1Questão
Homem de 69 anos com história de hipertensão arterial apresenta estado mental alterado e é diagnosticado
com múltiplos infartos isquêmicos agudos posteriores,
com subsequente compressão do quarto ventrículo. Ele
é submetido a craniotomia suboccipital descompressiva
emergente e internado na UTI. Ele permanece intubado
em ventilação mecânica e no 12º dia de internação evolui
com icterícia escleral ao exame físico. Exames séricos
atuais: leucocitose; bilirrubina direta: 4,7 mg/dL; bilirrubina indireta: 2,0 mg/dL; fosfatase alcalina: 118 U/L; aspartato aminotransferase: 45 U/L; alanina aminotransferase:
38 U/L; lipase: 5 U/L. Sinais vitais: temperatura: 38,2 ºC;
pressão arterial: 138 x 89 mmHg, frequência cardíaca:
97 bpm. A ultrassonografia abdominal revela cálculos biliares não obstrutivos; edema da parede da vesícula biliar
(4 mm); ausência de líquido pericolecístico; incapacidade
de avaliar o sinal de Murphy. A tomografia de abdome
total revela fígado, pâncreas e ductos biliares de aparência normal. Nesse momento, o melhor próximo passo no
manuseio desse paciente é
2Questão
Homem de 54 anos, com histórico de tabagismo e alto
consumo de álcool, é intubado devido a broncoespasmo grave. As necessidades de oxigênio continuaram a
aumentar, e as radiografias de tórax demonstraram infiltrados pulmonares bilaterais progressivos, compatíveis
com o diagnóstico de síndrome do desconforto respiratório agudo (ARDS). Ele necessita de vasopressores e
de fração inspirada de oxigênio de 80%, estando em uso
de piperacilina/tazobactam. Ele evolui com necessidade
de substituição renal devido à injúria renal aguda e com
altos valores das aspirações gástricas pela sonda, atribuídas à necessidade de bloqueio neuromuscular. Em seguida, nas culturas de linha central e de sangue crescem
Ruminococcus. Nesse paciente, qual deve ser a próxima
conduta?
3Questão
Homem de 55 anos com histórico de diabetes mellitus
e hipertensão arterial é internado na UTI devido a cetoacidose diabética. Recentemente, ele não tem tido boa
aderência ao tratamento. A pressão arterial à admissão
é 230 x 140 mmHg (semelhante nos 2 membros) e a
frequência cardíaca de 75 bpm. O exame neurológico é
normal. Cerca de 40 mg de labetalol intravenoso é administrado, com redução da pressão arterial sistólica para
190 mmHg. Constitui a próxima melhor etapa no manejo
do quadro descrito:
4Questão
A variação da pressão de pulso (VPP), que quantifica as
mudanças na pressão de pulso arterial durante a ventilação mecânica, é uma das variáveis dinâmicas que
podem prever a responsividade ao volume de líquidos.
Em qual dos seguintes pacientes ventilados a VPP pode
prever, de maneira mais confiável, a responsividade à infusão de fluidos?
5Questão
A onda quadrada para a entrega de gás durante a ventilação controlada por volume é esperada para beneficiar
pacientes em qual das situações apresentadas a seguir?
6Questão
Mulher de 67 anos com história de trombose venosa profunda há 15 anos e meningioma estável apresenta quadro de dispneia e hipotensão de 88 x 58 mmHg, mesmo
após um bolus inicial de cristaloide. A ecocardiografia
revela ventrículo direito dilatado com movimento paradoxal da parede septal; nota-se um trombo longo, fino e
móvel no átrio direito (trombo tipo A), que é confirmado
na angiografia pulmonar por tomografia, além de evidenciar embolia pulmonar nas artérias pulmonares principais
direita e esquerda. Qual é a melhor abordagem para o
manejo desse paciente?
7Questão
Paciente previamente saudável de 59 anos está internado devido a peritonite difusa após perfuração do cólon
sigmoide. Após a laparotomia, o paciente encontra-se
hipotenso e taquicárdico, sem sinais de sangramento.
Ele está com extremidades frias, com tempo de enchimento capilar retardado e hipotensão. O exame abdominal revela abdome flácido, não distendido, com pouca
saída de líquido no dreno. Os resultados laboratoriais
relevantes mostram: hemoglobina: 8,1 g/dL; plaquetas:
51.000/mm3; tempo de protrombina: 29 segundos (normal: 9 a 14); tempo de tromboplastina parcial ativado:
49 segundos (normal: 23,5 a 37,5); fibrinogênio sérico:
154 mg/dL (normal: 200 a 400). Qual é o manejo mais
apropriado nesse momento?
8Questão
Mulher de 35 anos com COVID-19 foi descanulada da
ECMO venovenosa após 12 dias. Ela permanece no ventilador mecânico. A família pergunta o que esperar para
o curso pós-ECMO. Constitui a afirmação mais precisa,
nessa circunstância:
9Questão
Paciente de 67 anos, com histórico de tabagismo, doença arterial isquêmica e fibrilação atrial, apresenta quadro
de hemoptise volumosa. Ele está em uso de varfarina.
Ao exame, ele ainda expectora pequenas quantidades de
sangue vermelho brilhante, após dois episódios maiores
(com perda de aproximadamente 500 mL de sangue);
pressão arterial: 98 x 69 mmHg; frequência cardíaca arrítmica: 130 bpm; frequência respiratória: 28 irpm; saturação de oxigênio de 93% com 15L/min de oxigênio, via
máscara não-reinalante. A radiografia de tórax demonstra
opacidades densas nas zonas média e inferior do lado
direito. Qual é a próxima e mais relevante estratégia de
manejo desse paciente?