O choque anafilático é uma emergência médica
causada por uma reação de hipersensibilidade grave.
Analise as afirmativas abaixo sobre a etiologia e o
quadro clínico do choque anafilático e selecione a
alternativa correta.
1. A liberação massiva de histamina e outros
mediadores inflamatórios durante o choque anafilático
causa vasodilatação sistêmica e aumento da
permeabilidade vascular, levando à hipotensão severa
(AAAAI, 2023).
2. O quadro clínico do choque anafilático inclui urticária
generalizada, angioedema, broncoespasmo e choque
circulatório, que podem ocorrer minutos após a
exposição ao alérgeno (NEJM, 2023).
3. A administração imediata de adrenalina intramuscular
é o tratamento de escolha para o choque anafilático,
sendo repetida a cada 5 a 15 minutos se necessário, até
que haja estabilização (AAAAI, 2023).
4. A administração de corticosteroides e antihistamínicos é fundamental nas primeiras horas do
tratamento para estabilizar o quadro clínico, embora
não previnam recorrência imediata dos sintomas de
forma eficaz (NEJM, 2023).
5. A entubação orotraqueal deve ser realizada
imediatamente em todos os casos de choque
anafilático, mesmo na ausência de obstrução
respiratória grave, como medida profilática (AAAAI,
2023).
A eletrocussão, dependendo da intensidade e
do trajeto da corrente elétrica, pode causar uma
variedade de lesões que exigem abordagens
específicas durante a ressuscitação. Avalie as
afirmativas abaixo e selecione a alternativa correta.
1. A parada cardíaca em eletrocussão frequentemente
ocorre devido à fibrilação ventricular, sendo a
desfibrilação precoce uma intervenção crucial para
aumentar as chances de sobrevivência, especialmente
se realizada nos primeiros minutos (AHA, 2023).
2. A administração de fluidos intravenosos deve ser
realizada com cautela, pois a rabdomiólise pode levar àinsuficiência renal aguda, e a sobrecarga volêmica pode
exacerbar o quadro de lesão renal (ERC, 2022).
3. A intubação orotraqueal precoce deve ser
considerada em pacientes com eletrocussão
significativa, já que o edema de vias aéreas pode se
desenvolver de forma tardia e progressiva, dificultando
a ventilação se não manejado adequadamente (NEJM,
2023).
4. A ressuscitação deve incluir a monitorização contínua
da função cardíaca, uma vez que arritmias, incluindo as
de início tardio, podem surgir mesmo após o retorno da
circulação espontânea (AHA, 2023).
5. O uso de bicarbonato de sódio intravenoso deve ser
considerado para prevenir a acidose metabólica grave
e proteger a função renal, especialmente em pacientes
com rabdomiólise decorrente da eletrocussão (ERC,
2022).
Durante um atendimento de emergência, uma
vítima de acidente com objeto cortante apresenta uma
hemorragia arterial ativa no membro inferior. O
sangramento é pulsátil e está causando rápida
desestabilização hemodinâmica. Sobre o manejo de
hemorragias arteriais, avalie as afirmativas abaixo e
selecione a alternativa correta:
1. A aplicação de um torniquete proximal ao local da
lesão é indicada como medida temporária para
controlar a hemorragia arterial até que a intervenção
cirúrgica definitiva seja possível, sendo recomendada
em hemorragias que não respondem à pressão direta
(PHTLS, 2023).
2. A pressão direta sobre o ferimento com compressas
estéreis deve ser sempre a primeira medida, e o uso de
torniquete deve ser reservado para situações em que a
pressão direta não consegue controlar a hemorragia
arterial (ATLS, 2023).
3. A utilização de agentes hemostáticos tópicos, como
géis e pós, é indicada como adjuvante em situações em
que a compressão direta e o torniquete não são
suficientes para o controle eficaz da hemorragia arterial
ativa (NEJM, 2023).
4. A liberação periódica do torniquete a cada 30 minutos
é indicada para evitar danos teciduais causados por
isquemia prolongada, mesmo que a hemorragia ainda
persista (PHTLS, 2023).
5. A reposição volêmica com cristaloides deve ser
iniciada de forma moderada, sendo focada no controle
da hemorragia para evitar exacerbação do
sangramento até que a hemorragia esteja sob controle
(ATLS, 2023).
Uma adolescente de 16 anos é trazida ao
pronto-socorro após cair de uma ponte em uma
aparente tentativa de suicídio. Ela foi encontrada por
transeuntes e apresenta múltiplas fraturas nos
membros inferiores, hipotensão, taquicardia e uma GCS
de 10. Durante a avaliação, ela começa a apresentar
dispneia significativa e crepitações torácicas.
Considerando esta situação, avalie as ações prioritárias
e selecione a alternativa correta.
1. A estabilização hemodinâmica imediata com
administração de cristaloides e possível transfusão
sanguínea é crucial para corrigir o choque
hipovolêmico, priorizando a estabilização circulatória
antes de qualquer intervenção adicional (ATLS, 2023).
2. A intubação endotraqueal deve ser realizada de
emergência devido ao risco de lesão pulmonar e
comprometimento respiratório crescente,
especialmente com a presença de sinais de
insuficiência respiratória iminente, como crepitações e
dispneia significativa (PHTLS, 2022).
3. A realização de tomografia computadorizada (TC) de
corpo inteiro é recomendada para avaliar a extensão
das lesões e deve ser feita após a estabilização inicial,
com base na avaliação clínica e sinais de gravidade
(ATLS, 2023).
4. A imobilização de todas as fraturas deve ser realizada
após a estabilização inicial, mas a administração de
analgésicos potentes deve ser cautelosa em pacientes
com comprometimento respiratório, priorizando a
estabilidade hemodinâmica e respiratória antes de
considerar analgesia (ATLS, 2023).
5. A intervenção psiquiátrica deve ser postergada até
que a paciente esteja clinicamente estável e fora de
perigo imediato, mas uma avaliação inicial do risco de
suicídio pode ser realizada enquanto a paciente ainda
está sob cuidados intensivos (APA, 2022).
A aplicação dos princípios de biossegurança é
crucial no controle de infecções em ambientes
hospitalares. Avalie as afirmativas abaixo e selecione a
alternativa correta.
1. A higienização das mãos é a medida mais eficaz na
prevenção de infecções hospitalares, devendo ser
realizada antes e após o contato com o paciente, assim
como após o contato com superfícies ao redor do
paciente, independentemente do uso de luvas (CDC,
2023).
2. O uso de máscaras N95 é recomendado para
proteção contra aerossóis durante procedimentos que
geram partículas respiratórias, como intubação,
broncoscopia e ventilação mecânica não invasiva,
devido ao risco elevado de transmissão de patógenos
respiratórios (NIH, 2023).
3. A descontaminação de superfícies em áreas críticas,
como unidades de terapia intensiva, deve ser realizada
com desinfetantes de alto nível, como o hipoclorito de
sódio a 1%, para prevenir a propagação de patógenos,
especialmente aqueles resistentes a múltiplos fármacos
(WHO, 2023).
4. A segregação de resíduos hospitalares deve seguir
normas específicas que variam de acordo com a
classificação do resíduo, sendo que materiais biológicos
são normalmente descartados em recipientes
apropriados para incineração ou tratamento por
autoclave, mas nem todos são incinerados (ANVISA,
2023).
5. A vacina contra a hepatite B é obrigatória para todos
os profissionais de saúde que possam ter contato com
sangue ou fluidos corporais, porém o reforço a cada 10
anos não é necessário, exceto em indivíduos com
respostas imunes inadequadas ou comprometidas
(CDC, 2023).
Durante o plantão noturno, uma enfermeira é
chamada ao quarto de um paciente idoso com doença
terminal que decidiu recusar tratamentos invasivos
adicionais. A família do paciente, no entanto, pressiona
a equipe para realizar procedimentos que prolongariam
a vida do paciente, contrariando sua vontade.
Considerando os aspectos éticos e deontológicos,
quais devem ser as ações da enfermeira nessa
situação?
1. A enfermeira deve respeitar a autonomia do paciente,
mesmo que a família seja contra, assegurando que os
desejos expressos pelo paciente sejam priorizados,
desde que ele esteja cognitivamente apto para tomar
suas próprias decisões (Código de Ética dos
Profissionais de Enfermagem, 2023).
2. A enfermeira deve consultar o médico responsável
para garantir que o plano de cuidados está em
conformidade com a decisão do paciente, além de
discutir as implicações legais e éticas da recusa de
tratamentos (COFEN, 2023). 3. A enfermeira deve comunicar à família que a decisão
do paciente é soberana e protegida por direitos legais,
explicando as consequências de suas escolhas com
clareza e buscando manter um diálogo empático para
minimizar o sofrimento familiar (Código de Ética dos
Profissionais de Enfermagem, 2023).
4. A enfermeira deve documentar rigorosamente todas
as interações, incluindo as decisões do paciente e as
discussões com a família, assegurando que o prontuário
reflita com precisão os desejos do paciente e as
orientações seguidas pela equipe (COFEN, 2023).
5. A enfermeira deve seguir a vontade da família,
especialmente se eles apresentarem um documento
legal que os torna responsáveis pelas decisões médicas
do paciente, mesmo que isso vá contra o desejo
expresso do paciente (Código de Ética dos Profissionais
de Enfermagem, 2023).
O Alfabeto Fonético Internacional é usado em
comunicações orais para evitar confusões na
transmissão de letras e palavras. Analise as afirmativas
abaixo sobre o uso do Alfabeto Fonético Internacional e
selecione a alternativa correta:
1. A letra "B" é representada pelo código fonético
"Bravo", garantindo clareza em situações onde a
comunicação verbal pode ser comprometida (ICAO,
2023).
2. A letra "N" é representada pelo código fonético
"November", sendo amplamente utilizada em
comunicações militares e civis (ICAO, 2023).
3. A letra "S" é representada pelo código fonético
"Sierra", uma prática comum em comunicações para
garantir que o som "S" não seja confundido com outros
sons similares (ICAO, 2023).
4. A letra "X" é representada pelo código fonético
"Xenon", devido à similaridade sonora que minimiza a
confusão durante a comunicação (ICAO, 2023).
5. A letra "E" é representada pelo código fonético
"Echo", um termo que é fácil de entender mesmo em
condições de sinal fraco ou interferência (ICAO, 2023).
A prática de delegar atividades na enfermagem
exige responsabilidade e atenção aos aspectos éticos e
legais. Avalie as afirmativas abaixo e selecione a
alternativa correta:
1. O enfermeiro pode delegar a administração de
medicamentos a técnicos de enfermagem, desde que
os técnicos estejam adequadamente treinados e a
supervisão seja contínua (Lei do Exercício Profissional,
2023).
2. A responsabilidade pelos atos delegados permanece
com o enfermeiro que delegou a tarefa, mesmo que o
erro tenha sido cometido pelo profissional a quem a
tarefa foi delegada (COFEN, 2023).
3. A delegação de atividades deve ser documentada no
prontuário do paciente, incluindo o nome do profissionala quem a tarefa foi delegada, para assegurar a
rastreabilidade e a responsabilidade (Legislação
Brasileira de Enfermagem, 2023).
4. O enfermeiro não deve delegar tarefas que exijam
julgamento clínico complexo, como a avaliação do
estado de saúde do paciente ou a tomada de decisões
sobre intervenções de emergência (Código de Ética
dos Profissionais de Enfermagem, 2023).
5. A delegação de tarefas é permitida para estudantes
de enfermagem, desde que seja realizada sob
supervisão direta do enfermeiro responsável pelo
cuidado (COFEN, 2023).
A cinemática do trauma é crucial para prever as
lesões e orientar o atendimento pré-hospitalar. Avalie as
afirmativas abaixo e selecione a alternativa correta.
1. A cinemática do trauma envolve a análise das forças
e movimentos envolvidos no acidente para prever os
tipos de lesões que o paciente pode ter sofrido, mas a
análise só é útil em traumas de alta energia, sendodispensável em traumas de menor impacto. (PHTLS, 9ª
edição).
2. A análise da cinemática é igualmente relevante tanto
em traumas penetrantes quanto em traumas fechados,
uma vez que ambos os tipos de trauma podem causar
lesões ocultas e difíceis de detectar, especialmente em
regiões com maior densidade de vasos e órgãos vitais.
(ATLS, 10ª edição).
3. Em colisões veiculares, a cinemática pode ajudar a
prever lesões como fraturas de costelas em impactos
laterais ou lesões cervicais em impactos traseiros, mas
a previsão exata das lesões não deve ser usada como
base para determinar o tipo de transporte do paciente.
(PHTLS, 9ª edição).
4. A velocidade do impacto e a deformação do veículo
são fatores cruciais na cinemática do trauma, sendo
relevantes para a avaliação inicial e para antecipar a
gravidade das lesões, independentemente da
constituição física do paciente. (ATLS, 10ª edição).
5. A avaliação da cinemática deve ser feita em conjunto
com a avaliação clínica inicial para guiar as intervenções
prioritárias no atendimento ao trauma, mas não deve
ser o principal critério para decidir sobre a necessidade
de evacuação médica. (PHTLS, 9ª edição).
O manejo de distúrbios cardiovasculares no
contexto de urgência é crucial para a sobrevivência e
recuperação do paciente. Avalie as afirmativas abaixo e
selecione a alternativa correta.
1. Estudos recentes indicam que a administração
precoce de ácido acetilsalicílico (AAS) em pacientes
com suspeita de infarto agudo do miocárdio reduz a
mortalidade em cerca de 23%, desde que não haja
contraindicação ao uso, como alergias ou histórico de
sangramento gastrointestinal significativo (AHA, 2022).
2. A monitorização contínua do eletrocardiograma
(ECG) em pacientes com síndromes coronarianas
agudas é crítica para a detecção precoce de arritmias,
especialmente fibrilação ventricular, que ocorre em até
20% dos casos de infarto agudo do miocárdio, sendo
essa uma das principais causas de morte súbita (ESC,
2023).
3. A administração de nitroglicerina sublingual deve ser
evitada em pacientes com infarto do miocárdio inferior
e bradicardia severa, devido ao risco de hipotensão
grave, mas pode ser utilizada com cautela em outros
tipos de infarto, desde que haja monitorização
adequada (ACC, 2022).
4. A trombólise sistêmica é recomendada em pacientes
com infarto com supradesnível do segmento ST
(STEMI) que não têm acesso a intervenção coronariana
percutânea (ICP) dentro de 90 minutos após o primeiro
contato médico, com uma redução da mortalidade de
até 30%, mas deve ser evitada em pacientes com
contraindicações, como histórico de AVC hemorrágico
(ESC, 2023).
5. O uso profilático de betabloqueadores está associado
a uma redução significativa da mortalidade pós-infarto,
mas deve ser evitado em pacientes com sinais de
insuficiência cardíaca descompensada e choque
cardiogênico, devido ao risco de agravar a disfunção
cardíaca (AHA, 2022).
Uma paciente sofre um acidente
automobilístico e apresenta múltiplas feridas profundas
com exposição óssea e suspeita de lesão neurovascular
no membro superior. O atendimento inicial deve focar
na estabilização e no manejo adequado das feridas. Com relação ao manejo de feridas complexas,
selecione a alternativa correta:
1. A irrigação das feridas com solução salina isotônica
deve ser realizada imediatamente para remover detritos
e reduzir a carga bacteriana, minimizando o risco de
infecção (ATLS, 2023).
2. A sutura primária é recomendada em feridas com alto
risco de infecção, como aquelas ocorridas em
ambientes contaminados, para evitar maiores
complicações (NEJM, 2023).
3. O uso de antibióticos profiláticos sistêmicos é
recomendado em todas as feridas profundas com
exposição óssea, especialmente quando há risco de
osteomielite (ABA, 2023).
4. A avaliação neurovascular deve ser feita antes da
irrigação e da imobilização, para documentar o status
funcional e identificar a necessidade de intervenção
cirúrgica urgente (PHTLS, 2023).
5. A debridagem agressiva dos tecidos necrosados
deve ser realizada no ambiente de emergência, antes
do encaminhamento para cirurgia definitiva, para
reduzir o risco de infecção e facilitar a cicatrização
(NEJM, 2023).
A parada cardíaca associada ao trauma possui
características específicas que influenciam a
abordagem terapêutica. Avalie as afirmativas abaixo e
selecione a alternativa correta.
1. A realização de toracotomia de emergência é uma
medida que pode ser considerada em pacientes com
trauma torácico penetrante e parada cardíaca, desde
que realizada dentro de 10 minutos após o colapso
cardiovascular, especialmente quando há suspeita de
tamponamento cardíaco ou lesão de grandes vasos
(ATLS, 2023).
2. A administração de adrenalina deve ser evitada
inicialmente em parada cardíaca associada ao trauma,
pois, ao aumentar a pressão arterial, pode exacerbar a
hemorragia, especialmente em traumas penetrantes ou
abdominais com sangramento ativo (AHA, 2023).
3. A ventilação mecânica deve ser utilizada com
pressão positiva mínima, uma vez que a pressão
excessiva pode reduzir o retorno venoso e causar
colapso circulatório adicional em pacientes com
hemorragia torácica ou abdominais significativas
(ATLS, 2023).
4. O uso de tamponamento pericárdico percutâneo
deve ser considerado em casos de suspeita de
tamponamento cardíaco, especialmente em ambientes
de pronto-socorro, onde a intervenção rápida pode
salvar vidas antes da intervenção cirúrgica definitiva
(NEJM, 2023).
5. A reanimação volêmica agressiva com cristaloides
deve ser evitada em traumas abdominais com
hemorragia significativa, uma vez que a reposição
rápida de volume pode aumentar a pressão arterial e
piorar o sangramento, devendo-se optar por uma
estratégia de reposição volêmica permissiva até o
controle cirúrgico (ATLS, 2023).
Um paciente masculino de 45 anos é trazido ao
pronto-socorro após ingestão intencional de uma
quantidade desconhecida de um sedativo
benzodiazepínico. Ele está inconsciente, com
respiração superficial e bradicardia. Os familiares
relatam que ele foi encontrado com uma carta de
suicídio ao lado. Considerando esta situação, avalie as
condutas apropriadas e selecione a alternativa correta.
1. A administração de flumazenil, um antagonista de
benzodiazepínicos, pode ser considerada para reverter
a sedação em casos selecionados, mas deve ser usada
com extrema cautela, especialmente em pacientes com
histórico de uso crônico de benzodiazepínicos ou risco
de convulsões (NEJM, 2023).
2. A lavagem gástrica não é recomendada de forma
rotineira, especialmente se o tempo decorrido desde a
ingestão for superior a uma hora, devido ao risco de
complicações e à baixa eficácia em remover o conteúdo
gástrico residual (Toxbase, 2023).
3. A intubação orotraqueal deve ser considerada
imediatamente devido ao risco iminente de insuficiência
respiratória, com ventilação mecânica assistida
conforme necessário para estabilizar a via aérea e a
oxigenação (AHA, 2022).
4. A monitorização cardíaca contínua é fundamental
para detectar e tratar possíveis arritmias induzidas por
drogas, especialmente em pacientes com bradicardia,
que podem desenvolver instabilidade hemodinâmica
(AHA, 2022).
5. A intervenção psiquiátrica deve ser iniciada assim
que o paciente recuperar a consciência, com avaliação
e suporte para prevenir futuras tentativas de suicídio,incluindo acompanhamento psiquiátrico de longo prazo
(APA, 2022).
O manejo de emergências neurológicas exige
intervenções rápidas para minimizar danospermanentes. Avalie as afirmativas abaixo e selecione a
alternativa correta.
1. A administração de trombolíticos intravenosos em
pacientes com acidente vascular cerebral (AVC)
isquêmico deve ocorrer dentro de uma janela
terapêutica de 3 a 4,5 horas após o início dos sintomas,
com uma redução da mortalidade em até 18% em
estudos recentes, mas essa intervenção só é indicada
após a exclusão de hemorragias com exames de
imagem (AHA/ASA, 2022).
2. A escala de coma de Glasgow (GCS) continua sendo
amplamente utilizada para a avaliação inicial de
pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE),
com um escore abaixo de 8 indicando a necessidade de
intubação e manejo avançado das vias aéreas
(Neurosurgery, 2022).
3. Estudos recentes indicam que a administração
precoce de benzodiazepínicos em crises convulsivas
prolongadas reduz a mortalidade e previne danos
neurológicos, sendo o tratamento de primeira linha no
status epiléptico, embora a redução de mortalidade em
si não seja significativa (ILAE, 2023).
4. A tomografia computadorizada (TC) sem contraste
deve ser realizada dentro dos primeiros 30 minutos de
atendimento em todos os pacientes com suspeita de
AVC isquêmico, sendo crucial para excluir hemorragias,
mas sua acurácia para detecção precoce de AVC
isquêmico é limitada (AHA/ASA, 2022).
5. A pressão intracraniana (PIC) deve ser monitorada
continuamente em pacientes com TCE grave e sinais de
hipertensão intracraniana, com intervenções baseadas
em diretrizes que demonstraram uma redução de 20%
na mortalidade, embora a inserção do monitor de PIC
dependa de avaliação neurológica criteriosa (Brain
Trauma Foundation, 2023).
Um paciente masculino de 35 anos foi admitido
após sofrer uma queda de 4 metros enquanto
trabalhava em uma construção. Ele apresenta dor
intensa na região lombar, incapacidade de mover os
membros inferiores e ausência de sensibilidade abaixo
da cintura. O exame inicial revela hipotensão (90/60mmHg) e bradicardia (50 bpm). Diante desta situação,
avalie as condutas apropriadas e selecione a alternativa
correta.
1. A estabilização imediata da coluna com colar cervical
e prancha rígida é essencial para prevenir lesões
adicionais, sendo uma prioridade em todos os pacientes
com suspeita de trauma medular até que a lesão seja
descartada (PHTLS, 2022).
2. A administração de fluidos intravenosos deve ser
realizada cautelosamente para corrigir a hipotensão,
mas é crucial monitorar de perto, já que a causa da
hipotensão pode ser neurogênica, e o uso excessivo de
fluidos pode ser prejudicial (ATLS, 2023).
3. A ressonância magnética (RM) é o exame de escolha
para avaliar a extensão das lesões medulares, mas só
deve ser realizada após a estabilização inicial do
paciente, e geralmente não é indicada como primeira
linha de imagem em casos agudos de trauma (Brain
Trauma Foundation, 2023).
4. A administração de corticosteroides para reduzir a
inflamação medular dentro das primeiras 8 horas tem
sido considerada uma prática controversa, com estudos
recentes mostrando benefícios limitados e aumento de
complicações, como infecções e sangramentos (NEJM,
2023).
5. A monitorização cardíaca contínua é crucial devido
ao risco de choque neurogênico, caracterizado por
bradicardia e hipotensão, sendo comum em pacientes
com lesão medular alta (PHTLS, 2022).
Um paciente masculino de 50 anos é admitido
após sofrer um acidente automobilístico de alta
velocidade. Ele apresenta dor torácica intensa,
dispneia, e crepitações ao toque na parede torácica. A
oximetria de pulso mostra 85% de saturação de
oxigênio, e a ausculta revela murmúrio vesicular
ausente no lado direito. Considerando esta situação,
avalie as condutas mais adequadas e selecione a
alternativa correta.
1. A inserção imediata de dreno torácico (toracostomia)
é indicada para aliviar o pneumotórax hipertensivo,
especialmente considerando a oximetria baixa e a
ausência de murmúrio vesicular, sem necessidade de
radiografia de tórax prévia em emergências (ATLS,
2023).
2. A realização de radiografia de tórax deve preceder
qualquer intervenção sempre que possível, exceto em
casos de pneumotórax hipertensivo suspeito, onde a
descompressão imediata tem prioridade para salvar a
vida do paciente (NEJM, 2023).
3. A monitorização contínua da saturação de oxigênio e
a administração de oxigênio suplementar sãoessenciais para estabilizar o paciente enquanto outras
intervenções definitivas estão sendo preparadas,
especialmente com sinais de hipoxemia grave (PHTLS,
2022). 4. A analgesia controlada por opioides deve ser
administrada com cautela, especialmente em pacientes
com comprometimento respiratório, pois pode
exacerbar a depressão respiratória e piorar a hipoxemia
(ATS, 2023).
5. A toracotomia de emergência deve ser considerada
se o dreno torácico não resolver rapidamente os sinais
de choque ou insuficiência respiratória, especialmente
em casos de pneumotórax hipertensivo ou hemotórax
massivo (ATLS, 2023).
O choque elétrico pode causar parada cardíaca
imediata e requer intervenções específicas durante a
ressuscitação. Avalie as afirmativas abaixo e selecione
a alternativa correta.
1. A desfibrilação precoce é indicada em caso de
fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem
pulso após choque elétrico, uma vez que esses ritmos
são comuns após a exposição a corrente elétrica de alta
voltagem e devem ser rapidamente revertidos (AHA,
2023).
2. A ventilação assistida deve ser iniciada
imediatamente, pois a paralisia muscular induzida pela
corrente elétrica pode levar à apneia e
comprometimento respiratório, mesmo sem parada
cardíaca inicial, exigindo suporte ventilatório precoce
(ERC, 2022).
3. A administração de bicarbonato de sódio pode ser
considerada em casos de acidose metabólica severa ou
hiperpotassemia associada a rabdomiólise, porém não
é uma intervenção de rotina imediata em todos os casos
de parada cardíaca associada a choque elétrico (AHA,
2023).
4. A monitorização contínua da função renal é crucial,
pois a rabdomiólise secundária ao choque elétrico,
especialmente em exposições de alta voltagem, pode
causar insuficiência renal aguda devido à liberação de
mioglobina (ERC, 2022).
5. A interrupção precoce da ressuscitação não é
recomendada se não houver retorno da circulação
espontânea em 10 minutos, pois casos de parada
cardíaca induzida por choque elétrico podem ter melhor
prognóstico do que outras causas de parada,
especialmente se houver intervenções precoces (AHA,
2023).
A prevenção do trauma e o resgate veicular são
componentes cruciais na redução da mortalidade e
morbidade associadas a traumas. Avalie as afirmativas
abaixo e selecione a alternativa correta.
1. A prevenção do trauma inclui políticas públicas como
campanhas de conscientização, legislação sobre o uso
de dispositivos de segurança e a fiscalização rigorosa
do cumprimento dessas leis, sendo essas medidas
essenciais para a redução dos acidentes de trânsito
(OMS, 2018).
2. O resgate veicular deve priorizar a retirada rápida do
paciente do veículo, mas as técnicas de extração devem
sempre ser realizadas de forma segura para evitar
lesões adicionais, mesmo que isso ocasione um resgate
mais lento (PHTLS, 9ª edição).
3. O uso de dispositivos de segurança como cintos de
segurança e airbags tem demonstrado reduzir
significativamente a gravidade dos traumas em
acidentes de trânsito, mas sua eficácia depende do tipo
e da intensidade do impacto sofrido (NHTSA, 2019).
4. As equipes de resgate devem coordenar suas ações
com as equipes de atendimento médico para garantir
que a extração do veículo minimize o risco de lesões
adicionais, utilizando técnicas seguras e adaptadas às
condições do paciente e do acidente (PHTLS, 9ª
edição).
5. A prevenção do trauma veicular deve incluir a
formação de motoristas em primeiros socorros, umavez que os primeiros minutos após o acidente são
críticos para a sobrevida da vítima, e a assistência por
leigos pode ser crucial até a chegada dos profissionais
de saúde (OMS, 2018).
Os princípios de biossegurança são
fundamentais para a proteção contra riscos biológicos
em ambientes de saúde e pesquisa. Avalie as
afirmativas abaixo e selecione a alternativa correta.
1. A Classificação de Risco Biológico é dividida em
quatro grupos, sendo o Grupo de Risco 4 reservado
para agentes que causam doenças graves e
frequentemente letais, para os quais não há tratamento
ou vacina disponível, como o vírus Ebola e o vírus da
Marburg (CDC, 2023).
2. O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
é obrigatório para todos os níveis de contenção
biológica, com especificidade quanto ao tipo de EPI
necessário, que depende da avaliação de risco
individual do agente e da atividade realizada (NIH,
2023).
3. A descontaminação de superfícies e equipamentos
com desinfetantes apropriados deve ser realizada antes
e após qualquer procedimento que envolva agentes
biológicos, independentemente do grupo de risco do
agente, para minimizar o risco de contaminação
cruzada (WHO, 2023).
4. A manipulação de agentes biológicos do Grupo de
Risco 3 requer instalações de Laboratórios de
Biossegurança de Nível 3 (BSL-3), com características
específicas como sistemas de ventilação com pressão
negativa e filtração de ar HEPA para evitar a
disseminação de aerossóis infecciosos (CDC, 2023).
5. A esterilização por autoclave é o método preferencial
para a eliminação de resíduos biológicos contaminados
com agentes do Grupo de Risco 2 e superiores, sendo
obrigatória para a devida eliminação desses materiais
antes de seu descarte final (NIH, 2023).
Uma enfermeira trabalha em uma clínica de
saúde mental e descobre que um paciente, que é figura
pública, foi diagnosticado com uma condição
psiquiátrica grave. Durante uma conversa informal,
outro funcionário da clínica menciona o estado de
saúde desse paciente para amigos fora do ambiente de
trabalho, sem a autorização do paciente.
Com base nessa situação, avalie as ações que a
enfermeira deve tomar, considerando os aspectos
éticos e deontológicos envolvidos:
1. A enfermeira deve relatar imediatamente a violação
de confidencialidade ao supervisor, uma vez que a
quebra de sigilo profissional é uma infração ética grave
e pode acarretar sanções legais e administrativas
(Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem,
2023).
2. A enfermeira deve abordar o funcionário responsável
pela divulgação da informação e explicar que a quebra
de sigilo profissional pode resultar em consequências
sérias para o paciente e para o profissional envolvido,
incentivando uma correção imediata (Conselho Federal
de Enfermagem - COFEN, 2023).
3. A enfermeira deve se distanciar do incidente, pois
não tem envolvimento direto com a violação do sigilo e,
portanto, não possui obrigação ética de relatar a
situação, desde que o supervisor seja informado de
outra forma (Código de Ética dos Profissionais de
Enfermagem, 2023).
4. A enfermeira deve notificar o paciente da violação de
sua privacidade, conforme as diretrizes éticas que
exigem que o paciente seja informado de qualquer
incidente que envolva a confidencialidade de suas
informações de saúde, para que medidas corretivas
possam ser tomadas (Código de Ética dos Profissionais
de Enfermagem, 2023).
5. A enfermeira deve assegurar que o ocorrido seja
registrado no prontuário do paciente, documentando a
violação de confidencialidade e as ações subsequentes,
uma vez que essa documentação pode ser importante
para proteger os direitos do paciente e garantir a
transparência do processo (COFEN, 2023).