O processo produtivo do café integra vários subprocessos, realizados em unidades físicas bem definidas e caracterizadas no tempo e no espaço por elementos arquitetônicos, resultando uma arquitetura específica e original: a fazenda cafeeira. O desenvolvimento tecnológico, ao inovar o processo produtivo, alcançou outros espaços para além da fazenda cafeeira.

Revista História Viva. Disponível em: www2.uol.com.br. Acesso em: 23 jul. 2012 (adaptado).


De acordo com o texto, a produção de café gerou mudanças no espaço urbano, que estão evidenciadas no(a)
“[...] ...Estou residindo na favela. Mas se Deus me ajudar hei de mudar daqui. Espero que os políticos estingue [sic] as favelas.”
(JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2004. p.160)
A partir dos estudos sobre os reflexos do crescimento urbano desordenado, constata-se

A crise do modelo de desenvolvimento brasileiro, perverso e excludente, foi marcada, especialmente, pela concentração de renda. As consequências dessa agravante são observadas por alguns problemas caóticos, como gastos infinitos com segurança pública, vias saturadas e mal planejadas, poluição hídrica e aglomerados urbanos sem infraestrutura.

SOUZA, J. A. et. al. Ocupação Desordenada. In: Revista Conhecimento Prático Geografia, abr. 2010 (adaptado).

No espaço urbano brasileiro, vêm se agravando os problemas socioambientais relacionados a um modelo de desenvolvimento que configurou formas diversas de exclusão social. Uma ação capaz de colaborar com a solução desses problemas é

No alvorecer do século XX, o Rio de Janeiro sofreu, de fato, uma intervenção que alterou profundamente sua fisionomia e estrutura, e que repercutiu como um terremoto nas condições de vida da população.

BENCHIMOL, J. Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro. In: FERREIRA, J.; DELGADO, L. A.N. O Brasil republicano: o tempo do liberalismo excludente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

O texto refere-se à reforma urbanística ocorrida na capital da República, na qual a ação governamental e seu resultado social encontram-se na:

A expansão das cidades e a formação das aglomerações urbanas no Brasil foram marcadas pela produção industrial, e pela consolidação das metrópoles como locais de seu desenvolvimento. Na segunda metade do século XX, as metrópoles brasileiras estenderam-se por áreas de ocupação contínua, configurando densas regiões urbanizadas.

MOURA.R.Arranjos urbano-regionais no Brasil: especificidades e reprodução de padrões. Disponível em: www.http://www.ub.edu.Acesso em: 11 fev. 2015


O resultado do processo geográfico descrito foi o(a)
O combustível mineral constitui tal vantagem para a indústria que as fábricas e dependências deveriam forçosamente, segundo parece, agrupar-se em torno das bacias hulhíferas. No início do século XX, foi assim que se repartiu o trabalho. As cidades industriais espremem-se na vizinhança das minas: a população nelas amontoa-se em multidões densas sobre um solo enegrecido pelos resíduos do carvão, sob um céu fuliginoso onde se busca em vão discernir o sol.

RECLUS, E. O homem e a terra: a indústria e o comércio. São Paulo: Expressão e Arte; Imaginário, 2011.


Uma mudança na produção dos espaços ocorrida no contexto apresentado foi a

Foi-se o tempo em que era possível mostrar um mundo econômico organizado em camadas bem definidas, onde grandes centros urbanos se ligavam, por si próprios, a economias adjacentes “lentas”, com o ritmo muito mais rápido do comércio e das finanças de longo alcance. Hoje tudo ocorre como se essas camadas sobrepostas estivessem mescladas e interpermeadas. Interdependências de curto e longo alcance não podem mais ser separadas umas das outras.

BRENNER, N. A globalização como reterritorialização. Cadernos Metrópole, n. 24, jul.-dez. 2010 (adaptado).

A maior complexidade dos espaços urbanos contemporâneos ressaltada no texto explica-se pela

O consumo da habitação, em especial aquela dotada de atributos especiais no espaço urbano, contribui para o entendimento do fenômeno, pois certas áreas tornam-se alvos de operações comerciais de prestígio com a produção e/ou a renovação de construções, diferente de outras porções da cidade, dotadas de menor infraestrutura. SANTOS, A. R. O consumo da habitação de luxo no espaço urbano parisiense. Confins, n. 23, 2015 (adaptado).
O conceito que define o processo descrito denomina-se
Leia as afirmações abaixo, sobre as bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul.

I - O Rio Grande do Sul possui cinco bacias hidrográficas principais: Bacia Hidrográfica do Guaíba, Bacia Hidrográfica do Uruguai, Bacia Hidrográfica Litorânea, Bacia Hidrográfica do Jacuí e Bacia Hidrográfica do Taquari-Antas.
II - As bacias hidrográficas possuem problemas ambientais conforme as suas características naturais, forma de ocupação e atividades econômicas predominantes.
III - Dentre os problemas ambientais comuns às principais bacias hidrográficas, estão o despejo de efluentes nas águas, a ocorrência de estiagens e enchentes e o assor am nto dos cursos d’água p la retirada da vegetação ciliar.
IV - O despejo de efluentes industriais nos cursos d’água, os altos índic s d poluição do ar por fontes fixas e também por veículos, a grande produção de resíduos urbanos e industriais e o transporte de cargas perigosas, que representam risco à contaminação do solo e da água, são os principais problemas ambientais da Bacia Hidrográfica do Uruguai.

Quais estão corretas?

A urbanização afeta o funcionamento do ciclo hidrológico, pois interfere no rearranjo dos armazenamentos e na trajetória das águas.

CHRISTO FO LETTI, A. Aplicabilidade do Conhecimento Geomorfológico nos Projetos de Planejamento. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (O rg). Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

Os efeitos da urbanização sobre os corpos hídricos apresentados no texto resultam em

Enchente no Rio está entre as mais fatais

dos últimos 12 meses no mundo

As enchentes no Rio de Janeiro esta semana já causaram mais mortes do que qualquer outro incidente semelhante em 2010 em qualquer parte do mundo. Nos últimos 12 meses, a inundação no Rio foi a quinta mais fatal do mundo.

Disponível em: http://www.bbcbrasil.com. Acesso em: 16 abr. 2010.

Além do grande volume de chuva, um fator de ordem socioespacial que provoca a ocorrência de eventos como o citado no trecho da reportagem é

A década de 1980 foi marcada pelo processo que findava o mundo bipolar, cujas potências econômicas e bélicas estavam centradas em dois países: ______________________ e ________________________. O mundo socialista iniciava o seu processo de abertura com o governo de Mikhail Gorbachev, em 1989, com a política de reestruturação econômica denominada de _______________. Essa reestruturação abriu a antiga URSS ao comércio exterior, liberou os preços e as importações, liberou a moeda e reduziu o subsídio à economia interna.
Com base no texto, ASSINALE a alternativa que contém as opções corretas para preencher as lacunas:

De modo geral, os logradouros de Fortaleza, até meados do século XIX, eram conhecidos por designações surgidas da tradição ou de funções e edificações que lhes caracterizavam. Assim, chamava-se Travessa da Municipalidade (atual Guilherme Rocha) por ladear o prédio da Intendência Municipal; S. Bernardo (hoje Pedro Pereira) por conta de igreja homônima; Rua do Cajueiro (atual Pedro Borges) por abrigar uma das mais antigas e populares árvores da capital. Já a Praça José de Alencar, na década de 1850, era popularmente designada por Praça do Patrocínio, pois em seu lado norte se encontrava uma igreja homônima.

SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Museu do Ceará; Secult-CE, 2001 (adaptado)


Os atos de nomeação dos logradouros, analisados de uma perspectiva histórica, constituem

Na primeira década do século XX, reformar a cidade do Rio de Janeiro passou a ser o sinal mais evidente da modernização que se desejava promover no Brasil. O ponto culminante do esforço de modernização se deu na gestão do prefeito Pereira Passos, entre 1902 e 1906. “O Rio civilizava-se” era frase célebre à época e condensava o esforço para iluminar as vielas escuras e esburacadas, controlar as epidemias, destruir os cortiços e remover as camadas populares do centro da cidade.
OLIVEIRA, L. L. Sinais de modernidade na Era Vargas: vida literária, cinema e rádio. In: FERREIRA, J.; DELGADO, L. A. (Org.). O tempo do nacional-estatismo: do início ao apogeu do Estado Novo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
O processo de modernização mencionado no texto trazia um paradoxo que se expressava no(a)

Os dados do recenseamento geral do Brasil de 1991 parecem confirmar a tendência ao movimento que, nos anos de 1970, já se vinha registrando, com o aumento do número de cidades médias. Os municípios com população entre 200 mil e 500 mil habitantes passam de 33 para 85, em 1991.

Santos, M. A Urbanização Brasileira. São Paulo: EdUSP, 2005 (adaptado).

O aumento do número de cidades médias, retratado pelo autor Milton Santos, ainda persiste nos dias atuais no território brasileiro. Uma justificativa para este fato seria:

Mediante o Código de Posturas de 1932, o poder público enumera e prevê, para os habitantes de Fortaleza, uma série de proibições condicionadas pela hora: após as 22 horas era vetada a emissão de sons em volume acentuado. O uso de buzinas, sirenes, vitrolas, motores ou qualquer objeto que produzisse barulho seria punido com multa. No início dos anos 1940 o último bonde partia da Praça do Ferreira às 23 horas.

SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Museu do Ceará; Secult, 2001 (adaptado).

Como Fortaleza, muitas capitais brasileiras experimentaram, na primeira metade do século XX, um novo tipo de vida urbana, marcado por condutas que evidenciam uma

A participação social no planejamento e na gestão urbanos ganhou impulso a partir do Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/2001), que estabeleceu condições para elaboração de planos diretores participativos, instrumentos esses indutores da expansão urbana e do ordenamento territorial que, a princípio, devem buscar representar os interesses dos diversos segmentos da sociedade. No entanto, é notório o limite à representação dos interesses das camadas sociais menos favorecidas nesse processo. Este rumo deve ser corrigido e deve-se continuar buscando mecanismos de inclusão dos interesses de toda a sociedade.
Caderno Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — ODS n. 11: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientese sustentáveis. Brasília: Ipea, 2019.
Qual medida promove a participação social descrita no texto?
O enclave supõe a presença de “muros sociais” internos que separam e distanciam populações e grupos de um mesmo lugar. Tais muros revelam as grandes contradições e discrepâncias presentes nas cidades brasileiras. É aqui que o território merece ser considerado um novo elemento nas políticas públicas, enquanto um sujeito catalisador de potências no processo de refundação do social.
KOGA, D. Medidas de cidades: entre territórios de vida e territórios vividos. São Paulo: Cortez, 2003.
No contexto atual das múltiplas territorializações, apontadas no fragmento, a formação de enclaves fortificados no espaço urbano é resultado da
No século XIX, o preço mais alto dos terrenos situados no centro das cidades é causa da especialização dos bairros e de sua diferenciação social. Muitas pessoas, que não têm meios de pagar os altos aluguéis dos bairros elegantes, são progressivamente rejeitadas para a periferia, como os subúrbios e os bairros mais afastados.

RÉMOND, R. O século XIX. São Paulo: Cultrix, 1989 (adaptado).

Uma conseqüência geográfica do processo socioespacial descrito no texto é a
Trata-se de um gigantesco movimento de construção de cidades, necessário para o assentamento residencial dessa população, bem como de suas necessidades de trabalho, abastecimento, transportes, saúde, energia, água etc. Ainda que o rumo tomado pelo crescimento urbano não tenha respondido satisfatoriamente a todas essas necessidades, o território foi ocupado e foram construídas as condições para viver nesse espaço.

MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001


A dinâmica de transformação das cidades tende a apresentar como conseqüência a expansão das áreas periféricas pelo(a)

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