Leia a reportagem a seguir.

A estudante Taylane Lima, 23, mora na comunidade Manoel Marques, às margens da rodovia AC-90, conhecida como Transacreana, na periferia de Rio Branco. Composta por 15 famílias, a comunidade está localizada a 3 quilômetros de Riozinho do Rôla, um dos principais afluentes do Rio Acre. Sem chuvas e com a diminuição do lençol freático, todos os açudes que abastecem a vila também secaram, afirmam os moradores.(...)

Disponível em: <https://brasil.mongabay.com/2021/12/de-enchentes-a-secaacre-enfrenta-era-dos-extremos-climaticos>. Acesso em: 10 fev. 2024. [Adaptado]

A situação elucidada revela um dos principais problemas ambientais que atinge o bioma amazônico e pantanal nos últimos anos. As transformações em nível global, regional e local afetam de modo contundente a realidade das comunidades acreanas tendo como consequência a falta de água potável. São causadores desses problemas
O Acordo de Paris, assinado durante a 21ª Conferência das Partes, a COP21, é um dos tratados internacionais mais importantes na pauta das mudanças climáticas. Assinado em 2015, seu principal objetivo é
As discussões sobre o aquecimento global e os possíveis impactos para as futuras gerações têm reforçado a relevância do conceito de sustentabilidade. Contudo, esse conceito transcende a esfera ecológica, englobando múltiplas dimensões em sua aplicação e abordagem.

Com base nisso, analise as assertivas a seguir.

I. Dimensão Social: Envolve a promoção da equidade, do acesso universal a direitos básicos e do respeito à diversidade humana.
II. Dimensão Econômica: Envolve a criação e aplicação de tecnologias inovadoras que minimizem impactos ambientais, promovam eficiência energética e melhorem a qualidade de vida.
III. Dimensão Política: Trata da valorização, preservação e transmissão de tradições, saberes e costumes, assegurando que diferentes culturas sejam respeitadas e preservadas.

Está correto o que se afirma em
“Na década de 1970, os desastrosos impactos ambientais do desenfreado crescimento econômico não puderam mais ser ignorados. Começou a se articular a partir da sociedade no mundo inteiro o movimento ambientalista. Este movimento inicialmente reivindicou uma mudança de paradigma, a partir do entendimento que crise ambiental vinha sendo causada pelo consumismo nos países centrais e pela sede de extrair matérias primas para suas indústrias.” (Conselho Indígena Missionário. Dossiê do Acre, 2012. In: https://cimi.org.br. Acesso em 19/08/2021) A esse respeito, assinale a afirmativa correta. I. As Organizações Não Governamentais (ONGs) ambientalistas ganharam importância e se tornaram os principais protagonistas do discurso ambientalista. II. O Relatório Brundtland, publicado em 1987, introduziu a ideia de que o crescimento econômico e o meio ambiente podem e devem ser vistos como não conflitantes. III. A partir da década de 1970, na era do fordismo periférico, e sob o lema progressista “Brasil – Potência 2000”, a ditadura brasileira promoveu a abertura da Amazônia para maciça exploração mineira e madeireira, construção de estradas e criação extensiva de gado. Assinale:
A Bacia Amazônica tem papel fundamental para a economia e o meio ambiente do Brasil. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta:
No mundo ocidental, desde a Revolução Francesa, a memória cultural era preservada por meio de objetos e edificações. No Oriente, outras formas de preservação do patrimônio cultural eram postas em prática: no Japão, por exemplo, são valorizadas as pessoas que detêm e transmitem os saberes ancestrais da fabricação ou da representação cênica, plástica ou ritualística. A partir de 1992, a UNESCO, inspirada nestas experiências, empenha esforços para conservar o patrimônio cultural.

Acerca do assunto tratado no texto precedente, julgue o item que se segue.

Os Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (SIPAM) são uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para reconhecimento de sistemas agrícolas locais para a conservação do patrimônio cultural e socioambiental, a segurança alimentar e nutricional, a proteção dos conhecimentos tradicionais e a conservação dos recursos fitogenéticos.

Leia o trecho a seguir.

“Aquela noite foi inesquecível, pois nossa casa foi inundada em minutos. Não tínhamos outra opção a não ser partir imediatamente”, relembra Bahadur Khan, um refugiado afegão de 60 anos que vive na província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, sobre as enchentes de 2022. Bahadur e sua família haviam suportado as implacáveis chuvas de monção que começaram em junho, mas não estavam preparados para a violenta subida do Rio Cabul meses depois. Em apenas 10 minutos, Bahadur foi forçado a pegar o pouco que podia e fugir com sua família para um terreno mais alto.

ACNUR. Sem Escapatória: Na Linha de Frente das Mudanças Climáticas, Conflitos e Deslocamento Forçado. Disponível em: https://www.acnur.org/br/media/semescapatoria-na-linha-de-frente-das-mudancas-climaticas-conflitos-e-deslocamentoforcado.

O trecho acima exemplifica o problema dos refugiados climáticos. O prognóstico atual é de que esse tipo de situação tenderá a se disseminar no planeta.

Sobre esse tema, assinale a opção incorreta.
Diante dos impactos das mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, diversos países estão engajados na busca de soluções para uma redução rápida e de grande escala de suas emissões de GEE, limitando o aumento da temperatura a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais, como previsto no Acordo de Paris.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.


I. Embora o Brasil seja grande emissor de GEE, seu padrão de emissões difere significativamente da média global. Enquanto as emissões brasileiras decorrem principalmente de mudanças no uso da terra e desmatamento e da agropecuária, nos países do G20 a maioria das emissões está relacionada ao setor de energia.

II. A matriz energética brasileira é mais renovável que a das maiores economias mundiais, o que representa uma vantagem comparativa no contexto da transição energética. Em especial em sua matriz elétrica, o país se destaca com a maior parte da geração oriunda de fontes renováveis, em oposição à média dos demais países do G20.

III. Embora o Brasil se destaque em energias renováveis para a produção de eletricidade, não dispõe de tecnologias para os processos de produção de hidrogênio de baixo carbono, eletrificação e captura e armazenamento de carbono, extremamente relevantes na transição energética.

Está correto o que se afirma em

Para tentar garantir o sucesso do Acordo de Paris, esta geração terá a árdua missão de remover da atmosfera uma enorme quantidade de GEE (Gases do Efeito Estufa). Ainda não é claro, porém, se tecnologias para remoção de GEE existirão na escala necessária para que essa geração possa evitar um colapso climático ao final deste século. (...)


Países como o Brasil têm uma prerrogativa legítima de querer alcançar o 'nível de país desenvolvido'. Com base nisso, o governo atual, ao invés de defender a redução, defende a ampliação da exploração de petróleo. A Organização Nacional da Indústria do Petróleo chegou mesmo a sugerir que a exploração na Margem Equatorial brasileira seria de suma importância para as 'futuras gerações'.


VEJA. Crise climática já condena uma geração inteira a viver no calor extremo. Disponível em: https://veja.abril.com.br/agenda-verde/crise-climatica-ja-condenauma-geracao-inteira-a-viver-no-calor-extremo


O trecho menciona o Acordo de Paris, que completa 10 anos em 2025 e visa reduzir os impactos da atividade humana no planeta.

O texto evidencia que há um conflito entre

Entre os gases de efeito estufa (GEE), assinale o que é mais abundante emitido por intermédio de atividades humanas tais como uso de combustíveis fósseis e queima de florestas, e que é usado como referência para classificar o poder de aquecimento global dos demais gases de efeito estufa.

Esse modelo vincula-se a um compromisso entre três contradições fundamentais: os interesses das gerações atuais diante dos das gerações futuras, os interesses dos países industrializados e os dos países em desenvolvimento, as necessidades dos seres humanos e as da preservação dos ecossistemas.

(Yvette Veyret (org.). Dicionário do meio ambiente, 2012. Adaptado.)


O modelo citado no excerto caracteriza

Ao tratar das memórias do rio Tietê, a Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do governo do Estado de São Paulo diz: “Ao longo de suas curvas sinuosas que atravessam 62 municípios, em seus mais de mil e cem quilômetros de extensão, a história se entrelaça e traz um profundo impacto na vida de muitas pessoas (...), que assim como o rio de água doce, fluem e se misturam.”
Disponível em: https://semil.sp.gov.br. Acesso: 21 abr. 2024.

Sobre o rio em questão, avalie as afirmativas a seguir.

I. Consiste num regulador térmico ao longo de toda a extensão de suas margens.

II. Constitui fonte de renda, alimentação e produção de energia hidrelétrica para moradores de várias cidades do Estado de São Paulo.

III. Teve parte da metrópole paulista construída sobre sua planície de inundação, passando por diferentes tipos de transformações e problemas.


Está correto o que se afirma em
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, compromisso adotado por 193 membros da ONU, representam um plano de ação global para eliminar a pobreza extrema e a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030.

Ao todo são:

A ecologia está em toda parte: Mas que ecologia? “Preservar o meio ambiente é, para a Louis Vuitton, muito mais do que uma obrigação: é um imperativo, um motor de competividade”, explica o grupo especializado em artigos de luxo. Entre 1993 e 2021, o número de países europeus cujo governo conta com um ministro ligado aos partidos da ecologia política passou de um para onze. O bom resultado obtido pelos Verdes nas eleições legislativas alemãs de 26 de setembro de 2021 (14,8%), por exemplo, pode ser mais bem avaliado quando detalhamos as características sociológicas de um eleitorado mais jovem, urbano, ocidental, abastado e feminino. O partido obteve os votos de apenas 8% dos trabalhadores braçais.

(Benoît Bréville e Pierre Rimbert. “Os ecologistas no poder: amornar a fervura”.Le monde diplomatique Brasil, dezembro de 2021. Adaptado.)


O excerto faz um balanço do movimento ambientalista europeu,