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1 Embora não tivessem ficado claras as fontes geradoras de quebras da paz urbana, o fenômeno social marcado pelos movimentos populares que tomaram as ruas das grandes 4 cidades brasileiras, em 2013, parecia tendente a se agravar. As vítimas das agressões pessoais viram desprotegidas a paz e a segurança, direitos sagrados da cidadania. Todos 7 foram prejudicados. Pôde-se constatar que, em outras partes do mundo, fenômenos sociais semelhantes também ocorreram. Lá como 10 cá, diferentes tipos de ação atingiram todo o grupo social, gerando vítimas e danos materiais. Nem sempre a intervenção das forças do Estado foi suficiente para evitar prejuízos. 13 Do ponto de vista global, notou-se que a quebra da ordem foi provocada em situações diversas e ora tornou mais graves as distorções do direito, ora espalhou a insegurança 16 coletivamente. Em qualquer das hipóteses, a população dos vários locais atingidos viu-se envolvida em perdas crescentes. Internet: (com adaptações).

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue os itens de 5 a 10.

Depreende-se das ideias do primeiro parágrafo do texto que a identificação da origem do fenômeno social representado pelos movimentos sociais ocorridos em 2013 seria suficiente para evitar que eles se agravassem.

Texto I - itens de 1 a 20
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que seconfiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta decoleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos,de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.

Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).

De acordo com as idéias do texto I, julgue os itens seguintes.

Temporariamente, a valorização da leitura dos jovens deixa
de ser foco das discussões, para reaparecer, depois, em
épocas próximas aos vestibulares.

Texto I - itens de 1 a 20
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que seconfiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta decoleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos,de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.

Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).

De acordo com as idéias do texto I, julgue os itens seguintes.

Ao afirmar que "a escola é direito de todos e dever do
Estado" (l.10-11), Marisa Lajolo exime a família de
participar do processo de formação das crianças na educação
básica.

    A cidadania na cidade inteligente é matéria complexa. Recente evento corporativo para o setor público promovido por uma multinacional de tecnologia definiu o cidadão como um consumidor de serviços. Um dos responsáveis por esse argumento é o economista Albert O. Hirschman. Em 1970, Hirschman publicou estudos relacionando a fidelidade de pessoas a empresas e a governos com a capacidade de escuta dessas organizações.

    De acordo com Hirschman, não atentar às necessidades de seu público fará com que ele procure alternativas: a competição no caso de firmas e a oposição no caso de governos. Segundo o autor, escutar seu público e levar em conta suas considerações garantiria a qualidade no serviço prestado, o que, por sua vez, criaria lealdade para com a organização ofertante. Por trás desse estudo, está a ideia de que um governo e uma firma possam, em certa medida, funcionar da mesma maneira. Ainda que isso seja em parte possível, tal fato não torna o cidadão um consumidor, muito pelo contrário.

    Vejamos. Se um bem público fosse um bem de consumo, ele poderia ter seu acesso controlado pelo preço, regulado por oferta e demanda. Bens públicos são públicos justamente porque são bens não rivais e não possuem paralelo de possibilidade de oferta, ou são essenciais e seu provisionamento em quantidade, qualidade e tempo hábil desafia a lógica empresarial e de mercado.

    Em saneamento, por exemplo, limitar sua oferta implica incremento de doenças e aumento de custos com saúde pública. E a alternativa, não gastar com isso, é a morte. Portanto, não se trata de condições normais de mercado, mas de investimento social, de sua obrigatoriedade. Isso posto, é natural perguntar se não seria necessário garantir o direito de cidadania antes do de consumo.

     É importante ter em mente que o cidadão não é — e jamais será — um consumidor, mas, sim, um beneficiário. Bem público não é bem de consumo, mas direito político pleno de acesso e usufruto. Entretanto, isso não significa que não se deva procurar eficiência e rentabilidade na economia do setor público. Tampouco implica abandonar pleitos por qualidade. Mas resulta em perceber que a qualidade está subscrita ao direito de acesso e usufruto, e não à possibilidade de seu consumo.

André Leiner. O cidadão, o consumidor e as cidades inteligentes. Internet: (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
Para o autor do texto, os bens públicos são bens de consumo e seu acesso deve ser controlado pelo preço, regulado por oferta e demanda.
Brasília – DF, 24 de outubro de 2012.Assunto:   retificação do Relatório Justiça em Números no                 sítio do Conselho Nacional de Justiça                 Senhor Presidente,                Como é do conhecimento de Vossa Excelência, oDepartamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacionalde Justiça oferece aos tribunais a oportunidade de retificaremos respectivos dados após publicação dos relatórios doSistema Justiça em Números. Em abril de 2012, o TJDFTpromoveu, na base de dados desse sistema, a correção deseus indicadores relativos aos anos de 2009, 2010 e 2011.               Entretanto, no Relatório Justiça em Números 2010,publicado no sítio desse Conselho, não se considerou ascorreções efetuadas pelo TJDFT nos seus mencionadosindicadores, o que implicou na apresentação, nesse referidorelatório, de informações equivocadas a respeito desta Corte deJustiça.               Como o resultado apresentado não reflete a realidadeda Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, solicita-se aVossa Excelência a republicação do Relatório Justiça emNúmeros ou, caso não seja possível, a publicação de erratascom os dados corretos referentes ao TJDFT.              Respeitosamente,                  Desembargador Fulano                         Presidente doTribunal de Justiça do Distrito Federal e dos TerritóriosConsiderando as disposições do Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o seguinte item, relativo ao documento oficial acima, reproduzido, com adaptações, do sítio www.tjdft.jus.br.
O conteúdo e a estrutura do documento estão adequados para uma exposição de motivos, pois propõem a uma autoridade hierarquicamente superior sugestão de medida a ser adotada: a retificação de informações constantes no Relatório Justiça em Números 2010.

Considerando que os fragmentos incluídos nos itens que se
seguem, na ordem em que são apresentados, constituem partes
sucessivas de um texto adaptado de O Globo (18/12/2008),
julgue-os quanto à correção gramatical.

Em apenas cinco meses, o barril perdeu toda a valorização acumulada nos últimos dois anos.

It has become clear that preventive diplomacy is only one
of a class of actions that can be taken to prevent disputes from
turning into armed conflict. Others in this class are preventive
deployment of military and(or) police personnel; preventive
humanitarian action, for example, to manage and resolve a
refugee situation in a sensitive frontier area; and preventive
peace-building, which itself comprises an extensive menu of
possible actions in the political, economic and social fields,
applicable especially to possible internal conflicts.
All these preventive actions share the following
characteristics: they all depend on early warning that the risk of
conflict exists; they require information about the causes and
likely nature of the potential conflict so that the appropriate
preventive action can be identified; and they require the consent
of the party or parties within whose jurisdiction the preventive
action is to take place.

The element of timing iscrucial. The potential conflict
should be ripe for the preventive action proposed. Timing is also
an important consideration in peace-making and peace-keeping.
The prevention, control and resolution of a conflict is like the
prevention, control and cure of a disease. If treatment is
prescribed at the wrong moment in the evolution of a disease, the
patient does not improve, and the credibility of both the treatment
and the physician who prescribed it is compromised.

Internet: (with adaptations).

Based on text II, it can be concluded that

the resolution of a conflict can be compared to the cure of a disease.

Texto CG1A1-I
1 Grandes companhias globais falam muito em
sustentabilidade ambiental e descarbonização de sua produção,
mas o que fazem na prática é insuficiente. A implementação de
4 programas de sustentabilidade corporativa tem sido lenta,
conforme estudo de dois professores do International Institute
for Management Development (IMD), instituto de
7 administração sediado na cidade suíça de Lausanne.
Dos executivos consultados em outra pesquisa
realizada pelo IMD, 62% consideram estratégias de
10 sustentabilidade necessárias para serem competitivos
atualmente, e outros 22% dizem que isso será importante no
futuro. Sustentabilidade é vista como uma abordagem de
13 negócios para criar valor a longo prazo, levando-se em conta
como uma companhia opera nos ambientes ecológico, social e
econômico.
16 Em pesquisa com dez setores industriais ao longo de
três anos, os dois professores do IMD concluíram que, ao
contrário do otimismo gerado pelo Acordo de Paris para
19 combater a mudança climática e pelos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, as iniciativas
nas empresas deixam a desejar. Na pesquisa, eles constataram
22 que menos de um terço das companhias desenvolveram casos
de negócios claros ou proposições de valor apoiadas em
sustentabilidade. Além disso, apenas 10% das empresas estão
25 conseguindo captar o valor total da sustentabilidade, enquanto
muitas companhias restam presas na “divulgação”. Alguns
setores têm melhores resultados na implementação de
28 programas de sustentabilidade, como o setor de material de
construção, em comparação ao de telecomunicações.
Os professores alertam que o tempo está esgotando.
31 Estudos mostram que a poluição de carbono precisa ser cortada
quase pela metade até 2030 para evitar 1,5 grau de
aquecimento do planeta. Isso requer revisões ainda mais
34 drásticas das indústrias globais e dos governos.
Os dois professores destacam que os investidores
reconhecem cada vez mais o impacto, para a sociedade, das
37 empresas nas quais investem. Eles notam que a necessidade de
desenvolver modelos de negócios mais sustentáveis está
aumentando tão rapidamente quanto os níveis de dióxido de
40 carbono na atmosfera. E sugerem um forte senso de foco que
chamam de “vetorização”, que inclui programas de
sustentabilidade corporativa mais acelerados.
43 Os pesquisadores alertam que companhias que
trabalham em boas causas sem relação com seus negócios
centrais tendem a ser menos efetivas.
Assis Moreira. Valor econômico, 18/3/2019.
Internet: <valor.globo.com> (com adaptações).
Considerando as informações veiculadas no texto CG1A1-I, julgue o item seguinte.
O texto informa que os investidores levam em consideração o impacto social das empresas nas quais investem, o que é comprovado pelo estudo mencionado no segundo parágrafo.

A Polícia Federal desferiu um dos maiores golpes na
história do tráfico de drogas sintéticas no Rio, cuja característica
é muito distinta do praticado nos morros da cidade. Os policiais
cumpriram mandados de prisão por todo o país - só no Rio
foram utilizados 22 agentes e presas 42 pessoas, a maioria jovens
de classe média alta moradores da Zona Sul. Eles utilizavam um
esquema de mulas (pessoas usadas para transportar a droga), que
levavam cocaína para o exterior e traziam ecstasy, LSD e haxixe.
As operações se estenderam por Brasília, Paraná, Santa Catarina,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas, Bahia e Pernambuco.

Jornal do Brasil, 12/2/2009, p. A2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a
importância e as ramificações do tema nele abordado, julgue os
itens seguintes.

Não raro, áreas urbanas carentes costumam ser dominadas por organizações criminosas que nelas atuam e que, muitas vezes, exercem papéis típicos do poder público.

Os jovens do Norte e do Nordeste do Brasil estão muito
mais vulneráveis à violência do que os do principal eixo
metropolitano do país. Maceió é a capital mais violenta para
quem tem entre 12 e 29 anos de idade, seguida por outras seis
capitais dessas regiões. São Paulo é a mais segura para a
juventude. O Rio é a oitava capital mais violenta e está na
64.ª posição entre as 266 cidades com mais de 100 mil habitantes.
A cidade mais violenta do Brasil para os jovens é Itabuna, na
Bahia.

O ranque foi divulgado pelo Ministério da Justiça e pelo
Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que desenvolveu um
indicador inédito, o índice de vulnerabilidade juvenil à violência
(IVJV), a partir de cinco diferentes indicadores sociais: taxa de
homicídios; mortes em acidentes de trânsito; empregabilidade e
educação; pobreza; e taxa da desigualdade social.

O Globo, 25/11/2009, p. 14 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerandoa
abrangência do tema e sua importância para a compreensão do
quadro social brasileiro dos dias atuais, julgue os itens que se
seguem.

Por sua proximidade geográfica com grandes centros mundiais produtores de drogas, como a Colômbia e a Bolívia, por exemplo, as capitais da região Norte abrigam os principais grupos e facções do crime organizado que se encarregam de abastecer e controlar o mercado consumidor de cocaína nas demais regiões do país.


Conforme as ideias contidas no texto II,

a fase do inquérito policial em que são coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular da ação penal é denominada opinio delecti.

      Ele entrou tarde no restaurante. Poderia ter uns sessenta anos, era alto, corpulento, de cabelos brancos, sobrancelhas espessas e mãos potentes. Num dedo o anel de sua força. Sentou-se amplo e sólido.
      Perdi-o de vista e enquanto comia observei de novo a mulher magra de chapéu. Ela ria com a boca cheia e rebrilhava os olhos escuros.
       No momento em que eu levava o garfo à boca, olhei-o. Ei-lo de olhos fechados mastigando pão com vigor e mecanismo, os dois punhos cerrados sobre a mesa. Continuei comendo e olhando. O garçom dispunha os pratos sobre a toalha. Mas o velho mantinha os olhos fechados. A um gesto mais vivo do criado ele os abriu com tal brusquidão que este mesmo movimento se comunicou às grandes mãos e um garfo caiu. O garçom sussurrou palavras amáveis abaixando-se para apanhá-lo; ele não respondia. Porque agora desperto, virava subitamente a carne de um lado e de outro, examinava-a com veemência, a ponta da língua aparecendo — apalpava o bife com as costas do garfo, quase o cheirava, mexendo a boca de antemão. E começava a cortá-lo com um movimento inútil de vigor de todo o corpo. Olhei para o meu prato. Quando fitei-o de novo, ele estava em plena glória do jantar, mastigando de boca aberta, passando a língua pelos dentes, com o olhar fixo na luz do teto. 

Clarice Lispector. O jantar. In: Laços de família: contos.
Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações).

Julgue o item que se seguem, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

O texto narra, de forma breve, o comportamento de um homem durante um jantar.

Texto para as questões de 13 a 15

1 Uma das conclusões do estudo do CEJA a respeito do
índice de acesso global à informação via Internet é que,
embora a maioria dos tribunais e órgãos do Ministério Público
4 dos países das Américas conte com sites institucionais, ainda
existem grandes diferenças nos níveis de informação neles
contidos.
7 A comparação entre os levantamentos realizados em
2004 e 2006 mostra que, em geral, os avanços relevantes
observados nos países nesse período estão relacionados à
10 ampliação da publicidade dos atos administrativos e
jurisdicionais, além da veiculação de mais informações sobre
recursos econômicos do sistema judicial e sua gestão pelas
13instituições.
Por outro lado, chamam atenção a ausência de avanços
e até mesmo a existência de retrocessos relacionados à falta
16 de atualização dos conteúdos dos sites dos tribunais quanto à
carga de processos e ao desempenho das instituições.

Idem, ibidem (com adaptações).

Com base no texto, assinale a opção em que a referência indicada para o primeiro elemento está incorreta.

O dia 20 de janeiro de 2009 foi o dia O. A posse de
Barack Obama foi fato celebrado em todo o mundo. Há quase um
trator ideológico a apresentá-lo como um gestor de um novo dia
D, assemelhado simbolicamente ao ano de 1944, quando Dwight
David Eisenhower e Franklin Delano Roosevelt credenciaram-se
às páginas da história ao não terem titubeado, em dia de decisão
fundamental, apesar do frio e das névoas do Canal da Mancha.

José Flávio Sombra Saraiva. O mundo diante do dia O. In:
Correio Braziliense, 25/1/2009, p. 17 (com adaptações).

Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue
os itens de 21 a 25, acerca da chegada de Barack Obama à
presidência dos Estados Unidos da América (EUA) e dos seus
impactos no mundo.

Semelhando ao dia D, a chegada de Obama ao poder fez lembrar homens relevantes para a história dos EUA no século XX, como Eisenhower e Roosevelt.

A Polícia Federal desferiu um dos maiores golpes na
história do tráfico de drogas sintéticas no Rio, cuja característica
é muito distinta do praticado nos morros da cidade. Os policiais
cumpriram mandados de prisão por todo o país - só no Rio
foram utilizados 22 agentes e presas 42 pessoas, a maioria jovens
de classe média alta moradores da Zona Sul. Eles utilizavam um
esquema de mulas (pessoas usadas para transportar a droga), que
levavam cocaína para o exterior e traziam ecstasy, LSD e haxixe.
As operações se estenderam por Brasília, Paraná, Santa Catarina,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas, Bahia e Pernambuco.

Jornal do Brasil, 12/2/2009, p. A2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a
importância e as ramificações do tema nele abordado, julgue os
itens seguintes.

Em consequência do caráter federativo da República brasileira, a instituição policial mencionada no texto é subordinada e dirigida pelos governos estaduais.

It has become clear that preventive diplomacy is only one
of a class of actions that can be taken to prevent disputes from
turning into armed conflict. Others in this class are preventive
deployment of military and(or) police personnel; preventive
humanitarian action, for example, to manage and resolve a
refugee situation in a sensitive frontier area; and preventive
peace-building, which itself comprises an extensive menu of
possible actions in the political, economic and social fields,
applicable especially to possible internal conflicts.
All these preventive actions share the following
characteristics: they all depend on early warning that the risk of
conflict exists; they require information about the causes and
likely nature of the potential conflict so that the appropriate
preventive action can be identified; and they require the consent
of the party or parties within whose jurisdiction the preventive
action is to take place.

The element of timing iscrucial. The potential conflict
should be ripe for the preventive action proposed. Timing is also
an important consideration in peace-making and peace-keeping.
The prevention, control and resolution of a conflict is like the
prevention, control and cure of a disease. If treatment is
prescribed at the wrong moment in the evolution of a disease, the
patient does not improve, and the credibility of both the treatment
and the physician who prescribed it is compromised.

Internet: (with adaptations).

Based on text II, it can be concluded that

preventive diplomacy usually deals with armed conflicts.



Em relação ao texto acima, julgue o item abaixo.

As ideias expressas nas frases “Ser gente parecia uma questão de ponto de vista” (L.28) e “Gente é quem ocupa a posição de sujeito” (L.29) constituem aspectos importantes daquilo que o texto apresenta como ‘perspectivismo ameríndio’ (L.4).

imagem-001.jpg

Com relação aos sentidos do texto acima, assinale a opção correta.

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