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O Código de Ética Médica (CEM) é um conjunto de normas que estabelece os direitos e deveres dos médicos no exercício da profissão. Ele também define as infrações éticas e as penalidades para quem as cometer.

O CEM é importante para garantir a qualidade do atendimento médico e a segurança dos pacientes. Ele também orienta a conduta dos médicos em relação à sociedade e aos colegas de profissão.

Conforme os ditames do CEM, é correto afirmar que:

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2), uma doença de etiologia multifatorial, está associado a predisposição genética, idade avançada, excesso de peso, sedentarismo e hábitos alimentares não saudáveis, tendo evolução insidiosa e podendo permanecer assintomático por vários anos após o diagnóstico. É importante o seguimento regular para avaliação da efetividade do tratamento e da evolução da doença e suas possíveis complicações.

No que se refere à periodicidade de exames para o acompanhamento, é correto afirmar que pacientes com DM2 devem realizar:

O rastreamento, uma das estratégias para o controle do câncer, figura como a fase inicial de identificação de um grupo populacional que deverá ser submetido a outros procedimentos para receber o diagnóstico final e o respectivo tratamento, quando indicado, envolvendo possíveis benefícios e riscos. Considerando os métodos e as características dos exames para o rastreamento do câncer colorretal, o primeiro teste de suspeição a ser realizado é(são):

Um marco na direção do acesso universal e gratuito à terapia antirretroviral no Brasil foi a Lei Federal nº 9.313/1996. Essa lei foi construída pela aliança entre a sociedade civil organizada, pesquisadores e gestores comprometidos com o enfrentamento da epidemia de Aids. Essa estratégia contribuiu para modificar o cenário epidemiológico da doença no país, aumentou a expectativa de vida e melhorou a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e Aids (PVHA).

Conforme o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos, um critério para a classificação da PVHA como gravemente doente é:

Paciente de 50 anos deu entrada no pronto-socorro com quadro de insuficiência respiratória aguda secundária a estado de mal asmático. Foi tentado suporte ventilatório não invasivo, sem sucesso. Houve necessidade de intubação. Considerando a Sequência Rápida de Intubação para estado de mal asmático, no passo de paralisia com indução, a droga de escolha é:

A leucemia mieloide crônica (LMC) ocorre devido a uma alteração no DNA das células do sangue responsáveis especialmente pelos glóbulos brancos. A superprodução dessas células anômalas afeta os mecanismos de defesa do organismo e, por consequência, a capacidade de combater infecções e manter o corpo saudável. A LMC é um subtipo de leucemia e é responsável por 15% a 20% dos casos da doença.

A LMC ocorre em três fases distintas: crônica (FC), de transformação ou acelerada (FT) e blástica ou aguda (FB). A droga de primeira linha para tratamento na fase de transformação (FT) é:

A síndrome de ovários policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum entre mulheres em idade fértil. Caracteriza-se por alterações hiperandrogênicas e reprodutivas. Sua etiologia envolve predisposição genética e fatores ambientais.

A neoplasia mais prevalente nas mulheres com SOP é o câncer de:

Um paciente de 42 anos foi atendido na UBS com queixa de diarreia, hematoquezia e dor abdominal baixa e tenesmo de início há 5 dias. Ao exame, sem outras manifestações clínicas. Foi indicada colonoscopia, que evidenciou mucosa do reto inflamada apresentando-se com diminuição da trama vascular submucosa e edema. Restante do cólon sem alterações.

O tratamento indicado na fase aguda para o paciente é:

Uma paciente feminina de 30 anos é atendida em ambulatório com queixas, iniciadas há 24 horas, de sensação de sufocamento, palpitações, tremores, sudorese, calafrios, parestesia nos membros superiores, sensação de desligamento do próprio corpo, desconforto torácico e náuseas. Ao exame, encontrava-se eupneica (com hiperventilação intencional, irregular e com pausas), sinais vitais conservados, PA 110/80, SPO2 99%, FC 90, FR 22, glicemia capilar normal. Informou que já teve episódios semelhantes por três vezes nos últimos meses e refere medo de novas crises.

O diagnóstico mais provável para o caso é transtorno:

Uma paciente de 45 anos foi resgatada de incêndio em fábrica de tecidos (identificados no local os seguintes produtos queimados: algodão, seda, madeira, papel, plásticos, esponjas, acrílicos e polímeros sintéticos) e inalou fumaça em grande quantidade. Deu entrada no pronto-socorro com história de quadro inicial de cefaleia, náuseas e vertigem, evoluindo rapidamente com confusão mental, sonolência, taquipneia, hipotensão e bradicardia.

Considerando o quadro de intoxicação exógena acima descrito, o antídoto de primeira linha a ser utilizado na paciente é:

O choque resulta em falência generalizada do sistema circulatório em oxigenar e nutrir o corpo adequadamente; no nível celular, o choque altera a transferência de energia mitocondrial e provoca a produção e o acúmulo de substâncias químicas tóxicas.

O rápido reconhecimento do choque requer a integração de informações da história imediata e do exame físico e é fortemente sustentado pela presença de uma piora do déficit de base ou da acidose lática.

Um critério empírico para diagnóstico de choque circulatório é:

Uma paciente de 40 anos, apresentando lesão nodular na axila D com abscesso recorrente único e com formação de fístulas e cicatrizes, foi avaliada pelo seu médico e classificada no estágio II de Hurley.
A opção de tratamento inicial para a paciente é:

Uma paciente de 26 anos, durante prova de maratona de rua, após correr por mais de duas horas, começou a apresentar quadro de hipertermia (T Ax 39 °C), náuseas e cefaleia, evoluindo com vômitos e confusão mental. Interrompeu a prova e logo em seguida passou a apresentar rebaixamento do nível de consciência e sinais de edema pulmonar.

O diagnóstico mais provável para o caso é:

Paciente masculino de 40 anos, apresentando linfonodos aumentados e palpáveis, de consistência fibroelástica, nas regiões cervical, supraclavicular e inguinal, relatou perda ponderal nos últimos 6 meses (perda > 10% do peso inicial) e passou a ter sudorese noturna profusa, com febre acima de 38 °C. Realizada biopsia linfonodal, foram identificadas células de Reed-Sternberg.

O exame padrão-ouro para a avaliação inicial desse paciente é:

Diversos fatores patogênicos interagem causando a formação de cálculos renais. Entre os fatores de risco, estão idade mais avançada, sexo masculino, obesidade e histórico familiar. Sua incidência depende de fatores geográficos, étnicos, alimentares e genéticos, além de associação com outras patologias sistêmicas.

A patologia elencada abaixo que representa uma doença considerada um fator de risco para urolitíase é:

A cognição é um composto de atenção, orientação, memória, linguagem, habilidade visual-espacial e função executiva. Tanto o delirium quanto a demência afetam a cognição, mas de formas muito diferentes.

A primeira etapa na avaliação dos pacientes que se apresentam ao pronto-socorro com um distúrbio neurocomportamental consiste em se determinar se esse estado representa delirium ou demência por meio da obtenção de um histórico cuidadoso do paciente (quando possível com o próprio, com membros da família e cuidadores) empregando ferramentas de triagem para confusão mental e avaliações cognitivas para demência.

Sobre o quadro de delirium, analise as afirmativas a seguir.

I. Cursa com outros distúrbios da cognição, como na memória, desorientação, linguagem, capacidade visual e espacial ou percepção.

II. O distúrbio se desenvolve num período de tempo curto, constitui uma alteração relativa à atenção e à consciência basais e ocorre de forma linear em intensidade durante o dia.

III. Os distúrbios não são explicados de maneira melhor por outro transtorno neurocognitivo preexistente, estabelecido ou em evolução, e não ocorrem no contexto de um coma.

Está correto o que se afirma em:

O tratamento da tuberculose drogarresistente (TBDR) é um dos maiores desafios para o controle da doença no mundo, especialmente a que envolve resistência à rifampicina, isolada ou combinada a outros fármacos, pois se trata do medicamento mais ativo contra o bacilo da TB. Esquemas sem a rifampicina na sua composição, seja por resistência ou por intolerância, requerem o uso de fármacos de segunda linha e resultam em tratamento com duração mais prolongada, com maior potencial de toxicidade e de pior prognóstico.

Assim como para os casos de TB com sensibilidade aos fármacos, o desenho de esquema terapêutico para TBDR deve contar com pelo menos quatro fármacos efetivos (nunca usados anteriormente ou com elevada probabilidade de que sejam sensíveis), de acordo com a classificação racional dos medicamentos, contendo, pelo menos, dois fármacos essenciais (com capacidade bactericida e esterilizante), mais dois fármacos acompanhantes (ação protetora aos essenciais contra a resistência adquirida).

Uma droga essencial de segunda linha (menos eficazes ou com menor experiência clínica) para tratamento da TBDR é:

A dissecção aórtica (DA) resulta da clivagem longitudinal da camada média da aorta por uma coluna dissecante de sangue. Embora inicialmente considerada de natureza não inflamatória, evidências mais recentes sugerem a presença de infiltração de células inflamatórias na degeneração medial. Sobre a dissecção aórtica, analise as afirmativas a seguir.

I. Apresenta-se com mesma frequência em homens e mulheres.

II. O sexo feminino tem maior probabilidade de apresentar a condição mais tardiamente e com um prognóstico menos favorável.

III. É incomum antes dos 40 anos, exceto se associada a doença cardíaca congênita, doença do tecido conjuntivo ou vasculites inflamatórias.

Está correto o que se afirma em:

Paciente feminina de 52 anos apresenta nodulação endurecida palpável na mama D que tem aumentado de tamanho progressivamente nos últimos meses, com descarga papilar sanguinolenta na mesma mama e presença de linfadenopatia axilar.

Realizada investigação, foi diagnosticado tumor de 1,8 cm (na sua maior dimensão); metástase em linfonodo axilar homolateral, nível II, móvel; e ausência de metástase à distância. O estadiamento da lesão acima descrita é:

A artrite reativa (ARe) pertence ao grupo das espondiloartrites (EpA), doenças reumáticas crônicas que afetam articulações periféricas e axiais, com características clínicas, radiológicas e genéticas semelhantes.

A ARe é definida como uma sinovite estéril imunomediada que se desenvolve em até 4 semanas após infecções gastrointestinais ou genitourinárias.

A identificação de fatores de risco e da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Primária um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. Sobre a artrite reativa, é correto afirmar que:

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