O conceito de gerenciamento de crise, utilizado pela Academia Nacional do FBI, dos Estados Unidos da América, destaca: “o processo de identificação, obtenção e aplicação de recursos necessários à antecipação, prevenção e resolução de uma crise”. Esse conceito é consensual dentro da doutrina brasileira de gerenciamento de crise.
Seguindo esse conceito, diz-se que uma crise possui três características básicas, a saber:
A negociação constitui a “rainha das alternativas táticas”. Sua doutrina indica duas áreas de atuação do negociador: a negociação real ou técnica e a negociação tática.

A negociação tática é o processo de coleta e análise de informações para suprir as outras alternativas táticas (uso de técnicas menos letal, tiro de comprometimento e intervenção tática), caso seja necessário utilizá-las, ou mesmo para preparar o ambiente, os reféns e o causador do evento crítico.

A negociação tática, em geral, se divide em: i) nibbling; ii) good guy – bad guy; iii) escalada ou frente russa e iv) concessão.

A negociação tática nibbling, é a tática pela qual:
O posto de comando (PC) de um evento crítico define-se como uma central de atuação do gerente da crise e demais pessoas envolvidas na ocorrência. “É a sede de autoridade para as operações de campo. Nesta condição, o PC centraliza a autoridade e o controle na cena de ação. Também serve como ponto de tomada de decisões para os subordinados”. A organização de um PC é fundamental para desenvolver e realizar bem as suas funções.

Os requisitos básicos para o funcionamento do PC são:
O uso da força é a característica mais proeminente da atividade policial. O seu carácter extraordinário pode ser apreciado em toda a sua dimensão, uma vez que a polícia pode recorrer a ele sem a intervenção prévia de um órgão jurisdicional ou administrativo. No campo internacional dos direitos humanos e na regulamentação interna brasileira, há princípios que devem ser obedecidos quanto ao uso da força, dentre eles legalidade, necessidade, proporcionalidade e razoabilidade. A ideia central a respeito do uso da força é a preservação da vida e da integridade física de qualquer pessoa.

O princípio da necessidade, no âmbito brasileiro, orienta que:
No desenvolvimento das operações de inteligência, tradicionalmente, podem ser empregadas as atividades de: estória cobertura, reconhecimento, entrevista, vigilância, disfarce, entrada, recrutamento, infiltração e aplicação de equipamentos eletrônicos. Em complemento, algumas habilidades dos agentes de inteligência também podem ser consideradas nas operações de inteligência: a observação, memorização e descrição (OMD) e confecção de croquis descritivos, fotografias e filmagens. É interessante registrar que algumas dessas ações necessitam de autorização judicial.
A respeito da clássica Estória Cobertura, é correto afirmar que:
O processo denominado Gerenciamento de Crises (GC) está amplamente difundido nas forças policiais no Brasil. A doutrina dominante estabelece quatro fases: (i) pré-crise; (ii) primeira intervenção ou resposta imediata; (iii) gestão da crise propriamente dita; e (iv) pós-crise.
Na fase da primeira intervenção ou resposta imediata, a doutrina indica os dez passos a serem seguidos quando o policial se depara com uma crise em andamento.
Um dos dez passos da primeira intervenção em crise é:
A atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP), em face dos diversos campos de atuação da segurança pública e das peculiaridades de cada instituição, se divide em algumas espécies: Inteligência Policial Judiciária, Inteligência Policial Militar, Inteligência Bombeiro Militar e Inteligência Policial Rodoviária.
A respeito da Inteligência Policial Militar, é correto afirmar que inclui:
A doutrina brasileira identifica o ciclo da inteligência em três etapas ou fases: orientação, produção e difusão.
A fase específica de produção do conhecimento se divide em quatro ciclos ou subfases: planejamento, reunião, processamento e difusão.
Na fase de produção do conhecimento, o ciclo processamento pode ser compreendido como relativo:
As operações de Inteligência são um conjunto de ações de busca e coleta de informações, com o emprego de técnicas e meios especializados, de caráter sigiloso, executadas de forma planejada, com vistas à obtenção de dados e informações geralmente não disponíveis, necessários para a produção de conhecimento de inteligência. Esse conjunto de ações pode ser realizado de duas formas: operações sistemáticas e operações exploratórias.

A respeito das operações sistemáticas, é correto afirmar que:
A atividade de inteligência se distribui por algumas funções, também conhecidas como elementos ou missões de inteligência. Em geral, elas podem ser agrupadas em quatro funções: reunião (collection); análise (analysis); contrainteligência (counterintelligence); e ações encobertas (covert actions).
A função reunião, na doutrina brasileira, ocorre por meio de dois procedimentos distintos: a coleta e a busca.
É correto afirmar que o procedimento coleta se refere à(ao):
A atividade de inteligência é desenvolvida pelas agências governamentais que são responsáveis, em geral, pela coleta, análise e disseminação das informações. Essas agências também são conhecidas como serviços secretos, serviços de informações ou serviços de inteligência.
No contexto brasileiro, a atividade de inteligência possui dois grandes ramos ou eixos, que são:
Uma obra clássica sobre a atividade de inteligência foi produzida pelo professor norte-americano Sherman Kent. Diversos serviços secretos pelo mundo, inclusive no Brasil, adotaram a obra como livro de cabeceira. É dela uma das concepções mais conhecidas e aceitas de inteligência que a descreve a partir de três elementos: conhecimento (produto), organização e atividade (processo).
A inteligência como conhecimento (produto):
O acesso do cidadão às informações sobre o que os governantes fazem e sobre o que eles sabem é uma condição necessária para manter os governos contemporâneos minimamente representativos em relação aos governados. Esse dilema é particularmente difícil quando se trata de discutir o controle público sobre a segurança nacional, o segredo governamental e os serviços de inteligência. O controle externo da atividade de inteligência no Brasil é realizado por meio de um controle parlamentar.

A Comissão Mista do Controle das Atividades de Inteligência, comissão permanente do Congresso Nacional brasileiro, possui, dentre outras, a(s) seguinte(s) competência(s):
A doutrina dominante do Gerenciamento de Crises indica as seguintes alternativas táticas: (i) negociação; (ii) técnicas não letais; (iii) tiro de comprometimento; e (iv) invasão tática.
A respeito da alternativa tática da negociação, é correto afirmar que se caracteriza:
A doutrina do Gerenciamento de Crises indica que a pessoa mantida pelo causador do evento crítico (CEC) pode ser classificada como refém ou vítima. Na condição de refém, há duas categorias: (i) refém tomado e (ii) refém sequestrado. Definir em que situação se encontra a pessoa frente ao CEC é fundamental para os negociadores.
A respeito da pessoa na condição de vítima, é correto afirmar que se trata daquela que: