Nas últimas décadas, o avanço tecnológico tem ampliado
as possibilidades de realização do geoprocessamento. Uma
das tecnologias em destaque nessa área é o sensoriamento
remoto, caracterizado por
O grasnar de um ganso consiste na emissão de sons por
essa ave quando o ar vibra em sua traqueia com determinadas frequências de ressonância. Considere a traqueia de um
ganso típico como sendo um tubo estreito que se estende ao
longo de seu pescoço, cujo comprimento médio é de 34 cm,
aberto em uma extremidade e fechado na outra. Considerando a velocidade do som no ar igual a 340 m/s, a frequência de
ressonância fundamental da traqueia de um ganso típico é de
Analise um trecho da canção “As caravanas”, composta por
Chico Buarque.
É um dia de real grandeza, tudo azul [...] Quando pinta em Copacabana [...]
A caravana do Irajá, o comboio da Penha. Não há barreira que retenha esses estranhos Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho [...]
Com negros torsos nus deixam em polvorosa A gente ordeira e virtuosa que apela Pra polícia despachar de volta O populacho pra favela Ou pra Benguela, ou pra Guiné. [...]
(Chico Buarque. “As caravanas”. Caravanas, 2017.)
Nessa letra, o compositor
É um dia de real grandeza, tudo azul [...] Quando pinta em Copacabana [...]
A caravana do Irajá, o comboio da Penha. Não há barreira que retenha esses estranhos Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho [...]
Com negros torsos nus deixam em polvorosa A gente ordeira e virtuosa que apela Pra polícia despachar de volta O populacho pra favela Ou pra Benguela, ou pra Guiné. [...]
(Chico Buarque. “As caravanas”. Caravanas, 2017.)
Nessa letra, o compositor
Leia o texto para responder à questão.
O mundo procurado por Colombo mostrava-se esquivo. Mas outro o aguardava, um mundo de riqueza mais fácil de explorar. Na Mesoamérica e na região andina, nas terras habitadas pelos povos conhecidos como astecas e incas e em suas imediações, havia redutos de densos assentamentos e vida urbana, com os quais não se tinha contato. A incorporação do continente americano levaria a Europa a deixar de ser uma região pobre e marginal para se transformar num viveiro de hegemonias globais potenciais.
(Felipe Fernández-Armesto. 1492:o ano em que
o mundo começou, 2017. Adaptado.)
A conquista espanhola dos “redutos de densos assentamentos e vida urbana”, ocorrida no início do século XVI, foi favorecida pelo fato de os incas e astecas
No início de janeiro, um médico começa na cidade de São
Paulo, no horário local de 09h, uma reunião via internet com
pesquisadores localizados em uma faculdade europeia. Nela,
o horário registrado é 12h. Considerando que no momento
da reunião vigora o horário de verão no Brasil, a cidade dos
pesquisadores na Europa está localizada no fuso de meridiano central
Leia o poema do escritor português Fernando Pessoa para responder à questão.
Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz.
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse país por onde erra
Meu longínquo divagar.
Nem se sonha nem se vive:
É uma infância sem fim.
Parece que se revive
Tão suave é viver assim
Nesse impossível jardim.
(Obra poética, 1997.)
Os versos “O sentir e o desejar / São banidos dessa terra.”
(3a
estrofe) podem ser reescritos, sem prejuízo para o seu sentido e respeitando-se a correção gramatical, da seguinte forma:
Os vestígios dessa época, entre 12000 e 8000 anos
atrás, são agora inquestionáveis e ocorrem em várias partes do território brasileiro, o que significa que este já estava
densamente ocupado. Quase todos os sítios são abrigos sob
rocha — não porque os homens neles morassem normalmente, mas porque preservaram melhor os vestígios e são
mais facilmente localizados pelos arqueólogos. Desconhecemos, portanto, as moradias principais, provavelmente edificadas a céu aberto.
(André Prous. O Brasil antes dos brasileiros, 2007.)
O excerto revela aspectos da pesquisa arqueológica sobre os primeiros habitantes do território do atual Brasil. Com base nas informações do texto, pode-se afirmar que:
(André Prous. O Brasil antes dos brasileiros, 2007.)
O excerto revela aspectos da pesquisa arqueológica sobre os primeiros habitantes do território do atual Brasil. Com base nas informações do texto, pode-se afirmar que:
Leia o texto para responder à questão.
No concernente à mão de obra, a economia colonial hispano-americana baseou-se em variadas formas de trabalho compulsório.
A escravidão indígena teve, no conjunto, escassa importância, salvo no “ensaio antilhano”, a inícios do século XVI, e nas regiões de “índios bravos”, reduzidos à escravidão quando aprisionados em guerra. A escravização dos rebeldes (“guerra justa”) era, aliás, a única via de legitimação da escravidão indígena, pois desde cedo a Coroa e a Igreja trataram, com relativo êxito, de combater tais práticas. Mas o sucesso desta política deveu-se, em grande medida, à existência de sistemas tributários pré-coloniais no México, na América Central e nos Andes.
(Ronaldo Vainfas. Economia e sociedade na
América Espanhola, 1984. Adaptado.)
A afirmação do primeiro parágrafo do texto pode ser exemplificada pela
O vinhoto também é conhecido pelos nomes vinhaça,
tiborna ou restilo. Trata-se de um resíduo produzido após a
destilação fracionada do caldo de cana-de-açúcar (garapa)
fermentado, para a obtenção do etanol. É um resíduo poluidor, cuja geração tem sido aumentada na esteira do avanço
do uso do etanol como combustível. Todavia, é possível seu
reaproveitamento e minimização dos impactos ambientais.
(www.novacana.com. Adaptado.)
No Brasil, como principal forma de reaproveitamento e minimização dos impactos ambientais do vinhoto, esse resíduo tem sido usado em maior escala como
(www.novacana.com. Adaptado.)
No Brasil, como principal forma de reaproveitamento e minimização dos impactos ambientais do vinhoto, esse resíduo tem sido usado em maior escala como
A Constituição brasileira de 1824 estabelecia quatro poderes:
Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador. Essa divisão
Leia a crônica de Ruy Castro para responder à questão.
Como um tumor
Cientistas da Universidade de Hiroshima, no Japão, criaram uma rã transparente, cujas intimidades ficam expostas e podem ser perfeitamente observadas pelo lado de fora. Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando. Outra vantagem é a de que poderão acompanhar uma rã por todo o seu ciclo de vida — o ciclo de vida da rã, claro, não dos cientistas.
Para chegar à rã transparente, os japoneses, craques em engenharia genética, levaram anos cruzando exemplares de rãs albinas. E agora partiram para aperfeiçoá-la: vão fazer com que qualquer corpo estranho que apareça dentro da rã se acenda. Um tumor, por exemplo.
Já no Marrocos, também nesta semana, os cientistas da Universidade de Rabat conseguiram com que um pato nascesse no ovo de uma galinha. Se isso lhe parece meio mixo (afinal, no mesmo dia, em Recife, uma avó deu à luz seus próprios netos, lembra-se?), saiba que a proeza marroquina é considerada mais importante, pelo fato de os palmípedes e os galináceos constituírem famílias diferentes.
Por coincidência, é o que se está discutindo em Brasília nos últimos dias: um político gerado num ovo destinado a palmípedes pode se baldear no meio do mandato para o terreiro dos galináceos, por ver neste mais oportunidades para ciscar? Em princípio, não. Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu?
Essas mudanças nunca são de graça. Assim, sugiro convocar os japoneses para cruzar nossos políticos com as rãs albinas e, com isso, criar políticos transparentes. Quando um deles recebesse um corpo estranho — uma propina, por exemplo —, esse corpo se acenderia. Como um tumor.
(Crônicas para ler na escola, 2010.)
“Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque
os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber
como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando.”
(1°
parágrafo)
Preservando o sentido original, a palavra sublinhada pode ser substituída por
Preservando o sentido original, a palavra sublinhada pode ser substituída por
Leia a crônica “Conto carioca”, de Vinicius de Moraes, para responder à questão.
O rapaz vinha passando num Cadillac novo pela avenida Atlântica. Vinha despreocupado, assoviando um blue, os olhos esquecidos no asfalto em retração. A noite era longa, alta e esférica, cheia de uma paz talvez macabra, mas o rapaz nada sentia. Ganhara o bastante na roleta para resolver a despesa do cassino, o que lhe dava essa sensação de comando do homem que paga: porque tratava-se de um “duro”, e o automóvel era o carro paterno, obtido depois de uma promessa de fazer força nos estudos. O show estivera agradável e ele flertara com quase todas as mulheres da sua mesa. A lua imobilizava-se no céu, imparticipante, clareando a cabeleira das ondas que rugiam, mas como que em silêncio.
De súbito, em frente ao Lido, uma mulher sentada num banco. Uma mulher de branco, o rosto envolto num véu branco, e tão elegante e bonita, meu Deus, que parecia também, em sua claridade, um luar dormente. O freio de pé agiu quase automaticamente e a borracha deslizou, levando o carro maneiroso até o meio-fio, onde estacou num rincho ousado. Depois ele deu ré, até junto da dama branca.
– Sozinha a essas horas?
Ela não respondeu. Limitou-se a olhar serenamente o rapaz do Cadillac, com seu olhar extraordinariamente fluido, enquanto o vento sul agitava-lhe docemente os cabelos cor de cinza.
– Sabe que é muito perigoso ficar aqui até estas horas, uma mulher tão bonita?
A voz veio de longe, uma voz branca, branca como a mulher, e ao mesmo tempo crestada por um ligeiro sotaque nórdico:
– Perdi a condução... Não sei... é tão difícil arranjar condução...
O rapaz examinou-a já com olhos de cobiça. Que criatura fascinante! Tão branca... Devia ser uma coisa branca, um mar de leite, um amor pálido. Suas pernas tinham uma alvura de marfim e suas mãos pareciam porcelanas brancas. Veio-lhe uma sensação estranha, um arrepio percorreu-lhe todo o corpo e ele se sentiu entregar a um sono triste, onde a volúpia cantava baixinho. Teve um gesto para ela:
– Vem... Eu levo você...
Ela foi. Abriu a porta do carro e sentou-se a seu lado. Fosse porque a madrugada avançasse, a noite se fizera mais fria e, ao tê-la aconchegada – talvez emoção –, o rapaz tiritou. Seus braços eram frios como o mármore e sua boca gelada como éter. Vinha dela um suave perfume de flores que o levou para longe. Ela se deixou, passiva, em seus braços, entregue a um mundo de beijos mansos.
Quando a madrugada rompeu, ele acordou do seu letargo amoroso. A moça branca parecia mais branca ainda, e agora olhava o mar, de onde vinha um vento branco. Ele disse:
– Amor, vou levar você agora.
Ela deu-lhe seus olhos quase inexistentes, de tão claros:
– Em Botafogo, por favor.
Tocou o carro. A aventura dera-lhe um delírio de velocidade. Entrou pelo túnel como um louco e fez, a pedido dela, a curva de General Polidoro num ângulo quase absurdo.
– É aqui – disse ela em voz baixa.
Ele parou. Olhou para ela espantado:
– Por que aqui?
– Eu moro aqui. Venha me ver quando quiser. Muito obrigada por tudo.
E dando-lhe um último longo beijo, frio como o éter, abriu a porta do carro, passou através do portão fechado do cemitério e desapareceu.
(Para uma menina com uma flor, 2009.)
As palavras do texto cujos prefixos exprimem ideia de negação são
Em uma fábrica de artefatos para festa, as bexigas são
infladas com o gás hélio armazenado em um cilindro rígido
de volume 0,2 m³
sob pressão de 192 atm. Sabendo que o
volume de cada bexiga é de 0,032 m³, que dentro de cada
uma delas o gás fica submetido a uma pressão de 1,2 atm e
considerando a mesma temperatura do gás no cilindro e nas
bexigas, o número de bexigas que podem ser infladas com o
gás contido no cilindro é
Assinale a alternativa cujo trecho evidencia a posição atual
da autora sobre o desafio apresentado no título.
O volume de investimentos diretos do exterior passou
de uma média anual de 17,6 milhões de dólares no período
1947-1955, para 106 milhões entre 1956-1962; enquanto o
valor médio dos empréstimos aumentou, nos períodos citados, de 202 milhões de dólares anuais para 549,2 milhões.
(Tania Regina de Luca. Indústria e trabalho na história do Brasil, 2001.)
Os dados apresentados no texto correspondem
(Tania Regina de Luca. Indústria e trabalho na história do Brasil, 2001.)
Os dados apresentados no texto correspondem
O declínio das lavras auríferas a partir dos meados do
século XVIII foi empurrando inevitavelmente os habitantes
dos distritos mineradores cada vez mais para leste, o que fez
aumentar as atenções das autoridades para o cumprimento
das ordens régias anteriores. Em 4 de março de 1755, o
governador mandou instaurar um processo sobre a abertura
de algumas picadas na Borda do Campo. A rigor, portanto, os sertões proibidos constituíam toda
a região a leste do Caminho Novo, que interligava a capital
ao interior minerador. No entanto, além do respeito a estas
ordens, os colonos se viam impedidos de abrir caminhos ou
picadas para este território, em particular por uma razão de
ordem prática muito mais severa: a grande concentração de
indígenas que o habitavam. Tal território foi incorporado ao que se chamou de Sertões
do Leste, ainda que historicamente convencionou-se como
conceito mais afeito ao termo sertão aquele vinculado às
áreas situadas no interior dos continentes, pouco povoadas,
geralmente caracterizadas por baixa pluviosidade e vegetação xerófita.
(IBGE. Atlas das representações literárias de regiões brasileiras, vol. 2, 2009. Adaptado.)
O excerto caracteriza a expansão da ocupação do território brasileiro para uma área ocupada por uma vegetação de
(IBGE. Atlas das representações literárias de regiões brasileiras, vol. 2, 2009. Adaptado.)
O excerto caracteriza a expansão da ocupação do território brasileiro para uma área ocupada por uma vegetação de
Depois de ter feito uma viagem entre duas cidades, o motorista calculou sua velocidade escalar média no percurso considerando seu deslocamento escalar e o intervalo de tempo
gasto. Após alguns cálculos, ele concluiu que se tivesse feito
a mesma viagem, pela mesma trajetória, com uma velocidade escalar média 25% maior, o intervalo de tempo gasto
teria sido reduzido em
O regime do apartheid, vigente na África do Sul entre as
décadas de 1940 e 1990,
Leia a crônica “Conto carioca”, de Vinicius de Moraes, para responder à questão.
O rapaz vinha passando num Cadillac novo pela avenida Atlântica. Vinha despreocupado, assoviando um blue, os olhos esquecidos no asfalto em retração. A noite era longa, alta e esférica, cheia de uma paz talvez macabra, mas o rapaz nada sentia. Ganhara o bastante na roleta para resolver a despesa do cassino, o que lhe dava essa sensação de comando do homem que paga: porque tratava-se de um “duro”, e o automóvel era o carro paterno, obtido depois de uma promessa de fazer força nos estudos. O show estivera agradável e ele flertara com quase todas as mulheres da sua mesa. A lua imobilizava-se no céu, imparticipante, clareando a cabeleira das ondas que rugiam, mas como que em silêncio.
De súbito, em frente ao Lido, uma mulher sentada num banco. Uma mulher de branco, o rosto envolto num véu branco, e tão elegante e bonita, meu Deus, que parecia também, em sua claridade, um luar dormente. O freio de pé agiu quase automaticamente e a borracha deslizou, levando o carro maneiroso até o meio-fio, onde estacou num rincho ousado. Depois ele deu ré, até junto da dama branca.
– Sozinha a essas horas?
Ela não respondeu. Limitou-se a olhar serenamente o rapaz do Cadillac, com seu olhar extraordinariamente fluido, enquanto o vento sul agitava-lhe docemente os cabelos cor de cinza.
– Sabe que é muito perigoso ficar aqui até estas horas, uma mulher tão bonita?
A voz veio de longe, uma voz branca, branca como a mulher, e ao mesmo tempo crestada por um ligeiro sotaque nórdico:
– Perdi a condução... Não sei... é tão difícil arranjar condução...
O rapaz examinou-a já com olhos de cobiça. Que criatura fascinante! Tão branca... Devia ser uma coisa branca, um mar de leite, um amor pálido. Suas pernas tinham uma alvura de marfim e suas mãos pareciam porcelanas brancas. Veio-lhe uma sensação estranha, um arrepio percorreu-lhe todo o corpo e ele se sentiu entregar a um sono triste, onde a volúpia cantava baixinho. Teve um gesto para ela:
– Vem... Eu levo você...
Ela foi. Abriu a porta do carro e sentou-se a seu lado. Fosse porque a madrugada avançasse, a noite se fizera mais fria e, ao tê-la aconchegada – talvez emoção –, o rapaz tiritou. Seus braços eram frios como o mármore e sua boca gelada como éter. Vinha dela um suave perfume de flores que o levou para longe. Ela se deixou, passiva, em seus braços, entregue a um mundo de beijos mansos.
Quando a madrugada rompeu, ele acordou do seu letargo amoroso. A moça branca parecia mais branca ainda, e agora olhava o mar, de onde vinha um vento branco. Ele disse:
– Amor, vou levar você agora.
Ela deu-lhe seus olhos quase inexistentes, de tão claros:
– Em Botafogo, por favor.
Tocou o carro. A aventura dera-lhe um delírio de velocidade. Entrou pelo túnel como um louco e fez, a pedido dela, a curva de General Polidoro num ângulo quase absurdo.
– É aqui – disse ela em voz baixa.
Ele parou. Olhou para ela espantado:
– Por que aqui?
– Eu moro aqui. Venha me ver quando quiser. Muito obrigada por tudo.
E dando-lhe um último longo beijo, frio como o éter, abriu a porta do carro, passou através do portão fechado do cemitério e desapareceu.
(Para uma menina com uma flor, 2009.)
Ao intitular a narrativa de “Conto carioca”, o cronista chama
a atenção para
Leia o texto para responder à questão.
No concernente à mão de obra, a economia colonial hispano-americana baseou-se em variadas formas de trabalho compulsório.
A escravidão indígena teve, no conjunto, escassa importância, salvo no “ensaio antilhano”, a inícios do século XVI, e nas regiões de “índios bravos”, reduzidos à escravidão quando aprisionados em guerra. A escravização dos rebeldes (“guerra justa”) era, aliás, a única via de legitimação da escravidão indígena, pois desde cedo a Coroa e a Igreja trataram, com relativo êxito, de combater tais práticas. Mas o sucesso desta política deveu-se, em grande medida, à existência de sistemas tributários pré-coloniais no México, na América Central e nos Andes.
(Ronaldo Vainfas. Economia e sociedade na
América Espanhola, 1984. Adaptado.)
Uma semelhança e uma diferença entre o panorama descrito
no segundo parágrafo do texto e a experiência da colonização portuguesa no Brasil são, respectivamente: