A constituição profissional do tradutor/intérprete de língua de sinais / língua portuguesa (TILSP)
apresenta-se de forma heterogênea nos documentos oficiais, mostrando a dificuldade por parte dos
governos quanto às atribuições e funções desse profissional. Albres (2015), em sua pesquisa, identificou
16 diferentes maneiras de denominar esses profissionais. A forma mais recorrente encontrada em
documentos oficiais (leis, documentos e livros) é contestada pela autora, pois ocasiona conflitos nas
funções a serem desenvolvidas em contexto escolar. A denominação questionada pela autora é:
Questões de Concursos
selecione os filtros para encontrar suas questões de concursos e clique no botão abaixo para filtrar e resolver.
Publicidade
Para Lacerda (2010, p. 29), “[...] a atuação no espaço educacional tem características próprias que
precisam ser respeitadas e não se trata de respeitar ou não o código de ética, mas de compreender os
diferentes contextos e as necessidades que cada um deles impõe para a atuação do ILS”. Assim, a
atuação de um intérprete educacional pode diferir de um TILSP em outros contextos quanto à
possibilidade de:
Segundo Lima (2017), a história da interpretação das línguas de sinais é bem diferente da delineada
pelas línguas orais, visto que não tem sua gênese nos contextos militares ou diplomáticos. Nas décadas
de 1970/1980, a formação do TILSP, no Brasil, se dava basicamente em:
As diretrizes instituídas pelo MEC definem o papel do intérprete educacional como: “[...] aquele que
atua como profissional intérprete de língua de sinais na educação, intermediando as relações entre os
professores e os alunos, bem como, entre os colegas surdos e os colegas ouvintes” (BRASIL, 2003). Na
visão de Albres (2015), essa definição está imbuída de uma concepção que reduz o trabalho desse
profissional à mera transmissão de conteúdo. A compreensão da tradução como uma reprodução fiel,
literal e neutra do original, como atividade que não apresenta nenhuma interferência por parte do
tradutor, é apregoada nos estudos da tradução como abordagem:
Lacerda (2010) aponta que muitos autores defendem a ideia de que tradução e interpretação são
conceitos que se remetem a tarefas distintas. Segundo a autora, as tarefas próprias da interpretação
envolvem:
De acordo com Santos (2010), após o período de uma instrução informal e voluntariada, os TILSP no
Brasil, a partir dos anos 1990, tiveram os primeiros processos de formação formal por meio de cursos
livres organizados por associações. Outra possibilidade que se configurou, nesse momento, como uma
das primeiras formações existentes para os TILSP eram os cursos:
De acordo com Albres (2015), a atuação do intérprete educacional transcende o estritamente
tradutório, demandando uma preparação específica para esse ambiente de trabalho. Para a autora, as
práticas dos intérpretes educacionais incluem:
Nos estudos das competências no processo de tradução e interpretação, Aubert (1994) apresenta a
necessidade do profissional desenvolver a capacidade de buscar conhecer e se familiarizar com os
termos dos diversos universos em que uma atividade de tradução pode ocorrer. Assim, na falta de tal
competência na área da mecânica, por exemplo, o tradutor/intérprete deverá aprender a buscar esse
conhecimento para melhor clareza da informação. O autor se refere à competência:
A Libras e a língua portuguesa possuem estruturas gramaticais próprias, sendo diferentes entre si. A
frase a seguir está na estrutura da Libras.
“passado viajar ver já espaço Disney World mas acabar férias triste voltar trabalho”
A tradução correspondente em língua portuguesa é:
“passado viajar ver já espaço Disney World mas acabar férias triste voltar trabalho”
A tradução correspondente em língua portuguesa é:
Em uma universidade, há alunos surdos incluídos no curso de pedagogia. Uma professora de
psicologia do desenvolvimento infantil necessita apresentar um vídeo que demonstra a diferença do
processo de aquisição da linguagem de uma criança ouvinte e de uma criança surda. Porém, o vídeo não é
acessível aos surdos, pois só apresenta o conteúdo em áudio com voz em off. Nesse caso, a professora
precisará de um tradutor/intérprete de Libras e língua portuguesa para desempenhar a função de:
Existem vários tipos de tradução e interpretação que podem ser desempenhados pelo
tradutor/intérprete de Libras e língua portuguesa em contextos bilíngues. No caso de o profissional
interpretar uma palestra da Libras para a língua portuguesa ao mesmo tempo, essa atividade de
interpretação é denominada:
Publicidade