Na obra “A literatura em perigo”, de Tzvetan Todorov (2009), nota-se uma inquietação do autor quanto à forma como a literatura vem sendo ensinada e entendida nas instituições educacionais. Todorov defende a ideia de que a literatura corre o risco de perder sua função primordial de humanizar o ser humano e de favorecer uma compreensão mais profunda tanto do mundo quanto de si mesmo. A crítica de Todorov pode ser explicada pelo fato de o ensino de literatura
Leia o texto a seguir.

Para que a função utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura.
BNCC. Linguagens, Língua Portuguesa, Ensino Fundamental. P. 138.

Conforme o texto, para que a arte, com destaque para a literatura, cumpra sua função mais elevada de transformar a essência do sujeito leitor, é necessário que a escola