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    A cidadania na cidade inteligente é matéria complexa. Recente evento corporativo para o setor público promovido por uma multinacional de tecnologia definiu o cidadão como um consumidor de serviços. Um dos responsáveis por esse argumento é o economista Albert O. Hirschman. Em 1970, Hirschman publicou estudos relacionando a fidelidade de pessoas a empresas e a governos com a capacidade de escuta dessas organizações.

    De acordo com Hirschman, não atentar às necessidades de seu público fará com que ele procure alternativas: a competição no caso de firmas e a oposição no caso de governos. Segundo o autor, escutar seu público e levar em conta suas considerações garantiria a qualidade no serviço prestado, o que, por sua vez, criaria lealdade para com a organização ofertante. Por trás desse estudo, está a ideia de que um governo e uma firma possam, em certa medida, funcionar da mesma maneira. Ainda que isso seja em parte possível, tal fato não torna o cidadão um consumidor, muito pelo contrário.

    Vejamos. Se um bem público fosse um bem de consumo, ele poderia ter seu acesso controlado pelo preço, regulado por oferta e demanda. Bens públicos são públicos justamente porque são bens não rivais e não possuem paralelo de possibilidade de oferta, ou são essenciais e seu provisionamento em quantidade, qualidade e tempo hábil desafia a lógica empresarial e de mercado.

    Em saneamento, por exemplo, limitar sua oferta implica incremento de doenças e aumento de custos com saúde pública. E a alternativa, não gastar com isso, é a morte. Portanto, não se trata de condições normais de mercado, mas de investimento social, de sua obrigatoriedade. Isso posto, é natural perguntar se não seria necessário garantir o direito de cidadania antes do de consumo.

     É importante ter em mente que o cidadão não é — e jamais será — um consumidor, mas, sim, um beneficiário. Bem público não é bem de consumo, mas direito político pleno de acesso e usufruto. Entretanto, isso não significa que não se deva procurar eficiência e rentabilidade na economia do setor público. Tampouco implica abandonar pleitos por qualidade. Mas resulta em perceber que a qualidade está subscrita ao direito de acesso e usufruto, e não à possibilidade de seu consumo.

André Leiner. O cidadão, o consumidor e as cidades inteligentes. Internet: (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
O economista Albert O. Hirschman contribuiu para a definição de cidadão como consumidor de serviços, cujas necessidades devem ser atendidas pelas organizações, tanto governamentais quanto empresariais.

1                      As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se

            intrinsecamente com a satisfação das necessidades dos

            seres humanos — alimentar-se, proteger-se do frio e do

4          calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens em

            uma relação de dependência com a natureza, pois no

            mundo natural estão os elementos que serão utilizados para

7          atendê-las.

                        Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos

            que quase tudo que vemos existe em razão de atividades do

10        trabalho humano. Os processos de produção dos objetos

            que nos cercam movimentam relações diversas entre os

            indivíduos, assim como a organização do trabalho

13        alterou-se bastante entre diferentes sociedades e momentos

            da história.

                        De acordo com o cientista social norte-americano

16        Marshall Sahlins, nas sociedades tribais, o trabalho

            geralmente não tem a mesma concepção que vigora nas

            sociedades industrializadas. Naquelas, o trabalho está

19        integrado a outras dimensões da sociabilidade —           festas,

            ritos, artes, mitos etc. —, não representando, assim, um

            mundo à parte.

                        Nas sociedades tribais, o trabalho está em tudo, e

23        praticamente todos trabalham. Sahlins propôs que tais

            sociedades fossem conhecidas como         “sociedades de

25        abundância” ou “sociedades do lazer”, pelo fato de que

            nelas   a satisfação das necessidades básicas sociais e

            materiais se dá plenamente.

 

            Thiago de Mello. Trabalho. Internet: (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado.
 As formas pronominais “Estas” (?.4) e “las” (?.7) referem-se a “necessidades dos seres humanos” (?. 2 e 3)

It has become clear that preventive diplomacy is only one
of a class of actions that can be taken to prevent disputes from
turning into armed conflict. Others in this class are preventive
deployment of military and(or) police personnel; preventive
humanitarian action, for example, to manage and resolve a
refugee situation in a sensitive frontier area; and preventive
peace-building, which itself comprises an extensive menu of
possible actions in the political, economic and social fields,
applicable especially to possible internal conflicts.
All these preventive actions share the following
characteristics: they all depend on early warning that the risk of
conflict exists; they require information about the causes and
likely nature of the potential conflict so that the appropriate
preventive action can be identified; and they require the consent
of the party or parties within whose jurisdiction the preventive
action is to take place.

The element of timing iscrucial. The potential conflict
should be ripe for the preventive action proposed. Timing is also
an important consideration in peace-making and peace-keeping.
The prevention, control and resolution of a conflict is like the
prevention, control and cure of a disease. If treatment is
prescribed at the wrong moment in the evolution of a disease, the
patient does not improve, and the credibility of both the treatment
and the physician who prescribed it is compromised.

Internet: (with adaptations).

From text II, it can be deduced that

preventive diplomacy has just been considered the only possible action to avoid war.

1 Há séculos os estudiosos tentam entender os
motivos que levam algumas sociedades a evoluir mais rápido
que outras. Só recentemente ficou patente que, além da
4 liberdade, outros fatores intangíveis são essenciais ao
desenvolvimento das nações. O principal deles é a c
apacidade de as sociedades criarem regras de conduta que,
7 caso desrespeitadas, sejam implacavelmente seguidas de
sanções.

Veja, 5/9/2007 (com adaptações).

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias no texto acima.

Depreende-se da argumentação do texto que "liberdade" (R.4) é um dos fatores tomados como "essenciais ao desenvolvimento das nações" (R.4-5).

Texto CG2A1-I

1    Na década de 1960, o mundo passou por um aumento 
      populacional inédito devido à brusca queda na taxa de 
      mortalidade, o que gerou preocupações sobre a capacidade dos
4    países em produzir comida para todos. A solução encontrada 
      foi desenvolver tecnologia e métodos que aumentassem a 
      produção.
7    Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de 
      Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e Fomes, 
      identificou a existência de populações com fome mesmo em
10  países que não convivem com problemas de abastecimento. O 
      economista indiano traçou então, pela primeira vez, uma 
      relação causal entre fome e questões sociais como pobreza e
13  concentração de renda. Tirou, assim, o foco de aspectos 
      técnicos e mudou o tom do debate internacional sobre a 
      questão e as políticas públicas a serem tomadas a partir daí.
16  As últimas décadas foram de grande evolução no 
      combate à fome em escala global. Nos últimos 25 anos, 7,7% 
      da população mundial superou o problema, o que representa
19  216 milhões de pessoas. É como se mais que toda a população 
      brasileira saísse da subnutrição em menos de três décadas. 
      Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a uma dieta
22  que forneça o mínimo de calorias e nutrientes necessários para 
      uma vida saudável, e 21 mil pessoas morrem diariamente por 
      fome ou problemas derivados dela.
25  Um estudo publicado em 2016 pela FAO 
      (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a 
      Agricultura) mostra que a produção mundial de alimentos é
28  suficiente para atender a demanda das 7,3 bilhões de pessoas 
      que habitam a Terra. Apesar disso, aproximadamente uma em 
      cada nove dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A
31  pesquisa põe em xeque toda a política internacional de combate 
      à subnutrição crônica colocada em prática nas últimas décadas. 
      Em vez de crescimento da produção e ajudas momentâneas,
34  surge agora como caminho uma abordagem territorial que 
      valorize e potencialize a produção local. 
      Embora os números absolutos estejam caindo, o tema
37  ainda é um dos mais delicados da agenda internacional. 
      Um exemplo da extensão do problema está na declaração 
      dada em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância
40  (UNICEF), segundo a qual 1,4 milhão de crianças, de quatro 
      diferentes países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão 
      do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A questão
43  é tão antiga quanto complexa, e se conecta intrinsecamente 
      com a estrutura política e econômica sobre a qual o sistema 
      internacional está construído. Concentração da renda e da
46  produção, falta de vontade política e até mesmo desinformação 
      e consolidação de uma cultura alimentar pouco nutritiva são 
      fatores que compõem o cenário da fome e da desnutrição no
49  planeta.

                    Internet: www.nexojornal.com.br (com adaptações).

Infere-se do texto CG2A1-I que uma das contribuições do estudo publicado em 2016 pela FAO foi
    Texto
    O astrônomo lê o céu, lê a epopeia das estrelas. Ora,
direis, ouvir e ler estrelas. Que histórias sublimes, suculentas,
na Via Láctea. O físico lê o caos. Que epopeias o geógrafo lê
nas camadas acumuladas em um simples terreno. Um desfile de
Carnaval, por exemplo, é um texto. Por isso se fala de
“samba-enredo”: a disposição das alas, as fantasias, a bateria,
a comissão de frente são formas narrativas.
    Uma partida de futebol é uma forma narrativa. Saber
ler uma partida — esse é o mérito do locutor esportivo, na
verdade, um leitor esportivo. Ele, como o técnico, vê
coisas no texto em jogo que, só depois de lidas por ele, por nós
são percebidas. Ler, então, é um jogo, uma disputa, uma
conquista de significados.
    Estamos com vários problemas de leitura hoje.
Construímos aparelhos aprimoradíssimos que sabem ler.
Leem-nos, às vezes, melhor que nós mesmos. Vi na fazenda de
um amigo aparelhos eletrônicos que, ao tirarem leite da vaca,
são capazes de ler tudo sobre a qualidade do leite, da vaca, e
até (imagino) ler o pensamento de quem está assistindo à cena.
Aparelhos complexos leem o mundo e nos dão recados. A
natureza está dizendo que a água, além de infecta, está
acabando. Lemos a notícia e postergamos a tragédia para
nossos netos. É preciso ler, interpretar e fazer alguma coisa
com a interpretação.
Affonso Romano de Sant’Anna. Ler o mundo.
São Paulo: Global, 2011, p. 8-9 (com adaptações).
No texto, ao supor que os aparelhos de ordenha de vacas estão aptos a ler o pensamento das pessoas presentes durante o processo, o autor sugere que esses aparelhos

   Desde fim dos anos 80 do século passado, o efeito estufa como ameaça ecológica número um não é mais contestado. Embora não se possa provar, irrefutavelmente, que o aumento até agora medido das temperaturas anuais médias (em torno de um grau nos últimos cem anos) se refere ao desenvolvimento humano, essa suposição tem, no entanto, muita probabilidade de ser correta — de tal forma que seria irresponsabilidade deixar as coisas seguirem seu curso. Um primeiro sinal de que o clima mundial já começou a mudar é o aumento de anomalias meteorológicas — ciclones, períodos de seca e trombas-d’água diluvianas — desde os anos 90 do século passado.    

     Os limites do crescimento marcam uma espécie de escassez, embora no mercado não se tornem imediatamente notados como tais. A atmosfera, por exemplo, não funciona como um reservatório, que um dia esvaziará e outro dia será novamente enchido por bombeamento (a isso, o mercado poderia ao menos reagir em curto prazo), mas como um mecanismo que, lenta mas inexoravelmente, terá efeito retroativo em nossas condições de vida, comparável a um parafuso de rosca que se aperta sempre mais.

       O limite do demasiado é invisível e também não pode ser determinado diretamente por experimentos. Assim como, ao se escalarem montanhas, o ar cada vez mais rarefeito nas alturas desafia os alpinistas diferenciadamente — uns mais, outros menos —, a fauna e a flora, em regiões diferenciadas, reagem diferentemente ao aquecimento da atmosfera. Uma das preocupações mais sérias é provocada pela velocidade com que já está ocorrendo a mudança climática. Se ela não for eficazmente freada, poderá exigir demasiado da capacidade adaptativa de muitas espécies.

Thomas Kesselring. Depois de nós, o dilúvio. A dimensão do meio ambienteInÉtica, política e desenvolvimento humano: a justiça na era da globalização. Benno Dischinger (Trad.). Caxias do Sul, RS: Educs, 2007, p. 222 (com adaptações).

Em relação aos aspectos linguísticos e às ideias do texto apresentado, julgue o item a seguir.

De acordo com o texto, as espécies serão atingidas de maneira uniforme pelo aquecimento global. 

Com referência às ideias do texto, julgue os itens a seguir.

Infere-se da leitura do texto que a existência virtual e a existência física assemelham-se no que se refere à determinação dos limites de tempo e espaço de atuação profissional.

Imagem 001.jpg

Julgue os itens a seguir a respeito da organização do texto
apresentado.

A expressão "No estado de repouso e de movimento dos objetos" (Imagem 007.jpg.7) localiza onde se associam os "conceitos" referidos na linha 10.

One frequently overlooked area in planning is technical
reviews and inspections. A technical review requires substantial
preparation on the part of the presenters. Documents must be
published and distributed and presentation material organized and
made into slides or overheads. Practice sessions are conducted by
presenters with an audience of critics to prepare for the review.
The reviewers should read the material, attend the
presentations, and write reports. On large projects with many
reviews and walk-throughs involving many participants, a
substantial number of labor hours can be consumed analyzing
documents, attending meetings, and writing reports. For example,
a system design review for one module or unit can require 150
labor hours. When overlooked, this labor can result in a very
large error in resource and schedule estimation.
Many projects include risk assessment and risk
management as a key part of the planning process and expect the
plan toidentify specific risk areas. The plan is expected to
quantify both probability of failure and consequences of failure
and to describe what will be done to contain development risk.

A. Behforooz and F. Hudson. Software engineering
fundamentals. Ed. Oxford (adapted).

Based on the text above, judge the following items.

The plan is supposed to include the likelihood of failure, its results and the actions to be taken to contain development risk.

Cada um dos itens seguintes apresenta um fragmento de
correspondência oficial, seguido de uma proposta de classificação
(entre parênteses) desse fragmento quanto ao gênero de
correspondência a que pertence. Julgue-os quanto à correção
gramatical e à classificação proposta.

Aos vinte e um dias do mês de agosto de dois mil e onze, às quinze horas, realizou-se, no Salão Nobre desta instituição, reunião ordinária do Conselho Fiscal, com o objetivo de eleger os novos membros para o biênio dois mil e doze-dois mil e treze. (ata)

Considerando que os fragmentos apresentados nos itens de 16 a
20 constituem partes sucessivas de um texto de Jamil Chade (O
Estado de S. Paulo
, 18/12/2008), julgue-os quanto à correção
gramatical.

O jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung divulgou as novas previsões do Ministério da Economia da Alemanha que indicam que o maior mercado da Europa sofrerão uma queda de pelo menos 3% em 2009. O encolhimento da economia poderá ser ainda maior se a recessão atingir outros países.

Texto CG1A1-I

       Algumas das primeiras incursões pelos mundos paralelos ocorreram na década de 50 do século passado, graças ao trabalho de pesquisadores interessados em certos aspectos da mecânica quântica — teoria desenvolvida para explicar os fenômenos que ocorrem no reino microscópico dos átomos e das partículas subatômicas. A mecânica quântica quebrou o molde da mecânica clássica, que a antecedeu, ao firmar o conceito de que as previsões científicas são necessariamente probabilísticas. Podemos prever a probabilidade de alcançar determinado resultado ou outro, mas em geral não podemos prever qual deles acontecerá. Essa quebra de rumo com relação a centenas de anos de pensamento científico já é suficientemente chocante, mas há outro aspecto da teoria quântica que nos confunde ainda mais, embora desperte menos atenção. Depois de anos de criterioso estudo da mecânica quântica, e depois da acumulação de uma pletora de dados que confirmam suas previsões probabilísticas, ninguém até hoje soube explicar por que razão apenas uma das muitas resoluções possíveis de qualquer situação que se estude torna-se real. Quando fazemos experimentos, quando examinamos o mundo, todos estamos de acordo com o fato de que deparamos com uma realidade única e definida. Contudo, mais de um século depois do início da revolução quântica, não há consenso entre os físicos quanto à razão e à forma de compatibilizar esse fato básico com a expressão matemática da teoria.


Brian Greene. A realidade oculta: universos paralelos e as leis
profundas do cosmo. José Viegas Jr. (Trad.) São Paulo:
Cia das Letras, 2012, p. 15-16 (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.

No trecho “por que razão”, no quinto período, o vocábulo “que” poderia ser substituído por qual, sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Texto
    O maior desafio do Poder Judiciário no Brasil é
tornar-se cada vez mais acessível às pessoas, até mesmo
a quem não pode arcar com o custo financeiro de um processo.
De um modo amplo, o acesso à justiça significa a garantia de
amparo aos direitos do cidadão por meio de uma ordem
jurídica justa e, caso tais direitos sejam violados, a
possibilidade de ele buscar a devida reparação. Para tornar
efetivo esse direito fundamental e popularizá-lo, foram feitas
várias mudanças na lei ao longo dos anos. Esse movimento de
inclusão é conhecido como ondas renovatórias. Atualmente, já
se fala no surgimento da quarta onda, que está relacionada aos
avanços da tecnologia.
    Na primeira onda renovatória, buscou-se superar as
barreiras econômicas do acesso à justiça. No Brasil, as medidas
para garantir a assistência judiciária a quem não pode arcar
com as custas de um processo ou ser assistido por um
advogado particular foram efetivadas principalmente pela
Lei n.º 1.060, de 1950, e pela criação da Defensoria Pública da
União, em 1994, que atende muitos segurados do INSS que
têm de recorrer ao Poder Judiciário para conseguir um benefício.
    A segunda onda renovatória enfrentou os desafios de
tornar o processo judicial acessível a interesses coletivos, de
grupos indeterminados, e não apenas limitado a ser um
instrumento de demandas individuais. Para assegurar a tutela
dos direitos difusos, que dizem respeito à sociedade em geral,
foram criados instrumentos para estimular a democracia
participativa. Os principais avanços ocorreram com a entrada
em vigor da Lei da Ação Civil Pública, em 1985, e do Código
de Defesa do Consumidor, em 1990, que, conjuntamente,
formaram o microssistema processual para assegurar os
interesses da população.
    A terceira onda encorajou uma ampla variedade de
reformas na estrutura e na organização dos tribunais, o que
possibilitou a simplificação de procedimentos e,
consequentemente, do processo. Entendeu-se que cada tipo de
conflito tem uma forma adequada de solução: a decisão final
para uma controvérsia pode ser tomada por um juiz, árbitro ou
pelas próprias partes, com ou sem o auxílio de terceiros
neutros, como mediadores e conciliadores.
    Hoje, na quarta onda renovatória, a chamada
revolução digital e suas mudanças rápidas aceleraram a
engrenagem judicial. Esse processo de transição do analógico
para o digital não se resume apenas à virtualização dos
tribunais com a chegada do processo eletrônico. As tecnologias
da informação e comunicação oferecem infinitas possibilidades
para redesenhar o que se entende por justiça.
    As plataformas digitais de solução de conflitos
popularizaram serviços antes tidos como caros e pouco
acessíveis. Hoje existe até a oferta de experiências de cortes
online, nas quais as pessoas têm acesso aos tribunais com um
clique, sem sair de casa.
Mariana Faria. O que tecnologia tem a ver com acesso à justiça?
13/6/2018. Internet: <www.dacordo.com.br> (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir.
A ampliação do acesso à justiça no Brasil é um processo que se iniciou com a revolução digital.
Texto CB1A1-I1                Como em todas as tardes abafadas de Americana,        no interior de São Paulo, o paranaense Adílson dos Anjos        circula entre velhas placas de computador, discos rígidos4      quebrados, estabilizadores de energia enferrujados,        monitores com tubos queimados e outras velharias do        mundo da informática. Ao ar livre, as pilhas, que alcançam7      um metro de altura, refletem os raios de sol de forma        difusa e provocam um incessante piscar de olhos. Por trás        delas, um corredor estreito, formado por antigos10    decodificadores de televisão a cabo, se esconde sob uma        poeira fina que sobe do chão.                Com uma chave de fenda na mão direita, Adílson13    mantém, de joelhos, uma linha de produção repetitiva.        Desparafusa as partes mais volumosas de uma CPU        carcomida, crava sua ferramenta em fendas16    predeterminadas e, com os dedos da outra mão, faz        vergar parte do alumínio do aparelho. Com um        solavanco, arranca do corpo da máquina uma chapa fina19   e esverdeada conhecida como placa-mãe. Com zelo,        deposita-a perto dos pés. O resto faz voar por cima de        sua cabeça: com um ruído estridente, tudo se espatifa22    metros atrás.                Há cerca de um ano, Adílson vive com os cerca de        600 reais que ganha por mês coletando, separando e25    evendendo sobras de computadores, que recebem o nome        de e-lixo. Todos os meses, ele transforma 20 toneladas de        sucata eletrônica em quilos e quilos de alumínio, ferro,28    cobre, plástico e até mesmo ouro.                Não há dados no Brasil a respeito do número de        pessoas que vivem do mercado de sucata eletrônica, nem31    do volume de dinheiro que ele movimenta. A falta de        dados e a consequente ausência de projetos voltados para o        bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o34    e-lixo brasileiro ainda se move pela sombra.                Na Europa e nos Estados Unidos, estudos sobre        o assunto atestam que o montante de lixo digital em37    circulação na Terra cresce 5% ao ano. A sucata        eletrônica, sozinha, já abocanha uma fatia maior do que        a das fraldas infantis no bolo de resíduos sólidos gerados40    pelo ser humano.                                            Cristina Tardáguila. Ruínas eletrônicas. Internet                                             <:www.piaui.folha.uol.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. 
Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o trecho “O resto faz voar por cima de sua cabeça” (?. 20 e 21) poderia ser reescrito da seguinte maneira: As outras partes arremessa por cima da própria cabeça. 
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Trata-se de uma condição que comporta riscos, pois, segundo Dufour, desaparece o motivo geracional.” (R. 33 a 35). Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada mantém os sentidos originais e a correção gramatical do texto.

A Polícia Federal desferiu um dos maiores golpes na
história do tráfico de drogas sintéticas no Rio, cuja característica
é muito distinta do praticado nos morros da cidade. Os policiais
cumpriram mandados de prisão por todo o país - só no Rio
foram utilizados 22 agentes e presas 42 pessoas, a maioria jovens
de classe média alta moradores da Zona Sul. Eles utilizavam um
esquema de mulas (pessoas usadas para transportar a droga), que
levavam cocaína para o exterior e traziam ecstasy, LSD e haxixe.
As operações se estenderam por Brasília, Paraná, Santa Catarina,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas, Bahia e Pernambuco.

Jornal do Brasil, 12/2/2009, p. A2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a
importância e as ramificações do tema nele abordado, julgue os
itens seguintes.

De acordo com o texto, o tráfico de drogas ocorre sempre de maneira idêntica, independentemente do tipo de mercadoria e de quem a transaciona.

Imagem 001.jpg

No que se refere à organização das ideias no texto acima, julgue os itens seguintes.

No desenvolvimento textual, as expressões para aprimorar (L.5) e para favorecer (L.6) expressam finalidade.

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