A crise financeira de 2008 representou um marco transformador
na configuração do sistema internacional, expondo as fragilidades
estruturais dos organismos internacionais liderados pelos Estados
Unidos e pelas potências ocidentais. Em consequência, a crise
financeira de 2008 foi o eixo propulsor de uma verdadeira
revolução no campo da geopolítica mundial, na medida em que
evidenciou a ascensão econômica, militar e tecnológica da China.
Nesse cenário, emergem organizações multilaterais não alinhadas
diretamente às potências ocidentais, contribuindo para a
reconfiguração da ordem geopolítica mundial. Essa dinâmica
estabelece um cenário de polarização de mecanismos
multilaterais: de um lado, os Estados Unidos e suas organizações
internacionais aliadas; de outro, a China e suas instituições
associadas.
Diante da contextualização fornecida acima, é correto afirmar,
em síntese, que os principais organismos e arranjos
internacionais liderados ou impulsionados pelos Estados Unidos
com o objetivo de conter a influência da China incluem:
✂️ A) QUAD (Quadrilateral Security Dialogue), SWIFT (Society for
Worldwide Interbank Financial Telecommunication) e IPEF
(Indo-Pacific Economic Framework);
✂️ B) OECD (Organisation for Economic Co-operation and
Development), CIPS (Cross-Border Interbank Payment
System) e 5E (Five Eyes);
✂️ C) EFTA (European Free Trade Association), APEC (Asia-Pacific
Economic Cooperation), NDB (New Development Bank) e
SEATO (Southeast Asia Treaty Organization);
✂️ D) ASEAN (Association of Southeast Asian Nations), AIIB (Asian
Infrastructure Investment Bank) e AUKUS (Australia, United
Kingdom and United States);
✂️ E) CARICOM (Caribbean Community), CIPS (Cross-Border
Interbank Payment System) e OECD (Organisation for
Economic Co-operation and Development).
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Coordenada pelo Ministério da Defesa, a Política Nacional de
Defesa (PND) articula-se com as demais políticas nacionais com o
propósito de integrar os esforços do Estado brasileiro para
consolidar o seu Poder Nacional, compreendido como a
capacidade que tem a nação para alcançar e manter os objetivos
nacionais. Nesse sentido, sem desconsiderar a esfera global,
estabelece como área de interesse prioritário o entorno
estratégico brasileiro, que inclui a América do Sul, o Atlântico Sul,
os países da costa ocidental africana e a Antártica. (PND, 2025,
p. 11)
Por outro lado, a escola geopolítica brasileira desenvolveu uma
densa teorização que enfatiza a necessidade de uma inserção
internacional autônoma do Brasil, capaz de responder aos
diferentes cenários configurados pelos construtores da
geopolítica mundial.
Diante do exposto, a alternativa que retrata, de maneira integral
e correta, as relações entre o conceito do entorno estratégico da
PND e a base fundante da escola geopolítica brasileira é a
seguinte:
✂️ A) a criação de uma moeda comum sul-americana, como o sur
ou o peso real, dentro da concepção geopolítica do quaterno,
de Mafra, reflete a tentativa de reforçar a lógica da teoria das
casas comuns ou zonas monetárias de Brochard;
✂️ B) o pensamento acadêmico de Therezinha de Castro está em
plena consonância com o conceito de entorno estratégico no
que se refere ao Atlântico Sul, aos países da costa ocidental
africana e à Antártica, mas não à integração da América do
Sul;
✂️ C) os rumos do pensamento brasileiro no início do século XXI
seguiram a tradição da escola geopolítica brasileira
(Travassos, Golbery, Therezinha de Castro e Meira Mattos),
marcada pela ideia de Brasil potência e adequação às
diretrizes do Consenso de Washington;
✂️ D) a ideia de projeção mundial do Brasil, de Meira Mattos,
rejeita a teoria da tríade de Brzezinski, inspirada na Comissão
Trilateral de 1973, ao sustentar a tese de Brasil potência,
baseada na projeção do país sem alinhamentos automáticos
aos polos de poder mundial;
✂️ E) a concepção de projeção continental do Brasil, de Travassos,
se coaduna com a concepção original de Karl Haushofer,
formulada no início do século XX, na qual o mundo deveria
ser organizado em grandes blocos regionais, cada um
liderado por uma potência hegemônica.
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Juscelino Kubitschek assumiu a presidência em 31 de janeiro
de 1956. Além de ser conhecido pela construção da atual capital
brasileira, Brasília, seu governo foi marcado pelo
comprometimento do setor público com o desenvolvimentismo.
Para sustentar o programa desenvolvimentista, o governo
Juscelino Kubitschek organizou o Plano de Metas, o mais
completo e coerente conjunto de investimentos feito até então.
Sobre esse tema, é correto afirmar que:
✂️ A) o Plano de Metas possuía mecanismos bem estruturados de
financiamento;
✂️ B) o Plano de Metas não previa a expansão dos meios de
pagamento como forma de financiamento dos gastos
públicos;
✂️ C) as áreas consideradas cruciais dentro do Plano de Metas
eram: energia, transporte, alimentação, indústrias de base e
educação;
✂️ D) dentre as áreas prioritárias, alimentação e educação foram as
que receberam as maiores fatias dos recursos alocados para o
Plano de Metas;
✂️ E) o setor público teve papel secundário na criação da
infraestrutura necessária para o processo de industrialização
previsto no Plano de Metas.
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