Gerais e foi povoado por seringueiros brasileiros que adentraram terras peruanas. Qual
tratado internacional, assinado em 1909, definiu os limites entre o Brasil e o Peru,
influenciando diretamente a região onde hoje se localiza Marechal Thaumaturgo?
Leia o trecho a seguir:
Vi por mandado de Sua Alteza este livro de Gramática e Diálogos
compostos pelo Padre Jose de Anchieta, que foi da Companhia de
Jesus no estado do Brasil. Nenhuma coisa tem contra nossa
Sagrada Religião, nem bons costumes, mas muitas que servirão
para melhor instrução dos catecúmenos e aumento da nova
cristandade daquelas partes e para com mais facilidade e
suavidade se plantar e dilatar nelas nossa Santa Fé.
Adaptado de: ANCHIETA, Jose. Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do
Brasil, Coimbra, 1595.
Trata-se do pedido de licença para a impressão da gramática da
Língua Tupi escrita pelo jesuíta José Anchieta dirigida ao Tribunal
do Santo Ofício. Com base no trecho, é correto afirmar que o
conhecimento das línguas indígenas por parte da Ordem jesuíta
no Brasil colonial
Leia o fragmento abaixo:
(...) Quantos eram e de onde vinham os africanos? É inútil
buscar informações sobre a presença africana entre os
escravos de Santa Catarina na historiografia. Graças a
Oswaldo Cabral, Walter Piazza e Fernando Henrique
Cardoso, a escravidão africana em Santa Catarina é vista
como diferente daquela de outras regiões do país, por
causa de um supostamente distinto “sentido da
colonização”. Para esses autores, a ocupação efetiva da
ilha de Santa Catarina e do litoral adjacente em meados do
século XVIII, por política expressa da Coroa portuguesa,
que implicou na fortificação da Ilha e na vinda de casais
açorianos como colonos, ter-se-ia resumido a interesses
militares estratégicos. Partindo desse distinto “sentido da
colonização”, tais autores mostraram a escravidão na ilha e
no litoral adjacente sempre como menos importante do
que aquela das regiões agroexportadoras. Não tendo esse
território sido explorado para produção voltada à
exportação, os “poucos” escravos teriam servido como
apoio à produção de alimentos para o abastecimento, e
sido elementos de distinção social, predominantemente
domésticos e urbanos.
Fonte: MAMIGONIAN, Beatriz. Africanos em Santa Catarina: Escravidão e
identidade étnica (1750-1850), p.570. In: FRAGOSO, João; FLORENTINO,
Manolo; JUCÁ, Antônio Carlos e CAMPOS, Adriana (Orgs.). Nas rotas do
Império: eixos mercantis, tráfico e relações sociais no mundo português.
Vitória: EDUFES, 2014.
A partir da análise do texto e considerando o debate
historiográfico apresentado pela autora, podemos concluir
que: