Questões de Concursos
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Para Maria da Glória Seber, é correta a alternativa:
I. Não são poucos os pais que se envaidecem diante da decifração das letras e da repetição numérica; essa vaidade é inversamente proporcional à idade da criança: quanto mais cedo o filho realizar tal façanha, maior o orgulho demonstrado pelos pais.
II. Para muitos professores, é preciso alfabetizar bem rápido as crianças; se a leitura é mecânica e silabada, não permitindo a apreensão do significado do texto; se algo similar ocorre com a contagem que, embora memorizada, não possibilita sequer o entendimento da “ordem de contar”, nada importa; o essencial é conservar os mesmos procedimentos, orientar a ação educativa em uma única direção: a da submissão da criança às predeterminações dos adultos.
III. É comum a crença de que para as crianças que definitivamente se recusam e, do ponto de vista de seus professores, “fracassam”, a questão é reduzida à “falta de empenho” delas.
IV. Para aquelas que se arrastam, empurrando os conteúdos escolares com a barriga, muitos professores consideram que as aulas de reforço constituem remédio milagroso: é só repetir muitas vezes as matérias dadas e o aprendizado está garantido.
Assinale a alternativa correta, de acordo com Jussara Hoffmann:
I. É desnecessário o compromisso da escola em tornar a criança consciente do direito à educação, capaz de reivindicar uma escola de qualidade.
II. A escola deve compreender as crianças a ponto de auxiliá-las a usufruir seu direito ao ensino fundamental no sentido de sua promoção como cidadãos participantes nessa sociedade.
III. A política de “escola para todas as crianças” é desperdício de dinheiro público, pois nem todas as crianças se interessam pelo estudo.
IV. Se a criança das classes populares for considerada, desde logo, como de futuro impossível, não terá nem tempo justo de provar o quanto poderemos contar com ela.
Para Jussara Hoffmann, é verdadeira a alternativa:
I. Uma escola de qualidade é a que dá conta, de fato, de todas as crianças brasileiras, concebidas em sua realidade concreta.
II. Qualquer referência saudosista a um ensino de qualidade significa, automaticamente, a manutenção de uma concepção elitista do aluno ingressante em qualquer escola.
III. O caminho para o desenvolvimento é uma educação igualitária, que acolha os filhos desta geração em conflito e projete essa geração para o futuro, consciente do seu papel numa possível transformação.
IV. A escola, hoje, insere-se numa sociedade marcada por muita violência, miséria, epidemias, instabilidade econômica e política.