A cidade existe por natureza, assim como o primeiro que a constituiu é seu criador por natureza. E aquele que, por natureza e
não por acaso, não pertence a uma cidade, é inferior ou superior ao homem.
(ARISTÓTELES. Política. Tradução de Mário da Gama Kury. Brasília: Editora UnB, 1997, p. 7.)
Com base na citação e nas ideias de Aristóteles sobre política, assinale o papel da cidade (pólis) e da política em sua filosofia.
A teoria aristotélica propõe a divisão de gêneros discursivos em três: o deliberativo (ou político); o epidíctico (ou demonstrativo);
e, o judiciário (ou forense). O gênero epidíctico tem essencialmente como tempo o presente, embora também disponha de relação
com o passado e o futuro. Ao pautar sua função retórica no estabelecimento de laços comunitários, é correto afirmar que o discurso epidíctico tem como exemplos, EXCETO:
Atente para o seguinte excerto da teoria do
governo, de Aristóteles, que é a base de sua teoria da
justiça: “[N]ão são a mesma coisa o governo
despótico e o governo político e [...] nem todas as
formas de governo são as mesmas, como alguns
dizem. Com efeito, uma das formas de governo
exerce-se sobre homens naturalmente livres, a outra
sobre escravos. O governo de uma casa (oíkos) é
uma monarquia, já que um só governa toda a casa,
enquanto o governo político é exercido pelos que são
livres e iguais”.
Aristóteles. A política (Edição Bilíngue), 1255b. Trad. port. e
notas Antonio Carlos Amaral e Carlos de Carvalho Gomes.
Lisboa: Vega, 1998 [Adaptado].
Sobre a teoria do governo de Aristóteles, exposta
parcialmente acima, é correto afirmar que