Questões de Concursos
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Nada por aqui
O teste da velocidade de sedimentação das hemácias (VHS) tem sido empregado no diagnóstico de ampla variedade de condições clínicas, na predição e na avaliação da gravidade de doenças e até como um índice geral de saúde, quando seus valores estão dentro da faixa de normalidade. É um teste inespecífico na documentação de processo inflamatório, infeccioso ou neoplásico, servindo também para inferência de sua intensidade e, considerando-se as limitações, da resposta à terapêutica. Diante disso, associe as colunas:
1) Condições associadas a aumento do VHS
2) Condições que dificultam o aumento do VHS
a. Artrite reumatoide
b. Insuficiência renal crônica
c. Mieloma múltiplo
d. Hipofibrinogenemia
e. Anemia falciforme
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta:
A hipertensão provoca alterações patológicas nos vasos sanguíneos e hipertrofia do ventrículo esquerdo e, consequentemente, é a principal causadora de AVC, doenças coronarianas, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e insuficiência renal, entre outras enfermidades no sistema cardiovascular. A respeito dos fármacos usados no tratamento de doenças cardiovasculares e renais, julgue os itens que se seguem.
A amiodarona é um vasodilatador usado no tratamento de hipertensão.
Texto: Eu e a enxaqueca, uma história de amor
1º Eu sou meio figurinha carimbada no circuito de triagem clínica de enxaqueca. Os pesquisadores me adoram, principalmente pelo número prodigioso de crises que tenho: de dez a 12 por mês, em média. “Que coisa fantástica. Uma fonte excelente de dados”, comemorou o coordenador da minha última análise de fármaco quando lhe mostrei o diário exclusivo para as dores de cabeça que mantenho há anos.
2º “Excelente para você”, retruquei. Para mim, representa quase um terço da vida sendo refém do horror da enxaqueca, incluindo os três dias por mês, pelo menos, que passo de cama, consumida pela dor paralisante e a náusea intensa.
3º Experimentei mais de uma dúzia de remédios preventivos e participei de uma série de triagens para medicamentos em teste. Nenhum ajudou; alguns, inclusive provocaram dores horríveis. O fato é que todos foram criados para tratar outros males, e só depois investidos na enxaqueca, depois que pacientes hipertensos, convulsivos e bipolares relataram uma melhora coincidente nas dores de cabeça de que sofriam.
4º Atualmente, participo de uma triagem para um remédio específico. Seu alvo é o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, substância neuroquímica que faz os vasos sanguíneos incharem – e que é o que as pessoas que sofrem desse mal aparentemente produzem em demasia.
5º Pela primeira vez na vida, pareço estar sentindo um certo alívio. E o pior efeito colateral até agora é um otimismo profundo, embora ele venha acompanhado de complicações inesperadas. Depois de anos experimentando todo tipo de medicamento, já não me p
reocupo mais com a ineficácia porque é o que sempre acontece. Percebi desta vez uma nova preocupação: e se desta vez funcionar?
6º Tive a primeira crise de enxaqueca aos 12 anos – e depois veio outra, e outra. A princípio, não sabia o que era. Meus pais achavam que eu era só hipersensível à gripe, problema que eles esperavam e eu dava como certo que ia superar. Adolescente motivada e dedicadíssima, acreditava que todas as portas estavam abertas para mim, em termos de carreira: astronauta, médica, a primeira presidente mulher.
7º Foi só no primeiro ano em Yale que tive minha enxaqueca diagnosticada, quando também me toquei de que não ia superá-la. As portas começaram a se fechar. O fato de ter que passar dias seguidos sem poder me levantar parecia eliminar a possibilidade de carreira em uma profissão da qual dependiam vidas – ou seja, a medicina cirúrgica estava fora de questão. Também desconfiei que as enxaquecas crônicas atrapalhariam uma candidata à presidência muito antes de as dores de cabeça de Michele Bachmann se tornarem manchete. Optei então pelo jornalismo.
8º Já faz mais de 20 anos que a enxaqueca ocupa um espaço central, ainda que indesejável, na minha vida, meio como a irmã detestável que eu nunca tive. Ela também ajudou a moldar a pessoa em que me tornei. E não só me ajudou a desenvolver uma tolerância bem alta à dor, como a aperfeiçoar a técnica do vômito em jato. E, agora que me deparo com a perspectiva quase inimaginável de me livrar da dor para sempre, começo a perceber que nem consigo imaginar a vida sem ela.
9º A possibilidade do surgimento de um remédio “prodígio” gera emoções conflitantes por várias razões. Para começar que, se tivesse sido inventado antes, eu poderia ter me tornado astronauta. E se a solução é realmente tão simples – olha, seu organismo gera esse tal de peptídeo em demasia, está aqui o remédio para inibir a produção –, fica difícil entender por que demorou tanto para ser inventado.
10º A cura também representaria um novo fardo. Dizer que fiz o melhor que pude “apesar da enxaqueca” livra a minha cara por tudo aquilo que não fiz, tipo tornar-me a primeira mulher na presidência. Se esse medicamento funcionar, nada vai me impedir de fazer coisas excepcionais – e, ao mesmo tempo, acabará com a desculpa para não as realizar.
11º Por outro lado, e se foi a enxaqueca que me ajudou a conquistar tudo o que consegui até agora? Scott Sonenshein, professor da Faculdade de Administração Jones da Universidade Rice, afirma que conseguimos realizar mais quando nossos recursos (no meu caso, a saúde) são limitados do que quando são abundantes. “As restrições podem ser motivação para desenvoltura, para a criatividade, estímulo para uma solução melhor dos problemas”, escreve ele em seu livro, Stretch.
12º É fato que, graças à enxaqueca, aprendi muita coisa interessante e útil – como fazer todos os meus trabalhos antes do prazo, para o caso de a dor de cabeça atacar na última hora. Fazer as coisas apesar dela quando absolutamente necessário – e a pegar leve comigo mesma no resto do tempo. Aprendi a pedir ajuda quando precisava. Será que a ausência da enxaqueca me fará menos responsável, menos diligente? Ou fará com que eu me dedique em dobro, sabendo que não vou acabar tendo uma dor paralisante se me esforçar demais? Tenho muitas perguntas em relação a essa possível versão futura de mim mesma. (E uma para a Nasa: qual é o limite de idade para o treinamento dos astronautas?)
13º É claro que, se uma crise de identidade é o preço para acabar com a dor debilitante no meu cérebro, pagarei com muito prazer. Passei décadas sonhando com uma cura, geralmente deitada no quarto escuro, com um saco de ervilhas congeladas contra o rosto. A surpresa é eu sentir qualquer resquício de nostalgia em relação a esses tempos – mas percebo agora que uma parte de mim sentirá saudades.
LATSON, Jennifer
Texto adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saber-viver/eu-a-enxaqueca-uma-historia-deamor-23178050 Acessado em 16/03/2019.
A Portaria n.º 2.616/GM de 1998 instituiu o Programa de
Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), que é um conjunto de
ações deliberada e sistematicamente desenvolvidas com vistas à
redução máxima possível da incidência e da gravidade das
infecções hospitalares. Para a adequada execução do PCIH, os
hospitais devem constituir uma comissão de controle de infecção
hospitalar (CCIH), órgão de assessoria à autoridade máxima da
instituição e de execução das ações de controle de infecção
hospitalar. Acerca desse assunto, julgue os próximos itens.
É de competência da Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar do Ministério da Saúde centralizar as ações de prevenção e controle de infecção hospitalar.
Um paciente pediátrico recebeu a prescrição de dose única de comprimido mastigável de albendazol 400 mg. Na bula do medicamento consta a seguinte informação farmacocinética: no homem, após uma dose oral, o albendazol tem uma pequena absorção (menos de 5%).
Com relação a essa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
Seria mais indicado a esse paciente a prescrição do xarope de albendazol, que é menos concentrado que o comprimido e ocasiona menos efeitos colaterais.Avalie as assertivas abaixo, de acordo com os requisitos técnicos que devem ser exigidos no contrato de aquisição de medicamentos:
I. Os medicamentos devem ser entregues por lotes e data de validade, com seus respectivos quantitativos na nota fiscal.
II. O prazo de validade dos medicamentos não deverá ser inferior a doze meses a contar da data da compra do produto.
III. O medicamento deve ser entregue na embalagem original e com o número do registro emitido pela ANVISA.
IV. O número de lote deve estar especificado na nota fiscal por quantidade de cada medicamento entregue.
Quais estão corretas?
Com relação ao abuso de drogas, julgue os itens seguintes.
A tolerância e a dependência física, independentemente de qualquer outro fator, implicam em uso abusivo e dependência de drogas.
A tiamina é uma vitamina do complexo B presente em tecidos vegetais e animais. Sobre a estabilidade e a degradação dessa vitamina em processamento de alimentos, marque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As perdas de tiamina nos alimentos são favorecidos em pH ácidos.
( ) A tiamina apresenta excelente estabilidade em condições de baixa atividade de água à temperatura ambiente.
( ) Os taninos podem desativar a tiamina, aparentemente, pela formação de vários adutos biologicamente inativos.
( ) A presença de hemeproteínas em alimentos processados protege a degradação de tiamina, fazendo com que carnes processadas se constituem de uma boa fonte dessa vitamina.
A sequência está correta em
Com relação à volumetria de neutralização em meio aquoso e não aquoso, precipitação, oxidação-redução e complexometria, julgue os itens de subsequentes.
Fármacos de caráter básico demasiadamente fraco devem ser titulados em meio aquoso devido às características que apresenta.
Sabendo que foram gastos 30 mL de uma solução 2,5 N de carbonato, para neutralizar 15 mL de uma solução de ácido clorídrico, pode-se afirmar que a concentração deste ácido é de:
O Ministério da Saúde recomenda várias ações para que o diagnóstico de leishmaniose tegumentar (LTA) seja realizado precocemente e o tratamento adequado seja prontamente iniciado. Com relação ao diagnóstico da LTA, assinale a opção correta.
Reações adversas a medicamentos (RAM) representam importantes problemas que podem ocorrer durante o período de terapia de pacientes, sendo causas significativas de hospitalização e atraso no término do tratamento, podendo causar até óbito. A respeito das RAM e das medidas adotadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesse âmbito, julgue os itens a seguir.
O monitoramento pós-comercialização dos medicamentos é um procedimento que complementa as informações obtidas nos ensaios pré-clínicos e clínicos, sendo muito importante para a determinação da real indicação do medicamento, e dos seus efeitos indesejáveis.