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Texto CG1A1-I

       Algumas das primeiras incursões pelos mundos paralelos ocorreram na década de 50 do século passado, graças ao trabalho de pesquisadores interessados em certos aspectos da mecânica quântica — teoria desenvolvida para explicar os fenômenos que ocorrem no reino microscópico dos átomos e das partículas subatômicas. A mecânica quântica quebrou o molde da mecânica clássica, que a antecedeu, ao firmar o conceito de que as previsões científicas são necessariamente probabilísticas. Podemos prever a probabilidade de alcançar determinado resultado ou outro, mas em geral não podemos prever qual deles acontecerá. Essa quebra de rumo com relação a centenas de anos de pensamento científico já é suficientemente chocante, mas há outro aspecto da teoria quântica que nos confunde ainda mais, embora desperte menos atenção. Depois de anos de criterioso estudo da mecânica quântica, e depois da acumulação de uma pletora de dados que confirmam suas previsões probabilísticas, ninguém até hoje soube explicar por que razão apenas uma das muitas resoluções possíveis de qualquer situação que se estude torna-se real. Quando fazemos experimentos, quando examinamos o mundo, todos estamos de acordo com o fato de que deparamos com uma realidade única e definida. Contudo, mais de um século depois do início da revolução quântica, não há consenso entre os físicos quanto à razão e à forma de compatibilizar esse fato básico com a expressão matemática da teoria.


Brian Greene. A realidade oculta: universos paralelos e as leis
profundas do cosmo. José Viegas Jr. (Trad.) São Paulo:
Cia das Letras, 2012, p. 15-16 (com adaptações).

Acerca das ideias e dos sentidos do texto CG1A1-I, julgue o próximo item.

No terceiro período do texto, o adjetivo “determinado” está empregado com o mesmo sentido de decidido.

Texto para as questões de 18 a 20

1 Temos, no Brasil, uma sociedade com salutar
mobilidade e, embora reclame urgente modernização, uma
legislação trabalhista protetora do trabalhador. Há liberdade
4 de imprensa e de organização partidária e sindical. Não é o
caso, evidentemente, de se renunciar a qualquer desses
valores em nome do crescimento econômico. O grande
7 desafio, então, é combinar democracia, Estado provedor e
economia competitiva. Os países nórdicos conseguiram essa
combinação. Claro que a receita deles não pode ser
10 simplesmente repetida aqui. Mas também não se pode
descartar, na partida, essa alternativa como se fosse
absolutamente inviável.

A expressão "essa alternativa" (l.11) retoma a idéia de

Texto para as questões 1 e 2

1 O Tribunal de Justiça do Estado de Roraima,
juntamente com a base aérea de Boa Vista, inaugura
o espaço denominado Centro Sócio-Cultural Santos
4 Dumont, que vai funcionar na antiga sede do
Sindicato dos Servidores do Judiciário.
A casa tem objetivo de incentivar a cultura,
7 projetos, mostras de talentos, exposições de arte, bem
como oferecer cursos nas mais diversas áreas. O local
atenderá tanto servidores do Poder Judiciário,
10 militares do Exército e Aeronáutica domiciliados na
capital, como seus dependentes e membros da
comunidade.
13 Um importante projeto a ser executado é o de
inclusão digital, no qual militares e servidores do
Judiciário em situação de vulnerabilidade
16 socioeconômica terão acesso a computadores e
Internet onde poderão fazer pesquisas de cunho
educativo e receber capacitação de informática básica.

Internet: (comadaptações).

Assinale a opção correta de acordo com as idéias do texto.

Texto para as questões 1 e 2

1 O Tribunal de Justiça do Estado de Roraima,
juntamente com a base aérea de Boa Vista, inaugura
o espaço denominado Centro Sócio-Cultural Santos
4 Dumont, que vai funcionar na antiga sede do
Sindicato dos Servidores do Judiciário.
A casa tem objetivo de incentivar a cultura,
7 projetos, mostras de talentos, exposições de arte, bem
como oferecer cursos nas mais diversas áreas. O local
atenderá tanto servidores do Poder Judiciário,
10 militares do Exército e Aeronáutica domiciliados na
capital, como seus dependentes e membros da
comunidade.
13 Um importante projeto a ser executado é o de
inclusão digital, no qual militares e servidores do
Judiciário em situação de vulnerabilidade
16 socioeconômica terão acesso a computadores e
Internet onde poderão fazer pesquisas de cunho
educativo e receber capacitação de informática básica.

Internet: (comadaptações).

O texto apresentará erro gramatical, caso se substitua


Com relação ao texto acima, julgue os itens de 15 a 24.

O texto comenta a situação do país, refutando, em sua análise, pressupostos - em sua maioria, inscritos, no texto, por meio de pares opositivos - acerca do caráter do povo brasileiro.

Texto 1A18-I

    Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia.
     Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas.

C. Mauch. Considerações sobre a história da polícia. In: MÉTIS: história & cultura, v. 6, n.º 11, jan./jun. 2007, p. 107-19 (com adaptações).  

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue.

A coerência e os sentidos do texto seriam mantidos caso fosse suprimido o artigo “os”, no trecho “desenvolveram-se os vários campos de saber”, no último período do primeiro parágrafo.

Somente a assunção responsável e muito firme de
princípios éticos poderá impedir o homem de utilizar todo o seu
poder e instrumental tecnológico na destruição de um ecossistema
como o amazônico, na busca de matérias-primas e energia para
o seu próprio instrumental e para o aumento do conforto efêmero
de uma minoria insensível, despreocupada e insignificante em
termos populacionais.

Idem, ibidem, p. 106.

De acordo com as idéias do texto acima, julgue os itens seguintes.

O poder humano ainda é pequeno e o instrumental tecnológico disponível é insuficiente para ameaçar a vida de um ecossistema.

1 Pedi ao antropólogo Eduardo Viveiros de Castro que

falasse sobre a ideia que o projetou. A síntese da metafísica dos

povos “exóticos” surgiu em 1996 e ganhou o nome de

4 “perspectivismo ameríndio”.

Fazia já alguns anos, então, que o antropólogo se

ocupava de um traço específico do pensamento indígena nas

7 Américas. Em contraste com a ênfase dada pelas sociedades

industriais à produção de objetos, vigora entre esses povos a

lógica da predação. O pensamento ameríndio dá muita

10 importância às relações entre caça e caçador — que têm, para

eles, um valor comparável ao que conferimos ao trabalho e à

fabricação de bens de consumo. Diferentes espécies animais

13 são pensadas com base na posição que ocupam nessa relação.

Gente, por exemplo, é, ao mesmo tempo, presa de onça e

predadora de porcos.

16 Pesquisas realizadas por duas alunas de Viveiros de

Castro, na mesma época, com diferentes grupos indígenas da

Amazônia, chamavam a atenção para outra característica

19 curiosa de seu pensamento: de acordo com os interlocutores de

ambas, os animais podiam assumir a perspectiva humana. Um

levantamento realizado então indicava a existência de ideias

22 semelhantes em outros grupos espalhados pelas Américas, do

Alasca à Patagônia. Segundo diferentes etnias, os porcos, por

exemplo, se viam uns aos outros como gente. E enxergavam os

25 humanos, seus predadores, como onça. As onças, por sua vez,

viam a si mesmas e às outras onças como gente. Para elas,

contudo, os índios eram tapires ou pecaris — eram presa.

28 Ser gente parecia uma questão de ponto de vista.

Gente é quem ocupa a posição de sujeito. No mundo

amazônico, escreveu o antropólogo, “há mais pessoas no céu

31 e na terra do que sonham nossas antropologias”.

Ao se verem como gente, os animais adotam também

todas as características culturais humanas. Da perspectiva de

34 um urubu, os vermes da carne podre que ele come são peixes

grelhados, comida de gente. O sangue que a onça bebe é, para

ela, cauim, porque é cauim o que se bebe com tanto gosto.

37 Urubus entre urubus também têm relações sociais humanas,

com ritos, festas e regras de casamento.

Tudo se passa, conforme Viveiros de Castro, como se

40 os índios pensassem o mundo de maneira inversa à nossa, se

consideradas as noções de “natureza” e de “cultura”. Para nós,

o que é dado, o universal, é a natureza, igual para todos os

43 povos do planeta. O que é construído é a cultura, que varia de

uma sociedade para outra. Para os povos ameríndios, ao

contrário, o dado universal é a cultura, uma única cultura, que

46 é sempre a mesma para todo sujeito. Ser gente, para seres

humanos, animais e espíritos, é viver segundo as regras de

casamento do grupo, comer peixe, beber cauim, temer onça,

49 caçar porco. Mas se a cultura é igual para todos, algo precisa

mudar. E o que muda, o que é construído, dependendo do

52 observador, é a natureza. Para o urubu, os vermes no corpo em

decomposição são peixe assado. Para nós, são vermes. Não há

uma terceira posição, superior e fundadora das outras duas. Ao

55 passarmos de um observador a outro, para que a cultura

permaneça a mesma, toda a natureza em volta precisa mudar.

Rafael Cariello. O antropólogo contra o Estado. In: Revista piauí, n.º 88, jan./2014 (com adaptações).

 

Em relação ao texto acima, julgue o item abaixo.

Narrado em primeira pessoa e tratando de tema científico, o texto classifica-se como artigo científico, ainda que tenha sido publicado em periódico não especializado.

Texto CG1A1-I
1 Grandes companhias globais falam muito em
sustentabilidade ambiental e descarbonização de sua produção,
mas o que fazem na prática é insuficiente. A implementação de
4 programas de sustentabilidade corporativa tem sido lenta,
conforme estudo de dois professores do International Institute
for Management Development (IMD), instituto de
7 administração sediado na cidade suíça de Lausanne.
Dos executivos consultados em outra pesquisa
realizada pelo IMD, 62% consideram estratégias de
10 sustentabilidade necessárias para serem competitivos
atualmente, e outros 22% dizem que isso será importante no
futuro. Sustentabilidade é vista como uma abordagem de
13 negócios para criar valor a longo prazo, levando-se em conta
como uma companhia opera nos ambientes ecológico, social e
econômico.
16 Em pesquisa com dez setores industriais ao longo de
três anos, os dois professores do IMD concluíram que, ao
contrário do otimismo gerado pelo Acordo de Paris para
19 combater a mudança climática e pelos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, as iniciativas
nas empresas deixam a desejar. Na pesquisa, eles constataram
22 que menos de um terço das companhias desenvolveram casos
de negócios claros ou proposições de valor apoiadas em
sustentabilidade. Além disso, apenas 10% das empresas estão
25 conseguindo captar o valor total da sustentabilidade, enquanto
muitas companhias restam presas na “divulgação”. Alguns
setores têm melhores resultados na implementação de
28 programas de sustentabilidade, como o setor de material de
construção, em comparação ao de telecomunicações.
Os professores alertam que o tempo está esgotando.
31 Estudos mostram que a poluição de carbono precisa ser cortada
quase pela metade até 2030 para evitar 1,5 grau de
aquecimento do planeta. Isso requer revisões ainda mais
34 drásticas das indústrias globais e dos governos.
Os dois professores destacam que os investidores
reconhecem cada vez mais o impacto, para a sociedade, das
37 empresas nas quais investem. Eles notam que a necessidade de
desenvolver modelos de negócios mais sustentáveis está
aumentando tão rapidamente quanto os níveis de dióxido de
40 carbono na atmosfera. E sugerem um forte senso de foco que
chamam de “vetorização”, que inclui programas de
sustentabilidade corporativa mais acelerados.
43 Os pesquisadores alertam que companhias que
trabalham em boas causas sem relação com seus negócios
centrais tendem a ser menos efetivas.
Assis Moreira. Valor econômico, 18/3/2019.
Internet: <valor.globo.com> (com adaptações).
Considerando as informações veiculadas no texto CG1A1-I, julgue o item seguinte.
Conclui-se da noção de sustentabilidade presente no texto que ser sustentável é incompatível com criar valor.

1 Para a direita a noção de cidadania procura
expurgar a noção de igualdade inerente a este termo.
A cidadania é vista como uma outorgação do Estado ou, no
4 limite, o reconhecimento da igualdade jurídica, que
discrimina e escamoteia o fato de que os direitos, para serem
gozados, necessitam de uma certa homogeneidade social e
7 econômica. Assim, ao absolutizar o nivelamento jurídico dos
indivíduos, este raciocínio opera um escamoteamento das
desigualdades econômicas, sociais, políticas e culturais que
10 permeiam uma sociedade onde as classes sociais, os gêneros,
as etnias e os grupos têm acesso diferenciado e desigual aos
bens materiais e simbólicos.

João B. A. da Costa. Democracia,
cidadania e atores políticos de esquerda.
Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Acerca do texto acima, julgue os itens que se seguem.

A substituição do verbo "expurgar" (L.2) por apagar preserva a correção gramatical e as relações semânticas do texto.

Considerando que os fragmentos incluídos nos itens que se
seguem, na ordem em que são apresentados, constituem partes
sucessivas de um texto adaptado de O Globo (18/12/2008),
julgue-os quanto à correção gramatical.

O cartel alertou ainda que a contínua deterioração dos preços terá impacto negativo nos investimentos para garantir a oferta necessária de petróleo no médio e longo prazos. O governo norte-americano criticou a decisão da OPEP.

A população carcerária do Brasil dobrou entre os anos de 1995 e 2003. No meio da década de 90, havia 148.760 detentos. Hoje existem 308.304 condenados cumprindo pena. O deficit de vagas no sistema penitenciário teve um aumento de 60,7% - de 80.163 vagas para 128.815. O Brasil tem a segunda maior população carcerária da América, com 187,7 presos para cada 100.000 habitantes - os Estados Unidos da América (EUA) têm 740 para cada 100.000 habitantes. Folha de S. Paulo, 10/7/2004, p. C1 (com adaptações). Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o quadro de violência atualmente existente no país e as características do sistema penitenciário brasileiro, julgue os itens subseqüentes.

Um dos problemas mais graves dos presídios brasileiros é a superpopulação carcerária, que enseja problemas que afetam a segurança pública.

A Polícia Federal desferiu um dos maiores golpes na
história do tráfico de drogas sintéticas no Rio, cuja característica
é muito distinta do praticado nos morros da cidade. Os policiais
cumpriram mandados de prisão por todo o país - só no Rio
foram utilizados 22 agentes e presas 42 pessoas, a maioria jovens
de classe média alta moradores da Zona Sul. Eles utilizavam um
esquema de mulas (pessoas usadas para transportar a droga), que
levavam cocaína para o exterior e traziam ecstasy, LSD e haxixe.
As operações se estenderam por Brasília, Paraná, Santa Catarina,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas, Bahia e Pernambuco.

Jornal do Brasil, 12/2/2009, p. A2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a
importância e as ramificações do tema nele abordado, julgue os
itens seguintes.

Na periferia dos centros urbanos brasileiros, crianças e adolescentes que vivem em situação de risco social costumam ser atraídos como mão de obra de grupos e facções dedicados ao crime.

Texto I - itens de 1 a 20
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que seconfiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta decoleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos,de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.

Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).

De acordo com as idéias do texto I, julgue os itens seguintes.

Desde os tempos narrados na Bíblia, o livro ocupa lugar de
destaque na sociedade ocidental.

1 Relação é uma coisa que não pode existir, que não
pode ser, sem que haja uma outra coisa para completá-la.
Mas essa "outra coisa" fica sendo essencial dela. Passa a
4 pertencer à sua definição específica.
Muitas vezes ficamos com a impressão,
principalmente devido aos exemplos que são dados, de que
7 relação seja algo que "une", que "liga" duas coisas. Nem
sempre é assim. O conflito, por exemplo, é uma relação,
como a rejeição, a exclusão. Relação existe sempre que uma
10 coisa não pode, sozinha, dar conta de sua existência, de seu
ser. O conflito, a exclusão são relações, pois ninguém pode
brigar sozinho, e se há exclusão, há alguém que exclui e
13 alguém que é excluído. A percepção da exclusão é, pois, uma
relação dialética, percepção de que algumas coisas
"necessitam" de outras para serem elas mesmas.

Pedrinho Guareschi. Relações comunitárias. Relações de dominação. In: Psicologia social comunitária. Petrópolis: Vozes, 2002, p. 83 (comadaptações).

Acerca das idéias e das estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os seguintes itens.

Em "a rejeição, a exclusão" (R.9), a substituição da vírgula pela conjunção e preserva a coerência e a correção gramatical do texto.

2014_08_25_53fb47bb39f05.https://arquivos.gabarite.com.br/_midia/questao/10b543999908aa3c05502e67e4ed4aac.
Julgue os itens de 1 a 8, no que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima.

Conclui-se do texto que a velocidade do desenvolvimento da ciência e tecnologia impõe a formulação de políticas voltadas ao intercâmbio científico, caso do Ciência sem Fronteiras, cujo objetivo é promover a consolidação, a expansão e a internacionalização da ciência e tecnologia no Brasil.

    Texto
    O astrônomo lê o céu, lê a epopeia das estrelas. Ora,
direis, ouvir e ler estrelas. Que histórias sublimes, suculentas,
na Via Láctea. O físico lê o caos. Que epopeias o geógrafo lê
nas camadas acumuladas em um simples terreno. Um desfile de
Carnaval, por exemplo, é um texto. Por isso se fala de
“samba-enredo”: a disposição das alas, as fantasias, a bateria,
a comissão de frente são formas narrativas.
    Uma partida de futebol é uma forma narrativa. Saber
ler uma partida — esse é o mérito do locutor esportivo, na
verdade, um leitor esportivo. Ele, como o técnico, vê
coisas no texto em jogo que, só depois de lidas por ele, por nós
são percebidas. Ler, então, é um jogo, uma disputa, uma
conquista de significados.
    Estamos com vários problemas de leitura hoje.
Construímos aparelhos aprimoradíssimos que sabem ler.
Leem-nos, às vezes, melhor que nós mesmos. Vi na fazenda de
um amigo aparelhos eletrônicos que, ao tirarem leite da vaca,
são capazes de ler tudo sobre a qualidade do leite, da vaca, e
até (imagino) ler o pensamento de quem está assistindo à cena.
Aparelhos complexos leem o mundo e nos dão recados. A
natureza está dizendo que a água, além de infecta, está
acabando. Lemos a notícia e postergamos a tragédia para
nossos netos. É preciso ler, interpretar e fazer alguma coisa
com a interpretação.
Affonso Romano de Sant’Anna. Ler o mundo.
São Paulo: Global, 2011, p. 8-9 (com adaptações).
Ao afirmar que o astrônomo e o geógrafo leem, respectivamente, estrelas e terrenos, o autor sugere que esses profissionais

O dia 20 de janeiro de 2009 foi o dia O. A posse de
Barack Obama foi fato celebrado em todo o mundo. Há quase um
trator ideológico a apresentá-lo como um gestor de um novo dia
D, assemelhado simbolicamente ao ano de 1944, quando Dwight
David Eisenhower e Franklin Delano Roosevelt credenciaram-se
às páginas da história ao não terem titubeado, em dia de decisão
fundamental, apesar do frio e das névoas do Canal da Mancha.

José Flávio Sombra Saraiva. O mundo diante do dia O. In:
Correio Braziliense, 25/1/2009, p. 17 (com adaptações).

Considerando o texto acima apenas como referência inicial, julgue
os itens de 21 a 25, acerca da chegada de Barack Obama à
presidência dos Estados Unidos da América (EUA) e dos seus
impactos no mundo.

O fim imediato da presença norte-americana no Iraque, com a já realizada retirada das tropas ianques desse país do Oriente Médio, é o fato de maior impacto advindo de Obama.

Julgue (C ou E) os itens abaixo, com base no padrão gramatical
e estilístico da modalidade escrita da língua portuguesa culta.

Antes de mais nada, é preciso aproveitarmos a oportunidade para ressaltarmos as qualidades textuais do relatório, que inclusive contêm a indicação de planos futuros de aproveitamento comercial dos produtos.

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