Leia o texto para responder à questão 01.

A questão proposta é a do acaso. Na tradição ocidental, o
tema aparece invariavelmente ligado a um outro, o da razão:
o dos limites e do alcance da racionalidade. Nem seria
errôneo afi rmar que o empenho maior para o pensamento
fi losófi co inaugurado na Grécia antiga resume-se em
querer vencer a sujeição ao acaso. De fato, um dos
traços peculiares ao homem primitivo está em deixar-se
surpreender pelo acaso, em guiar-se pelo imprevisível.
Já o homem racional instaurado pelos gregos entrega-se,
pela primeira vez na história, a esse esforço descomunal e
decisivo para a evolução do Ocidente, de tentar conjurar o
mais possível as peias do acaso, estabelecendo as bases
para um comércio racional do homem com o seu meio
ambiente; mais precisamente: a postura racional passou
a designar, de modo gradativo, um comportamento de
dominação por parte do homem, elaborando racionalmente
as suas relações com a natureza, o homemterminaria
abocanhando as vantagens de ver subordinada a natureza
aos seus desígnios pessoais.

(Gerd Bornheim. Racionalidade e acaso. fragmento)

Assinale a opção que apresenta coerência com as idéias do texto e correção gramatical.

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Assinale a opção que está de acordo com a direção argumentativa do texto.

Assinale o trecho do texto em que, na transcrição, foi inserido erro gramatical.

Em relação às ideias do texto, assinale a opção correta.

Na história do capitalismo, as crenças a respeito da relação entre Estado e mercado seguem uma dinâmica pendular, chegando a atingir os extremos do espectro ideológico. Períodos de maior confi ança no livre mercado e na desregulamentação podem permitir intenso crescimento econômico, mas em geral se associam a deslocamentos abruptos e nocivos no tecido social. A reação comum nos momentos subsequentes, em especial após uma crise, é uma meia-volta em favor de maior intervenção do Estado. Depois de 20 anos de marcante crescimento global, quando reinou o ultraliberalismo no Ocidente e irromperam a revolução da tecnologia da informação, a globalização acelerada e o protagonismo da China, nova reviravolta pendular foi defl agrada pela crise fi nanceira de 2008, que fez ressurgir em muitos meios a crença no "Estado grande". Os adeptos desse slogan em geral colocam Estado e mercado como opostos. É um erro. Trata-se mais de uma simbiose do que de uma luta, pois, longe de existir em si mesmo, o mercado está inserido nas estruturas da sociedade e, por conseguinte, na política. Mas o fato é que, se antes o risco do ultramercadismo prevalecia, agora é a ameaça do ultraestatismo que cabe combater. (Folha de S. Paulo, Editorial, 17/01/2010.)

Leia o texto a seguir para responder às questões 12 e
13.

Enquanto o patrimônio tradicional continua sendo
responsabilidade dos Estados, a promoção da
cultura moderna é cada vez mais tarefa de empresas
e órgãos privados. Dessa diferença derivam dois
estilos de ação cultural. Enquanto os governos
pensam sua política em termos de proteção e
preservação do patrimônio histórico, as iniciativas
inovadoras fi cam nas mãos da sociedade civil,
especialmente daqueles que dispõem de poder
econômico para fi nanciar arriscando. Uns e outros
buscam na arte dois tipos de ganho simbólico: os
Estados, legitimidade e consenso ao aparecer como
representantes da história nacional; as empresas,
obter lucro e construir através da cultura de ponta,
renovadora, uma imagem "não interessada" de sua
expansão econômica.

(Nestor Garcia Canclini, Culturas Híbridas, p. 33, com
adaptações)

Assinale como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes inferências a respeito do texto.

( ) O Estado e a sociedade civil são co-responsáveis por ações culturais, cada um no seu âmbito. ( ) Não existe preservação do patrimônio histórico sem produção de cultura de ponta.

( ) Ambos os estilos de ação cultural identifi cados no texto produzem ganhos simbólicos.

( ) Financiar iniciativas culturais inovadoras implica incorrer em riscos econômico-fi nanceiros.

( ) A arte pode servir para camufl ar interesses econômicos expansionistas.

( ) Só pela atuação cultural, os Estados podem tornar-se representantes da história nacional.

A seqüência de respostas corretas é

Nas questões 01 e 02, assinale a opção que está de acordo com as idéias do texto.

Assinale a opção que está de acordo
com as idéias do texto.


A mobilização permanente dos movimentos
proletários estimulou o aparecimento de um Estado
cada vez mais interventor, que, em meados do século
XX (também por conta de outros fatores), realizou-se
plenamente: o Estado Social. O Direito e a Justiça do
Trabalho são, em última análise, uma das expressões
desse Estado Social (menos liberal e mais interveniente),
uma vez que um dos pressupostos do direito trabalhista é
que há, entre empregado e empregador, um desnível de
poder que deve ser sanado, inclusive por meio da atuação
jurídica estatal. Dessa forma, não é exagero dizer, a
pressão dos trabalhadores ao longo dos séculos XIX e XX
ajudou a democratizar várias sociedades capitalistas no
Ocidente - dado que fez surgir, como conseqüência de
suas lutas, as primeiras normas do Direito do Trabalho,
materializadas nos primeiros acordos entre trabalhadores
e patrões. A existência dos movimentos proletários é,
portanto, a causa histórica da formação do Direito e da
Justiça do Trabalho no mundo.

(Raquel Veras Franco, Breve Histórico da Justiça e do Direito do Trabalho
no Mundo - http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/Historico)

De acordo com a argumentação do texto abaixo, assinale o fator que não contribui diretamente para a expressiva queda dos juros:

Mudanças mais amplas nas leis materiais e processuais são imprescindíveis. Deve-se mitigar os exageros de leitura do direito de ampla defesa, permitindo a rápida apropriação de garantias, assegurado ao devedor o direito de posterior discussão. Litígios de devedores de má-fé, esmagadora maioria, praticamente desapareceriam. Com maior previsibilidade na execução dos contratos, a queda dos juros seria expressiva.

(Adaptado de Joca Levy, Juros, demagogia e bravatas. O Estado de São Paulo, 21 de abril de 2012)

Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os e indique a opção que apresenta a seqüência correta.

A. ( ) Essas concessionárias representam mais de 90% do mercado consumidor rural brasileiro, em todos os estados do Brasil. Na assinatura dos contratos, foram liberados 10% dos recursos previstos para cada uma delas.

B. ( ) Nessa fase foram assinados contratos no valor de R$ 2,5 bilhões para realização de obras nos próximos 18 meses.

C. ( ) Por esses contratos, assinados pela Eletrobrás com 35 concessionárias de energia elétrica e uma cooperativa de eletrificação rural, serão feitas 567 mil novas ligações, que irão beneficiar 2,8 milhões de pessoas em todo o País e gerar 115 mil empregos diretos e indiretos.

D. ( ) O "Luz para Todos", programa do Governo Federal que irá universalizar o acesso à energia elétrica no Brasil até 2008, entrou em fase de execução.

E. ( ) O restante será liberado ao longo do período, de acordo com o cumprimento dos cronogramas das obras, que serão fiscalizados pela Eletrobrás.

(Adaptado de http://www.presidencia.gov.br/casacivil, 9 de Junho de 2004)

Assinale a opção em que o trecho do texto está reescrito de forma gramaticalmente errada.

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Leia os itens seguintes, que formam um texto, para responder a questão.

Marque o item que expressa o tema central desse texto.

Leia o texto para responder à questão 02.

O advento da moderna indústria tecnológica fez
com que o contexto em que passa a dispor-se a
máquina mudasse completamente de confi guração.
Entretanto, tal mudança obedece a certas
coordenadas que começam a ser pensadas já na
antiga Grécia, que novamente se relacionam com
a questão da verdade. É que a verdade, a partir de
Platão e Aristóteles, passa a ser determinada de
um modo novo, verifi cando-se uma transmutação
em sua própria essência. Desde então, entende-se
usualmente a verdade como sendo o resultado
de uma adequação, ou seja, a verdade pode ser
constatada sempre que a idéia que o sujeito forma
de determinado objeto coincida com esse objeto.

(Gerd Bornheim. Racionalidade e acaso. fragmento)

Assinale a opção correta a respeito do uso das estruturas lingüísticas do texto.

Nas questões 14 e 15 assinale a opção que corresponde
a palavra ou expressão do texto que contraria
a prescrição gramatical.

Aos poucos, o horizonte histórico apaga-se(1), como as luzes de um palco após o espetáculo. A utopia sai de cena, o que(2) permite a Fukuyama vatiscinar( 3): "A história acabou". Ao contrário do que(4) adverte Coélet, no Eclesiastes, não há mais tempo para construir e tempo para destruir; tempo para amar e tempo para odiar; tempo para fazer a guerra e tempo para estabelecer a paz. O tempo é agora. E nele se sobrepõem(5) construção e destruição, amor e ódio, guerra e paz.

(Adaptado de Frei Betto)

Leia o texto para responder às questões 01 e 02.

O que leva um compositor popular consagrado,
uma glória da MPB, a escrever romances?
Para responder a essa pergunta, convém
lembrarmos algumas características da personalidade
de Chico Buarque de Holanda. Primeiro,
a forte presença de um pai que, além
de ser um historiador notável, era um fino crítico
literário. Depois, o fato de Chico ter se
dado conta de que sua genial produção musical
não bastava para dizer tudo que ele tinha a
nos dizer.
Não se pode dizer que o que o Chico nos
diz nos romances não tem nada a ver com o
que ele passa aos seus ouvintes através das
suas canções. No recém-lançado Budapeste,
por exemplo, eu, pessoalmente, vejo um clima
de bem-humorada resignação do personagem
com suas limitações, um clima que me parece
que encontrei, em alguns momentos, na sua
obra musical. Uma coisa, porém, são as imagens
sugestivas das canções; outra é a complexa
construção de umromance. A distância
entre ambas talvez pudesse ser comparada
àquela que vai das delicadas e rústicas capelas
românicas às imponentes catedrais góticas.
Chico Buarque percorreu esse caminho
com toda a humildade de quem queria aprender
a fazer melhor, mas também com a autoconfiança
de quem sabia que podia se tornar
um mestre romancista.
Valeu a pena. A autodisciplina lhe permitiu
mergulhar mais fundo na confusão da nossa
realidade, nas ambigüidades do nosso tempo.
A ficção, às vezes, possibilita uma percepção
mais aguda das questões em que estamos
todos tropeçando. No caso deste romance
mais recente de Chico Buarque, temos um rico
material para repensarmos, sorrindo, o problema
da nossa identidade: quem somos nós,
afinal?

(Leandro Konder, Jornal do Brasil, 18/10/2003)

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

Recentemente, a imprensa divulgou uma proposta de financiar as universidades por meio da Lei de Incentivos Fiscais. Seriam permitidas deduções do Imposto de Renda de entidades que investirem em bolsas de estudo, reformas, pesquisas e outras ações. A proposta seguiria o mesmo princípio da Lei Rouanet, que já garante isenção de tributos para empresários que destinam seus impostos a atividades culturais e esportivas. Fica difícil decifrar o que está por trás desse projeto. Aos desavisados, a proposta soará como ideia brilhante que salvaria a pesquisa e o ensino superior do Brasil. Aos conhecedores das motivações escusas da política cultural vigente, fica a dúvida: a trama pode estar envolta em ingenuidade e boa-fé, mas pode também ser fruto de estratégias voltadas à privatização total e definitiva do ensino superior, cada vez mais tratado como mercadoria.

(Jorge Antunes, "O financiamento das universidades e a tramóia dos privatistas". Correio Braziliense, 16/3/2009, p. 13, adaptado)

Sobre a proposta de financiar as universidades por meio da Lei de Incentivos Fiscais, depreende-se do texto acima que

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

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Os trechos abaixo constituem um texto adaptado do Editorial de O Globo, de 24/8/2009, mas estão desordenados. Ordene-os nos parênteses e indique a opção que corresponde à sequência correta.

( ) Até mesmo em países com regras rígidas (França e Alemanha, por exemplo), sindicatos perceberam a gravidade desse momento e aceitaram negociar reduções temporárias de jornada de trabalho com respectiva diminuição de salários e benefícios, em contrapartida à manutenção de empregos.

( ) A recente crise econômica mundial - que por pouco não empurrou o planeta para uma depressão tão terrível como a de 1929-1934 - mostrou, na prática, a importância de se ter fl exibilidade nos contratos de trabalho.

( ) Diante de tal experiência, a insistência em se discutir uma redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (sem alteração de salários) parece esdrúxula. Mudar uma das bases das regras contratuais em meio a uma conjuntura ainda nebulosa representa enorme risco para os trabalhadores.

( ) Dessa forma, o impacto da crise sobre o mercado de trabalho, especialmente no Brasil, não chegou a ter a dimensão trágica que a crise certamente causaria em outra situação, de mais rigidez nas regras contratuais. E isso sem dúvida contribuiu para abreviar o período recessivo.

( ) No Brasil ocorreu algo semelhante àqueles países. A indústria demitiu, mas, em alguns setores (mineração, siderurgia, bens de consumo duráveis), o quadro teria sido pior não fosse a possibilidade de se recorrer a férias coletivas, licenças parcialmente remuneradas, banco de horas etc.

Os fragmentos abaixo foram adaptados do texto Crescer, mas com eqüidade, de Luciano Coutinho, publicado na Folha de S. Paulo, de 19 de fevereiro de 2006. Ordene-os para que componham um texto coerente e coeso.


( ) A possibilidade de retomar crescimento acelerado, com juros muito mais baixos e com fi rme elevação da taxa de investimento, pode abrir novas perspectivas para tal crescimento.


( ) Não há no mundo sistema socioeconômico tão desigual, com nível de renda per capita semelhante ao nosso: o crescimento pífio produziu mobilidade social descendente, queda do emprego formal e explosão da informalidade.


( ) Mas se um crescimento rápido viabiliza a expansão da renda e do emprego formal, como é sabido pela nossa experiência nos anos 70, ele não garante a distribuição mais abrangente de benefícios.


( ) Isso, combinado com a sustentação de juros reais elevadíssimos no circuito da dívida pública, agravou ainda mais a concentração de renda (tornando efêmeros os ganhos distributivos da estabilidade monetária)

A ordem obtida foi

Leia o texto para responder à questão 06.

Em 2003, são poucos os que ainda acreditam
no mito da globalização. A economia mundial
segue enfrentando um futuro incerto, e a
guerra voltou a ocupar um lugar de destaque
nas relações internacionais. Nessas relações,
os Estados Unidos acumulam um poder militar
inquestionável, mas as grandes potências
divergem cada vez mais sobre a estrutura e
funcionamento da nova ordem política mundial,
em construção depois do fim da Guerra
Fria. Nesse contexto internacional, a maior
parte dos países latino-americanos já deixou
para trás
a opção dos anos 90 pelas políticas
neoliberais. Mas tem sido difícil encontrar novos
caminhos econômicos. Ainda não existe
uma consciência clara, nem mesmo um consenso,
de que essa mudança de rumo envolve,
necessariamente, uma redefinição da
política externa do continente.

(Adaptado de José Luís Fiori, "O Brasil no mundo: o
debate dapolítica externa")

Assinale a substituição sugerida que prejudica o sentido original ou a correção gramatical do texto.

No texto a seguir, assinale o trecho que foi transcrito de forma gramaticalmente correta quanto ao emprego das preposições.

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