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A família humana

   Não acho que tudo tenha piorado nos dias atuais. Nunca fui saudosista. Prefiro a comunicação imediata pela internet a cartas que levavam meses. Gosto mais de trabalhar no computador do que de usar a velha máquina de escrever (que tinha lá seu charme). No whats ou outros, falo instantaneamente com amigos e familiares aqui perto, do outro lado do mundo - os afetos se multiplicam, se consolidam, circulam mais emoções. Nossa qualidade de vida melhorou em muitas coisas, mas serviços essenciais entre nós andam deteriorados, uma vasta parcela da humanidade ainda vive em nível de miséria.
   São as contradições inacreditáveis de um sistema onde cosmólogos investigam espaços insuspeitados, cada dia trazendo revelações intrigantes, mas ainda sofre e morre gente nos corredores de hospitais sobrecarregados, milhões de crianças morrem de fome, outros milhões nunca chegam à escola, ou brincam diante de barracos com barro feito de água e esgoto. 
   Minhas repetições são intencionais, aqui, nos romances, até nos poemas. Retorno a temas sobre os quais eu mesma tenho incertezas. Que envolvem antes de mais nada ética, moralidade, confiança. Decência: pois é neles que eu aposto, nos decentes que olham para o outro - que somos todos nós, do gari ao intelectual, da dona de casa à universitária, dos morenos aos louros de olhos azuis - com atenção e respeito.
   Estudos recentes sobre história das culturas revelam dados sobre tempos em que a parceria predominou sobre a dominação: entre povos, entre grupos, entre pessoas. Mas o mesmo ser humano que busca o amor anseia pela dominação nas relações pessoais, internacionais, de gênero, de idade, de classe.
   E se tentássemos mais parceria? Na verdade não acredito muito nisso, a não ser que a gente dê uma melhorada em si mesmo. É possível que em algumas décadas, ou mais, a miscigenação será generalizada, superados os conflitos raciais às vezes trágicos. Teremos uma miscigenação densa de cores, formas, idiomas e culturas.
   Origem, dinheiro ou tom de pele vão interessar menos do que caráter e lealdade, a produtividade e competência menos do que a visão de mundo e a abertura para o outro, a máquina importará tanto quanto o sonho, a hostilidade não vai esmagar a esperança, e não teremos de dominar o outro tentando construir uma civilização.
    Talvez eu hoje tenha acordado feito uma visionária ingênua: não é inteiramente ruim, isso se chama esperança de que um dia predomine, sim, a família humana. “E aí?”, perguntarão. “Sem conflito, sem cobiça, sem alguma opressão e alguma guerrinha, qual a graça?”
    Aí, não vamos bocejar como anjos entediados, mas crescer mais, e mais, em caráter, sabedoria, harmonia, e - por que não? - algum tipo de felicidade.
(LUFT, Lya. A família humana.Disponível em: https://gauchazh.clicrbs. com.br/colunistas/lya-luft/noticia/2019/06/a-familia-humana-cjx6p12 mq01ro01o9obgwdbq6.html. Acesso em: 06/04/2020.)
Sobre os verbos “bocejar” e “crescer” (8º§), assinale a informação correta.
A alternativa que apresenta frase correta é:
                  O fio do tempo na tessitura do poder simbólico: passado,
                            presente e futuro na efeméride dos 190 anos do
                                                  Parlamento brasileiro
                                                                  Por Antonio Teixeira de Barros
1                                    A análise da cerimônia mostra que o cotidiano
                  legislativo, marcado pelas operações críticas situadas em
                  contextos bem demarcados de contradição hermenêutica e
4                de disputas de poder, dá lugar a um momentâneo ritual de
                  consenso simbólico que aponta para a glorificação e a honra
                  do parlamento como instituição. As diferentes ordens de
7                economia da grandeza política são unificadas em um único
                  esquema de fluência discursiva, portador de um valor
                  universal, um capital simbólico ecumênico e sacramental.
10              Todos formam um só corpo político e abdicam algum tempo
                  das disputas inter e intrapoderes, além dos conflitos e
                  tensões entre partidos, lideranças, facções etc.
 13                                A necessidade de inimigos, um imperativo na política
                  (BAILEY, 1998), é suplantada em nome de um interesse
                  momentaneamente unificado sob os símbolos e rituais de
  16            agregação e cooperação moral. Durante a cerimônia, a
                  política deixa de ser um jogo de antagonismos no qual se
                  procura reforçar o prestígio e a honra dos aliados e combater
  19            a reputação dos inimigos. Todos se unem em um campo
                  simbólico de aliança perante a opinião pública. A pulsão
                  narcísica que constrói heróis individuais é substituída pela
 22             pulsão cívica e um engajamento retórico republicano em
                  defesa do Parlamento, da Política e da Democracia, no plano
                  mais abstrato e distante dos antagonismos e dos jogos de
 25             competição por poder, reputação, honra, reconhecimento
                  público e visibilidade. Em vez de demarcação de
                  identidades partidárias e discursos dialéticos típicos da
 28            política de reputação (BAILEY, 1998), passamos a
                  presenciar uma estetização do narcisismo institucional que
                  busca um ordenamento de perspectivas e um consenso que
 31            coloca o simbólico acima do político. A democracia liberal
                  com sua lógica concorrencial e assimétrica adquire sentido
                  republicano, por meio dos discursos transformados em
34             interações-rituais que unificam o corpo político e recriam
                  sua autoimagem, tecida com discursos de justificação
                  articulados pela ordem simbólica.
 37                                O ritual ecumênico em termos partidários agrega os
                  diferentes e une os “inimigos” em um mesmo espírito de
                  confraternização, um espírito republicano abstrato que
 40             nunca consegue se materializar no plano objetivo dos
                  campos conflituosos da democracia liberal. Sai de cena a
                  representação teatral calcada nas metáforas de guerra e
 43             adotam-se metonímias de comunhão, à guisa de uma
 44             eucaristia política.
                                      Disponível em: .
                                                  Acesso em: 11 nov. 2018, com adaptações.
Em “Sai de cena a representação teatral calcada nas metáforas de guerra e adotam-se metonímias de comunhão, à guisa de uma eucaristia política.” (linhas de 41 a 44), o emprego do singular e do plural, respectivamente, justifica-se porque
Leia atentamente o texto abaixo para responder à questão.
No fragmento textual abaixo transcrito, como se classifica a oração subordinada em destaque?
“Chamo de hipertecnologias a inteligência artificial, a robótica e a biotecnologia. Estima-se que, em um futuro próximo, essas três modalidades de tecnologia convergirão e, com isso, haverá um grande salto tecnológico, algo jamais visto na história. [...]”
Fonte: (Revista Filosofia - Ano III, no 150 - (www.portalespaçodosaber.com.br).
Os últimos 500 anos testemunharam uma série de revoluções de tirar o fôlego. A Terra foi unida em uma única esfera histórica e ecológica. A economia cresceu exponencialmente, e hoje a humanidade desfruta do tipo de riqueza que só existia nos contos de fadas. A ciência e a Revolução Industrial deram à humanidade poderes sobre-humanos e energia praticamente sem limites. A ordem social foi totalmente transformada, bem como a política, a vida cotidiana e a psicologia humana.
Mas somos mais felizes? A riqueza que a humanidade acumulou nos últimos cinco séculos se traduz em contentamento? A descoberta de fontes de energia inesgotáveis abre diante de nós depósitos inesgotáveis de felicidade? Voltando ainda mais tempo, os cerca de 70 milênios desde a Revolução Cognitiva tornaram o mundo um lugar melhor para se viver? O falecido astronauta Neil Armstrong, cuja pegada continua intacta na Lua sem vento, foi mais feliz que os caçadores-coletores anônimos que há 30 mil anos deixaram suas marcas de mão em uma parede na caverna? Se não, qual o sentido de desenvolver agricultura, cidades, escrita, moeda, impérios, ciência e indústria?
Os historiadores raramente fazem essas perguntas. Mas essas são as perguntas mais importantes que podemos fazer à história. A maioria dos programas ideológicos e políticos atuais se baseia em ideias um tanto frágeis no que concerne à fonte real de felicidade humana. Em uma visão comum, as capacidades humanas aumentaram ao longo da história. Considerando que os humanos geralmente usam suas capacidades para aliviar sofrimento e satisfazer aspirações, decorre que devemos ser mais felizes que nossos ancestrais medievais e que estes devem ter sido mais felizes que os caçadores-coletores da Idade da Pedra. Mas esse relato progressista não convence.
(Adaptado de HARARI, Yuval Noah. Sapiens – Uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018, p. 386-387)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 9.
                    O brasileiro gosta de pensar que o Brasil é uma nação acolhedora, que recebe imigrantes de braços abertos. Em termos de 
dados históricos e estatísticos, não é bem assim. Apesar da imigração maciça promovida por sucessivos governos durante o Império 
e o primeiro período republicano, sempre houve debates sobre o tipo de imigrante que seria mais desejável, passando pela rejeição 
explícita a determinados grupos. Na década de 1860, a questão da imigração de chineses atingiu proporções de grande controvérsia 
e chegou a ser debatida no parlamento. O consenso era de que devia ser impedida para evitar o suposto risco de degeneração racial.
Pelo mesmo motivo, a pseudociência da época desaconselhava a entrada de mais africanos, para além dos milhões que já haviam 
ingressado escravizados no país. Em 1890, já sob a República, a entrada de asiáticos foi efetivamente barrada por decreto. [...]
                    O imigrante ideal, para as autoridades brasileiras daquele tempo, era branco e católico. De preferência, com experiência em 
agricultura e disposto a se fixar nas zonas rurais. Braços para a lavoura, era o que se dizia, e uma injeção de material genético se-
lecionado com o intuito de “melhorar a raça”. [...]. A preferência por imigrantes católicos seguia a premissa de que seriam de assimila-
ção fácil e não ameaçariam a composição cultural da jovem nação. Aqueles no poder queriam que o brasileiro continuasse do jeitinho 
que era, só que mais branco. Seguindo as premissas eugênicas então em voga, acreditava-se que o sangue europeu, tido como mais 
forte, venceria o sangue africano e ameríndio, eliminando-os paulatinamente. Essa política de branqueamento já foi documentada, ad 
nauseam, por nossa historiografia. Ela é o pano de fundo ideológico para o crescimento da cidade de São Paulo, onde a porcen-
tagem de italianos ficou acima de 30% entre as décadas de 1890 e 1910, período em que a população aumentou quase dez vezes.
                    Os doutores daquela época não conseguiram o que almejavam, por três motivos. O primeiro, concreto, é que as doutrinas 
científicas em que acreditavam eram falsas. Não existe raça pura, em termos biológicos, muito menos a superioridade de uma sobre 
outra. O segundo, circunstancial, é que a fonte de imigrantes na Europa foi secando antes que a demanda por trabalhadores no Brasil
 se esgotasse. Quando o navio Kasato Maru atracou no porto de Santos em junho de 1908, com 165 famílias japonesas a bordo, era o reconhecimento implícito de que os interesses econômicos iriam prevalecer sobre a ideologia eugenista. A imigração em massa de 
japoneses para o Brasil, ao longo do século 20, não somente descarrilou o projeto de branqueamento como também quebrou o 
paradigma de que não católicos eram inassimiláveis. Os japoneses ficaram e se fixaram. Seus descendentes tornaram-se brasileiros,
a despeito de muito preconceito e até perseguição. Conseguiram essa proeza, de início, porque se mantiveram isolados no interior do 
país. Longe da vista, como fizeram meus avós e bisavós.
                    O terceiro motivo do fracasso do modelo de assimilabilidade católica é conceitual. Seus defensores partiam de um pressuposto 
falso: o de que a população brasileira era homogênea em termos de religião. [...] o mito do bom imigrante católico ignorava 
estrategicamente a presença de judeus, muçulmanos e protestantes no Brasil. Os três grupos estiveram presentes desde a época 
colonial e, cada um a seu modo, contribuíram para a formação do país.
                                                                                                            (CARDOSO, Rafael. O Brasil é dos brasileiros. Revista Serrote, no 27, pp. 45 e 47, 2018)
Afirma-se com correção:

Com base no texto seguinte,

A vida de Paulo Barreto, o João do Rio, é digna de folhetim. Enfrentou os preconceitos de uma sociedade conservadora (era mulato e homossexual), tornou-se um dos jornalistas e escritores mais populares de seu tempo, conquistou o respeito de dois presidentes, colecionou desafetos poderosos, chegou à Academia Brasileira de Letras e morreu antes dos 40 anos, dentro de um táxi, fulminado por um ataque cardíaco.

as vírgulas foram usadas para separar

“Muito se tem falado de conservação do meio ambiente, mas não se criou ainda a consciência de que o planeta precisa urgentemente de nossos cuidados.” 
                                                                                                                        (Brasil Escola) 
Assinale a opção que indica os termos que, nesse segmento do texto, desempenham a mesma função sintática.
Há erro de concordância verbal na seguinte alternativa:
O altruísmo e a bondade estão em baixa. Atualmente, a
preocupação com o bem-estar do outro é mais vista com
desconfiança ou como sinal de ingenuidade do que como
virtude. Essa é a conclusão a que chegaram a historiadora
Barbara Taylor e o psicólogo Adam Phillips, autores de um livro
sobre a bondade, recentemente publicado nos Estados Unidos.
Com informações colhidas em estudos de teoria social,
psicanálise e registros históricos, eles defendem a importância
do altruísmo para a construção de uma sociedade funcional,
mas também mostram quanto a noção de bondade foi distorcida
e hoje é mais malvista do que entendida como algo positivo.
Para especialistas, esse desencanto é fruto da
derrocada ideológica e religiosa que o mundo ocidental viveu no
século XX. O processo de recrudescimento da desconfiança
começou com as promessas não cumpridas dos regimes
políticos como o socialismo soviético, passou pela barbárie do
nazismo e culminou com a criação da bomba atômica.
Diante de grandes tragédias, como enchentes e furacões
que deixam milhares de desabrigados, o ser humano sabe ser
solidário. Esta generosidade diluída não costuma ser
questionada. É diferente, porém, quando a bondade tem um
único rosto. Pessoas que se dedicam a trabalhos voluntários
aprenderam a lidar com essa desconfiança.
O altruísmo teria nascido no tempo dos caçadores e
coletores, 200 mil anos atrás, de acordo com pesquisa recémpublicada.
O homem altruísta surge em um contexto de guerra
constante por recursos fundamentais à sobrevivência, diz
Samuel Bowles, responsável por esse estudo. Grupos com
indivíduos altruístas ? que se solidarizavam com colegas que
não eram necessariamente de suas famílias ? tinham mais
possibilidade de vencer a disputa por uma zona de caça, por
exemplo.
Em meio à crise de valores por que o mundo passa, a
historiadora Barbara Taylor vê o momento como uma
oportunidade para mudar.


(João Loes e Maíra Magro. Istoé, 17 de junho de 2009, pp. 68-
69, com adaptações)

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta em:
Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

O debate sobre a preservação do planeta e sua exploração
tem se tornado cada vez mais acirrado e confuso. Cientistas
que pregam a seriedade do aquecimento global são acusados
de alarmismo. Por outro lado, os que afirmam que não há
provas conclusivas para de fato defender a tese de que a Terra
está aquecendo devido à emissão de gases poluentes são
acusados de serem vendidos às indústrias ou ao menos
tendenciosos em suas conclusões.
Manchetes dizem que a década de 1990 foi a mais quente
do século (foi), que o ciclo do El Niño, que marca o aquecimento
das águas do Pacífico perto do Peru, está desregulado
(está), que as calotas polares estão descongelando a taxas
muito altas (estão), que os níveis de poluição em países de rápida
industrialização, como a China e a Índia, estão se tornando
intoleráveis (estão), que o desmatamento acelerado das grandes
florestas, incluindo as nossas, provocará instabilidades climáticas
por todo o planeta (provocará), enfim, notícias que causam
medo, talvez até pânico. Fica difícil saber em que acreditar,
especialmente porque construir uma nova conscientização global
de preservação do planeta pode exigir mudanças custosas
em informar e educar a população, em monitorar indústrias e
plantações, em controlar os esgotos, o lixo, as emissões dos
carros, caminhões, navios, aviões.
O que fazer? Existem três possibilidades. Uma é deixar
para lá essa história de tomar conta do planeta e nos
preocuparmos só quando o problema for realmente óbvio e
irremediável. Péssima escolha. Outra é tentar filtrar do mundo
de informações que recebemos as que de fato são confiáveis e
não tendenciosas. Essa possibilidade é meio difícil pois, a
menos que sejamos especialistas no assunto, não saberemos,
de início, em quem acreditar. A terceira, que me parece a mais
sábia, é usar o bom senso.
Talvez uma analogia entre a Terra e a nossa casa seja
útil. Começamos com a casa limpa, abastecida, e com o
número ideal de pessoas para que todos possam viver com
conforto. O número de pessoas cresce, o espaço aperta, a
demanda por água e alimentos aumenta. Um número maior de
pessoas implica aumento de consumo de energia e maior
produção de lixo. A solução é impor algumas regras, reduzir o
lixo e o consumo de energia. Caso contrário, a casa original
rapidamente não daria conta da demanda crescente dos seus
habitantes.
A Terra é bem maior do que uma casa, mas também é
finita. A atmosfera, os oceanos e o solo reciclam eficientemente
a poluição e o lixo que criamos. Mas todo sistema finito tem um
limite. Não há dúvida de que, se não mudarmos o modo como
usamos e abusamos do planeta, chegaremos a esse limite.
Infelizmente, a ciência ainda não pode prever exatamente
quando isso vai ocorrer. Mas ela, juntamente com o bom senso,
afirma que é mera questão de tempo.

(Adaptado de Marcelo Gleiser. Folha de S. Paulo, Mais!, 30 de
abril de 2006, p. 9)
A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase:
Texto
    Muitas pessoas entendem sustentabilidade apenas como um termo que designa os impactos das questões ambientais (L.01)
sobre os negócios, como, por exemplo, a diminuição das poluições e emissões de gases nocivos pelas empresas. Entretanto,
deve-se pensar a sustentabilidade como um modo de vida, o que torna seu significado muito mais amplo e abrange outras
questões, como a mudança de comportamento dos cidadãos e gestores nas cidades e novos planos de ação para uma melhor (L.04)
qualidade de vida da humanidade.
    Na realidade atual, o conceito de sustentabilidade está cada vez mais presente nas conferências nacionais e
internacionais em face dos diversos problemas enfrentados globalmente, como mudanças climáticas, poluições de grandes (L.07)
centros urbanos, desigualdade, pobreza, entre tantos outros, e a principal indagação centra-se em como a sustentabilidade
urbana pode ser transformada em um elo de integração entre os diversos atores da sociedade para o alcance de um objetivo
em comum: a melhoria das condições de vida e a preservação do meio ambiente. (L.10)
    O modelo de desenvolvimento sustentável tem como objetivo reverter os danos à natureza gerados pelos seres humanos
ao longo dos anos e, a partir disso, conduzir a existência humana e dos demais seres vivos de uma maneira mais ecológica, que
contraponha a lógica de maximização dos lucros e consumismo. Desse modo, o conceito de sustentabilidade remete (L.13)
diretamente à vida moderna e ao meio urbano, já que os problemas têm origem justamente na má administração dos recursos
escassos presentes na natureza em face dos desejos ilimitados dos seres humanos.
    Em sentido amplo, a cidade pode ser entendida como um ecossistema, uma unidade ambiental dentro da qual todos os (L.16)
elementos e processos do ambiente são inter-relacionados e interdependentes, de modo que uma mudança em um deles
resultará em alterações em outros componentes. Um exemplo de uma pequena ação de impacto positivo no meio ambiente é
a coleta seletiva de lixo, que, a partir da reutilização de recursos naturais, tanto orgânicos quanto recicláveis, contribui para a (L.19)
redução da quantidade de lixo acumulada e favorece a geração de novos empregos.
    Um dos maiores entraves até o momento para a integração de todos os atores em torno de ações sustentáveis tem sido
a falta de conscientização acerca da necessidade da participação de todos os segmentos da sociedade na resolução dos (L.22)
problemas complexos que afetam o meio urbano.
    Segundo o professor em gestão urbana e habitacional da Universidade de São Paulo, Alex Kenya Abiko, a ciência tem um
papel fundamental na conscientização das instituições políticas em relação aos problemas enfrentados nas cidades, seja (L.25)
elaborando diagnósticos precisos, seja gerando informações e propondo políticas eficientes, inclusivas e compatíveis com os
recursos financeiros, tecnológicos e naturais existentes. No Brasil, entretanto, ainda segundo o especialista, a distância entre a
academia e os gestores públicos é grande, o que não contribui para a adoção de novas tecnologias urbanas eficientes e de custo (L.28)
adequado.
    Como se pode perceber, o caminho rumo a um modelo de desenvolvimento urbano sustentável não é único, mas
resultado de múltiplas ideias inovadoras de vários atores agindo em conjunto para o alcance de objetivos comuns e sistêmicos (L.31)
e, para que isso ocorra, é necessária a participação da sociedade, com ações integradas entre governo, sociedade civil e
empresas, a fim de transformar o mundo, com base em uma matriz de intercâmbio justa, com equidade acessível e saudável.
Internet: https//sociedadeglobal.org.br (com adaptações).
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“dentro da qual” (linha 16) por de onde
Como fazer gestão de pessoas no setor público?
1            A gestão de pessoas é uma ação estratégica das mais
        importantes para que uma empresa privada consiga atingir as
        respectivas metas, estar diante dos concorrentes e promover
4      um ambiente propício à inovação. Também no setor público,
        em que os fatores mais importantes são a qualidade do
        atendimento a ser realizado pelos servidores, os líderes
7      necessitam ter em mente as premissas de uma gestão de
        pessoas sérias, assertivas, produtivas e capazes de gerar
        crescimento profissional para os funcionários.
10         Entre as dificuldades específicas do setor público, está
        uma legislação vista por muitos especialistas como obsoleta e
        que acaba dificultando mudanças necessárias, principalmente
13    em questões como a definição de estruturas organizacionais e
        cargos. Se, no setor privado, a implementação de mudanças
        dessa natureza já necessitaria de negociação, no setor público
16    ela tende a ocorrer de maneira ainda mais lenta. O gestor
        precisa estar consciente disso para, dentro do possível,
        realizar dinâmicas capazes de tornar mais profissional e
19    funcional a relação dos servidores com o próprio trabalho,
        promovendo melhorias.
            Os desafios não param por aí. Vale lembrar que, na
22    maioria dos casos, os servidores públicos são admitidos por
        meio de concursos. Embora existam critérios relacionados à
        formação e, muitas vezes, também a experiências anteriores,
25    os concursos possuem formatos de admissão bastante
        distintos dos adotados pelo RH das empresas. Com isso, em
        algumas situações, o novo servidor precisa passar por uma
28    série de adaptações para compreender, com exatidão, sua
        função e o papel que exercerá. Ao gestor fica a necessidade
        de compreender as características do servidor e como ele
31    pode ser realmente utilizado em seu máximo potencial dentro
        da estrutura na qual está inserido.
            Todos esses exemplos deixam claro que, além da
34    complexidade inerente a ela, a gestão de pessoas ganha
        nuances especiais quando levada para o setor público.
        É necessário ter um profundo conhecimento tanto do sistema
37    como um todo quanto do serviço que aquele setor em
        específico tem de prestar, optando sempre pela transparência
        e, ainda, inspirando e motivando os funcionários para que
40    não atuem de maneira apenas burocrática.
Disponível em: <http://www.mundocarreira.com.br>. Acesso em: 19 jun. 2019, com adaptações.
A respeito da sintaxe de períodos do texto, assinale a alternativa correta.

Os trechos abaixo constituem um texto adaptado do Editorial de O Estado de São Paulo de 24 /3/2012. Assinale a opção que foi transcrita de forma gramaticalmente correta.

A economia vai devorar o planeta?

Para a maioria dos ecologistas, o impacto das atividades
humanas sobre a natureza é real. A salvação do planeta
passaria necessariamente pelo fim do crescimento de
economias e populações, além da adoção de uma economia
ecológica ? com a reforma dos sistemas de produção de
alimentos, materiais e energia. Uma economia ambientalmente
sustentável seria movida por fontes renováveis de energia:
eólica, solar e geotérmica. A eletricidade eólica seria usada para
produzir hidrogênio. As estruturas atuais de gasodutos fariam o
transporte do gás que moveria a frota de automóveis. Nesse
sistema, a indústria da reciclagem e reutilização substituiria em
grande parte as atividades extrativistas.

Para se alcançar esse estágio, os sistemas tributários
mundiais precisariam ser reformulados, de modo a oferecer
subsídios à reciclagem e à geração de energia limpa e
renovável e taxar atividades insustentáveis, como o usode
combustível fóssil.

No entanto, sem estacionar a população mundial,
nenhuma mudança terá realmente efeito. Mais pessoas
requerem mais comida, mais água, mais espaço, bens, serviços
e energia. Ocorre que deter ou até mesmo reduzir o
crescimento da população mundial não é tão simples. O
tamanho das famílias, em muitos países, está ligado à maneira
como os casais encaram o sexo e a virilidade.
O tamanho e a complexidade dos sistemas mundiais
tornam a adoção da ecoeconomia uma tarefa gigantesca e
muito distante de ser realizada. O aumento da temperatura
global, a superpopulação e a contaminação dos ecossistemas
mundiais estão por toda parte: somente podem-se corrigir os
efeitos que eles criam, com medidas de alcance global.
Pequenas substituições e correções de rumo em alguns setores
não constituem uma solução. Com 6 bilhões de pessoas no
mundo, até metas mais óbvias, como deter o nível de
desflorestamento, parecem distantes.


(Adaptado deBruno Versolato, Superinteressante, maio de
2004, p. 69)

... ou até mesmo reduzir o crescimento da população mundial ...
(meio do 3º parágrafo)

O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima está na frase:

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

Qual palavra ou expressão preenche adequadamente a lacuna nos textos abaixo?

I. Pacientes crônicos terão mais qualidade de vida fora do hospital. ______, é cada vez maior o número de pacientes que continuam internados mesmo depois de superado o problema que os levou à instituição.

II. O Rio de Janeiro foi tomado por um clima de ufanismo. ______, não basta cantar vitória durante a batalha.

III. ______ se discute punição a crimes do regime militar, a tortura continua uma prática comum no Brasil.

IV. Vendas disparam ______ os adeptos da boa bebida descobrem os sabores doces e complexos das variedades envelhecidas.

Os trechos abaixo compõem parte de um texto adaptado do
editorial de Valor Econômico de 3/10/2007. Julgue-os quanto a
aspectos gramaticais.

Os números apresentados pelo IBGE, no entanto, mostram a outra face da moeda, além do louvável fato de que o país, hoje, consegue manter no ensino fundamental 97,6% da população na faixa etária de 7 a 14 anos.

Gilda de Mello e Souza dizia que o Brasil é muito bom
nas novelas. Para ter público, a novela precisa dispor de personagens
de todas as classes sociais, explicava ela, o que exige
uma trama complexa. Acrescento: a mobilidade social é decisiva
nas novelas e se dá sobretudo pelo amor entre ricos e
pobres. Provavelmente as novelas exibam casos de ascensão
social pelo amor - genuíno ou fingido - em proporção maior que
a vida real .... Mas a novela não é um retrato do Brasil, ou melhor,
é sim, mas como aqueles retratos antigos do avô e da avó,
fotografados em preto e branco, mas, depois, cuidadosamente
retocados e coloridos. O fundo é real. A tela: ideais, sonhos,
fantasias.
Novelas vivem de conflitos. Eles são movidos, quase
todos, pela oposição do bem e do mal. Esse confronto dramático
nos empolga. Talvez por isso a democracia não nos
empolgue tanto, no seu dia a dia: porque, nela, os conflitos são
a norma e não a exceção. Ela é o único regime em quedivergir,
sem ter de se explicar e justificar, é legítimo. Quando uma
democracia funciona bem, não escolhemos em razão da honestidade
e competência - que deveriam existir nos dois ou mais
lados em concorrência - mas com base nos valores que preferimos,
por exemplo, liberalismo ou socialismo. Mas nossa
tendência, mesmo nas democracias, é converter as eleições em
lutas do bem contra o mal. É demonizar o adversário, transformá-
lo em inimigo. Creio que isso explica por que a democracia,
uma vez instalada, empolga menos que a novela. De
noite, dá mais prazer reeditar o *ágon milenar do bem e do mal,
do que aceitar que os conflitos fazem parte essencial da vida e,
portanto, as duas partes podem ter alguma razão. Aliás, há
muitos séculos que é encenada essa situação de confronto
irremediável entre dois lados que têm razão: desde os gregos
antigos, tem o nome de tragédia. A democracia é uma tragédia
sem final infeliz - ou, talvez, sem final.
As novelas recompensam,em geral, os bons. Mas eles
são bons só na vida privada. É difícil alguém se empenhar em
melhorar a cidade, a sociedade. As personagens boas são
afetuosas, solidárias, mas não têm vida pública. As personagens
más são menos numerosas, mas são indispensáveis.
Condimentam a trama. Seu destino é mais variado, e assim
deve ser, se quisermos uma boa novela. Não podem ser todas
punidas, nem sair todas impunes.


* ágon - elemento de origem grega: assembleia; local onde se realizam
jogos sacros e lutas; luta.

(Trecho do artigo de Renato Janine Ribeiro. O Estado de S.
Paulo, C2+música, D17, 11 de setembro de 2010, com
adaptações.)

As personagens más são menos numerosas, mas são indispensáveis. Condimentam a trama. Seu destino é mais variado, e assim deve ser, se quisermos uma boa novela. Não podem ser todas punidas, nem sair todas impunes.

As frases acima, do final do texto, se organizam de modo lógico, claro e correto em um único período, sem alteração do sentido original, em:

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