A internet tornou-se uma ferramenta de pesquisa com participação e recursos crescentes para a investigação jornalística, inclusive ou especialmente para grandes coberturas. Acerca de tal perspectiva, marque V (Verdadeiro) ou F (Falso). E assinale a sequência correta. Sobre os métodos avançados de apuração, podemos afirmar que... ( ) O acesso mais facilitado a informações por meio da web não dispensa uma das principais habilidades do profissional de jornalismo: a capacitação para interpretar os dados, sem visões imediatistas ou reducionistas. ( ) Se a fonte de informação na internet for "bem recomendada", o profissional de jornalismo pode dispensar as três checagens básicas: procedência do site; nível de atualização; incidência de erros (de informação, ortográficos, gramaticais). ( ) A despeito de a internet ser um espaço 'livre' por princípio, a busca por informações nesta plataforma de mídia está sujeita aos limites éticos. A pesquisa não deve fugir à lei, tampouco aos compromissos com a utilidade pública e com a transparência. ( ) Segundo Nilson Lage, os avanços tecnológicos também não dispensam a articulação com métodos tradicionais de apuração, como a observação direta e a entrevista. ( ) No processo de qualificação das informações jornalísticas, novas tecnologias excluem métodos convencionais de apuração.
Juarez Bahia, em sua obra "Jornal, História e Técnica" (1990) afirma que o Jornalismo Especializado é uma necessidade social porque "resulta do próprio desenvolvimento das relações em sociedade. É uma técnica de tratamento da notícia que se aperfeiçoa paralelamente à evolução dos meios de produção, das tecnologias industriais e comerciais, das aquisições culturais, das pesquisas e experiências científicas" (BAHIA, 1990, p. 214). BAHIA, Juarez. Jornal, História e Técnica: as técnicas de jornalismo. 4 ed. São Paulo 2010. Sobre o conceito de Jornalismo Especializado é correto afirmar que:
Leia o texto a seguir:"Alguns jornais e revistas se mostram mais sensíveis que outros a experiência diferenciada do tempo como valor-notícia: mantêm uma brecha de escape diante do fetichismo do imediato e incluem em sua pauta relatos que parecem encarar o presente como lacuna. Na maioria dos grandes jornais e revistas brasileiros, contudo, essas inserções são cada vez mais raras e ocasionais. Seu tempo, pontual, não importa qual a temática, tende a se exaurir na rapidez, enquanto seus relatos se confundem no ruído tagarela (e emudecedor) da consonância da mídia" (VOGEL, Daise In A ficção do relato jornalístico, SBJor, p. 08, 2005). A fronteira entre ficção e realidade pode ser muito porosa ou até mesmo permeável, sobretudo quando coloca-se em questão a verdade sobre relato jornalístico. Apesar da vocação para o real, pode-se dizer que:
Se o entrevistado disser algo surpreendente, o jornalista deve manter a serenidade e persistir nas perguntas até o esclarecimento completo do assunto. O entrevistador deve ter cuidado para que a entrevista não se transforme em um discurso unilateral e para que não se perca o controle da entrevista. (IAROCHINSKI, Ulisses. Escrevendo para falar no rádio. Curitiba: InterSaberes, 2017, p.186 adaptado). Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens seguintes, acerca da condução de entrevistas para o rádio. I. O entrevistador deve interromper o entrevistado com firmeza e educação se o entrevistado falar sem parar. Pedir para que ele seja mais objetivo e conciso nas respostas. II. O entrevistador concorda quando o entrevistado contextualiza antes de responder uma pergunta. Caso contrário, corre o risco de perder o controle da entrevista. III. O entrevistador repete a pergunta se o entrevistado questionar o que ele quis dizer. Como formulada antes, com mais calma e clareza. Assinale a opção correta.
Sobre a redação do texto no radiojornalismo, analise as afirmações abaixo: I. No rádio, mesmo curta, a matéria jornalística deve responder, imediatamente, às questões clássicas: o que aconteceu? com quem? como? quando? onde? por que? II. Não há necessidade de lide no radiojornalismo. As notas e matérias obedecem a um estilo próprio de roteirização. III. É prerrogativa do texto do radio eliminar o supérfluo para melhorar a compreensão por parte do ouvinte porque o rádio precisa selecionar e focar em informações prioritárias.
As afirmações a seguir referem-se à pauta fotojornalística: I - O fotojornalista deve se preparar da forma mais adequada para a realização de seu trabalho, compreendendo o contexto do assunto e suas particularidades, selecionando câmeras e lentes mais condizentes com o objeto da pauta e antecipando-se junto a seus superiores caso haja necessidade de credenciais ou autorização para ter acesso ao local do fato; II - A pauta fotográfica contém elementos em comum com a pauta noticiosa, como as indicações de data, horário e local e o resumo da matéria, mas terá também elementos específicos como o nome do repórter fotográfico e algumas indicações técnicas voltadas ao campo da fotografia (sugestões de planos fotográficos, perspectivas visuais, personagens de destaque e quantidade de imagens necessárias); III - Não existe pauta especificamente fotográfica no Fotojornalismo: a pauta da reportagem em si é utilizada como único documento capaz de guiar tanto o repórter como o fotógrafo na cobertura do evento planejado. Na ausência de recomendações técnicas ao fotógrafo, cabe ao repórter a definição de como o fotógrafo deve atuar, assim como a escolha da câmera, das lentes e dos planos fotográficos mais adequados. Estão corretas:
Conforme Maria Cicília Peruzzo (1998), as pautas do jornalismo comunitário diferem-se das pautas dos grandes veículos de comunicação, pois no jornalismo comunitário as questões são discutidas no micro e não no macro. Em continuação aos conceitos dessa autora, sobre as transformações dos modelos de atuação do jornalismo, que inclusive, se igualam ao que pensa a maioria dos críticos de jornalismo, é correto afirmar, que: PERUZZO, Maria Cicília K. Comunicação nos movimentos populares. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
Como modalidade do Jornalismo, o Fotojornalismo se adequa ao Jornalismo Especializado. As pautas fotográficas são destinadas a coberturas específicas, nas áreas de atuação das editorias, o que exige do fotógrafo habilidade para produzir imagens de naturezas diferentes. Diante desta observação, assinale alternativa correta:
O assunto: "conquista de um campeonato mundial de natação", será noticiada para o público em geral, com curiosidade quanto à personalidade do atleta e ao ranking da disputa. Para o segmento especialista em treinamento desportivo, será relevante também a preparação do atleta e o ritmo das braçadas. Considerando o texto enunciativo, analise os itens a seguir: I - A informação jornalística é o espaço privilegiado da reportagem especializada. Uma peculiaridade é destinar-se a públicos mais, ou menos, heterogêneos. A máxima heterogeneidade seria a audiência presumível de uma emissora de TV aberta (audiência de massa). A mínima heterogeneidade encontra-se entre leitores de revistas ou sites destinados a aficionados de uma atividade como engenharia naval ou surf. Quanto mais específico o público, mas se pode particularizar a linguagem. II - Há relação entre interesse jornalístico e abrangência de público. Quanto maior o interesse jornalístico, maior a abrangência do público a que a informação se destina. III- A criação de cadernos específicos para áreas como Cultura e Saúde, por exemplo, ou de suplementos especiais de fim de semana, como Literatura ou Decoração, assinala uma tendência consolidada no Jornalismo, que pressupõe conhecimento e domínio do tema por parte do jornalista e que envolve também a adoção de gêneros textuais diversos em um mesmo veículo. IV- Situação predominante no Jornalismo atual é de jornalistas que se especializam para cobrir diferentes áreas de conhecimento. Em seis meses ou um ano de leitura e observação, qualquer jornalista competente é capaz de se "adestrar" para cobrir áreas tão específicas quanto o mercado de capitais ou o setor de saúde de uma metrópole. Assinale a alternativa correta:
Do ponto de vista técnico, escritores de folhetins e jornalistas obrigaram-se a reformar a modalidade escrita da língua, ou aproximando-a dos usos orais ou cultivando figuras de estilo espetaculares; ora exagerando no sentimentalismo, ora incorporando a invenção léxica e gramatical das ruas. Descobriu-se a importância dos títulos, que são como anúncios do texto, e dos furos, ou notícias em primeira mão: o jornal que publicasse primeiro o relato de um fato de interesse público seria lido em lugar dos concorrentes e ganharia pontos na preferência dos leitores em geral para as próximas edições. (LAGE, Nilson, 2001) Na citação inicial, o pesquisador Nilson Lage problematiza Teoria e Técnica de Reportagen para a produção da escrita jornalística em relaçã aos títulos. Vamos imaginar o seguinte cenário: Você chegou para mais um dia de trabalho na redação de um jornal de grande circulação. O chefe de reportagem pediu para você suitar a reportagem da página 3 da edição daquele dia. E o mais importante: o retorno dessa suite tem que ser dado antes do almoço. O que o chefe de reportagem quer que você faça? Escolha a alternativa correta.
São campos de atuação do jornalista especializado: I. Editorias ou Seções de veículos de informação geral, como as de Esporte, Política, Economia, Cultura, Saúde, Comportamento etc. II. Os veículos populares de informação geral, pois oferecem a um público específico um conjunto de assuntos de interesse distinto aos de outros públicos, além de usar uma linguagem própria. III. Veículos segmentados que podem cobrir desde grandes áreas como Cultura ou Música como subáreas (Literatura, Rock, Samba, Instrumentos Musicais, por exemplo). A partir das assertivas acima, assinale a alternativa CORRETA: