Questões de Concursos

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A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
estavam à altura das consequências danosas do progresso
tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
nosso controle.
Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
conscientização, que não advém do saber oficial nem da
conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
das próximas gerações.

(Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. (início do 3º parágrafo)

A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima é:

Atenção: As questões de números 1 a 8 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

A safra atual de cana está prevista em 414 milhões de
toneladas e, para 2010/2011, há previsão de chegar a 560 milhões.
O grande crescimento do setor sucroalcooleiro no Brasil
se dará, inicialmente, por causa do mercado interno. Os carros
bicombustíveis ou flex
- que podem rodar tanto com gasolina
quanto com álcool
- serão os principais responsáveis pela
necessidade de expansão dos canaviais, pelo menos nos
próximos cinco anos.
Quanto ao mercado externo de álcool combustível, um
dos diretores do setor destaca que a curto prazo não há
expectativa muito grande, embora se fale muito do potencial do
Brasil. As expectativas são conservadoras, porque o mercado
externo é ainda muito incerto. "Nenhum país muda sua matriz
energética dependendo apenas de um fornecedor, no caso, o
Brasil", diz. Para que isso aconteça, é necessário que outros
países entrem fortena produção canavieira e na produção de
álcool.
Quanto ao açúcar, calcula-se um crescimento na demanda
interna de 2% ao ano, historicamente vinculado ao
aumento da população, e de 3% no mercado externo, em
países para os quais o Brasil já exporta. De qualquer maneira,
ancorado por projeções otimistas, principalmente em relação ao
mercado interno, o setor vem investindo pesado na instalação
de novas unidades produtoras, no oeste paulista e nos cerrados
mineiro, goiano e sul-matogrossense. Há 90 usinas em
processo de montagem ou que deverão ser montadas nos
próximos anos e que vão se juntar às 330 usinas já em
operação no País. Até 2010 deverão estar todas funcionando.

(Adaptado de Novo Mapa do Brasil. O Estado de S.Paulo, H26,
19 de março de 2006)

Nenhum país muda sua matriz energética... (2o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Assinale a opção em que o fragmento adaptado do Correio Braziliense, de 19 de março de 2014, foi transcrito com erros gramaticais.
As regras de concordância estão plenamente respeitadas em:
Instrução: As questões 44 e 45 estão relacionadas à redação oficial.

Na redação de documentos oficiais, deve-se utilizar adequadamente as formas de tratamento. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas tracejadas do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.

Solicito a Vossa Excelência que ________ a leitura do relatório que se encontra em _______gabinete.
                                   Dilemas do teletrabalho
      Uma questão clássica das ciências humanas, debatida ainda hoje, consiste em saber se o progresso tecnológico ajuda a satisfazer as necessidades sociais ou apenas aprofunda a alienação humana. Em poucas palavras, a tecnologia serve para nos emancipar ou nos explorar? Muitos analistas veem a flexibilidade do trabalho como aspecto positivo do atual desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação. Há, porém, aqueles que enfatizam como aspecto negativo o desemprego estrutural produzido pelos avanços da atual revolução da internet das coisas e da manufatura complexa do setor de serviços e na indústria.
      Diante desse dissenso, como interpretar o inegável crescimento do número de profissionais em home office, isto é, de pessoas trabalhando fora da sede das empresas que as contratam? Se no Brasil a tendência é recente, concentrando-se, sobretudo, em empresas prestadoras de serviços tecnológicos ligadas ao mundo virtual, nos Estados Unidos estimativas indicam que, independentemente do setor econômico, 40% de todo o trabalho de escritório já é realizado em home office.
      Em primeiro lugar, é importante sublinhar que a tecnologia não é em si mesma exploradora ou emancipadora. Aqui, as questões-chave são o modo como o progresso tecnológico é apropriado pelas empresas e como ele é regulado pela sociedade.
      Da perspectiva do processo de trabalho, o home office apresenta, de fato, uma face muito sedutora. Afinal, vivendo em uma cidade como São Paulo, por exemplo, quem não gostaria de trabalhar em casa, evitando o trânsito e os perigos ligados à circulação nos espaços públicos? Além disso, o trabalho em home office satisfaz com mais frequência a parcela feminina da força de trabalho, que percebe na flexibilização da jornada uma maneira de equilibrar demandas profissionais e exigências domésticas.
      No entanto, cabe observar que muitos efeitos deletérios para os profissionais em home office têm sido registrados por sociólogos do trabalho. Na medida em que esse trabalho é regulado economicamente pelo sistema de administração por metas, e considerando que as empresas tendem a endurecer permanentemente seus objetivos, verifica-se certa implosão das barreiras entre tempo livre e tempo de trabalho. Ou seja, todo o tempo da vida de quem está em home office transforma-se em trabalho.
      Aqui, não se trata mais de falar em flexibilização da jornada de trabalho, mas em ampliação de uma jornada que devora os finais de semana e não diferencia o dia da noite.
                                                                  (Ruy Braga. Revista E. mai. 2019. Adaptado)
A seguinte redação escrita a partir do texto atende à norma-padrão de concordância nominal e/ou verbal:
Leia o texto abaixo e, em seguida, responda a questão pertinente:

A coisa está branca
(Ferreira Gullar)



    Embora todo mundo já tenha escrito sobre a tal cartilha que a Secretaria Especial de Direitos Humanos do governo federal elaborou e editou, também vou meter o bedelho no assunto. Vocês hão de lembrar que sobre o papa eu não escrevi, que de papa eu não entendo; de cartilha também não, mas querer nos ensinar que pega mal usar expressões como “farinha do mesmo saco” indica que esse pessoal do Lula ou não tem mesmo o que fazer ou está a fim de nos encher o saco (com perdão da palavra politicamente incorreta).
    Essa coisa de censurar palavras e expressões nascidas do falar popular é uma mania que de vez em quando aflora. Não faz muito, surgiu uma onda exigindo que se expurgassem dos dicionários palavras como “judiação” ou “judiar”, sob o argumento de que são expressões antissemitas. Bastava pensar um pouco para ver que tais palavras não se referem aos judeus, e sim a Judas Iscariotes, isto é, à malhação do Judas no Sábado de Aleluia. Judiar ou fazer judiação é submeter alguém a maus-tratos semelhantes aos que a molecada faz com o boneco de Judas.
    Outra expressão que a ignorância rancorosa considera insulto racista é “a coisa está preta”, que, na verdade, como se sabe, alude ao acúmulo de nuvens negras no céu no momento que precede as tempestades. Assim, quando alguém pressente que as coisas estão se complicando, usa aquela expressão. Pois acreditem vocês que um conhecido meu, pessoa talentosa, me disse que em sua casa está proibido dizer “a coisa está preta”; lá se diz “a coisa está branca”! Pode?
    Essa cartilha - que o governo promete consertar, como se tal coisa tivesse conserto - pode abrir caminho para restrições à liberdade de expressão, se não em termos de lei, por induzir pais de família e professores a discriminar textos literários ou jornalísticos e, consequentemente, seus autores. No que me toca, já estou de orelhas em pé, pois acabo de lançar um livro para crianças (!!) cujo título é Dr. Urubu e suas fábulas. Para azar meu, o poema que dá título ao livro começa assim: “Doutor urubu, a coisa está preta”.
    Temo ser levado ao tribunal da Inquisição por incorrer em duplo delito, pois, além de usar a expressão condenada, ainda dou a entender que a frase alude à cor negra da ave, e logo que ave! Um urubu, bicho repugnante, que só come carniça! Adiantaria alegar que não fui eu quem pintou o urubu de preto? Minha sorte é que vivemos numa democracia, e o nosso povo, por índole, é pouco afeito ao fanatismo desvairado, em que pesem as exceções.
     Exagero? Pode ser, mas, se exagero, é de propósito, para pôr à mostra o que há de perigoso e burro nesses defensores do politicamente correto, porque, se não há o perigo da fogueira, há o perigo do império da burrice ir tomando conta do país. E tudo devidamente enfeitado de boas intenções.
    Sim, porque, conforme alegou o autor da cartilha, ela foi concebida com o propósito de resguardar a suscetibilidade de brancos e negros, de judeus e muçulmanos, de cearenses e baianos, de palhaços e beatas... Até os comunistas foram beneficiados sob o pretexto de terem sido vítimas de graves calúnias. Não sei se a Secretaria de Direitos Humanos acha natural chamar os outros de fascistas ou nazistas; quanto a acoimá-los de vigaristas, creio que não, pois isso ofenderia os vigários em geral. Não posso afirmar se a cartilha resguarda também a suscetibilidade dos chifrudos, dos pançudos, dos narigudos, dos cabeludos e dos cabeçudos; dos pirocudos, acredito que não, pois isso é tido como elogio. Mas e as moças de pouca bunda e poucos seios (do tipo Gisele Bündchen), que o pessoal apelida de “tábua”? E os gorduchos, apelidados de “bolão”? Os magricelas, de “espeto”? E os baixotes, chamados de “meia porção”? Isso sem falar num respeitável senador da República a quem seus confrades - acredito que sem malícia - apelidaram de “lapiseira”.
    Estou de acordo com que não se deva tratar pessoa nenhuma por apelidos depreciativos. Por exemplo, num papo com Bin Laden, eu teria a cautela de não chamá-lo de terrorista, especialmente se ele estivesse acompanhado de um homem-bomba. Do mesmo modo agiria com o juiz Nicolau, a quem nunca trataria de “Lalau”, embora certamente não lhe revelasse a senha de meu cartão de crédito.
    Como se vê, isso de falar politicamente correto envolve problemas, porque não se trata de engessar apenas o humor (bom ou mau) das pessoas, mas de engessar o próprio idioma. Falar, de certo modo, é reinventar a língua, já que o que se diz estava por ser dito e, ao dizê-lo, damos-lhe uma forma imprevisível até para nós mesmos. Além disso, há pessoas especialmente dotadas de verve, que nos surpreendem (e a si próprias) com expressões às vezes irônicas, sarcásticas ou simplesmente engraçadas. Criam modos de dizer inusitados, apelidos, ditos, tiradas, que nos divertem e enriquecem o nosso falar cotidiano. E que falar assim é um exercício de liberdade (para o bem ou para o mal) que não cabe nos preceitos de uma cartilha ou de um código de censura.
    Aliás, para terminar, sugiro que mudem os nomes de certos insetos, como barata, formiga e piolho, por coincidirem lamentavelmente com os sobrenomes de algumas respeitáveis famílias brasileiras.
    15.5.2005.

Gullar, Ferreira. A alquimia na quitanda: artes, bichos e barulhos nas melhores crônicas do poeta. São Paulo: Três Estrelas, 2016.
Releia e responda: “Minha sorte é que vivemos numa democracia, e o nosso povo, por índole, é pouco afeito ao fanatismo desvairado, em que pesem as exceções.” Dê a função sintática do termo grifado:
Texto para o item.
1 Estudo realizado pelo Projeto Observatório ABC (Agricultura de Baixo Carbono) revelou que o Brasil tem um potencial de
mitigar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) nas atividades agropecuárias. Se apenas três tecnologias de mitigação geradas
pela pesquisa e já disponíveis forem adotadas, o País potencialmente pode promover até 2023 uma redução muito maior do
4 que a meta estipulada pelo Plano ABC do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O plano foi originalmente
idealizado para recuperar 15 milhões de hectares degradados, mas poderia ser estendido a 60 milhões de hectares.
Se o País recuperar pastagens e promover integração lavoura?pecuária ou integração lavoura?pecuária?floresta, deixará
7 de ser lançado na atmosfera o equivalente a 1,8 bilhão de toneladas de CO2, que corresponde a todos os GEE produzidos na
atividade e medidos em comparação aos efeitos do gás carbônico.
Para chegarem aos resultados, os pesquisadores estimaram as emissões da agropecuária brasileira caso não houvesse a
10 adoção das tecnologias e usaram estimativas de crescimento do setor elaboradas pelo Mapa e pela Federação das Indústrias do
estado de São Paulo (Fiesp). Nesse cenário hipotético, o Brasil chegaria a 2023 com um saldo de 3,62 bilhões de toneladas de
CO2. A boa notícia é que, se somente as três tecnologias consideradas forem empregadas, todas as regiões brasileiras irão
13 neutralizar as emissões de GEE no campo e ainda armazenarão um adicional de carbono no solo.
O trabalho considerou a pecuária bovina e sete culturas agrícolas: arroz; milho; trigo; cana?de?açúcar; feijão; algodão; e
pastagem. A pecuária é o maior emissor de GEE e, entre as espécies agrícolas, a cultura do milho é a que mais produz esses
16 gases, seguida pela de cana?de?açúcar, arroz, feijão e algodão. A produção de soja, maior produto de exportação agrícola
brasileiro, não apresentou emissões significativas devido à utilização de fixação biológica de nitrogênio, processo que dispensa
a aplicação de fertilizantes nitrogenados, principal fonte de emissão direta de GEE para essa lavoura.
19 A mitigação promovida seria especialmente interessante no setor pecuário. Com a recuperação de pastos, de acordo
com o documento, poderá haver um adicional de 0,75 unidade animal por hectare. Em 39 milhões de hectares, esse adicional
será de 29,3 milhões de bovinos.
22 Outra pesquisa da Embrapa mostrou que o Brasil pode dobrar a área de suas plantações de grãos, atualmente com 55
milhões de hectares, e aumentar a lotação de seus pastos sem precisar abrir novas áreas agrícolas. O salto produtivo tem sido
observado em propriedades que adotaram técnicas de sistemas de produção que associam a criação de gado à agricultura
25 (integração lavoura?pecuária).
Os pesquisadores mostram que a recuperação de pastos degradados, além de promover benefícios ambientais, pode dar
um impulso importante à pecuária bovina.
Internet: <agronovas.com.br> (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Na linha 24, o emprego do acento indicativo de crase em “à agricultura” justifica?se pela regência da forma verbal “associam” e pela anteposição de artigo definido ao termo “agricultura”.
Texto
1 A necessidade de aprimorar a forma de se comunicar
com os demais tem sido uma preocupação cada vez mais
recorrente no mundo do trabalho, afinal, hoje, a oratória e
4 a comunicação são requisitos para o profissional ascender
na carreira e conseguir se manter ativo no mercado de
trabalho.
7 Empresas especializadas em carreira e mercado
profissional já consideram que o desempenho do candidato
em uma entrevista de emprego, especialmente a forma
10 como ele se comunica, tem mais impacto do que o currículo
em si.
Aprimorar a oratória é o caminho para se relacionar
13 melhor com os outros, tanto no ambiente de trabalho como
na vida pessoal. Saber como aplicar as principais técnicas de
oratória, ser capaz de gesticular e de organizar o raciocínio
16 são diferenciais em todas as situações de exposição de fala.
Perder o medo de expressar as ideias - e conseguir
fazer isso da melhor forma - é possível por meio da prática
19 e da orientação de profissionais conscientes da importância
que a comunicação exerce no dia a dia. Por essa razão, a
procura por cursos de oratória tem crescido
22 consideravelmente no Brasil.
Ser um bom comunicador - e demonstrar isso na
rotina profissional - envolve uma série de habilidades.
25 A capacidade de estruturar as próprias ideias e
conseguir expressá-las de forma compreensível aos demais
é imprescindível. Além da habilidade de falar com clareza, a
28 organização do raciocínio deve permitir que o que se fala
seja interessante, já que um dos principais desafios da
comunicação é ganhar e reter a atenção dos demais.
31 Falar bem é ser o mais claro possível e ter alto grau
de persuasão. Em entrevistas de emprego, reuniões de
trabalho e negociações com clientes, essa habilidade se faz
34 ainda mais requisitada. Hoje, o profissional que não
consegue ser assertivo e persuasivo em suas conversas ou
exposições orais corre sérios riscos de ficar para trás, visto
37 que o mercado se torna mais competitivo dia após dia.
Entretanto, para ser um bom comunicador, não
basta conseguir utilizar a linguagem verbal, expressando
40 conteúdos de forma interessante e eficaz. É indispensável
ter uma boa postura, manter contato visual, saber gesticular
e utilizar a voz corretamente. Todo esse conjunto é o que
43 compõe a linguagem não verbal, um dos aspectos da
comunicação pessoal.
A ideia de que apresentações em público são
46 restritas a profissionais da comunicação ou a
palestrantes já está ultrapassada. Hoje, todos os
profissionais - especialmente aqueles que ocupam cargos
49 de liderança - precisam saber como fazer apresentações,
seja qual for a área em que trabalham. Isso acontece
porque, atualmente, não basta alcançar bons resultados: é
52 preciso saber falar sobre eles.
Internet: <www.terra.com.br> (com adaptações).
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Nas orações "não basta" (linha 51) e "é preciso" (linhas 51 e 52), a flexão verbal na terceira pessoa do singular justifica-se porque o sujeito de ambas é oracional.

O texto abaixo servirá de base para a questão.

 Óculos com luz e joia no rosto são novas armas contra reconhecimento facial

Letícia Naísa

A indústria fashion começa a oferecer produtos para quem não quer ser reconhecido por câmeras de vigilância. Podem ser óculos que emitem luz, joias que confundem o scanner facial ou máscaras que distorcem as feições. A rápida expansão da tecnologia de reconhecimento inspirou a artista polonesa Ewa Nowak a criar máscaras para driblar as autoridades. Feitas de metal, as joias prometem embaralhar os algoritmos e impedir que os rostos sejam reconhecidos por câmeras.

O projeto foi chamado de "Incognito" e consiste em um tipo de óculos que cobre parte da testa e das maçãs do rosto. "Este projeto foi precedido por um estudo de longo prazo sobre forma, tamanho e localização dos elementos da máscara para que ela realmente cumprisse sua tarefa", escreve Nowak em sua página. Segundo ela, a máscara foi testada no algoritmo DeepFace, do Facebook, e passou na prova: seu rosto não foi reconhecido.

Ainda há muito debate e muita pesquisa em torno da eficiência da tecnologia de reconhecimento facial, especialmente com os falsos positivos: a câmera diz que uma pessoa é, na verdade, outra. Especialistas apontam que ainda há muitas falhas em reconhecer rostos fora do padrão de homens brancos. "Se a gente aplica essas tecnologias de maneira errônea e ela indica que o meu rosto é de uma pessoa suspeita, a tendência é que oficiais deem crédito ao equívoco, e abre-se margem a abuso policial, porque tem indício de que você é uma pessoa suspeita e aí pode-se inverter o princípio da inocência, que é fundamental", afirma Joana Varon, diretora executiva da Coding Rights, organização de defesa dos direitos humanos na internet.

A preocupação com o reconhecimento facial tem crescido nos últimos anos, visto que a tecnologia tem sido usada para fins de segurança pública e privada e de marketing. No Brasil, a novidade já chegou. Durante o carnaval deste ano, um homem foi preso depois de ser reconhecido por uma câmera, e a ViaQuatro do metrô paulista foi impedida de usar o reconhecimento facial. O debate sobre a regulamentação da tecnologia está previsto na Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto de 2020.

Para Pollyana Ferrari, professora da PUC-SP e pesquisadora de mídias sociais, é preciso que os governos regulamentem o uso de nossas "pegadas digitais", sejam likes, compras, navegação ou biometria. "Os riscos da tecnologia são os usos não declarados; na maior pa rte das vezes, não sabemos o que será feito da nossa biometria", diz. "Cada vez a driblamos menos", afirma.

Quanto à eficiência do Incognito, as especialistas ainda são céticas, mas Varon reconhece que há uma tendência na tentativa de hackear o sistema de vigilância da tecnologia de reconhecimento facial. O próprio "Incognito" foi inspirado em um projeto japonês que criou óculos com luzes que impedem a tecnologia de reconhecer rostos. Em Hong Kong, durante a onda de protestos na China, os jovens usaram máscaras, lenços e lasers para enganar as câmeras. 

Para Varon, a via legislativa e moratórias para uso da tecnologia são vias eficientes. Nos Estados Unidos, algumas cidades já baniram o uso de reconhecimento facial na segurança e impediram empresas que desenvolvem softwares de venderem para esse fim. "O que funciona é ter uma visão crítica e ampliar o debate sobre quão nocivo pode ser o uso dessa tecnologia, seja por discriminação de pessoas, seja por coleta abusiva de expressões faciais, sentimentos, humores, visando manipular mentes, e o debate sobre o guardo e o compartilhamento desses dados, que são extremamente sensíveis", afirma. 

Para Ferrari, o projeto enquanto artístico é válido. "O papel da arte sempre foi nos tirar da zona de conforto. Então, esse movimento que se declara contra a vigilância governamental e corporativa, com joias, óculos de LED e máscaras, é bem oportuno, pois nos alerta para algo que já nos afeta diariamente", opina. 

Disponível em: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/30/artista -cria-mascara-anti-reconhecimento-facial.htm. Acesso em: 27 jan. 2020. [Adaptado]

Para responder à questão, considere o excerto transcrito abaixo.

“O papel da arte sempre foi nos tirar da zona de conforto. Então[1], esse movimento que se declara contra a vigilância governamental e corporativa, com joias, óculos de LED e máscaras, é bem oportuno, pois[2] nos alerta para algo que já nos afeta diariamente”, opina.

Quanto aos elementos linguísticos destacados.

Assinale a opção que apresenta fragmento de texto gramaticalmente correto.

Canção


Pus meu sonho num navio

e o navio em cima do mar;

- depois, abri o mar com as mãos,

para o meu sonho naufragar.


Minhas mãos ainda estão molhadas

do azul das ondas entreabertas,

e a cor que escorre dos meus dedos

colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,

a noite se curva de frio;

debaixo da água vai morrendo

meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quando for preciso,

para fazer com que o mar cresça,

e o meu navio chegue ao fundo

e o meu sonho desapareça.


Depois tudo estará perfeito;

praia lisa, águas ordenadas,

meus olhos secos como pedras

e as minhas duas mão quebradas.

                                                                       Cecília Meireles – A viagem

Assinale a estrofe estruturada com mais orações. 

Julgue os próximos itens, no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto. “É por isso que a ideologia racista somente pode ser combatida de forma consistente com as armas da mente.” (linhas 25 e 26): Por essa razão, somente se pode combater a ideologia racista, de forma consistente, com as armas da mente.
A frase em que a concordância está em total conformidade com o padrão culto escrito é:
Acerca da correção dos trechos apresentados quanto à concordância nominal e verbal, julgue o item.
Cláudio e Inês conversaram até de madrugada.

Considere o enunciado que segue.

Acredito que os interessados se mostram aptos à função para a qual estão se candidatando quando agem com ponderação diante de cada desafio que lhes é proposto, ou seja, reflete-se sobre o caso a ser analisado e procura-se avaliar de forma imparcial os possíveis aspectos divergentes que nele estejam em jogo.

Na frase,

AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 "Não existe uma definição para inteligência artificial (IA), mas várias. Basicamente, IA é fazer com que os
2 computadores pensem como os seres humanos ou que sejam tão inteligentes quanto o homem", explica Marcelo
3 Módolo, professor de Sistemas de Informação da Universidade Metodista de São Paulo. Assim, o objetivo final
4 das pesquisas sobre esse tema é conseguir desenvolver uma máquina que possa simular algumas habilidades
5 humanas e que os substitua em algumas atividades.
6 A inteligência artificial faz parte dos estudos de Ciências da Computação. Os programas utilizam a mesma
7 linguagem de sistemas convencionais, mas com uma lógica diferente. Existem várias maneiras de se fazer essa
8 programação. Em alguns casos, o sistema inteligente funciona com uma lógica simples - se a pergunta for x, a
9 resposta é y. Em outros casos, como os estudos em redes neurais, a máquina tenta reproduzir o funcionamento
10 dos neurônios humanos, em que as informações vão sendo transmitidas de uma célula a outra e se combinando
11 com outros dados para se chegar a uma solução.
12 Existem vários ramos de estudo em sistemas inteligentes, cada um se dedicando a um aspecto específico do
13 comportamento humano. "Por exemplo, há quem estude robôs e se preocupe com a parte motora. Outras áreas se
14 debruçam sobre a fala, com o objetivo de criar máquinas que possam conversar, entender a língua e seus
15 significados", diz Módolo. O professor também afirma que todas as pesquisas são muito especializadas e, por
16 isso, não há ninguém que se dedique a construir uma máquina que reproduza o ser humano em sua totalidade -
17 como acontece em filmes de ficção científica. Também, por essa razão, é muito pouco provável a produção de
18 robôs que se tornem mais inteligentes que os humanos e possam se "rebelar". "Eu não vejo a possibilidade de um
19 androide similar ao homem. Existem pesquisas que tentam fazer com que o computador seja capaz de aprender,
20 mas, mesmo assim, ele continua não tendo conhecimento de mundo", explica o professor.
21 Tudo isso pode parecer muito perto da ficção, mas a inteligência artificial já está presente no cotidiano de
22 todas as pessoas. Por exemplo, no desenvolvimento de videogames que utilizam esse tipo de estudo para criar
23 jogos cada vez mais complexos. "Nos games de futebol, cada jogador tem características muito específicas e
24 próximas às de um competidor real. Ou seja, um é melhor em passe, mas corre menos que o outro. Para simular
25 isso, são aplicadas técnicas de sistemas inteligentes", conta Módolo. Outro exemplo são as máquinas fotográficas
26 que fazem o foco automático no rosto das pessoas ou que disparam ao encontrar um sorriso. Até mesmo nos
27 corretores ortográficos dos processadores de texto de computador, é preciso um sistema inteligente para detectar
28 que há um problema de sintaxe na frase e oferecer uma possível correção. "Muita gente reclama que o corretor
29 sempre erra. Mas é preciso lembrar que, como os sistemas inteligentes simulam o ser humano, eles erram como
30 nós", explica Módolo.
FONTE: https://novaescola.org.br/conteudo/1115/o-que-e-inteligencia-artificial
Exerce função predicativa o termo
?Também é possível, adquirindo lentes que custam centavos, transformar o smartphone num supermicroscópio que permite fazer diagnósticos ainda mais sofisticados? / mais sofisticação nos exames realizados.
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