Uma mulher de 44 anos, com história de duas perdas
gestacionais anteriores no 2° trimestre, por volta de 16-
17 semanas de gestação, sempre na ausência de trabalho de
parto ou descolamento prematuro de placenta, encontra-se
novamente grávida, atualmente na 15ª semana de gestação, de
acordo com ultrassom morfológico de primeiro trimestre
realizado na 12ª semana. Realizou biópsia de vilo corial com
13 semanas.
No entanto, a equipe médica não realizou a cerclagem cervical
preventiva devido ao fato de a gestante apresentar como
contraindicação:
Uma mulher de 67 anos, com histórico de 2 partos vaginais há 35
e 30 anos, obesa, portadora de diabetes melitus tipo 2,
controlada com uso de metformina, apresenta queixas de não
conseguir segurar a urina até chegar ao banheiro e de perda
urinária involuntária ao tossir há 8 meses. Realizou cultura de
urina, que foi negativa. A avaliação urodinâmica a que foi
submetida evidenciou contrações involuntárias do detrursor na
cistometria e uma pressão de perda urinária ao esforço de
48 cmH2O.
Considerando o quadro acima, é correto afirmar que a paciente
apresenta incontinência urinária:
Um paciente de 28 anos, sem vida sexual ativa no momento, vem
ao(à) ginecologista com diagnóstico prévio de síndrome dos
ovários policísticos. No momento, sua queixa é a irregularidade
menstrual, que gera imprevisibilidade quanto ao período em que
terá sangramento, o que atrapalha seu dia a dia.
A proposta terapêutica adequada a ser prescrita especificamente
para essa queixa é:
Uma paciente de 24 anos, sem queixas ginecológicas, realiza
exame de rotina que evidencia duas cérvices uterinas e septo
longitudinal na porção superior da vagina. A ultrassonografia
transvaginal no corte transversal evidencia dois cornos uterinos
separados, cada um com uma cavidade.
Nesse cenário clínico, a paciente deve ser orientada da seguinte
forma:
Paciente com 28 semanas de gestação, com tipagem sanguínea
Rh(-), tem o teste de Coombs indireto com resultado positivo
para anticorpos anti-D e título de 1:128. Realiza ultrassonografia
com doppler, que evidencia pico sistólico de velocidade na artéria
cerebral média de 1,8 MoM.
A conduta mais adequada nesse caso é:
Uma mulher de 24 anos, sexualmente ativa, iniciou quadro de
dor abdominal leve, em baixo ventre, há 3 dias. Compareceu à
emergência, pois na véspera iniciou quadro de febre. Encontravase em uso regular de contraceptivo oral combinado de forma
contínua. Não recordava quando havia sido a sua última
menstruação. Negava queixas urinárias. Ao exame físico,
apresentou frequência cardíaca a 88 bpm, pressão arterial de
110 x 70 mmHg e temperatura axilar de 37,1°C. O abdômen
estava doloroso à palpação do terço inferior, sem sinais de
descompressão dolorosa, ao toque vaginal e útero em AVF, de
tamanho normal, doloroso à mobilização do colo uterino. Os
anexos eram impalpáveis, porém dolorosos à palpação. Os
exames laboratoriais registraram: hematócrito a 38% e
leucograma com 6300 leucócitos. Realizou EAS em amostra
urinária, sem alterações. A ultrassonografia transvaginal não
evidenciou líquido livre em fundo de saco posterior, os anexos
foram visualizados, sem alterações aparentes, e o endométrio
estava homogêneo, com 3 mm de espessura.
Considerando as informações acima, a principal hipótese
diagnóstica é:
Uma secundigesta de 34 anos, durante o início do pré-natal,
apresentou resultado da sorologia para toxoplasmose IgG + e
IgM +. O teste de IgG da mesma amostra revelou baixa avidez, o
que levou o obstetra a suspeitar, no pré-natal, de possível
infecção. Conversando com a gestante, optou-se pela realização
do PCR no líquido amniótico, colhido na 19ª semana de gestação.
O resultado foi positivo.
Nesse caso, o tratamento a ser instituído é:
Uma mulher de 37 anos, casada, sem filhos, está tentando
engravidar há 3 anos, sem sucesso. Desde que suspendeu a
contracepção hormonal para iniciar tentativas de gravidez, seus
ciclos menstruais passaram a apresentar dismenorreia
progressiva. Há 1 ano, apresenta queixas de dispareunia
profunda. O desejo familiar do casal é de ter 3 filhos.
Exame físico: o toque vaginal evidencia útero em RVF, fixo,
tamanho normal, anexos impalpáveis, nódulo endurecido em
fundo de saco vaginal posterior, de 3 cm.
Exames complementares: o espermograma do marido apresenta
parâmetros normais; a histerossalpingografia evidencia prova de
Cottè positiva, bilateralmente, sendo a trompa direita fixa
distamente e a esquerda algo enovelada. O hormônio
antimulleriano está a 0,51 ng/mL. A ressonância magnética de
pelve evidencia espessamento em ligamento largo direito,
endometrioma de 1,5 cm em ovário direito, placa de
endometriose em fundo de saco posterior, de 3,5 cm x 2,5 cm
com invasão de 0,5 cm da parede miometrial posterior, sem
sinais de acometimento intestinal. Não há sinais de
acometimento de raízes nervosas ou ureteres.
Considerando o caso clínico acima, a conduta mais adequada
para o casal em termos de tratamento da infertilidade é:
Uma gestante realiza ultrassonografia com 29 semanas e é
verificado que o peso fetal se encontra no percentil 2. O volume
de líquido amniótico é normal e o doppler das artérias umbilical e
cerebral média está dentro dos parâmetros normais para a idade
gestacional.
Seguindo o protocolo baseado em estágios para restrição de
crescimento, a melhor conduta nesse caso é:
Uma paciente de 25 anos, nuligesta, com histórico familiar de sua
mãe com trombose venosa profunda em membro inferior direito
aos 50 anos comparece ao ginecologista. Ao exame físico,
identificou-se útero em retroversão, de tamanho normal, móvel,
indolor, com anexos impalpáveis. Encontra-se menstruada no
momento e deseja iniciar uso de dispositivo intrauterino (DIU) de
levonorgestrel.
Considerando o caso acima, é correto afirmar que:
Na avaliação do conteúdo uterino em uma gestante de 36
semanas, utiliza-se o método palpatório, que visa ao
reconhecimento do feto, sua apresentação e posição. Para
sistematizar a técnica da palpação, são consideradas suas
diversas fases ou tempos.
A manobra de Leopold ou Pawlick, que visa à exploração da
mobilidade do polo que se apresenta em relação com o estreito
superior, se constitui no seguinte tempo:
Uma paciente de 45 anos recebeu resultado de colpocitologia
oncótica de NIC II, sendo encaminhada para colposcopia. O laudo
da colposcopia descreveu a presença de área de aspecto
digitiforme, sobrelevada na altura da JEC, que se estende das 0h
às 6h do colo uterino.
Esse resultado é sugestivo de:
Uma gestante de 25 anos, gesta 2 para 1, parto normal há 3 anos,
a termo, recebeu, na 12ª semana de idade gestacional da
gestação atual, o diagnóstico de sífilis recente. Porém, ela é
alérgica a penicilina.
Nesse caso, o tratamento a ser instituído é:
Uma puérpera HIV positivo, controlada clinicamente durante
toda a gestação, encontra-se na 4ª hora pós-parto normal.
A equipe de obstetrícia contraindicou o aleitamento natural e
prescreveu corretamente cabergolina da seguinte forma:
Uma mulher de 33 anos, solteira, comparece ao ginecologista
visando a congelar óvulos, pois deseja ser mãe no futuro.
Sobre o processo de estimulação ovariana e congelamento de
óvulos, é correto afirmar que:
Uma mulher de 53 anos, ao realizar mamografia de rotina,
apresenta um conjunto de microcalcificações pleomórficas
agrupadas no quadrante superior externo da mama direita,
medindo 1,5 cm (BI-RADS 4). Não há outras lesões ou alterações
na mamografia. Ao exame físico, verificam-se mamas de médio
volume, sem alterações à inspeção, parênquima mamário
homogêneo sem nódulos palpáveis, axilas livres e descarga ductal
ausente. Em seu histórico familiar, sua mãe e tia materna tiveram
diagnóstico de câncer de mama aos 61 anos e 58 anos,
respectivamente. É, então, realizada a mamotomia da lesão com
a colocação de clipe metálico. O diagnóstico histopatológico
identifica hiperplasia ductal atípica, com presença de focos de
necrose celular, mas com margens livres na peça.
A melhor conduta a ser traçada nesse caso é:
Uma paciente de 58 anos, há 6 anos na menopausa, está em
terapia hormonal oral com 1 mg de estradiol e 2 mg de
drospirenona. Nunca teve queixas ginecológicas e suas
colpocitologias sempre tiveram resultados normais. Teve 4 partos
vaginais e há 2 anos queixa-se de sensação de “bola na vagina”
ao final do dia. O exame clínico evidenciou prolapso uterino e de
parede vaginal anterior, sendo indicada histerectomia vaginal
com colporrafia anterior.
Após a cirurgia, devem ser considerados os seguintes ajustes na
conduta:
Uma mulher de 26 anos, sexualmente ativa e com histórico de
múltiplos parceiros, apresenta úlcera, indolor, na face interna do
grande lábio esquerdo, de 2,0 cm de diâmetro, que surgiu há
15 dias. Ao exame físico, identifica-se a presença de
linfadenopatia inguinal bilateral, indolor à palpação. A inspeção
vulvar evidencia úlcera única de bordos endurecidos e bem
delimitados, indolor à manipulação.
Considerando as informações acima, o esquema de tratamento
mais apropriado é:
Uma puérpera no terceiro dia pós-parto normal apresenta
ingurgitamento mamário, como consequência da retenção de
leite e distensão alveolar.
Uma recomendação acertada a ser dada nesse caso é: