Questões de Concursos

filtre e encontre questões para seus estudos.

1 Sempre há grande preocupação com a realização de obras em um prédio,
2 especificamente em relação à sua segurança. Por força do art. 1.336, II, do Código
3 Civil, é dever de todo condômino não realizar obras que comprometam a segurança
4 da edificação; dessa forma, o condomínio, representado por seu síndico, pode exigir o
5 cumprimento desse dever. A primeira dúvida que acomete os síndicos é se devem ou
6 não agir quando têm ciência da realização de alguma obra. Se ouvir uma martelada, o
7 síndico já deve solicitar informações sobre uma obra? Ou somente quando algum
8 vizinho reclama? Ou será que o síndico só deve se movimentar se houver algum
9 dano? A resposta é realmente simples: o síndico deve solicitar informações sobre
10 qualquer obra cujo volume justifique sua ação. Esse "volume" é avaliado, por
11 exemplo, com base no número de operários que entram e saem do condomínio, na
12 quantidade de carga e descarga de materiais ou entulhos dos imóveis, nosruídos
13 gerados pelos trabalhos da obra etc.

(André Luiz Junqueira, Revista Bonijuris, abril 2011)

Ainda com referência ao texto, assinale a proposição verdadeira:

Analise as afirmativas a seguir:

I. Adjetivos são palavras que caracterizam um substantivo, conferindo-lhe uma qualidade, característica, aspecto ou estado. A grafia do adjetivo seguinte está correta: fêxado.

II. Adjetivo é a classe de lexema que se caracteriza por constituir a delimitação, isto é, por caracterizar as possibilidades designativas do substantivo, orientando delimitativamente a referência a uma parte ou a um aspecto do denotado.

Marque a alternativa CORRETA:



Só falta agora proibir as canetas


1 O celular é uma arma. A frase tem sido repetida à
exaustão. Logo, a solução é bloqueá-lo ou desligar as antenas
transmissoras nas proximidades dos presídios, mesmo que a
4 medida isole e prejudique centenas de milhares de cidadãos
inocentes, como já ocorre em São Paulo. Em breve,
raciocínio idêntico deverá valer para a Internet, também
7 usada por bandidos, pedófilos e fraudadores cibernéticos.
Ou para automóveis, pois eles matam milhares de pessoas
por ano no Brasil. Ou para a gasolina, porque ela pode
ser 10 usada na fabricação de coquetéis molotov. Ou, ainda, por
absurdo, para as canetas, instrumentos usados para preencher
cheques sem fundos.
13 O grande vilão não é o celular, mas a situação do
sistema penitenciário e a falta de prioridade das questões de
segurança pública no Brasil. Falta quase tudo nospresídios
16 brasileiros: pessoal qualificado, infra-estrutura adequada,
recursos tecnológicos mínimos e fiscalização rigorosa. A
justiça sequer classifica como falta grave o uso do celular
19 pelos presos.
O desligamento das estações retransmissoras mais
próximas é medida precária e vulnerável, porque qualquer
22 delinqüente pode reorientar uma antena remota, até
5 quilômetros de distância, direcionando o sinal do celular
para os presídios. Um único telefone celular GSM de alta
25 sensibilidade permitirá que, dentro do presídio, os presos
captem até o mais tênue sinal e repassem esse aparelho de
mão em mão, usando diferentes chips (SIM cards).
28 Além de pouco eficaz no combate ao crime, esse
tipo de guerra contra o celular está prejudicando mais de
200.000 usuários que moram, trabalham ou transitam nos
31 bairros próximos aos presídios até alguns quilômetros de
distância. Ethevaldo Siqueira. Veja, 31/5/2006 (com adaptações).

Julgue os itens aseguir com base no texto ao lado - "Só falta agora proibir as canetas".

A relação de causa e efeito expressa em "Ou para automóveis, pois eles matam milhares de pessoas por ano no Brasil" (l.8-9) poderia, preservadas a correção gramatical e a coerência textual, ser reescrita da seguinte forma: Ou mesmo para veículos que matam, por ano, milhões de brasileiros.

Com base na estrutura e nos processos de formação das palavras, assinale a alternativa INCORRETA:
Examine o trecho a seguir, extraído de um dos discursos do orador Rui Barbosa, para responder à próxima questão.

“Mas, senhores, os que madrugam no ler, convém madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. O saber não está na ciência alheia, que se absorve, mas principalmente, nas ideias próprias, que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação, por que passam, no espírito que os assimila. Um sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas ”.
Considere as alternativas a seguir e assinale a que indica um advérbio presente no texto.
Texto I
                Obsolescência programada:
        inimiga ou parceira do consumidor?
Obsolescência programada é exercida quando
um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
permitiria, motivando a compra de um novo modelo
— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
uma resolução melhor pode motivar a compra de um
novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante
para melhoria e aumento da capacidade técnica de
um produto num mercado altamente competitivo. Já
imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
técnico, quando as empresas planejam um produto,
já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
se trata de uma necessidade de sobrevivência no
mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente per-
cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
do produto com relação ao atual padrão de merca-
do, como um smartphone que não roda bem os apli-
cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
não é possível repor acessórios, como carregadores
compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de
trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
substituição de um produto, por meio de upgrades de
hardware, como inclusão de mais memória, baterias
e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
to em que essa troca não compense financeiramente.
Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
produtos mais modernos mantenham a compatibili-
dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
ário não seja forçado constantemente à compra de
um produto mais novo se não quiser. É importante
diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
re quando atualizações cosméticas, como um novo
design, fazem o produto parecer sem condições de
uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência
programada se dá de forma diferente em cada tipo de
equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
uma única função e pode ser usado por anos e anos
sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
em um ano ou dois, dependendo das necessidades
do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
ção ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do
lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
deve ser combatida na restrição que possa causar ao
usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
disponibilizar determinada função que era disponível
pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
por conta disso que membros de uma mesma família
que moram em países diferentes podem conversar
diariamente, com um custo relativamente baixo, por
voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em: <.https://www.
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
No Texto I, em “Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois” (?. 53-55), a palavra Já apresenta o sentido de
         Meu amigo Daniel Chomski, dono do sebo Berinjela, no Rio de Janeiro, surpreendeu-se outro dia usando uma expressão que, em anos de trato com livros, nunca lhe ocorrera pronunciar: “livro físico”. E caiu em si no ato: por que livro “físico” se, até então, todos os livros que haviam passado por suas mãos eram apenas livros - objetos físicos - e não havia motivo para aquele apêndice boboca? 
          É claro que Daniel sabe a resposta e eu também. De algum tempo para cá, as pessoas têm falado de “livro físico” para diferenciá-lo do livro que, a poder de dois ou três cliques, sai de um lugar não sabido do ciberespaço e desembarca numa tabuleta eletrônica chamada, em português castiço, “tablet” - o e-book, ou livro eletrônico, que se lê mais com os dedos do que com os olhos. Considerando-se que o livro “físico”, de papel, existe há cerca de 1500 anos, deveria ter o direito de continuar sendo apenas e somente livro, não? Mas não é o que acontece.
           O mesmo está acontecendo com o CD, o “disco físico” - que, ironicamente, passou a se chamar assim em pleno processo de extinção física -, em contraposição à música que também sai de qualquer lugar e nos entra pelas orelhas quase sem depender de intermediário. 
          E, idem, com o “filme físico”, o DVD, prestes a se tornar um objeto tão pré-histórico quanto uma mandíbula de pterodáctilo. 
         Há pouco, vi pela primeira vez alguém pagando as compras com o celular num supermercado sem caixas. É quase certo que, em breve, as últimas moças que ainda conservarem seus empregos serão chamadas de “caixas físicas”. E o “dinheiro físico” também ameaça deixar de ser impresso, tal o número de pessoas que hoje pagam até uma bala Juquinha com o cartão. 
         Imagino que, um dia, as pessoas “físicas”, tipo você e eu, também deixaremos de existir. Mas isso é problema de vocês.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 28.12.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a circunstância expressa pelo termo em destaque está corretamente identificada nos parênteses.

Imagem 002.jpg

Considerando-se a correção da frase e o contexto, o termo sublinhado pode ser substituído pelo que vem entre parênteses em:

Em que opção a forma verbal destacada está correta, de acordo com a norma padrão?

Imagem 001.jpg

O Fórum Social Mundial (FSM) de Belém abre um novo ciclo do movimento altermundialista. O FSM acontecerá na Amazônia, no coração da questão ecológica planetária, e deverá colocar a grande questão sobre as contradições entre a crise ecológica e a crise social. Será marcado ainda pelo novo movimento social a favor da cidadania na América Latina, pela aliança dos povos indígenas, das mulheres, dos operários, dos camponeses e dos sem-terra, da economia social e solidária. (L.1-8)
A respeito do trecho acima, analise as afirmativas a seguir:
I. O termo altermundialista remete à expressão um outro mundo é possível.
II. Há uma ocorrência de voz passiva.
III. O plural de sem-terra poderia ser também sem-terras.
Assinale:

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

SERENIDADE E DISCRIÇÃO NA CALMARIA DA ALMA

(1o§) Optei pelo silêncio e me mantenho em silêncio. Parei de falar quando percebi que ninguém estava disposto a me ouvir. Daí, então, passei a me sentir mais tranquilo, não somente pelo silêncio da voz, mas pelo silêncio interior. Juntei os dois para entender os outros na forma incrível de falação.

(2o§) Optei pelo silêncio, pois vejo a importância de recatar o que eu sou no que sinto e naquilo que faço. O falar é a prata das emoções, enquanto o calar representa o ouro no peso do seu quilate, logo, tem maior valor.

(3o§) Parei de me importar quando silenciei, pois percebi que milhares de bobagens são desprezíveis para quem se ocupa com o que há de maior valor para os humanos. Parei de dar meu máximo para quem não me dava nem o mínimo. Parei de verdade!

(4o§) Optei pelo silêncio e me mantenho em silêncio. Simplesmente parei de dar meu melhor para as pessoas que não mereciam nem parte disso. Parei de me importar com aqueles que demonstraram viver bem sem meu carinho. Escolhi parar. Acredite! Saiba que foi a melhor escolha que eu poderia ter feito.

(5o§) Parei de me importar quando silenciei. Não acumulei mágoas nem rancores vis, porque está longe de mim guardar sentimentos amargos, por isso parei. Pare com a ideia de que não pode parar.

(6o§) Ao parar de escolher quem na verdade nunca me escolheu, comecei a refletir mais e a ouvir a voz do meu coração. Pare e reflita! Busque edificar sua sabedoria!

(https://www.pensador.com/frase/MTc4NzMzOQ/) - (Acesso 13.05.2021) (Texto adaptado) -

https://www.pensador.com/frase/MTc4NzMzOQ/

Marque a alternativa com informação INCORRETA.

Considere o seguinte excerto: Uma árvore bem gorjeada, com poucos segundos, passa a fazer parte dos pássaros que a gorjeiam. (Manoel de Barros. “Seis ou treze coisas que eu aprendi sozinho”. In: O Guardados de Águas. 2003, p.41.) Os vocábulos sublinhados são classificados, respectivamente, como:
Rios que matam e morrem

Há quem diga que as próximas guerras serão travadas pelo controle da água, cuja disponibilidade vem diminuindo por culpa do homem

        Os números são alarmantes. Segundo a ONU, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas sem acesso adequado à água, ou 1,8% da população
do planeta. Se nada for feito, esse número deve chegar a 3 bilhões em 20 anos. A contaminação das águas é responsável por mais de 10
milhões de mortes por ano causadas por doenças como cólera e diarreia, principalmente na África. No Haiti, um dos países mais miseráveis
do planeta, muita gente mata a sede com o esgoto que corre a céu aberto. Alguns especialistas chegam a prever que as próximas guerras
serão travadas pelo controle da água em vez do petróleo. Não seria uma novidade. No Antigo Egito, o controle das enchentes do Nilo serviu
de pretexto para a conquista de civilizações e territórios. Hoje, a maior expressão de luta armada envolvendo a água está no conflito entre
Israel e Palestina, que tem como pano de fundo o estratégico vale do rio Jordão.
        Parece incrível que a água seja motivo de tanta disputa. Afinal, a Terra não é chamada de “planeta água”? De fato, as águas cobrem
77% da superfície do planeta, mas somente 2,5% são de água doce. E menos de 1% está acessível ao uso pelo homem. Embora a água
existente na Terra seja suficiente para todos, há a dificuldade de distribuição, a população não para de crescer, e a ação humana vem
alterando drasticamente o sistema hídrico. O desmatamento e a impermeabilização do solo nos centros urbanos, por exemplo, quebram o
ciclo natural de reposição da água, secando rios centenários. Alguns rios, como o Colorado, nos Estados Unidos, e o Amarelo, na China,
muitas vezes secam antes de chegar ao mar. Isso sem falar nos frequentes acidentes, como vazamentos de óleo, que causam verdadeiros
desastres ambientais.
        A situação é preocupante, mas com algumas mudanças no comportamento de empresários, do governo e da população, é possível
reverter o quadro em pouco mais de uma década, segundo o geólogo Aldo Rebouças, professor do Instituto de Geociências da Universidade
de São Paulo e um dos organizadores do livro Águas doces do Brasil.
        Nas zonas rurais, muitos produtores aplicam água em excesso ou fora do período de necessidade das plantas. Quanto às indústrias,
bastaria que seguissem a lei: 80% dos resíduos industriais nos países em desenvolvimento são despejados clandestinamente em rios, lagos
e represas.
        Já o usuário doméstico, embora represente a menor fatia de consumo, pode, com sua atitude, influenciar os volumes consumidos pela
indústria e pela agropecuária. Para isso, basta que cada um siga algumas recomendações simples, como varrer a calçada em vez de lavá-la
com a água da mangueira, não lavar a louça ou escovar os dentes com a torneira aberta e não transformar o banho diário em uma atividade
de lazer.
(Karen Gimenez. Superinteressante. O Livro do Futuro. São Paulo: Abril, mar. 2005. Fragmento adaptado)
Transpondo a frase “Os resultados da pesquisa estão sendo analisados pelos cientistas” para a voz ativa, obtémse a forma verbal:
AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 "Não existe uma definição para inteligência artificial (IA), mas várias. Basicamente, IA é fazer com que os
2 computadores pensem como os seres humanos ou que sejam tão inteligentes quanto o homem", explica Marcelo
3 Módolo, professor de Sistemas de Informação da Universidade Metodista de São Paulo. Assim, o objetivo final
4 das pesquisas sobre esse tema é conseguir desenvolver uma máquina que possa simular algumas habilidades
5 humanas e que os substitua em algumas atividades.
6 A inteligência artificial faz parte dos estudos de Ciências da Computação. Os programas utilizam a mesma
7 linguagem de sistemas convencionais, mas com uma lógica diferente. Existem várias maneiras de se fazer essa
8 programação. Em alguns casos, o sistema inteligente funciona com uma lógica simples - se a pergunta for x, a
9 resposta é y. Em outros casos, como os estudos em redes neurais, a máquina tenta reproduzir o funcionamento
10 dos neurônios humanos, em que as informações vão sendo transmitidas de uma célula a outra e se combinando
11 com outros dados para se chegar a uma solução.
12 Existem vários ramos de estudo em sistemas inteligentes, cada um se dedicando a um aspecto específico do
13 comportamento humano. "Por exemplo, há quem estude robôs e se preocupe com a parte motora. Outras áreas se
14 debruçam sobre a fala, com o objetivo de criar máquinas que possam conversar, entender a língua e seus
15 significados", diz Módolo. O professor também afirma que todas as pesquisas são muito especializadas e, por
16 isso, não há ninguém que se dedique a construir uma máquina que reproduza o ser humano em sua totalidade -
17 como acontece em filmes de ficção científica. Também, por essa razão, é muito pouco provável a produção de
18 robôs que se tornem mais inteligentes que os humanos e possam se "rebelar". "Eu não vejo a possibilidade de um
19 androide similar ao homem. Existem pesquisas que tentam fazer com que o computador seja capaz de aprender,
20 mas, mesmo assim, ele continua não tendo conhecimento de mundo", explica o professor.
21 Tudo isso pode parecer muito perto da ficção, mas a inteligência artificial já está presente no cotidiano de
22 todas as pessoas. Por exemplo, no desenvolvimento de videogames que utilizam esse tipo de estudo para criar
23 jogos cada vez mais complexos. "Nos games de futebol, cada jogador tem características muito específicas e
24 próximas às de um competidor real. Ou seja, um é melhor em passe, mas corre menos que o outro. Para simular
25 isso, são aplicadas técnicas de sistemas inteligentes", conta Módolo. Outro exemplo são as máquinas fotográficas
26 que fazem o foco automático no rosto das pessoas ou que disparam ao encontrar um sorriso. Até mesmo nos
27 corretores ortográficos dos processadores de texto de computador, é preciso um sistema inteligente para detectar
28 que há um problema de sintaxe na frase e oferecer uma possível correção. "Muita gente reclama que o corretor
29 sempre erra. Mas é preciso lembrar que, como os sistemas inteligentes simulam o ser humano, eles erram como
30 nós", explica Módolo.
FONTE: https://novaescola.org.br/conteudo/1115/o-que-e-inteligencia-artificial
Os operadores argumentativos “por isso” (L.15/16), e “Até”, (L.26) expressam, no contexto em que se inserem, as ideias de

A extinção do uso da mão-de-obra escrava no Brasil se deu por um processo lento, com vistas à transição para a formação de um mercado de trabalho livre.___1____, a segunda metade do século XIX é um período marcado pela preocupação de constituição e regulamentação legal do uso do trabalho livre no Brasil. A regulação dessas novas modalidades de uso da mão-de-obra contou com a mediação do Estado (Império), que disciplinava os contornos do trabalho livre. ___2___haja uma inexplicável lacuna na bibliografia do direito do trabalho, as leis de locação e serviços de 1830,1837 e 1879 representam o principal marco na experiência de intervenção estatal na contratação do trabalho livre no Brasil. O período de transição da escravidão ___3___ adoção do trabalho livre é longo. A importação de mão-de-obra européia tem início no ano de 1850, __4__ talvez a primeira experiência na importação de colonos pela firma Vergueiro & Cia. Os colonos eram cativados para o paraíso de terras férteis e abundantes __5__ oferta de trabalho livre e passavam a conviver com a mão-de-obra escrava nas fazendas.

(Sidnei Machado - http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/article/ viewPDFInterstitial/1766/1463)

assinale a opção que preenche orretamente as lacunas do texto

Para os filósofos, a ética é o conjunto de princípios que orientam o comportamento humano. Dentro do ambiente de trabalho, o termo já se relaciona mais às regras que ditam como um indivíduo ou grupo devem agir. É importante estabelecer a ética no trabalho, para que as organizações funcionem corretamente e os colaboradores saibam o que é esperado deles, o que também funciona como um canal de transparência para a sociedade. 
(https://www.napratica.org.br/o-que-e-etica-no-trabalho/ - Fragmento)

Para os filósofos, a ética é o conjunto de princípios que orientam o comportamento humano.

As palavras destacadas nesse excerto são, respectivamente,

Texto I

                      Obsolescência programada:  
            inimiga ou parceira do consumidor?
    Obsolescência programada é exercida quando
    um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
    permitiria, motivando a compra de um novo modelo
    — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
    uma resolução melhor pode motivar a compra de um
    novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
    perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
    ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
    necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
    acesso às novidades.
                Planejar inovação é extremamente importante
    para melhoria e aumento da capacidade técnica de
15 um produto num mercado altamente competitivo. Já
    imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
    dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
    entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
    técnico, quando as empresas planejam um produto,
20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
    se trata de uma necessidade de sobrevivência no
    mercado.
             Sintomas de obsolescência são facilmente per-
    cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
    reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
    do produto com relação ao atual padrão de merca-
    do, como um smartphone que não roda bem os apli-
    cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
30 não é possível repor acessórios, como carregadores
    compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
    bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
    de um celular, por exemplo.
            Isso não significa que o consumidor está refém de
35  trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
    substituição de um produto, por meio de upgrades de
    hardware, como inclusão de mais memória, baterias
    e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
    to em que essa troca não compense financeiramente.
40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
    produtos mais modernos mantenham a compatibili-
    dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
    ário não seja forçado constantemente à compra de
    um produto mais novo se não quiser. É importante
45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
    re quando atualizações cosméticas, como um novo
    design, fazem o produto parecer sem condições de
    uso, quando não está.
           É preciso lembrar também que a obsolescência
50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de
    equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
    uma única função e pode ser usado por anos e anos
    sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
    taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades
    do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
    ção ou tela mais brilhante.
    Essa estratégia traz desafios, como geração do
    lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao
    usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
    disponibilizar determinada função que era disponível
    pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
    do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
    gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
    de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
    lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
    por conta disso que membros de uma mesma família
70 que moram em países diferentes podem conversar
    diariamente, com um custo relativamente baixo, por
    voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
    lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
    ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em:
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
No Texto I, em “Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois” (?. 53-55), a palavra Já apresenta o sentido de
As palavras podem exercer outros papéis que não apenas aqueles de sua própria categoria gramatical, o que seria o “pressuposto”. Em qual das construções abaixo, NÃO há uma palavra expressando um pressuposto:

FLEMING DESCOBRE A PENICILINA 

O bacteriologista Alexander Fleming descobriu a penicilina no Hospital St, Mary’s de Londres, e publicou seu achado em setembro de 1929 no “British Journal of Experimental Pathology”. Desde a década de 1920, ele havia mostrado grande interesse pelo tratamento das infecções produzidas pelas feridas. Em 1929, depois de voltar de férias, percebeu que em uma pilha de placas esquecidas antes de sua partida, onde estivera cultivando uma bactéria - Staphylococcus aureus”-, havia crescido também um fungo num lugar em que havia se inibido o crescimento da bactéria. É que esse fungo fabricava uma substância que produzia a morte da bactéria; como o fungo pertencia à espécie Penicillium, Fleming nomeou a substância produzida por ele de “penicilina”. Como pôde provar em experimentos posteriores, na “descoberta” de Fleming interveio uma série de fatores para que se produzissem os resultados que todos conhecemos: a placa não foi colocada para incubar em estufa de 37°C - o crescimento da bactéria teria ultrapassado o do fungo - e, além disso, a temperatura do laboratório não foi superior a 12°C. Parece que houve uma onda de frio em Londres naquele verão de 1929. A molécula de penicilina era muito instável e, depois de muito tempo tentando purificá-la - embora mais tarde se tenha provado que era muito efetiva só parcialmente purificada -, Fleming desistiu de continuar trabalhando nisso. Foi só em 1938 que um grupo de cientistas liderados por Ernst b. Chain e pelo professor Howard Florey na Universidade de Oxford deu continuidade a esses trabalhos com pesquisas posteriores. Os ensaios clínicos efetuados com o material parcialmente purificado tiveram um sucesso espetacular. Naquela época, em plena Guerra na Europa, a molécula foi levada para os Estados Unidos, onde foi desenvolvida e produzida em grande escala. O primeiro ensaio clínico foi feito em janeiro de 1941 e dois anos depois começou a produção comercial de antibióticos nos Estados Unidos. Acabada a Segunda Guerra Mundial, as empresas farmacêuticas entraram na produção de penicilina de forma competitiva e começaram a buscar outros antibióticos. Fleming havia lhes mostrado a direção correta. Apesar dessa grande descoberta, os antibióticos não foram difundidos de maneira igual no planeta. Além disso, nas sociedades mais industrializadas existe uma prescrição muito alta de antibióticos, de maneira que com frequência eles perdem a eficácia por causa do uso continuado que fazemos deles. (365 Dias que Mudaram o Mundo. Planeta. São Paulo: 2014, p. 550).

No que se refere aos substantivos coletivos, assinale a alternativa INCORRETA:
Analise o emprego das conjunções nas assertivas abaixo e assinale, correta e respectivamente, a ideia expressa por cada uma delas. I. Ela não irá ao parque, porque haverá prova no mesmo dia. II. Ele ficará feliz, se você for visitá-lo. III. Ela estudou, a fim de passar no concurso.
Página 36